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Estórias na Caixa de Pandora

Entre a sombra e a luz, as estórias que me habitam

Estórias na Caixa de Pandora

Entre a sombra e a luz, as estórias que me habitam

20
Abr16

Pandora, esta semana não há desafio de escrita criativa?

Há, pois!!!

O tema lançado para esta semana foi: espelho meu, espelho meu.

Tchiiiii que isto dá para desenvolver toda uma trilogia. 

Pois que dá, o tema é absolutamente delicioso e puxa à emotividade, à introspeção, a uma viagem pelo tempo, pelo ser, pelo íntimo. E sim, tudo isso me passou pela cabeça. Escrever sobre o tempo que passa e fica gravado na pele que vemos refletida no espelho.

Mas aqui a menina Pandora gosta de sair da caixa e ir pelo menos óbvio e expectável, o que decide fazer? Um poema. Ora, logo aqui saio totalmente da minha zona de conforto. Poesia não é, de todo, a minha praia na escrita. Mas escrevi um poema? Sim. Um poema daqueles de puxar o lenço e fazer chorar as pedras da calçada? Não. Um poema paródia, que se estou a sair, por um lado, da minha zona de conforto, que haja alguma coisa onde me sinta confortável. E em situações adversas eu vou pelo humor. Ora atentem lá na minha (parca) arte de versejar:

 

Espelho meu, espelho meu

Que mal te fiz eu?

Logo pela manhã, sem estar desperta,

Olho-te e levo um susto que me aperta.

 

Serei sonâmbula?

Deambularei pela casa sem destino?

Olho-te e vejo uma cara cor de lula,

E um cabelo em perfeito desatino.

 

Devo enfiar os dedos na tomada

Para acordar com esta fronha nada engomada.

Esfrego os olhos neste susto

Miro o reflexo deste busto.

 

Viro-te as costas com indiferença.

Vou mas é comer para acordar,

Ganhar cor e bem parecença.

Mas se me voltas a assustar…

 

Espelho meu, espelho meu

Nem sei que te faça eu.

O martelo ao Musga vou buscar

E mando os sete anos de azar cag…(ao) ar!

 

 

Nota: Musga é outro colega do grupo que, entretanto, partilhara o seu texto onde ameaçava o seu espelho com um martelo. Nitidamente, recorri a um jogo de intertextualidade. 

✨ Entre sombras e luz, floresço.
20
Abr16

O drama da carteira

Por carteira entenda-se porta-documentos, porta-moedas, aguarda-por-notas, acumula-talões, coleciona-cartões-de-cliente.

Só pela descrição já perceberam que há uma infinidade de tralha a guardar na carteira. 

Ora, assim sendo, que carteira escolher? Uma de tamanho XXL que nos obriga a andar com malas também XXL, porque além da carteira XXL ainda há o necessaire com os primeiros socorros, a maquilhagem, a caixa dos óculos de sol, a agenda, o bloco de notas, o telemóvel, quiçá o tablet e o carregador, não vá ficar sem bateria, o lanche, as chaves de casa, do carro, outros óculos de sol, lenços de papel. 4 pacotes, não vá algum acabar. Continuo?

Há as de tamanho médio, cabe uma quantidade razoável de cartões, pelos menos os principais que mais usamos, e os documentos, já não exige uma mega mala, mas ainda assim, se queremos usar uma mala mais pequena, o raio da carteira é maior que a mala, ou enche logo aquilo tudo, lá vamos ter de pegar só no que é essencial e levar num porta-moedas pequeno, com espaço para dois ou três cartões.

Ah, a epifania. Afinal pode-se sair de casa com Cartão de Cidadão (ainda não mudou, pois não?), a carta de condução, o cartão multibanco, alguns trocos e siga. Mas de repente, no regresso a casa até se passou no supermercado, e raios que o cartão de cliente ficou em casa, bem como os talões de desconto. E nisto recebe-se um telefonema, queremos anotar algum recado mas raio o bloco de notas ou a agenda ficou em casa, porra para isto, malas pequenas não são para mim, nem um papel perdido na carteira tenho, porque a carteira ficou em casa, quem me manda sair de casa assim desprevenida.

Um drama. Um drama!

Ou andamos carregadas quem nem mulas de carga, ou damos uma de minimalistas e tudo nos falta.

 

 

Agora digam-me como é que ELES conseguem usar a mini carteira no bolso das calças????

Ah, já sei. O resto pedem às mulheres para guardarem. Nas malas delas. 

 

✨ Entre sombras e luz, floresço.

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