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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

09
Out16

Durou duas noites (e meia)

Deixei-te_ir_2016

Na passada quarta feira, feriado, como tirei uma sesta à tarde, cheguei à noite e soninho que é bom, nada. Peguei então neste livro, um dos últimos que comprei, e comecei a ler. Li os três ou quatro primeiros capítulos e senti-me, desde logo, agarrada. Tanto que na quinta, à hora de almoço, li ávida mais um capítulo.

À noite peguei no livro ansiosa e fui até ao final da primeira parte. Não continuei porque eram 2h da manhã e sexta era dia de trabalho. Mas acreditem que fiquei em ânsias de pegar novamente no livro.

Sexta à noite, mal pude, assim o fiz e só parei no último ponto final. Eram umas 4h da manhã quando acabei a maratona. 

O livro agarra desde a primeira página. Mas o que é surpreendente, mesmo surpreendente, é que estamos toda uma primeira parte (vá, até à página 162) totalmente equivocados. Antes de começar a segunda parte, e dada a revelação no final da primeira parte, voltei atrás e reli os dois primeiros capítulos. Percebi logo como tinha sido induzida em erro. E não pude deixar de me rir de mim mesma, porque é tão subtil que se alguém perceber antes, merece um prémio. 

Não posso falar muito do enredo porque, involuntariamente, iria contar mais do que devo. É um thriller, sim, seu sei, este ano ando a dar-lhe forte nos thrillers, um mistério que fica logo no início por resolver: um atropelamento fatal de uma criança de 5 anos com fuga do condutor. Poucas ou nenhumas pistas, uma equipa de investigação policial que quer ver o culpado identificado e responsabilizado por um ato tão atroz e cobarde.

Deixei-te Ir é uma história envolvente, emocionalmente forte, com uma personagem tão carregada de mistérios que nos cativa e nos impulsiona a querer saber mais sobre ela, sobre os segredos que esconde, sobre a dor tão destruidora que sente, sobre o que lhe aconteceu que a faz parecer tão culpada e tão inocente. Um thriller com uma profunda carga dramática sobre um tema bastante complexo, trágico e que socialmente é, simultaneamente, um tema tabu, condenável, repugnante e difícil de condenar na justiça. 

A história tem vários narradores, sendo que um dos narradores da segunda parte é simplesmente arrepiante. Desde que se começa a ouvir a voz dele sente-se que ali há algo de muito maquiavélico, que vai crescendo na trama, à medida que se vão revelando segredos. A cada revelação, um passo mais próximo da verdade, do que aconteceu no fatídico dia do atropelamento. E quando achamos que está a resposta encontrada, desenganem-se. Há algo mais sórdido por trás. Arrepiante. 

Eu adorava poder estender-me sobre o livro, mas não posso mesmo. Porque recomendo a sua leitura, e não vos tiro o prazer da constante surpresa que as reviravoltas que vão surgindo causam no leitor. 

É intenso, é arrebatador, é empolgante, é absolutamente viciante.

Tenho lido livros muito interessantes, mas este fez-me bater um recorde que há muito não tinha: devorá-lo em duas noites porque é impossível largá-lo.

 

09
Out16

A Rapariga no Comboio, o filme

Li o livro há pouco mais de um ano. E gostei bastante. Quando soube da adaptação ao cinema, confesso que fiquei com muita vontade de o ir ver, acima de tudo pela curiosidade de ver como iam pôr na grande tela aquele enredo tão intrincado que nos é narrado na primeira pessoa por três vozes diferentes. Achei que o filme se ia centrar muito na parte da investigação criminal, e essa seria a linha condutora do enredo. Não podia estar mais enganada. 

Tal como no livro, o que mais gostei no filme foi conseguirem manter as perspectivas das três personagens narradoras. Para quem leu o livro, facilmente perceberá que estamos perante o mesmo esquema: o ponto de vista de cada uma das personagens nucleares, Rachel, Megan e Anna, que nos vai revelando os pormenores de uma trama, num desenvolvimento tenso dos acontecimentos. 

Gandhe não leu o livro, obviamente não lhe contei a história, e ele gostou bastante do filme. Não é um filme de ação, a dita investigação policial é muito secundária no filme, tal como o é no livro, já que não é pela investigação policial que vemos o desenrolar dos acontecimentos e chegamos à revelação do mistério.

Tendo em conta que a minha memória do livro não é assim tão fresca, considero que o essencial do livro está bem adaptado no filme. Emily Blunt faz uma performance soberba no papel de Rachel. O pormenor de terem alterado o cenário de Londres para os EUA não altera, tão pouco influencia, a intriga. Portanto não vejo grande relevância nesse aspeto quando leio as críticas ao filme sobre esse detalhe. 

Acredito que quem tenha a memória do livro bem mais fresca vá encontrar mais "defeitos" no filme. Mas há que ter em consideração que um livro tem sempre mais, muito mais detalhes e subtilezas que um filme, e nem sempre é fácil passar isso para o grande ecrã. Portanto, gostei muito do filme, achei a adaptação bem conseguida e destaco, sem sombra de dúvida, a performance de Emily Blunt. 

 Independentemente se leram ou não o livro, vão ver o filme. Vale a pena! 

 

 

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