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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

12
Dez16

Sapatos de Rebuçado

Sapatos_de_rebuçado_2016

Na semana passada acabei o segundo livro da saga Chocolate, de Joanne Harris. Gosto da autora, gosto da escrita, da envolvência que cria entre a realidade e a magia, misturando os elementos de forma tão natural, que as suas histórias não chegam ao fantasioso, mas saltitam entre um quotidiano comum, corriqueiro, banal, e uma pontinha de misticismo que lhe dá algum tempero. Gostei muito do livro Chocolate, e como há uns tempos revi o filme, fiquei mesmo com vontade de ler a continuação da saga, saber como estaria Vianne e Anouk. 

E ei-las, quatro anos depois, nos arredores de Paris, numa existência discreta e tão normal quanto possível. É o que Vianne deseja, para poder proteger as filhas: uma existência normal e comum. Por isso abdica das suas artes de feiticeira e toma uma existência sossegada e reservada. Anouk cresceu e é uma pré adolescente que começa a questionar as atitudes da mãe, principalmente com a sua mudança drástica, e agora há a pequena Rosette, uma criança especial e diferente.

Mas todos os planos de Vianne são interrompidos com a chegada de uma enigmática mulher. Tudo nela é simpatia, otimismo, alegria, boas energias, mas o que ela esconde é aterrador. Usa em magia em proveito próprio, não olhando a meios para atingir os seus fins. Uma inimiga implacável que tece um plano diabólico para destruir Vianne, e para o conseguir, conquista-a, como se fossem almas gémeas, irmãs de outra vida, ganhando-lhe a confiança, envolvendo-a numa teia sem que ela se aperceba dos riscos que está a correr. E Vianne, ainda que com muitos medos e receios, muito renitente em voltar a ser o que foi, em voltar a usar a sua magia, vai caindo nas armadilhas até ao momento em que percebe que antes de lutar com a sua inimiga para sobreviver, tem de vencer os seus próprios medos. 

A história é diferente da que conhecemos em Chocolate. Há esta personagem maquiavélica, sem coração, personagem sombria, dá um suspense arrepiante ao enredo, e simultaneamente faz com que Vianne pareça uma tonta ingénua, a quem dá vontade de dar duas estaladas para ver se ela acorda para a vida, tira a cabeça da areia e assume quem é de verdade. Pois a sua fragilidade vem do facto de não assumir o que é verdadeiramente: uma feiticeira. Das boas. Do bem.

No decorrer da história vemos a evolução de Anouk, do seu próprio poder, de como, adolescente que é, se afasta da mãe e se torna facilmente manipulável. Vemos o desfile de uma série de personagens que vamos conhecendo ao longo das páginas: os seus medos, as suas dores, os seus fantasmas, as suas inseguranças. Tão reais que podia ser qualquer um de nós, qualquer pessoa que conhecemos. 

O desfecho é um cliché: a vitória do amor sobre todo o mal, por mais forte que ele possa ser. Mas ainda que seja cliché, não deixa de estar perfeitamente enquadrado e ser o desfecho perfeito, que nos enche de ternura e esperança. 

Agora o que eu gostava mesmo mesmo mesmo era de poder ir a uma chocolataria como a de Vianne Rocher. As delícias que imagino enquanto leio, quase que lhes sinto o aroma e o toque aveludado e doce. 

 

12
Dez16

O drama

Comprei a prenda para o Gandhe online. Indiquei a morada do local de trabalho para entrega. Chegou hoje. Encomendei na semana passada. 

Ora, agora ando com o caixote dentro da mala do carro, porque quando tiver um bocadinho em casa sozinha, preciso preparar o embrulho (que vai ter macacada)... e só depois é que poderá ir para junto da árvore de natal. Ou não. Que a curiosidade não é só dos gatos de quatro patas. Mas onde raio vou esconder um caixote grande, sem que ele dê com ele???? Andar com ele aos tombos na mala do carro não tá com nada.

Oh dramas natalícios.

 

Não, o verdadeiro drama é ter recebido o convite da sogra do demo. Como a avó vai estar presente, e ainda por cima apanhámos um valente susto com ela recentemente, quem sou eu para abrir guerra e pô-lo numa situação delicada de não passar o natal com a pouca família que tem? Sei que mesmo sabendo que vai ser uma palhaçada, faz questão de aproveitar a oportunidade da reunião familiar. E eu, bem, diz que por amor se engolem sapos. Eu tenho de engolir a sogra do demo. Vou ali começar a tomar xanax para chegar chegar ao Natal bem drunfada.

 

12
Dez16

Mudança

Tinha marcado coloração na cabeleireira há duas semanas. A ideia era apenas pintar, na cor habitual. Não cortei, ainda, porque o corte que fiz em outubro ainda está ótimo. Quanto à cor, a cabeleireira desafiou-me a pintar num vermelho mais vivo. E eu alinhei. Porque não? Vamos lá mudar o visual. 

Portanto neste momento sou uma espécie de Jessica Rabbit: cabelo e anca como ela tenho, falta-me tudo o resto. 

Passei de um tom mais escuro, caju, assim para um vermelhão. E estou a adorar! Este ano dispenso usar gorro de pai natal. 

 

12
Dez16

Gatices

O meu mai novo, Suki, tem uma mania que me deixa de cabelos em pé. O bebedouro nunca está sossegado. Ora enfia as patas, ora anda com ele de arrastão, até o bicho virar e é água por todo o lado. Já o tenho dentro de um tabuleiro para a inundação não ser tanta, mas mesmo assim ele consegue arranjar maneira de virar o bebedouro de forma a sair do tabuleiro. 

Ora, andei a pesquisar sobre o assunto e os gatos gostam de água fresca, em movimento. Falei com uma enfermeira veterinária, a que lhe faz pet sitting, e ela disse que o mais provável é ele mexer no bebedouro de maneira a ver as bolhinhas de água e assim beber. A melhor alternativa seria uma fonte. 

Começo a investigar as fontes para gatos. Preços, modelos, tamanhos, funcionamento. Procurei feedbacks de quem já comprou para os seus gatos. Pesquiso em vários sites, à procura do melhor preço, claro, e acabei de escolher um modelo que me pareceu anatomicamente ideal para eles, sem aparente risco do bichano o virar, sem que tenha um reservatório de água muito grande para evitar acidentes aquáticos, de simples manutenção.

E a fonte escolhida foi: 

 Zooplus

Agora é esperar que chegue e pôr a novidade à disposição de suas excelências. A ver se deixo de andar de rabo no ar a limpar água do chão. 

 

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