Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

24
Nov16

O tamanho, às vezes, importa!

As semanas são preenchidas. Às vezes apetece-me desistir de umas quantas atividades, porque isto de querer fazer tudo nem sempre corre bem. Adiante, as semanas são preenchidas e mesmo assim, tudo o que eu puder fazer durante a semana e não esperar pelo fim de semana, tanto melhor, despacho logo o assunto.

Portanto, ontem, aproveitei que ainda faltavam 10 minutos para a aula de dança, e corro até ao hipermercado, que fica ao lado da escola, para ir comprar um estendal. Daqueles mais baratuchos, metálicos. Já que a chuva veio para chatear, sei que vou ter de estender a roupa na garagem (graçádeus que tem postigo e areja) e o estendal de parede que lá pusemos não dá vazão às máquinas de roupa. E lá vou eu, acelarada, ver o estendal.

Olho para ele, tiro-lhe as medidas a olho e... Que pariu, isto não cabe na mala do Smart.

 

23
Nov16

Black Friday

Já não posso ouvir/ler sobre a black friday. Espera-se uma enchente nas lojas, centros comerciais a rebentar pelas costuras, tudo aquilo que eu fujo a sete pés. Por isso mesmo na sexta vai haver jantar de sushi com um grupo de colegas. Oh yeah. Se é para gastar dinheiro, que seja em boa comida e animada companhia.

 

23
Nov16

Quem não arrisca...

Ontem cheguei a casa em modo tesa que nem um carapau seco. Nem o Robocop deveria andar assim tão direito. Ai as minhas cruzes!!! Lamuriava-me eu.

Ainda assim, estava indecisa se ia ou não ia à aula de cardio fitness. Doida, eu sei. Mas quer dizer, com tantas maleitas, tenho faltado, e depois uma gaja quer estar boua para o biquíni e népias. Não foi este o motivo. A verdade é que tinha dúvidas se fazer um bom aquecimento e uns bons alongamentos até não me aliviariam as dores na lombar. Esta é a vantagem da professora ser também fisioterapeuta e osteopata. Portanto, teria todo o apoio necessário, durante os exercícios, à minha condição. A alternativa era ficar em casa de mantinha nos joelhos, o mais direita e imóvel que conseguisse para não sentir aquelas pontadas de dor. 

Arranjei o peixe, o Gandhe queria assado, eu disse que me apetecia cozido, para descomplicar. Foi peixe cozido, com legumes cozidos. Deixei tudo orientado para depois ele pôr a cozer e fui-me equipar.

Ele arregalou os olhos. Vais à aula????? Não vais ficar pior das costas? 

Fui à aula. Distraí-me com as brincadeiras e parvoeiras com as colegas, a professora, dado que eu não era a única entrevadinha da turma, fez uma aula soft, apostando muito nos alongamentos. Custou sentir tudo a esticar até ao limite. Mas caramba, resultou. Uma sensação de alívio. Cheguei a casa com mais energia, dormi melhor, hoje mal sinto dor. 

 

21
Nov16

Caro vizinho

Cada um gosta da música que bem entende, há gostos para tudo. Se queres ouvir kizomba, tudo bem, eu quando vou às festas latinas, volta e meia até danço uma kizomba. Se queres ouvir Quim Barreiros, é contigo, ninguém faz trocadilhos linguísticos e jogos semânticos como ele, se estás numa de passar o CD com os grandes êxitos do Tony Carreira, pá, são gostos, não se pode negar que é um grande nome da música portuguesa. 

Mas por favor, e por respeito aos que moram no mesmo prédio, ou a quem passa na rua, numa tarde de domingo de pasmaceira, baixa o caralho do volume, que eu não tenho de estar a levar com o teu baile privado dentro da minha sala, refastelada no sofá, a tentar ver uma série. 

