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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

30
Abr18

Sunshine Blogger Award: Pandora tentou responder (parte II)

Afinal havia outro desafio... com diferentes perguntas. Bora lá!

Regras do desafio:

  • Agradecer à blogger que te nomeou. Ai Daniela, Daniela, estava a ver que me esquecia do teu desafio. Antes tarde que nunca, e desde já agradeço o convite. 
  • Responder às 11 perguntas que te foram dadas. A seguir.
  • Nomear 11 bloggers e fazer-lhes 11 perguntas. Passo.
  • Colocar as regras e incluir o logótipo do Prémio no post. Feito! 
 

1 - Se fosses um dia da semana, qual serias? Sábado! 

2 - Preferes cães ou gatos? Gatos.

3 - Qual é a tua viagem de sonho? À volta do mundo.

4 - O que te faz sempre feliz, mesmo depois de um dia horrível? Regressar a casa e ter um abraço apertado a receber-me. E as brincadeiras dos gatos.

5 - Qual é a tua sobremesa favorita? Pavlova. Ou gelado. Ou pudim. Ou semifrio. Ou pannacotta. Ou... 

6 - Se te fosse dado um desejo, o que pedirias? Que o Jamie Oliver passasse a cozinhar em minha casa e a fazer-me o jantar todos os dias.  Ah, e claro, não engordar.

7 - Achas que nasceste na era certa ou sentes que és mais antiquado/moderno? Nasci na era certa. Até porque vivi a passagem de século e tenho esta sensação de viver num mundo onde a mudança é vertiginosa, portanto exige uma grande capacidade de encaixe e adaptação. 

8 - Livros ou Cinema? Livros.

9 - O que achas de atividades ao ar livre? Depende das atividades. Sempre que tenho oportunidade, gosto de caminhadas na natureza. Relaxam-me e fazem-me sentir em harmonia com a vida. 

10 - Qual o teu maior sonho? Não tenho um maior sonho. Tenho pequenos sonhos. São os meus. Sonho escrever um livro. Sonho viajar pelo mundo. Sonho em ter um santuário de gatos. Sonho deixar de ter celulite. Sonho ter sabedoria para viver a vida o melhor possível, aproveitando cada momento. Sonho chegar a velhinha com a sensação de não ter desperdiçado o meu tempo com coisas sem importância. 

11 - Ainda sentes a mesma coisa que sentiste quando criaste o blog? O blog é um pedaço de mim, dos meus dias. Tem dias que é partilha de ideias e humores, tem dias que mais parece o muro das lamentações. Acredito que desde o início o blog mantém a sua essência, e vai mudando ao sabor da minha maré. 

30
Abr18

Sunshine Blogger Award: Pandora tentou responder!

Ando por aqui em passinho ligeiro, mais leitora do que outra coisa, muito sogadita no fundinho da minha caixa e a J.B. nomeia-me para o desafio do momento e pumba, Pandora tem de sair da caixa. Obrigadinha, sim! Rica amiga 

 

Regras do desafio:

  • Agradecer à blogger que te nomeou. Agradecida pela lembrança daqui da Pandora, a desaparecida. Não está uma manhã de nevoeiro, mas está de chuva, e eu cá com uma vontadinha de trabalhar em dia que toda a gente fez ponte... 
  • Responder às 11 perguntas que te foram dadas. Já lá vamos.
  • Nomear 11 bloggers e fazer-lhes 11 perguntas. Isso agora... Vou saltar esta parte, porque já vi este desafio em vários blogues.
  • Colocar as regras e incluir o logótipo do Prémio no post. Feito! 

 

Questões da J.B.:

