Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

23
Fev16

Afinal o masoquismo vale a pena

Por masoquismo entenda-se a minha forte paixão por exercício físico (not) e como anseio, qual criança em noite de natal, pela hora da aula. Hoje não arranjei desculpas. Equipei-me e arrastei a bunda até à aula. Depois do cardio, com corrida para aquecer, agachamentos e kicks, eis que estou fresca e fofa, de lingua de fora, a arfar como um cavalo de corrida, desgrenhada e transpirada, a mentalizar-me para ir ao tapete encher uns abdominais, e eis que a professora me diz que se notam os resultados: mais magra, mais tonificada, com braços mais definidos e cintura marcada. Ora pois que fui até ao tapete com o ego mais inchado que peru de natal. Se calhar por isso é que os abdominais dos infernos me custaram a fazer. Era do inchaço.

23
Fev16

Nas palavras dos outros vejo-me ao espelho

Hoje bati com os olhos numa crónica. Na hora de almoço, enquanto aguardava pelo plim do microondas, passeava os olhos pelo mural do facebook e algo me chamou a atenção. Abro o link. Leio de um trago o texto e sinto aquele arrepio de quem recorda um pesadelo.

Vais ser sempre uma infeliz.

Ouvi tanto isto. Ouvi tantas das coisas descritas neste texto. Vivi outras tantas. É duro. Foda-se, é mesmo duro. E não tem cura. É um vazio e uma mágoa que nos acompanha até ao fim dos dias. Conforta-me a coragem de ter virado costas, de largar, de procurar viver em vez de sobreviver. Conforta-me saber que há outras pessoas com histórias de vida familiar semelhantes. Que ouviram as mesmas coisas, que sentiram as mesmas coisas, que sofreram de igual forma. Conforta-me saber que a culpa não é minha, que o monstro não sou eu, que contra quem mais me devia apoiar e gostar de mim, eu procuro ser feliz como sou. 

 

23
Fev16

Quando a vida acontece

O dia amanheceu cinzento. Frio. Com ameaça de chuva. Os gatos não saem do ninho. Amontoaram-se os quatro numa só alcofa, assim, tudo ao molho e fé em Deus, que a união aquece. 

Eu passei o dia com alguma letargia. Apesar de ter acordado com vontade de ouvir, em modo repeat, Sway de Michael Bublé e ir treinando o cha cha cha, a verdade é que me sinto apática. Talvez seja do tempo, que me deixa sonolenta, com vontade de me aninhar no meio dos gatos. Talvez seja das poucas horas de sono, e não muito bem dormidas. Talvez seja da ausência do chefe, que convida um pouco à preguicite aguda. Talvez seja porque hoje é dia de aula de ginástica e eu já estou a magicar o que hei-de arranjar que me impossibilite de ir. 

Penso no livro que está pousado há mais de uma semana. Não tenho tido tempo ou cabeça para o ler. E fico genuinamente triste e de consciência pesada porque tive uma fase em que andava mais ativa na leitura e voltei ao marasmo. Trabalhar o dia todo, chegar a casa, tarefas domésticas, tratar do jantar, dos almoços para o dia seguinte, voltar a sair para ir às minhas aulas de atividades de lazer. Chegar a casa derreada e só a desejar um banho quente, um pijama confortável e cama. E a certeza que amanhã pouco difere do dia que ali se dá por terminado, tarde e más horas.

Não posso lamentar o que deixo por fazer nos dias com poucas horas para as muitas coisas que faço. Só que em dias de letargia, são as coisas que deixo de fazer que me pesam. Que me lembram que era tão bom poder sentar no meu sofá, com as pernas tapadas pela manta fofa, o livro nas mãos, e chuva a cair lá fora, e a certeza que a vida vale a pena pelos pequenos prazeres que nos dá. Mas as obrigações, o que tem de ser tem demasiada força para letargias e saudosismos. Os pequenos prazeres são adiados. Há outras coisas a viver. A vida acontece, independentemente das nossas letargias.

 

23
Fev16

Uma pessoa jura jejum e depois é isto!

a1c21357dbffe729744cb016b401132847b7a374.jpg

 

3dd0cf4d35758be894ea6d0c51039e9414678483.jpg

 

Pois, quanto mais prometo jejum de compras, parece que mais fome tenho. Bati os olhos nestas blusas da Modalfa, e fiquei com o coração a palpitar. 

Missão: passar revista às blusas de meia estação. A regra é de ouro: só entra novo, se sair velho. Portanto, acho que vou encontrar algumas blusas em idade de reforma. Muaaahhhhhh

 

Nota-se que tenho tendências para os vermelhos? Até deve custar a acreditar que sou Sportinguista.

23
Fev16

Efeito secundário da aula de dança

Acordar com vontade de ouvir esta música e andar pelo quarto a treinar os passos de cha cha cha.

Ontem a aula foi cha cha cha. Como mudei de escola e estou numa turma "abaixo" do nível em que me encontro, para os colegas ontem foi a primeira aula que tiveram de cha cha cha, e para mim foi curtir cha cha cha, que eu adoro. Sou ave rara. A maioria não gosta, protesta, resiste, no social são poucos os que se atrevem a dançar e é muito raro passar um cha cha cha no social. Mas eu gosto. Gosto das músicas, gosto do ritmo, gosto do ar meio sassy (atrevido), meio sensual. Ontem a aula pouco me trouxe de novo, foi bom para rever bases, mas acima de tudo para descontrair na aula e encarnar o espírito sassy do cha cha cha.  

When marimba rhythms start to play
Dance with me, make me sway
Like a lazy ocean hugs the shore
Hold me close, sway me more

 

Sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pela estória de:

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D