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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

29
Mar19

Devia ter sido eu...

Gosto de ver o Joker na RTP1. Sempre achei piada a este tipo de concursos de perguntas de cultura geral.

Inevitável estar a ver e a "jogar", responder, ter a certeza da resposta, ficar ali na dúvida e dar uma resposta sem certeza, em jeito de parece-me, soa-me, acho que...

Pois que o jogo ontem parecia ter sido feito para mim. É que saía de lá com os 50.000€. Assim na boa. 

Era, não era?!  Pois era... 

 

25
Mar19

Quietude

Há momentos em que a solidão sabe bem. É um estar connosco próprios. Sentarmo-nos, tomarmos um café, pararmos e olharmos o horizonte, num monólogo mudo com os nossos pensamentos. Ou sem monólogo. Só uma silenciosa e ténue mudez.

Foi assim ontem. Ia passar a tarde de domingo sozinha. Podia ter ficado em casa, mas o dia estava magnífico para ficar fechada a olhar para a televisão.

Enfiei o livro na mala, um casaco de malha, e rumei nas calmas até às praias. Uma delas tinha já congestionamento no trânsito. Escolhi a esquerda e fui circulando devagar, até o trânsito diminuir e perceber que era mais uns kms à frente e a praia estaria bem mais sossegada. Não me enganei.

Calcorreei o passadiço, fotografei dunas, mar, ondas, nuvens, horizontes. Sentei-me e vesti o casaco, a brisa era fresca, desgrenhava-me o cabelo e arrepiava-me a pele. Fiquei assim, sentada, a olhar o mar. Esvaziei-me de pensamentos. Esvaziei-me de tudo o que pude. E fiquei leve.

Retomei a caminhada, já no sentido da civilização. Passei por uma esplanada, estava cheia. Voltei atrás e avistei uma que, aparentemente, estava fechada, mas como vi mesas e guarda-sóis expostos, arrisquei. Contornei e sim, estava aberta e, cereja no topo do bolo, deserta. Sentei-me. Um café, uma Frize limão. O livro. O sol. O silêncio. A quietude no meio das dunas, com o som das ondas ao fundo. 

O tempo parou. Ou passou sem que desse conta. 

Sei que acabei por vir embora quando várias pessoas perceberam que aquela esplanada meia escondida, virada para as dunas, estava aberta. Começou a encher. Muitas vozes. Conversas cruzadas. E eu queria silêncio. E solidão.

Regressei a casa. Cabelo desgrenhado, cheiro a mar salgado, o eco das ondas. A alma mais leve. E fiquei, assim, quieta, a aproveitar a pausa que dei a mim mesma... até que a vida chamou. Era hora de fazer o jantar. E a casa, até então quieta, ia voltar à sua vida normal. 

 

 

24
Mar19

Sou mar

Tenho alma de mar com sabor a sal, de sol esbatido no reflexo da água que se espreguiça pela areia... Sou da planície do mar, do horizonte do sol.

As únicas montanhas que não me sufocam são as dunas de areia, de onde se espreita o horizonte de mar salgado.

Não me tirem de perto do mar. Não sei quem sou sem o ter, sem o sentir: a brisa, o cheiro a maresia, a areia que se funde e escapa pelos dedos, o sol que se reflete e se espande no imenso espelho de água. Não me tirem o mar, porque me tiram um pedaço inteiro de mim.

Sou mar. Não sei ser outra coisa. 

 

22
Mar19

É sexta feira!

Yeah...

Ora, aqui neste burgo, onde o Sapo é senhor, costuma haver aquela coisa do follow friday. Nunca (que me lembre) participei.

Ovelha negra, esta Pandora, ingrata, que não indica ninguém, não publicita outros blogs, não põe os dedos no trombone e espalha por aí os blogs que lê e gosta e, por isso, recomenda. 

E porquê?!

Basicamente porque me custa recomendar este ou aquele num universo de blogs que leio, e no qual há alguns que gosto mesmo muito, mais ainda porque são bem mais conhecidos na Sapolândia que esta minha modesta, humilde e desconhecida caixa, não precisam da minha publicidade para nada. Aliás, não precisam sequer de publicidade porque são o que são pelo mérito dos seus autores.

Mas hoje é a exceção. E porque é um blog praticamente recém nascido (primeiro post data de 21 de novembro de 2018). Pronto, não é recém nascido mas ainda está em período de licença de maternidade 

O blog é de uma amiga minha. Amiga de carne e osso, na vida real. Já partilhámos muitos momentos juntas, andamos sempre a trocar livros, até porque temos gostos de leitura semelhantes. Tive um prazer enorme de fazer parte e ajudar a organizar esta despedida de solteira épica (ainda há dias falei nesta experiência a uma colega), de estar presente no seu casamento, de a ver grávida, duas vezes... Ganda maluca (e corajosa) em decidir ter assim os filhos seguidinhos. Ora, e o tema central deste fantástico blog é precisamente as (des)aventuras de uma mãe de dois pequenos. A escrita dela é uma revelação para mim, porque não lhe conhecia esta faceta. Escreve muito bem, tem um sentido de humor fantástico (isso já sabia), e tenho-me deliciado (e divertido) com as suas aventuras e peripécias de mãe e mulher. 

Façam o favor de ir lá espreitar e espero que se deliciem tanto como eu. Por trás desse blog está uma pessoa genuína, inteligente, com sentido de humor, muito boa onda e com um coração enorme. 

Apresento-vos A Galinha da Vizinha

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19
Mar19

WOOK que fui fazer?!

Pois, há uns tempos aproveitei uma campanha da WOOK em que devolviam em vale 100% do valor da compra. Ora, não me fiz rogada e aí vai disto.