  1. Qual é a tua primeira memória? Primeira memória assim de todo o sempre? Sinceramente não me ocorre nada de especial. Provavelmente algo com gatos, que eu andava sempre de volta deles e não faltavam gatos à minha volta. 
  2. Doces ou salgados? Para minha desgraça, os dois. 
  3. És mais produtivo de manhã, à tarde ou à noite? À noite. 
  4. Qual é a coisa sem a qual não passas? A primeira coisa que me ocorre responder é: oxigénio. Ou água, também é válido. 
  5. Imagina-te daqui a 5 anos. Achas que estás encaminhado para atingir o teu objectivo? Se não, o que podes mudar em ti para lá chegar? Pergunta difícil. Já fui pessoa de estabelecer metas e objetivos. Até perceber que eram fonte de (de)pressão, porque há muitas coisas que não controlo e muitos dos meus objetivos ficaram-se pelo caminho. Culpei-me até não aguentar mais com uma culpa que afinal, nunca foi minha. Portanto aprendi a deixar a vida correr, a (tentar) não deixar passar oportunidades, a aproveitar o que vier, sem deixar de procurar ser feliz. Portanto não tenho nenhum objetivo concreto para daqui a um ou cinco anos. Mas sei que há coisas que preciso trabalhar em mim e ir mudando ou moldando para atingir o único objetivo que tenho e que realmente é importante: ser feliz com a vida que escolho ter todos os dias.
  6. Tens animais? Gatos. Em casa 4, na rua, vários que vou alimentando e vigiando.
  7. Preferes o Inverno ou o Verão? Verão, sem sombra de dúvidas. Pudesse e no inverno eu hibernava.
  8. Que conselho darias ao teu Eu com 5 anos? e com 16? e com 21? E agora? A esta altura do campeonato, daria exatamente o mesmo conselho, independentemente da idade: tem calma. A vida resolve-se.
  9. Quando foi a última vez que fizeste alguma coisa que te assustasse? Reencontrar-me com a minha mãe depois de 4 anos e tal sem qualquer contacto.
  10. Qual o teu feito de que mais te orgulhas? Ter sobrevivido à família que me calhou na rifa. 
  11. Imagina que o dinheiro não é uma questão, o que é que farias? Uma viagem pelo mundo. 

 

23
Abr18

Não há fome que não dê em fartura

Longe vai o tempo em que as férias de verão eram assim uma eternidade de quase três meses. Uma boa parte desse tempo era passado na praia (vicissitudes de ter praias às portas da cidade). E com tanto tempo disponível para me estender no areal, a verdade é que tinha um biquíni a uso. Chegava ao fim do dia, lavava, punha a secar, na manhã seguinte vestia o mesmo e siga pra praia.

Não havia cá usar diferentes biquínis com diferentes modelos e parecer uma zebra com diferentes marcas de bronzeado. Era um biquíni para o verão todo e guess what? Sobrevivi.

Depois os verões na praia passaram a ser duas semanas de férias (quando as havia) e fins de semana. E foi então que aderi à moda de ter vários biquínis a uso. Um desperdício, verdade seja dita. Porque houve verões que nem meia dúzia de vezes fui à praia, não chegava a usar os biquínis que tinha, ou como no ano passado, fui duas tardes e levei exatamente o mesmo biquíni. Preto. 

Porquê esta conversa?

Ora, porque começo a ser bombardeada pelas novas coleções de banho. E sim, ando a babar por alguns modelitos, daqueles que custam um dedo mindinho. Ou um terço de um rim. E para quê? Para ir meia dúzia de vezes, se tanto, à praia? 

Há dois anos refiz o meu stock de biquínis, até porque o meu corpo sofreu algumas alterações e deixei de me sentir confortável com os modelos triangulares e as tanguinhas de laçarotes que usava. Neste momento tenho três completos: um preto, dois estampados. Tenho ainda uma tanga branca que comprei para poder coordenar com as partes de cima, mas a verdade é que está por estrear. 

Se preciso de outro? Redondo não. Não sei que praia consigo fazer este ano. Como vão estar os ventos por estes lados da costa de prata.

Ainda assim ando neste masoquismo a babar pelos modelos que vão sendo publicados na página da Ros Beachwear, ou a pensar dar um saltinho à Women Secret porque já vi uns modelitos no site que me prenderam o olho.

E isto é estúpido. Não só porque na verdade não preciso gastar dinheiro em mais um biquíni (se bem que ainda não vi como me ficam atualmente os que tenho), como ainda por cima ando numa fase em que me sinto um tanto ou quanto sereia (metade mulher, metade baleia), pelo que seria doloroso enfiar-me num provador a experimentar biquínis.

Posto isto, deixo a reflexão: devemos apostar em quantidade ou qualidade, falando de biquínis. É que por um lado, comprar qualidade significa que um modelito dure uns bons verões, o que justifica por si o preço que custam certas marcas. No entanto, mulher que é mulher já fica difícil ter só um, quanto mais repeti-lo por vários verões. 

Oh dramas de uma pelintra a sonhar com o verão!! 

 

10
Abr18

Mistérioooooooo

Ontem liguei o portátil.

