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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

30
Out18

Pandora abre a caixa... e tenta segurar a esperança!

Há dias li o post Blogar e o Estado de Espírito, do Triptofano, e pensei cá com os meus botões que eu partilho da mesma incapacidade de separar o estado emocional da escrita no blog. 

Primeiro: sou pessoa demasiado expressiva e, por muito que tente disfarçar o que estou a sentir, há sempre algo na minha voz, no meu olhar, no sorriso, na expressão facial que me denuncia. 

Segundo: o blog para mim é a mesma coisa que eram os diários perfumados com uma pseudo fechadura que usei na minha adolescência (hello 90's). É o meu espaço de terapia pela via da escrita. Um espaço que agora, ao contrário de outrora, é partilhado e aberto a comentários e outras partilhas. Mas é um espaço meu, logo das minhas vivências, emoções, estados de espírito, opiniões, dos meus dias. Sou eu que decido o que partilhar, até onde me expor, e acreditem (para quem aqui anda há mais tempo não é desconhecido) já houve textos que foram um verdadeiro, e creio corajoso, strip tease da minha alma e experiência de vida.

O meu estado de espírito reflete-se, invariavelmente, no que aqui exponho. E se, por ventura, ando mais desaparecida, não é só falta de tempo, porque esse arranja-se quando se quer, é porque estou a passar uma daquelas fases bem merdosas na vida, e só me apetece estar muito quieta no meu canto a lamber as feridas e a recuperar forças. Depois regresso. E até posso partilhar as dores pelas quais passei. Mas só quando já consegui reunir as minhas forças e ter um plano de ação para lidar com os problemas e dificuldades.

Hoje venho abrir, uma vez mais, a caixa de Pandora. Há algo que me tem derrubado nos últimos meses (ano) e me tem atirado para um pântano de lamas traiçoeiras. Tenho-me debatido, lutado, faltaram-me as forças muitas vezes, tive momentos de desespero que se traduziram em ataques de pânico e ansiedade, a minha autoestima anda em parte incerta e sinto-me um verdadeiro caco. Desabafei com poucas amigas sobre o assunto, porque falar disto em voz alta, verbalizar, soa a tamanha futilidade que até por isso me condeno. Não me tenho sentido incompreendida. Felizmente. E foi de uma dessas poucas amigas, com quem me abri, que me trouxe assim uma espécie de luz ao fundo do túnel, aquela luz que surge quando já se tentou tudo, quando já se procurou ajuda em vários sítios, sem resultado. 

Vamos começar pelo princípio.

Nunca fui, nem o procurei, a "gaja boa". Sou baixinha, tenho curvas, o típico biótipo de corpo da mulher latina: anca larga, cintura fina, coxa grossa. Na adolescência sofria a tentar disfarçar a anca larga, que uns elogiavam e outras invejavam. Mas fui amadurecendo e atingi a fase do aceitar-me como sou.

A par disto, nunca fui adepta de exercício físico. Tinha as aulas de educação física na escola, participei em alguns torneios de futebol feminino, gostava de voleibol (e joguei muito na praia nos verões com amigos). Entrei na faculdade e exercício zero. Depois comecei a trabalhar e fui sentido necessidade de me mexer, mais por uma questão de bem estar, de flexibilidade e de não subir um lance de escadas e ficar de bofes de fora. Tentei ginásios, aulas de grupo, tentei hidroginástica, nada me segurava. Até começar as danças. Que duram até hoje. Para completar as danças, experimentei umas aulas de cardiofitness que uma professora dá perto de minha casa e, uma vez mais, consegui fidelizar. Muito pelo teor das aulas, que envolve uma parte de dança, muito pelo carisma da professora e, indiscutivelmente, pelo grupo que conheci e hoje somos todas amigas e companheiras muito para além das aulas. Portanto, passei do zero para o exercício físico com intensidade moderada, três vezes por semana, cerca de 5h30 no total. 

A completar a tríade, desde criança que tive problemas de saúde relacionados com o aparelho digestivo. Refluxo gastroesofágico diagnosticado em criança, um problema para a vida, mas contornável com cuidados alimentares. Durante anos, em criança, tomei medicação, passei por vários internamentos, até estabilizar. Em adulta tive dois episódios que me levaram a medicação, mas está tudo controlado desde que mantenha uma alimentação saudável. Portanto, desde jovem que alimentação cuidada e saudável é o meu prato do dia. Ao longo do tempo, e nos últimos anos com ajuda e acompanhamento regular de uma nutricionista, fui conhecendo cada vez mais e melhor o meu organismo e estou perfeitamente disciplinada num plano alimentar, com diversos recursos e ajuste quando a situação assim o exige (por exemplo, quando estou no limiar da anemia por causa do défice de ferro, já sei como adequar a alimentação para normalizar).

