Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

08
Mai16

Prenda de anos forçada (e antecipada)

Como tantas vezes já aconteceu, o meu telemóvel caiu ao chão.

Partiu o ecrã? Não. 

Escangalhou-se? Não.

Tudo parecia normal... até que percebo que coluna de som que é bom, nada. E o pior nem é não poder ouvir músicas ou ver vídeos. O pior mesmo é que o bicho não tocava se me ligavam e nem eu ouvia nada do outro lado se me atendessem. E sim, andei a fazer testes com o homem, ele a ligar-me, a atender, e coluna funcionar, nada. Emitia um zumbido irritante. Não tivesse eu, ainda, esperança que, por algum milagre, ressuscitasse, e dizia-lhe o zumbido. 

Desepero. Ficar assim sem telemóvel em véspera de ir para fora. Como ia falar com a menina que vem fazer o cat sitting aos meus meninos? Sem tempo para mandar arranjar, Gandhe diz-me que para o arranjar mais valia comprar novo, que o arranjo pouco menos ia ficar do que ele custou, há uns anitos. 

Era tudo o que eu precisava. Uma despesa sem contar. Ainda por cima com telemóvel. 

Ahhhhhh, a sério, há uns anos atrás vivíamos todos sem isto e era possível. Agora? Missão (praticamente) impossível.

Resultado: em vez de estar a fazer a mala ao fim da tarde, lá fui em busca de um telemóvel novo. Diz que faço anos e é a minha prenda de mim para mim. Ora, prendas destas, assim, dispensava. 

Em compensação, o rapaz levou-me à ourivesaria onde me apaixonei por este anel. E ofereceu-mo. Ainda não o trouxe porque não havia o meu tamanho, mas vai chegar. 

Agora vou ali acabar de fazer a mala: difícil escolher coisas para três dias, ainda mais com o tempo tão incerto. Amanhã é dia de acordar cedo, mas é por bons motivos: fazer-me à estrada e ir para novas paragens. Ansiosa!!

 

07
Mai16

Um livro de ternura, um hino à amizade!

Alfie_2016

Comecei a ler na quinta à noite. Adormeci a meio de um capítulo, que tive de acabar na sexta de manhã. Ontem à noite li até fechar os olhos de sono. Hoje, fez-me companhia na tarde chuvosa e só parei na última palavra. 

É uma narrativa leve, linear, simples, mas nem por isso despida de sentimento ou sentido. É uma narrativa cheia de ternura, um verdadeiro hino à amizade e lealdade. E à esperança. É uma história de abandono, luta, sobrevivência, solidão, mas como a amizade e a esperança podem curar.

A história é-nos contada pelo gato, o Alfie, um ternurento e mimado gato de companhia de uma senhora que faleceu. Ele faz parte de uma herança que os herdeiros não querem, e para não ser atirado para um abrigo de animais, faz-se à estrada em busca de uma nova família. Da dor de ter perdido a sua companheira, vê-se sozinho exposto aos perigos da rua: fome, frio, chuva, ruas movimentadas, carros, pessoas que o enxotam, outros animais que o perseguem. No seu percurso ele percebe que só agora que tudo perdeu é que dá valor ao que tinha (tão humano que isto é). Nos momentos de maior cansaço, frustração e desespero, Alfie confronta-se com outros gatos que, solidários com a sua situação, o vão ajudando e ensinando a sobreviver na rua. 

Um dia chega a um bairro e sente que é o seu destino. É aí que vai pôr o seu plano em prática. Arranjar nova família. Mas, como "gato escaldado de água fria tem medo", Alfie não quer apenas uma casa, quer várias, porque sabe o que é perder tudo. Então esforça-se para arranjar vários lares que lhe garantam comida, conforto, amor. 

No entanto Alfie sabe que para conquistar os novos donos humanos, ele terá de lhes mostrar como precisam dele. E a verdade é que Alfie escolheu bem as famílias para serem suas, já que todas apresentavam problemas, e no fim, não foram elas que salvaram Alfie, mas ele que as salvou e uniu, num desfecho delicioso, que nos deixa de sorriso tonto.

Uma história repleta de ternura. Que nos mostra tanto sobre a solidariedade, sobre a amizade, e como um animal pode fazer toda a diferença na vida de uma pessoa, de uma família, como pode ser salvação e união.

A quem gosta de animais em geral, gatos em particular, não deixem de ler. A quem não tem particular interesse em animais, leiam também. Sim, é uma história de ficção, mas tem tanto de verdadeiro, tanto para nos ensinar. 

 

Sinopse:
Alfie é um sem-abrigo, abandonado após a morte da sua dona. Agora, é o momento de procurar uma nova casa e alguém que lhe dê carinho e conforto – um verdadeiro lar. Quando chega a Edgar Road, parece-lhe ser aquele o sítio ideal para ficar, mas está longe de imaginar que encontrará, em vez de um, quatro novos lares. No entanto, terá de usar perseverança para convencer os seus futuros donos disso mesmo, pois a última coisa de que precisam é de um gato.

Mas quando começam a surgir complicações nas suas vidas, todos se apercebem o quão importante Alfie se tornou. Ele trouxe-lhes esperança nos momentos mais negros e mostrou-lhes que a solidariedade é um valor inestimável.

Rachel Wells cria com mestria um personagem-gato, que observa com perplexidade os humanos, levando-nos a refletir sobre os nossos comportamentos.
06
Mai16

Hoje começa o quê?

Além de uma semana de férias.

Novo curso de Lady Styling. Em novembro/dezembro tive a minha primeira experiência, e como gostei e ainda tenho muito a aprender e aperfeiçoar, inscrevi-me no segundo curso. Dois meses de aulas. 