Já é velhinho, comprei-o em 2006, se não me engano e a memória não me atraiçoa. Já é velhinho mas está bem conservado e para o que eu preciso serve e funciona. O bichinho mora em cima da secretária, há anos que não sai de lá, que já se deixou de andar comigo para trás e para a frente. Ali está em paz e sossego, sem solavancos e perigos à espreita. Não é ligado todos os dias, nem nada que se pareça, que já passo demasiadas horas em frente a um monitor para ainda chegar a casa e ligá-lo.

Ainda assim é o meu portátil. Velhinho, mas funciona. Não o uso todos os dias, mas tem a sua utilidade e vai sendo usado, semana após semana.

Ontem liguei o portátil e o ecrã estava partido.

Um mistério filho da puta, diga-se de passagem. 

Chorei, praguejei e maldisse o cabrão do dia que começou bem e foi piorando no passar das horas. Achava que não podia piorar. Até ser noite e eu ligar o portátil em busca de um momento de lazer. 

Agora sa foda. Não há verba para um novo, não sei se um arranjo compensa, já que tem de levar um ecrã totalmente novo. O que num portátil antigo, modelo obsoleto, não deve ser coisa simples. 

Não percebo como aconteceu. Agora é procurar a melhor solução e ficar sem portátil sabe-se lá até quando.

 

02
Abr18

Dizem que é o thriller do ano

 

 Nunca presumas. Questiona tudo. Olha sempre além do óbvio.

Uma palavra: UAU! Devorado em seis dias (para compensar os dois meses que andei a engonhar o outro).

Não é só bom. É muito bom. É mais que bom. A sério que é o primeiro livro da autora?!!! A fasquia está elevada para os vindouros. E se tiverem esta qualidade, que venham muitos.

O Homem de Giz está tido como o thriller do ano. Ainda o ano "agora" começou, seria demasiado cedo para tal classificação. Só que acredito nela. Dificilmente surgirá num futuro breve outro assim. Quiçá Joël Dicker publique algo comparável ao A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, ou O Livro dos Baltimore. E talvez este Homem de Giz seja destronado. 

Quero tanto escrever livremente sobre esta obra, e ao mesmo tempo não quero ser spoiler e estragar o prazer que é desbravar as páginas, capítulo a capítulo, entre 1986 e 2016, até ao sublime desfecho que nos surpreende e simultaneamente nos deixa com aquela sensação de quem chegou ao fim de um complexo puzzle e pode, finalmente, ter a visão global. 

A trama é-nos contada por uma personagem, Eddie. Sabemos que um narrador que é, simultaneamente, personagem é um narrador altamente subjetivo e falível. Os factos narrados são os que ele conhece, ou presume conhecer, as verdades que sabe, ou presume saber. E é nesta visão altamente subjetiva e parcial de factos e de verdades que vamos sendo guiados pela voz de Eddie, que em 2016 tem 42 anos, é um solitário e perturbado professor de inglês, e que em 1986 tem 12 anos, é um adolescente introvertido, solitário e um tanto ou quanto desequilibrado, embora tenha um orgulho desmedido em pertencer a um grupo de amigos, todos diferentes entre si, e todos com as suas desestruturadas bases familiares. Vamos avançando nesta intrincada história com relatos alternados entre 1986 e 2016. E como um puzzle, vão-se juntanto as peças, às vezes parecem não fazer muito sentido, às vezes há peças soltas, desgarradas, não parecem encaixar em lado algum, mas ali estão e em algum sítio vão encaixar. 

É esta a metáfora que uso para refletir sobre este livro: é um puzzle. Um puzzle que tem uma linha temporal de 30 anos, um puzzle onde as peças do passado e do presente se vão encaixando até chegarmos ao fim e podermos olhar para um todo e, então, perceber tudo, ou quase tudo. O desfecho surpreende. Traz respostas. Mas surpreende. E fica aquela sensação estranha de quem não estava nada à espera daquilo. 

Que mais posso dizer? Toda a gente tem segredos... 

É uma trama onde as personagens presumem verdades. Onde as intenções, mesmo as mais inocentes, podem conduzir a tragédias. É um enredo que me fez recordar o conhecido Efeito Borboleta, da Teoria do Caos: o bater de asas de uma simples borboleta pode influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo. 

Presumimos porque é mais fácil, mais cómodo. Não nos obriga a pensar muito sobre as coisas que não nos agradam. Mas não pensar pode levar a não compreender e, em alguns casos, à tragédia. (...) Presumir pode levar-nos a outro tipo de enganos. Deixamos de ver as pessoas como de facto são e perdemos noção daquelas que conhecemos.

Tem tudo para ser uma excelente adaptação ao cinema. Desde que não estraguem a obra original... 

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