O que me aconteceu nos últimos meses (ano)? Tenho engordado e aumentado de volume de forma absurda e sem aparente explicação. A nutricionista já desenhou vários planos, com recursos e medidas, alguns radicais, para ver se travava isto. Sem sucesso. E é desesperante ouvi-la dizer para manter o plano alimentar como estou a fazer, porque está tudo bem... 

Recorri a outras especialidades, em busca de algo que pudesse não estar bem em termos de saúde, tentando perceber os sinais que o corpo me dava (engordar, o inchaço extremo de pernas e pés). Endocrinologia foi o primeiro despiste. Uma bateria de análises hormonais, incluindo tiróide. Tudo impecável. Saudável que nem um pêro. O médico até brincou comigo e disse "deixe a sua tiróide em paz, vá-se embora que eu nunca mais a quero ver na vida, e olhe que é bom sinal se isso acontecer.". Confesso, fartei.me de chorar depois de sair da consulta. Eu sei, era muito mais grave ter um problema de saúde, ter detetado um daqueles problemas graves e complicados de tiróide. E foi a pensar assim que dei a volta e encarei o resultado dos testes com outros olhos. 

Novo despiste: cirurgia vascular. Tudo impecável. Não tenho problemas de circulação sanguínea, não tenho varizes, não tenho nada no sistema linfático que seja alarmante. É só retenção de líquidos. Devo continuar com a rotina de exercício físico que tenho, com a quantidade de água que ingiro, com a alimentação que tenho, devo tentar corrigir postura das pernas, já que passo muito tempo sentada no emprego (retificar cadeira, ou ter um apoio de pés que me permita ter as pernas num ângulo de 90º) e em situações de "crise" umas sessões de pressoterapia para ajudar a aliviar. Uma vez mais, a frustração bateu. Uma vez mais o "continue que está a fazer tudo bem" e no entanto não, não está tudo bem comigo. Mas ok, apoio de pés debaixo da secretária, umas sessões de pressoterapia, e as pernas e pés já desincharam e o alívio tem-se feito sentir.

Nova consulta na nutricionista: novo aumento de peso e volume. E está tudo bem em termos de saúde, e estou a fazer tudo bem... sinto-me a bater com a cabeça na parede. Independentemente dos esforços, o corpo não reage, não responde favoravelmente, estou em queda livre.

A roupa deixa de servir. Calças de ganga que comprei há um par de meses, não me servem. Se por um acaso, até consigo apertar o botão, sinto-me dentro de um espartilho que mais parece que me vai cortar ao meio.

O stress aumenta. A frustração idem. A autoestima já se foi há muito. E vou-me escondendo para crises de choro. Não reconheço o meu corpo. Não gosto do que vejo. E é absolutamente frustrante este "continue que está a fazer tudo bem". E continuo. A lanchar a meio da manhã uma gelatina e uma peça de fruta, a minha colega todos os dias enfarda iogurtes gregos, ora de caramelo, ora de morango, ora de outro sabor qualquer. Ela é magra, eu engordo (por osmose, só pode). 

Uma amiga falou-me de um médico (especialista em nutrição e obesidade) que a irmã mais velha procurou, porque andava exatamente como eu. Pior, ia ao ginásio todos os dias, esfolava-se toda na musculação, era um desatino para sair com ela para lanchar ou jantar porque ela tinha um monte de privações alimentares e em vez de emagrecer, engordava.

Lá me contou o caso da irmã, as consultas, o que mudou, o tratamento, etc. Pôs-me a falar com a irmã, que me contou na primeira pessoa as suas dúvidas e medos, mas que decidiu arriscar, já que nada fazia efeito. E vi, com os meus olhos, os resultados obtidos em seis meses. E agora, já meses depois de ter terminado o tratamento e ter tido alta, não regrediu, está ótima, impecável, saudável e imensuravelmente feliz e bem consigo própria.

Marquei consulta. Contei os dias até chegar o dia. Foi ontem.

O médico é excelente. Explica tudo, põe-nos à vontade, está ali para nos ajudar e para tratar uma doença. Porque obesidade é doença. Ainda mais nestes casos como o meu, em que nada justifica o aumento de peso, porque há uma vida ativa, uma alimentação regrada e saudável, e não existe qualquer problema de saúde que esteja associado ao aumento de peso.

A consulta é longa. Numa primeira parte ele explica um pouco o plano alimentar, faz questões para fazer o seu diagnóstico, vai explicando diversos fatores. Confesso, muito do que ele disse não é novidade para mim. O plano alimentar que ele apresentou como ponto de partida para uma alimentação saudável, é o que eu já faço há imenso tempo (e não, não tem cenas esquisitas, suplementos proteicos nem merdas que vêm embaladas). O esquema do prato, metade legumes, a outra metade dividida em dois, uma para proteína (peixe ou carnes brancas) e outra para hidratos de absorção lenta (2 colheres de arroz integral, duas batatas, massa, de preferência integral). Sim, é isto o meu prato. Ao almoço, ao jantar dispenso os hidratos, os lanches da manhã e da tarde, os pequenos almoços. Sim, já tenho isto interiorizado. É a minha alimentação. Não é dieta. 