Agora a minha semana fica assim: segundas - aulas de dança; terças -  cardio fitness; quartas - respiro; quintas - cardio fitness; sextas - aulas de lady styling.

Sábado ligo-me às máquinas, domingo ressuscito.

 

06
Mai16

Semana de tema livre no grupo de escrita criativa

Há momentos em que as palavras emudecem. Ficam ali, num limbo, embrulhadas entre si, despidas de significado, de sentido, de som. Fico quieta no meu silêncio, rebuscando no baú que carrego com as memórias e os sentidos. Passo os dedos pelo baú, qual Aladino acariciando a lâmpada, sussurrando pelo seu génio. Do meu baú não sai um génio que me concede desejos. Mesmo se saísse, eu não teria desejos, porque não tenho palavras. Desisto do baú. Não me apetece mexer em poeira, em memórias, em sonhos esquecidos, em sentires perdidos.
Olho-me ao espelho, como se procurasse no meu reflexo as palavras que não saem do meu peito aflito.
Uma lágrima cai. Numa doce carícia. A carícia que me faltou, dada pela tua mão. Porque dói tanto? Este aperto no peito, este nó na garganta, este frio pela espinha, este murro no estômago… este grito de dor que não sai, e as palavras que se embrulham. Porque dói tanto esta saudade de ti? A porta que fechaste, a vida que me levaste, sem que percebesses, deixando este espetro refletido no espelho manchado. As lágrimas soltam-se, já não são carícia, mas dor que se liberta. Tombo no chão frio. Deixo-me ficar quieta. Silêncio. Em alerta. Podes voltar. Abrir a porta. Devolver-me a vida e o sentido das palavras. Vais voltar, não vais?

 

05
Mai16

Terapias, by Mango

casaco

blusa

cinto

 Tudo com 50% de desconto. Maravilha!

Ora bem, por descargo de consciência, o casaco, uma bela pechincha de 9,99€, vem para o lugar de dois casacos de malha, compridos, que estraguei: um, em bege, dei com ele com nódoas, que não consegui tirar, e nem me lembro onde as apanhei. O outro, um cinzento escuro, a lavar a caixa de areia dos gatos com lixívia, pronto, já estão a ver que o cinza ficou com umas manchas rosa.

O cinto, que só uso nas calças de ganga e porque tem de ser (não sou lá grande fã de cintos), ando a comprar cintos na Parfois ou na Stradivarius, e em pouco tempo ficam feios. Este é 70% em pele, cor neutra, espero que dure. Um achado de 8,99€.

A blusinha, confesso que não é tanto para substituir trapo velho que sai, mas para compor um leque de blusinhas meia estação que me faltam no roupeiro. 

Assim sendo, fui às promoções online, fiz uma bela de uma terapia a ver se me passava a neura de uma semana difícil, que felizmente está a chegar ao fim e isso significa: FÉRIAS! 

Uma semaninha de férias, uma escapedela de três dias para mudar de ares, desligar das rotinas e do corre-corre do dia a dia. Perfeito era estar sol...

 

04
Mai16

Debaixo de algum céu

debaixo_de_algum_ceu_2016

Este livro foi prenda da minha doce m-M. Não conhecia o autor, tão pouco tinha ouvido falar do livro.

A sinopse soou-me bastante interessante. E depois da empreitada de ler a trilogia de Zafón de seguida, este foi o escolhido, mesmo sabendo que vir logo a seguir a Zafón não é tarefa fácil.

Li-o sem pressas, ao sabor da disponibilidade e vontade. Mas quando lhe pegava era difícil largar. Tem um ritmo narrativo acelerado, vidas que se cruzam e entrecruzam, os sons da vida rotineira, os pensamentos de quem não tem coragem de os pensar alto, os medos, os anseios, as dúvidas, as descobertas, as tristezas, as solidões, a solidariedade num momento de crise, a vida que passa independentemente de tudo o resto. 

Um prédio, os seus moradores, vizinhos, uma semana, uma pequena localidade à beira mar: são os ingredientes base para esta narrativa linear, simples, polvilhada com reflexões sobre a vida do quotidiano de pessoas tão comuns, que podia ser qualquer um de nós, ou um dos nossos vizinhos...

Deixo a sinopse e espero que vos desperte a curiosidade, como me despertou a mim.

 

Sinopse

Num prédio encostado à praia, homens, mulheres e crianças - vizinhos que se cruzam mas se desconhecem - andam à procura do que lhes falta: um pouco de paz, de música, de calor, de um deus que lhes sirva. Todas as janelas estão viradas para dentro e até o vento parece soprar em quem lá vive. Há uma viúva sozinha com um gato, um homem que se esconde a inventar futuros, o bebé que testa os pais desavindos, o reformado que constrói loucuras na cave, uma família quase quase normal, um padre com uma doença de fé, o apartamento vazio cheio dos que o deixaram. O elevador sobe cansado, a menina chora e os canos estrebucham. É esse o som dos dias, porque não há maneira de o medo se fazer ouvir.

A semana em que decorre esta história é bruscamente interrompida por uma tempestade que deixa o prédio sem luz e suspende as vidas das personagens - como uma bolha no tempo que permite pensar, rever o passado, perdoar, reagir, ser também mais vizinho. Entre o fim de um ano e o começo de outro, tudo pode realmente acontecer - e, pelo meio, nasce Cristo e salva-se um homem.

Embora numa cidade de província, e à beira-mar, este prédio fica mesmo ao virar da esquina, talvez o habitemos e não o saibamos.

Com imagens de extraordinário fulgor a que o autor nos habituou com o seu primeiro romance, Debaixo de Algum Céu retrata de forma límpida e comovente o purgatório que é a vida dos homens e a busca que cada um empreende pela redenção.
 

 

Sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pela estória de:

Blog Afiliado

Sugestões

Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D