Ontem lembrei-me de ir consultar a validade do vale, e termina na próxima semana. Um vale de quase 37€ não é para desperdiçar, não é, não. Ainda mais em livros.

Então, e para poder descontar o vale na sua totalidade (o valor só era descontado num máximo de 50% do valor da encomenda, e sim, podia fazer uma encomenda de qualquer valor que o remanescente ficaria em cartão), fiz uma encomenda pornográfica:

livros.JPG

E agora devia proibir-me de comprar livros até ao fim do ano.

Devia... mas era um "prometo falhar" 

Agora que vem aí uma mão cheia de livros, sendo que ando há meses em ânsias e suores frios para ler o quarto livro da saga Sebastian Bergman, é por esse mesmo que vou começar, para depois poder ler o quinto (que o Gandhe me ofereceu, achando que era a continuação do que eu tinha acabado de ler). 

E depois? Bem, depois não me faltam boas opções para leituras. 2019 promete. Resta é eu ganhar juízo e retomar o ritmo de leitura que tinha há uns tempos atrás, preferindo os livros, antes de dormir, a vegetar nas redes sociais.

 

18
Mar19

E a burra sou eu!!

Ora, o bom de ter um blog é que vamos registando determinadas situações do dia a dia, como esta que por aqui partilhei, corria o ano de 2016.

Mas burra que dói, Pandora na semana passada passou na Tezenis para ver collants agora para a meia estação, já que os opacos, os ultra-opacos e os térmicos já começam a ser demasiado quentes para esta altura em que as temperaturas vão subindo.

Burra que dói achou que devia antes ir à Calzedónia.

Vem a assistente da loja toda simpática perguntar se precisava de ajuda, já agora sim, agradeço, procuro collants semi opacos. Cor? Pretos. Ora muito bem, temos estes, em microfibra, 30 DEN, com toque de seda, blá blá blá (abre os collants para que eu visse o efeito na pele). OK, é isso mesmo. Não quer levar mais para aproveitar a nossa campanha... Não. Só esses.

Nem uma semana depois, ah é hoje que visto os collants novos. Sedosos. Confortáveis. Não muito opacos. Não muito quentes. Impecáveis...

Hora de almoço, chego a casa, tiro os sapatos, e... ah foda-se, a sério?!!!!!

Um rasgão desde o dedo até meio do peito do pé.

Ah, foi da unhaca! Não, gente, eu não sou como as meninas da Ribeira do Sado. Cortei as unhinhas ainda este sábado,tá!!!!

Só me apetece pegar nos ditos, no talão de compra e ir à loja reclamar...

Que pariu. Porque não fui aos cheneses?!! 

 

11
Mar19

Também vou mandar bitaites sobre o assunto do momento

Não vi nenhuma dos programas, nem o do agricultor que procura com quem casar (a julgar pelos saltos de fazer inveja à Torre Eiffel, quero crer que é equipamento para abrir os buraquinhos na terra para plantar as couves), nem os das mãezinhas que entrevistam as potenciais empregadas dos (inúteis) filhos que criaram. 

E não assisti porque bastou ver os spots publicitários, as imagens de revelavam o que ia ser cada um dos programas, toda a entusiástica publicidade às estreias inéditas, para eu só pensar isto, e tão somente isto:

A minha alma está parva e o meu espírito paralítico. 

Hoje foi o assunto do dia, já li de tudo um pouco nas redes sociais e blogs, e do que li, nenhuma opinião era favorável. Nada tenho de novo a acrescentar ao muito que já foi escrito. Subscrevo a grande maioria das opiniões que li.

Quem concorre a estas merdas é porque quer? Certo... Ninguém os obriga. É o chamado "dar o cuzinho por 5 minutos de (pseudo) fama". 

Questiono-me é quão baixo nível e quão mais profundo vai ser o degredo da programação das televisões nacionais em busca de audiências????

Abençoado AXN, FOX, FOX LIFE, and so on... abençoados livros que há para ler. Ou vá, menos televisão e mais prática do amor, que sinceramente, mais vale ir mandar uma boa queca, do que desperdiçar tempo de vida a ver verdadeira merda televisiva. 

 

05
Mar19

Passar ou não passar...

Por norma quando compro roupa, antes de a usar, lavo-a. Manias. 

Por norma, a exceção é com casacos, até porque, por norma, não estão em contacto direto com a pele, e, por norma, casacos de inverno, sobretudos, trench coats, anoraque de penas, segue tudo para a lavandaria em final de estação. Assim como assim, também não sou daquelas que tem um arsenal de casacos de todas as cores e feitios.

Ora, semana passada comprei um clássico (dos clássicos) que, pasmem-se as fashionistas, eu não tinha: um trench coat bege. Ou melhor, ter até tenho, mas é um modelo curto, que fica bem com calças e eu ultimamente tenho usado e abusado dos vestidos, pelo que, com a meia estação à porta, senti falta do clássico em tamanho médio. Modelito escolhido, porque sou pelintra, o da Stradivarius, por 29,99€.

trench-coat.jpg

Pois que não o lavei, não senhor, mas passei-o a ferro para lhe dar ali um jeitinho. 

Pior a emenda que o soneto, bastou vesti-lo e sentar-me no carro para ficar com a retaguarda do modelito aos vincos numa questão de minutos.

Ora PQP!! Para isto tinha ficado quietinha com o ferro... 

 

Agora venham-me cá dizer que ah e tal compraste barato agora aguenta. Pois, se a Burburry me patrocinasse um modelito, eu não ia dizer que não. É que o saldo da minha conta bancária dá para ir à Stradivarius, e vamos com sorte. 

 

 

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