O médico percebeu isso. Não me estava a dar nenhuma novidade. Não tinha que mudar os meus hábitos alimentares, porque estão lá, enraizados e bem aplicados. Mostrei as análises hormonais. Excelente, não há problemas na tiróide. Fome emocional, nível de apetite (se ando sempre com vontade de comer, se uso a comida como compensação ou conforto). Não, não e não.  Há aquele dia em que apetece mesmo um chocolate. Mas é tão esporádico. E nem sempre cedo ao "apetece", até porque nem sempre calha ter onde ir buscar o chocolate. E se calha de ceder, não como a tablete inteira. Dois quadrados e já fico com o apetite satisfeito. Portanto, não posso dizer que tenha fome emocional e que a comida seja o meu conforto ou a minha compensação. Gosto de comer, bem. Mas não estou a todo o instante a pensar em comida. 

Ia começando a esmorecer. Não havia nada de novo para mim. Mas ele continuava nas suas explicações. E eu ia percebendo o que estava a fazer bem e menos bem. Então há duas coisas que vou mudar: o tempo em que como, sim, eu como muito rápido, com aquela sensação de não ter tempo a perder, tenho de comer em 10 minutos... errado. Devemos mastigar bem os alimentos, fazer a refeição entre 20 a 30 minutos, por um lado para facilitar o trabalho do estômago para a digestão do bolo alimentar, por outro para dar tempo de o cérebro perceber que o corpo já está saciado e não precisa de mais comida. E este ponto leva ao seguinte: quantidades. E sim, posso não passar o tempo todo a comer, mas quando como, é em quantidade. Uma perna de frango chega, e eu como a segunda e por vezes mais meia. Um bife de frango, do tamanho da palma da mão, chega. E eu como dois ou três. Ok, anotações feitas. Hábitos a mudar.

Veio a segunda parte da consulta: medições. Também nada de novo, foi constatar o óbvio: estou com excesso de peso (não é obesidade, mas é excesso de peso). As percentagens que foram medidas traduzem aquilo que eu já sentia e sabia, mas quando quantificadas dão toda uma nova perspetiva. Se estou com excesso de peso, obviamente a percentagem de massa gorda é excessiva. No entanto, a percentagem de massa muscular é boa, portanto sim, o exercício físico tem os seus efeitos positivos. Já a percentagem de retenção de líquidos é assustadoramente alta... o que não me surpreende de todo. 

Tratamento: pois, aqui começa o meu "drama queen". Medicação. A explicação é muito simples. É uma doença. E nós por tudo e por nada tomamos Benuron e Brufen. Verdade que ainda há duas semanas fui a dois médicos diferentes, mudei de medicação, gastei na farmácia em três dias o que podia ter gasto no Jamie's Italian, e ainda sobrava uns trocos para ir tomar café à Brasileira, e tudo isto para tratar de uma gripe. Estou curada. A gripe já foi. Daqui a uns meses, daqui a um ano, posso ter outra, verdade, mas esta já foi. E foi isto que o médico explicou. A medicação é para curar o corpo. Não é para ter efeitos enquanto se toma e depois voltar ao mesmo. Reticente, aceitei. Lá prescreveu a medicação, juntando diferentes componentes de acordo com aquilo que eu preciso. Estou à espera que a medicação chegue para começar o tratamento. Vou manter-me acompanhada pela nutricionista, até para poder contornar efeitos secundários que possam advir. E dentro de dois meses volto para uma reavaliação.

Como disse lá bem atrás: é a luz ao fundo do túnel. Se estou estupidamente otimista? Não. Estou bastante cética. Com um medo absurdo de ser mais um falhanço. De não ver resultados. E aí, talvez me reste apenas e só um caminho: ir ao psiquiatra. E fazer uma peregrinação às lojas para refazer o guarda roupa. 

Ontem contava a umas amigas, via messenger, a consulta. Tentava brincar com a situação e disse que era frustrante comer como um coelho e engordar como o peru de natal. Riram-se, valorizaram o meu bom humor... e mal sabiam elas como me caíam as lágrimas pela cara.

