Pensamento do dia
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Hoje tive um dia cheio, mas nem por isso produtivo. Sabem aqueles dias que uma pessoa parece uma barata tonta, mas chega ao fim do dia e vê que em trabalho mesmo, pouco fez?
Fui convocada para um workshop durante a tarde, depois ao fim da tarde, e como membro da equipa que organizou uma campanha de solidariedade que decorreu no 2º semestre de 2015, tive de ir à entrega do donativo angariado (batemos recorde, orgulho).
O dia trouxe novidades. Dos outros. Que me deixam feliz, a sério que sim. Mas deixam-me com um sentimento de vazio dentro de mim. Como se eu visse a vida a passar, impávida e serena, enquanto os outros avançam e arriscam e conquistam coisas. As boas novas dos outros deixam-me aquele sabor a fel de me sentir estagnada. Aquela sensação de frustração de remar, remar, remar, remar e não sair do sítio. Aquele sentimento de fracasso pelos sacrifícios que faço e não me levam a lado nenhum, enquanto os outros parecem gozar mais e receber mais da vida.
Não lhes tenho inveja. E estou genuinamente contente. Só fico assim, aninhada sobre mim própria a pensar que raio faço eu de errado para que eu veja os outros a avançar e eu assim, impávida e serena a ver os navios passar.
Pronto, deixem lá as minhas crises existenciais. Estou naquela semana do mês. As hormonas estão parvas e eu que as ature. Ou que fique ainda mais parva que elas, é mais o caso.
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