Estive à beira de um ataque de nervos, quase quase a entrar em histeria e ir tocar-te à campainha, de pijama, para te chamar a atenção. E passou-me pela cabeça fazer uma espécie de desgarrada: tu com Tony Carreira e eu com Rammstein ou Slipknot com o sound surround a topo nas cinco colunas. O problema é que para o resto da vizinhança, eu seria pior que tu. E era preciso que tu percebesses a mensagem. O que eu duvido. 

Portanto, por agora leva o administrador do condomínio um recadinho. Se cair em saco roto, passo à estratégia de Rammstein ou Slipknot. 

Nada a agradecer. Que eu também não agradeço ter passado a tarde de domingo a ouvir o Sonho de Menino e o Vagabundo de Tony Carreira, como se estivesse em plena romaria da Senhora dos Remédios (ou das Necessidades). 

 

21
Nov16

Que comece mais uma semana

Fim de semana marcado por chuva, vento, frio, avisos de temporal.  Tudo a convidar a ficar dentro de portas, entre o sofá e as mantas.

Sexta à noite aproveitámos que fomos jantar ao centro comercial para já deixar algumas lembranças de Natal tratadas. No sábado de manhã foi fazer a voltinha da sobrevivência: talho, frutaria, supermercado. Casa. À tarde fiz aletria. Lanchámos chá quente e aletria morna. Sofá, livro depois um filme. Domingo teve panquecas de aveia ao pequeno almoço, um maravilhoso assado ao almoço, tarde de sofá e séries, Pan de Jamón para o lanche, e o resto da aletria, num lanche que dispensou jantar. Um filme para encerrar o domingo. Banho quente. Livro. 

O problema destes fins de semana de ronha, caseiros, passados entre os aromas da cozinha, a quentura das mantas, livro e séries, é que na segunda custa tanto, mas tanto, mas taaaaaaaantoooooooooo sair de casa e pensar: mais uma semana inteira pela frente!

Que comece a correria! 

 

18
Nov16

Pandora, mãos de gelo

Sofro do síndroma (se é que isso existe) de mãos geladas. Sempre. 

Eu não as sinto frias. Faço tudo e mais alguma coisa sem incómodo de sentir as mãos frias. Mas efetivamente, quem as sente, arregala os olhos. 

Pandora marota, gosta de pregar partidas ao Gandhe. Vai por trás, enfia as mãos nas costas, no pescoço... o desgraçado torce-se todo.

Pandora para se redimir das traquinices, ontem pôs uma luvas para lhe ir fazer festinhas na barriga. 

 

18
Nov16

Já que falei do Natal

Dia 1 de dezembro é o "meu" dia para vestir a casa de natal. Sigo muito a linha do menos é mais, até porque não sou grande fã desta época. Vestir a casa de natal ajuda a entrar no espírito, aproveitar a época para mimar as pessoas especiais que me acompanharam ao longo do ano ainda é o que mais me entusiasma. 

Este ano já vi alguns catálogos de natal. Bem, o catálogo da loja De Borla está uma tentação do demónio natalício, que apetece comprar decorações novas e esquecer as que estão encaixotadas na garagem. Mas não pode ser. Ou podia, mas o meu orçamento tem outras prioridades, e o espaço de arrumação não é assim tanto que me permita ter um verdadeiro arsenal natalício encaixotado durante 11 meses na garagem. Posto isto, calma Pandora.

Adoro a minha árvore. Tem 1,50m. Perfeita para mim, que assim não tenho de me encavalitar num banco para a decorar. É farfalhuda, é verde, mas as pontas dos ramos são brancas, a simular neve, e lá pelo meio tem pinhas "naturais". Só a árvore com umas bonitas luzes já faz um vistão. Portanto, e com uma árvore já com os seus detalhes, tenho apostado em decorações simples, minimalistas. Bolas vermelhas. Houve um ano que decidi comprar bolas prateadas. O ano passado misturei vermelhas e prateadas, quando por norma só ponho uma cor. No topo não ponho uma estrela mas um coração feito em tecido que uma amiga me ofereceu há uns anitos, e faço questão de todos os anos o pôr na minha árvore, e todos os anos me lembro de quem mo ofereceu. 