Já o Gandhe tem estado ao meu lado nesta odisseia. Faz o que pode e eu admito que não tenho facilitado em nada o processo. Ainda há pouco veio aqui ter comigo e eu pedi-lhe para me deixar sozinha. E escrevo isto enquanto choro, porque tenho tanto medo de ser mais um falhanço, porque a seguir já não tenho nada... é a minha derradeira tábua de salvação. E não, não quero ser a Sara Sampaio ou a Irina Shayk. Só quero voltar ao corpo que eu conheço e aceitei. Só quero voltar a sentir-me bem na minha pele.

Agora vou aproveitar a semana que tirei de férias para me recompor. Descansar. Recarregar baterias. Sossegar o espírito.

Perdoem-me o testamento. O testemunho também. Pode haver quem se identifique. Quem me ache uma parvalhona fútil. Quem me compreenda. A única coisa que eu peço que evitem é vir-me dar lições do que comer. É que a sério, ao conhecimento que já tenho acumulado, eu é que podia começar a dar dicas de nutrição. 

17
Out18

Leitura de setembro

 

A leitura de setembro foi inesquecível. E não por bons motivos. Eu adoro Joanne Harris. Mas este é o segundo livro da autora que me custou horrores a chegar ao fim e que, finalmente terminado, foi assim uma completa perda de tempo e energia. Desilsão. Balde de água fria. A sério que foi a mesma autora de histórias como Chocolate que escreveu isto? Inacreditável. 

Supostamente a autora queria escrever um thriller. Eu não sei que raio ela tinha em mente, mas isto de thriller tem muito pouco (ou mesmo nada), mas em compensação tem muito de confusão e tremenda seca.

Nem me vou pronunciar mais sobre o livro porque esta leitura foi uma verdadeira catástrofe. Sem ponta por onde lhe pegar. 

Mas eu continuo a gostar dos outros livros da autora, sim? E há uns quantos que tenciono ler. Espero é não ter mais nenhuma desagradável leitura como esta. 

 

16
Out18

Por aqui está-se com gripe!

Ainda fazia calor e o verão prolongava-se pelo outono quando eu acordei com uma terrível dor de garganta e ouvidos. 

Com a tendência natural que tenho para aquelas -ites (amigdalite, faringite, laringite, otite), o pequeno almoço foi concluído com uma dose de Brufen. E assim andei três dias. A garganta e os ouvidos acalmaram, veio o corrimento nasal. Depois do Brufen durante três dias vou à farmácia. Dão-me um spray para aliviar a congestão nasal e a garganta. Alguns dias depois parecia estar melhor mas... começa uma tosse absolutamente esgostante. Tossia tanto a ponto de faltar o ar, de provocar o vómito, de ficar com sabor a sangue na boca e o peito a arder.
Sábado fui ao médico. É-me anunciado um estado gripal que não carecia de antibiótico, iria durar entre 20 a 21 dias e a tosse podia prolongar-se por seis semanas. Analgésico, outro spray para a garganta, um xarope para a tosse. Melhorias nada.

Ontem mal me aguentei no trabalho, com constantes ataques de tosse, aflitivos, esgotantes. Liguei para o centro de saúde, consegui consulta com a médica de família, à tarde já não fui trabalhar. Nova consulta, nova medicação, agora com antibiótico, baixa dois dias para repouso e evitar diferenças de temperatura e correntes de ar. 

Já vou na terceira semana doente. Adiei a ida ao médico, e provavelmente piorei por isso. Agora estou eclausurada em casa, de pijama, com tamanha pedrada que só me apetece dormir. Os ataques de tosse, parece-me, diminuíram. Durante a noite ainda tive, a manhã, depois do antibiótico, tem sido mais calma, mas precisamente quando respondia a uma amiga, que me perguntou como eu estava, deu-me um. Não tão intenso e forte. Ok, parece que agora estou no bom caminho para a cura.

E aqui está a minha despedida do verão e uma "bela" entrada na época das mantas, dos chás, do frio e das maleitas. Ohhhhh que eu adoro o tempo frio (SÓ QUE NÃO!). Posso voltar para o verão, posso? 

 

08
Out18

Pensamento do dia

Viver é um ato de fé. Tem de ser. Nos dias negros, então, é a tábua de salvação a que um náufrago se agarra, numa réstia de esperança de sobrevivência.

Há dias difíceis. Há dias mais leves. Há dias em que simplesmente se deixa acontecer. Acredita-se que se é assim, é porque tem de ser. Confia-se no que a vida trás e leva. 

Serenei a minha tempestade interior. Lambi as minhas feridas. Confiei que tudo havia de passar. Que eu ia ficar bem. Que há luz para além da escuridão. 

Cada dia é um ato de fé. Repito, de mansinho, que vou ficar bem. Que estou bem. E a vida vai ficando mais leve. 

Obrigada. A quem leu o meu desabafo. A quem dedicou um pouco de si. A quem deixou palavras. Aqui e não só.

Desculpem o período de silêncio. Foi necessário para me reencontrar. Voltei. 

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