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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

28
Nov17

Registo para a posteridade

- Se eu fosse rica, fazia como a outra. Ia a Itália enfardar, ia à Índia meditar e encontrar o meu lado zen, ia às ilhas gregas, enfim, viajava. Assim como não sou rica, tenho contas para pagar, resta-me enfiar a cabeça na areia e fingir uma normalidade que não sinto. (Pandora dixit)

- Isso seria fugir da realidade, não significa que fosses mais feliz. (Amiga de Pandora dixit)

- Ora foda-se, mas é todo um outro nível chorar num cruzeiro pelas ilhas gregas. (Pandora remata)

 Vale o teu sentido de humor. (Amiga de Pandora conclui)

 

 

Até os heróis caem. E somos humanas, a nossa força também falha, também quebra. Mas somos feitas desse material que quebra e cola-se. Fomos forjadas numa vida de dificuldades. Somos sobreviventes. E podemos cair, quebrar, chorar, sangrar. Só que há-de chegar aquele momento em que cuspimos nas feridas, sacudimos o pó, juntamos os cacos e seguimos caminho. (Pandora)

 

Trechos de uma conversa muito terapêutica. Uma conversa que destrancou a porta do quarto escuro onde me refugiei nas últimas semanas. Uma conversa que me pôs a expulsar os demónios e soltar angústias. Uma conversa onde falei e ouvi, compreendi e aceitei. E o compromisso mútuo: no meio disto tudo, temos de ser nós, por nós.  

 
23
Nov17

Escondida, mas não esquecida?!

E afinal há quem note a falta de sorriso.

E o ar abatido.

Há quem me alerte para os indícios de depressão à vista.

Há quem, na distância de kms, me resgate do isolamento dormente em que me tenho mantido.

Sabes lá tu o que o teu "está tudo bem contigo?" me fez estremecer?

Afinal sou vista. Afinal há quem se lembre que eu existo. E que posso estar a precisar de um "olá, está tudo bem contigo?".

 

09
Nov17

Pior a emenda que o soneto

Ontem aproveitei que tinha consulta às 18h30 e saí mais cedo. Para quem anda a sair às 20h ou perto disso, ontem saltei fora eram 17h30. E deu-me tempo para andar a bater perna o shopping antes da consulta. Quer dizer, fui a duas lojas. 

Numa de tentar sair da zona de conforto, fui experimentar peças tendência. Calças paperbag, uns calções de cintura subida, um laçarote... Ora pois que é moda e tendência as coleções estão cheias de peças do género, mas não, não é para toda a gente, não fica bem a toda a gente e eu sinceramente acho que estas cinturas altas com folharecos e laçarotes não beneficiam a silhueta feminina. Ou pelo menos a silhueta com curvas, como a minha.

Vai daí, e antes que me sentisse uma gorda infeliz, rumei à minha loja preferida e encontrei a minha zona de conforto, peças básicas, atemporais, que respeitam e valorizam a silhueta curvilínea feminina. Ora pois que agora resta-me suspirar e esperar pelos saldos... ou pelo subsídio de natal. 

 Tudo Mango, pois claro! 

Se o Pai Natal Secreto quiser tirar ideias, sinta-se à vontade 

 

Nota: agora que aprendi a inserir imagens como galeria, é um fartote!! É clicar nas setas laterais, sim?! 

07
Nov17

Pandora, a mais azeda!

Ando com uma falta de paciência que dá dó. Isso e crises agudas de mau feitio. Ou então ando só farta das pessoas nas redes sociais. 

É a dondoca que sabe de fonte segura que os mitras se estavam a meter com os betinhos à porta da Urban, e por isso os godzillas dos seguranças não tiveram outra solução que não fosse partir para a agressividade extrema. Isto é uma consumição quando estratos sociais diferentes se misturam! Puta que pariu!!

São as novas adolescentes dos tempos modernos, aquelas a raiar ali os 40 anos, que tanto apregoam estilos de vida saudável com muito exercício físico e alimentação saudável, que postam fotos dos seus abdominais definidos e dissertam sobre a mudança de estilo de vida e como nunca estiveram tão bem, mas depois a malta não percebe muito bem quando aparecem textos em que falam da epifania que tiveram ao verem fotos de si mesmas e aceitarem-se como são, sem maquilhagem, com celulite, com estrias, com rugas, com pneu e barriga inchada. E cereja no topo do bolo, porque são elas mesmas sempre, quer estejam de sapatilhas (ténis para os lisboetas) ou de saltos, de chinelos ou descalças.

E eu reviro os olhos com estas epifanias, compreensíveis na parvoíce dos 15 anos, e passam-me assim comentários pela cabeça do tipo: oh riqueza, se não sofres de transtorno dissociativo de personalidade, esquizofrenia, e como obviamente não és o Pessoa, deixa-te de merdas que já tens idade para isso.

A mais doce agora deu para fazer vídeos e eu reviro os olhos a cada trejeito que ela faz com a boca(rra), uns tiques manhosos, que me deixam na dúvida se a moça não estará com espasmos. Isso e a tremenda falta de naturalidade, incongruente para quem se tem por uma comunicadora nata, com formação e tudo. Ah e a puta da mania que Lisboa é por si só o país e o norte é logo ali acima de Santarém. 

Ando com uma falta de paciência que dá dó. E crises de mau feitio. Ando farta das pessoas no geral, das parvas em particular.

Ou então ando com uma ressaca de nicotina do caraças porque deixei de fumar há uma semana. Era uma decisão de ano novo. Ainda vou a tempo!!

 

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