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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

29
Jan18

Sabem aquelas músicas que irritam?

Irritam tanto que dá vontade de furar os tímpanos, cortar os pulsos e saltar da ponte? Isto quando não se pode mudar de estação de rádio, ou simplesmente desligá-lo, claro.

Perdoem-me lá quem gosta, mas eu tenho um odiozinho de estimação por duas músicas nacionais que ultimamente passam tanto na rádio, mas tanto, que quase desejo ser surda para não ter de gramar com elas ao longo do dia, vezes sem conta. 

E então quais são? Ora, começa por esta e acaba nesta

Nota: não abona em nada eu também não simpatizar com os respetivos artistas. Gostos. 

29
Jan18

Cenas que me encanitam os neurónios por alguns segundos

Vegetava eu pelo Instagram quando percebo que há gente a fazer inquéritos em tempo real nas Instastories.

Ora pelo que percebi da coisa, há gente que entra na Zara, leva um monte de roupa para os provadores, tira fotos enquanto vai experimentando os trapos e vai publicando a perguntar a quem por ali passa se compra ou não compra. Depois é suposto apresentar os resultados finais, o que comprou e não comprou, se o público votante acertou ou não acertou.

Pergunta para queijinho: mas esta merda é coisa para durar quantas horas? Não há nada mais interessante para fazer? E a sério, são tão "capazes", independentes e a merdinha, para depois colocar inquéritos online para desconhecidos decidirem se compram ou não os trapos que mostram? (pronto, foram várias perguntas... levam o queijo inteiro).

E eu devia era ter pegado no livro, senhores. Sempre empregava melhor o tempo de vegetação domingueira. 

 

23
Jan18

Let it be...

O blog é o meu diário de bordo. Reflete os meus dias e estados anímicos. Portanto é sobejamente conhecida, para quem por aqui passa, a maré de azar que anda por estes lados. Nuvem negra, tempestade, má fase, dêem-lhe os nomes que quiserem.

O ano passado foi um ano duro, complicado, levou-me aos limites a nível de stress emocional. E para quem já teve uma depressão, é fácil reconhecer os alertas e sinais iminentes da sua chegada. E eu reconheci. E antes que voltasse a sucumbir à doença, reuni as energias que me restavam para um derradeiro esforço: vale tudo (até o Gustavo Santos, se necessário) para me reunir das ferramentas necessárias para sair da espiral depressiva em que me estava a afundar.

Uma vez mais, aproveitei a energia contagiante que se vive no ano novo, aquela vontade indómita de conquistar objetivos e sonhos, para me reaminar. A par da minha lista de resoluções de ano novo, decidi experimentar o diário de gratidão. Quando se passa por uma tempestade na vida, em que tudo corre mal, em que os imprevistos se sucedem e não deixam tempo para uma pessoa respirar e recuperar de uma pancada, porque vem logo outra de seguida, totalmente inesperada, é difícil ver o outro lado, um lado melhor, mais positivo, um lado que mostra que mesmo por entre as nuvens mais densas e carregadas, é possível vislumbrar um raio de sol. O objetivo do diário de gratidão é mesmo esse: todos os dias ter os meus cinco minutos para pensar no dia que vivi e agradecer algo de positivo. 

É um desafio interessante. Mais difícil do que aparenta. Principalmente quando, lá está, se anda numa fase em que os dias são difíceis, e as más notícias sucedem-se em catadupa. 

Ao 23º dia vejo como me tem ajudado este refletir o dia e agradecer algo bom. Mesmo que seja o chá que tomo todas as noites, ou a conversa inesperada com uma amiga que está longe e não vejo há imenso tempo, como num dia particularmente difícil ver que ainda há mãos que se estendem e oferecem ajuda. E vou controlando a minha ansiedade. Vou quebrando esta corrente de negatividade. Vou acreditando que as boas notícias também surgem e que mesmo os azares podem não ser assim tão maus.

Estou a aprender a respirar fundo e a deixar acontecer. Confiar no universo. O que tiver de ser, será. E para tudo a vida encontra uma solução.

 

19
Jan18

Puta que pariu a minha sorte!

Tenho de ir à bruxa. Levar com água benta nas trombas, tomar banho de sal ou o caralho.

Há quase um mês sem a carrinha, finalmente esta semana já houve alguns avanços no processo da seguradora. Ainda assim, a situação está longe de estar resolvida em definitivo, o que implica suportar despesas de aluguer de viatura de substituição. No fim hei-de receber (espero) o respetivo ressarcimento, mas até lá que remédio pagar e bufar.

Ora pois o que havia de acontecer agora? 

O filho da puta do Smart dar o pifo. Chego ao trabalho, estaciono. Carro desliga-se sozinho e morre para a vida. Bem que lhe dou à chave na ignição, nem sinais de vida.

Ando cá com um karma do caralho. Noutra vida atirei pedra na cruz, cuspi no santo e ainda lhe caguei em cima, não?!

 

19
Jan18

Home alone

Ontem não tive a habitual aula de cardio fitness. Ontem o Gandhe foi jantar com colegas de trabalho, uma espécie de jantar de despedida de dois que iam mudar de departamento e de funções. E eu delirei com a perspetiva de um serão sozinha em casa, ainda mais a uma 5ª, onde o cansaço já se faz sentir e a vontade de vegetar é imensa.

Assim, fui buscar ao Pingo Doce uma pizza para jantar (as pizzas que fazem na hora são uma delícia, e tão bem recheadas), comi nas calmas a olhar distraidamente para a televisão (um episódio de Mentes Criminosas), em menos de nada tratei dos gatos e arrumei a cozinha, fui tomar um duche quente, vesti o pijama, peguei no tablet e estive a vegetar nas redes sociais (note-se, colocar leituras dos blogs em dia, passar os olhos pelo instagram, ainda abri o facebook, mas fechei logo a seguir). Quando fui ao ritual do chá antes de dormir, chegou o homem. Um pouco ainda de conversa, hora de dormir.

Dormi tão bem, tão em paz comigo, com a vida. É tanto disto que eu preciso.

O que umas fatias de pizza não fazem ao bem estar de uma pessoa?! 

 

17
Jan18

Gerir expectativas

 

 

O problema não são os outros. Sou eu. E a expetativa que crio em relação a eles. Esta mania de me entregar e dar(-me) tanto que depois quando eu preciso de ajuda, de apoio, de cinco minutos do seu tempo, está tudo concentrado nas suas vidas, extremamente ocupados sem espaço e vontade para a minha pessoa.

É fodido, mas é a vida. Aceito. Tenho de aprender, de uma vez por todas, a não criar expetativas em relação aos outros e muito menos esperar que um dia retribuam, nem que seja uma ínfima parte, o que já lhes dei. Tenho de aprender a ser ainda mais egoísta com o meu tempo e a minha energia, a saber que só posso contar comigo e comigo mesma, e que mesmo eu própria posso não estar à altura das expetativas.

E quando tiver definitivamente aprendido essa lição, não terei de lidar com as desilusões amargas que me assaltam nos meus momentos de fragilidade.

 

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