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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

12
Jun17

Últimas e breves

- Cortei o cabelo. Corte radical. Está curto. Bem curto. Até eu, que já nem ligo muito a isso, porque afinal é cabelo e cresce, fiquei em estado de choque. Já me passou e já adoro o novo corte. Dizem que as mulheres que usam cabelos curtos são mais confiantes. Se calhar é isso. Ando a tentar aparentar algo que não sou nem sinto. Adiante. Agora com o calor está a saber muito bem não ter cabelo no pescoço e ter a nuca a descoberto. E também sabe bem ouvir os rasgados elogios ao novo visual: fica-me bem, faz-me ainda mais nova, é mesmo o meu estilo, está super giro... ou são uns mentirosos do catano ou eu estou mesmo um arraso com a arrojada mudança de visual.

- Acabei de ler o segundo livro que uma amiga me emprestou. Não gostei tanto como o outro. Mas vá, até mantive um bom ritmo de leitura. Agora não sei o que escolher a seguir e só me apetece ler o que tenho na wishlist da WOOK. Ou seja, o que não tenho em casa. Em breve um post dedicado ao livro.

- Há meses que não ia a uma festa latina. Fui este sábado a um evento de danças sociais. Com novo corte de cabelo, com um vestido preto justo, uma maquilhagem à anos 20 (olhos esfumados e batom vermelho), achava que ia tão bem disfarçada que ninguém me conhecia. Pura ilusão. Não só me reconheceram como disseram que devia andar assim mais vezes. Ah ah ah (vão sonhando).

- Nunca fui a um baby shower. Tão pouco organizei um. Vou ter um daqui a poucas (muito poucas) semanas, não conheço as outras amigas da futura mamã que estão a organizar, tão pouco estou na mesma cidade, e é ver-me a trocar ideias, via messenger, na organização do evento. Mas porque é que não faço como a maioria, que assobia para o lado e só quer saber quando, onde e a que horas? Já fiquei incumbida de uma atividade/surpresa muito gira e, para já, estou entusiasmada.

 

06
Jun17

Tempo de antena para a má língua

Pessoa vai de férias para destino paradisíaco. Pessoa enche as redes sociais com fotos de biquíni, ora estendida na areia, ora deitada na beira da piscina. Pessoas comentam a excelente forma física e os bons resultados do ginásio. Pessoa termina semana de férias com (mais) uma foto de biquíni, exibindo as curvas em toda a plenitude, com uma legenda profunda sobre não sermos só um corpo... tá boa. Não lhe vi nenhuma fotografia da alma. Já do corpo... uiiiiiiiiiiiiiiiii (deixou pouco à imaginação)!

 

05
Jun17

Um arrepio para começar o fim de semana

Nos meus idos tempos de catraia de escola primária, andava na brincadeira com os colegas no intervalo, dei um tralho, fui ao chão e parti um dente.

 Ou parte de um dente, o da frente, assim como a imagem (meramente ilustrativa). Desde então o meu dente da frente tem reconstrução, que ao longo destes anos todos já caiu umas duas vezes. 

Ora, na passada sexta feira foi a terceira vez que caiu. E o que motivou tal percalço? Uma cabeçada de um gato no meu queixo, que me fez bater os dentes com força e ficar com o cantinho do dente desprovido de reconstrução.

O pânico. Sexta à noite, como ia conseguir marcar dentista para sábado?

Pois que me valeu as clínicas que agora existem em centros comerciais. Lá marquei a consulta de medicina dentária e lá fui reconstruir o dente. Sorriso completo de novo.

Aproveitei o balanço e já deixei a destartarização marcada, algo que andava a marinar na minha mente, mas eu que gosto tanto da cadeira do dentista (not really) lá ia adiando e adiando. 

Alguém me explica a mania dos dentistas de estarem a meter conversa, fazer perguntas e tal e uma pessoa ali, de boca escancarada, com um incomodativo tubinho a aspirar a saliva. A sério que acham que uma pessoa consegue conversar naqueles preparos?!

E aquele barulhinho da broca???!!! Ai que impressão. Toda eu era arrepios. 

 

04
Jun17

O Amor nos Tempos de Cólera

Antes da leitura febril de Escrito na Água, andei dois meses com este clássico de Gabriel García Márquez. Dois meses. Não tanto porque a leitura não me cativasse, mas pela falta de disponibilidade a nível de tempo e emocional. Há alturas erradas para determinadas leituras, e acredito que não escolhi o momento certo para esta leitura. 

Se a história me desencantou? Não. Se a leitura foi lenta por não me prender? Talvez. 

Tenho andado numa fase em que os livros que me prendem e me fazem "arranjar tempo" são thrillers ou mistério e suspense. Aquela curiosidade e ansiedade de avançar e descobrir os motivos, o criminoso, os meandros dos mistérios move-me, motiva-me, empolga-me.

Neste romance de Gabriel García Márquez temos uma história de amor inserida numa crónica social e de costumes. Temos um triângulo amoroso que, não o sendo nos moldes comuns dos triângulos amorosos, dura 51 anos, nove meses e quatro dias, numa passividade platónica de deixar a vida acontecer, acreditando que, algures no tempo, o destino se encarregará de juntar os dois jovens, pueris e inocentes apaixonados, que a vida, a teimosia ou o acaso separaram em tenra idade.

O quotidiano das personagens, movendo-se à frente deste cenário, acaba por ser a medida e o sentido de todas as coisas: a pobreza e o luxo, a solidão e a festa, a glória e a miséria dos dias. O que melhor o romance comporta é uma atitude filosófica elementar: humaniza, através do amor, a morte inevitável dos homens (...).

Uma breve paráfrase da ação da obra, para que dela se captem os mecanismos utilizados na construção da história: no dia em que o octogenário Dr. Juvenal Urbino acaba de ser enterrado, Florentino Ariza apresenta-se na casa da viúva Fermina Daza e reafirma-lhe uma "fidelidade eterna e um amor para sempre". Sobre esse momento tão ansiosamente esperado, haviam decorrido cinquenta e um anos, nove meses e quatro dias, ou seja, desde aquela hora fatal da juventude em que Fermina decidira repudiá-lo. Nesse tempo, tendo concluído que Florentino não passara duma "sombra" na sua vida, casa com Urbino e apaga da sua memória o antigo apaixonado, de quem vinha recebendo súplicas, hinos plangentes arrancados às cordas do violino, flores e missivas diárias carregadas de poemas líricos e frases de grande apuro estilístico. (...)

A ação do romance vem a culminar num fim feliz: Fermina recebe Florentino na sua intimidade, e nasce entre ambos uma espécie de núpcias sublimes a que as viagens intermináveis dos barcos fluviais emprestam a sugestão do retorno ao paraíso perdido. (João de Melo)

Um romance de memórias, constantes retrocessos no tempo, um herói solitário, peregrino num labirinto de paixão e amor, agarrado à esperança de que um dia a sua amada, a quem jurou uma fidelidade de monge, o salvará da sua sombria vida. Um romance onde as dicotomias vida/morte, amor/solidão, doce destino/fatalidades e cruezas da vida andam de mãos dadas e acompanham este homem na sua odisseia de estar vivo e não ser amado.

 

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