Como não encho a árvore de bolas, as bolas que sobram costumo pôr nos vidros que tenho, solução decorativa que adoro, porque facilmente se muda a decoração sem gastar muito. Umas fitas vermelhas no móvel ou no carrinho das bebidas, um arranjo de pinhas e azevinho, um boneco pai natal, e velas, velas, adoro velas. Pouco mais que isto. 

Os catálogos mostram-nos vários temas de decoração natalícia. Acho bonito um estilo moderno, em tons pretos e brancos, por exemplo, liláses e azuis também ficam engraçados e diferentes, mas sinceramente, não me diz nada sobre o natal. Por isso demoro mais tempo nas páginas do tema escandinavo, mais tradicional nos tons vermelhos, ou no tema natura ou forest, depende do catálogo, que basicamente é uma árvore com decorações em tons naturais, de madeira, com mochos e esquilos, com casinhas de pássaros, bolas de ráfia, pinhas, biscoitos de gengibre e duendes, evocando os bosques encantados. E é este estilo que mais me tem encantado, mas que implicaria um investimento grande na decoração da árvore, até porque estes pendentes são vendidos avulso, ao contrário das bolas que facilmente encontramos packs de 30, 50, 60 unidades a um preço simpático.

Então estou aqui a pensar misturar um pouco os dois estilos na decoração deste ano. Manter o tradicional vermelho, acrescentar uns elementos natura. E assim, o que me saltou logo à vista foi um comboio em madeira, que é porta velas, e que ficaria lindo na minha estante, uma árvore de madeira com pinhas, de 40 cm, que ia ficar linda no móvel da TV, e era segurar-me, porque o catálogo está irresistível...

forest1.JPG

forest2.JPG

 

 

 

 

 ... e apetece comprar T-U-D-O!!! 

 

18
Nov16

Deu-se o click

Esta semana a minha doce menina-princesa enviou-me uma mensagem pelo facebook onde me dizia já ter o meu miminho natalício, mas que só o podia enviar no início do mês.

E eu fiquei com aquele ar de "o quê? como? Natal? quando?" e caiu-me a ficha. 

Zero de espírito natalício, zero de prendas ou, no mínimo, lista de pessoas e ideias para ofertas.

Em minha defesa, a lista de pessoas a mimar é pequena. É a que me faz sentido, não por poupança no orçamento, mas porque são as pessoas especiais durante os restantes dias do ano, nos meus momentos de alegria e tristeza, as que, independentemente da distância geográfica, estão comigo e eu com elas, no matter what. Então, e apesar de não ter nada decidido em definitivo, já tenho algumas ideias para algumas dessas pessoas. E confesso, a mais fácil de escolher foi a da Isabel. Ainda não está comprada. Mas já está decidida há muito tempo. Basta saber o que ela gosta, o que ela valoriza, o que para ela é especial. E como ela me escreveu no meu aniversário, mais do que dar prendas, o importante é criar momentos especiais às pessoas que nos são especiais. E, sem dúvida, este está a ser o mote das minhas escolhas para os miminhos natalícios. Pensar em cada pessoa e encontrar aquilo que lhe pode proporcionar um momento especial neste Natal. 

Assim, já andei a ter algumas ideias, já encontrei excelentes sugestões. Só falta mesmo eu respirar fundo 47 vezes e enfrentar a multidão nas compras: entrar nas lojas que já selecionei, ver in loco o que idealizei, sem deixar de estar aberta a outras sugestões que se apresentem perante os meus olhinhos e me encham o coração a pensar naquela pessoa. 

Acho que vou tentar a minha sorte este fim de semana (começando já hoje à noite), crendo que ainda não há assim uma multidão tão enfurecida em busca das prendas de Natal.

Wish me luck! 

 

Sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pela estória de:

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D