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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

21
Out19

Coisas fantáticas (e não só) de ir almoçar a casa

Isto de morar a cinco minutos do trabalho é um luxo. Verdade.

Regra geral vou almoçar a casa, não que de vez em quando não combine e vá almoçar com colegas a qualquer lado, mas por norma, vou a casa. Um luxo. Verdade.

No entanto, tudo tem o seu revés. E isto de ir almoçar a casa também é muitas vezes andar numa corrida a fazer coisas em casa e quando finalmente me sento para almoçar, fónix, faltam 15 minutos. Ou menos. 

Hoje andei a estender roupa (aproveitar o sol), a apanhar roupa que estendi ontem à noite, a dobrar e arrumar alguma que não precisa de ferro, depois venho para a cozinha e ainda arrumo umas coisas, limpo as caixas de areia dos gatos e... ops tenho de almoçar. 

Pronto, há outros dias que não havendo roupa estendida ou por estender, ou outra coisa qualquer que uma gaja olha e vai de fazer para adiantar serviço, dá para ler um bocadinho enquanto tomo o café descontraída. 

 

15
Out19

É oficial!

Está frio. E veio a chuva.

Regressei aos collants. 

Arrumei as sandálias e coloquei à mão as botas e botins (uso estas caixas para arrumar o calçado, na mudança de estação é só trocar da parte de cima do roupeiro para a parte de baixo o que vai passar a estar em uso, e para a parte de cima seguem as caixas com o calçado que durante os próximos meses não vão ver a luz do dia).

É oficial. Só me apetece enrolar-me num edredão quentinho e dormir até estar novamente calor.

Estamos a meio de outubro e ainda não apanhei uma daquelas gripes de caixão à cova, normalmente com alguma merdite (otite, amigdalite, faringite) associada. Não atiremos foguetes que outubro ainda só vai a meio.

Aguardo ansiosamente pela última semana: mini férias.

Preciso urgentemente descansar, abrandar o ritmo, estar em casa, dar uso ao sofá e às mantas, passar umas belas horas refastelada com os gatos, com um livro nas mãos. Ou a ver filmes. Quero ir ao cinema. Comer pipocas. Quero uns dias em que não tenha horários, e o tempo não é um carrasco impiedoso. Quero ter tempo para estar na cozinha e cozinhar com prazer e não pra desenrascar qualquer coisa para comer, porque tem de ser. Quero desligar do mundo e do stress. Isolar-me na minha bolhinha e estar sossegada a carregar baterias.

Sei que tenho escrito muito isso, mas é um facto e, a entrar na reta final do ano, o balanço é que 2019 está a ser um ano penoso, a testar todos os meus limites de paciência, resistência e resiliência. Um ano cheio de coisas más que me sugaram toda a energia. Um ano cheio de dificuldades, muitos obstáculos, e este agre sabor a frustração e desilusão, de cansaço extremo, de vazio. Tantos esforços, sacrifícios para quê mesmo? Sinto-me a remar sem sair do lugar. Desespero e esgoto-me. 

Há-de melhorar. Repito baixinho a mim mesma. Tem de melhorar... 

 

04
Out19

Coisas que me fazem cócegas ao cérebro (durante uns segundos) quando já devia estar a dormir e estou a vegetar no Instagram

Durante anos usei agenda de papel. Se um dia me dissessem que ia abdicar dela e passar a usar a do smartphone ia rir-me e dizer "jamé".

Pois que pela boca morre o peixe. Tinha uma caixa cheia de agendas de anos anteriores e percebi que só a abria uma vez por ano,  para guardar a do ano que terminava. Num daqueles acessos de desapego e limpeza, foi tudo para a reciclagem. 

Aos poucos comecei a experimentar a agenda do Google. Ia mantendo a de papel. 

Lá dizia Pessoa, primeiro estranha-se depois entranha-se. Rendi-me à agenda do Google, abandonei as de papel.

Agora vejo que anda tudo na cena do bullet journal. Pelo que percebi é pegar num simples caderno e fazer a sua própria agenda,  com calendário, listas, notas e o que quer que cada um considere importante para a sua organização e gestão de tempo. 

Tenho visto verdadeiras obras de arte: desenhos, colagens, coisas que me fazem lembrar quando era uma "aborrescente" tonta e escrevia em cadernos e fazia colagens (nunca tive jeito para desenho). 

Acredito que tenha o seu quê de terapêutico,  estar ali horas a desenhar, colar,  preparar quadros, tabelas, calendários,  campos vários com ilustrações dignas de exposição de belas artes. Mas... e eis o busílis: tanto tempo a desenhar,  colar,  recortar,  criar uma "agenda " à medida e ultra personalizada para gerir tempo, tarefas e projetos? 

Cada um sabe de si, mas eu mal tenho tempo para me coçar quanto mais para estar horas a desenhar, pintar, colar cenas num caderno. 

Ah já sei? Falta-me um bullet journal para ter melhor gestão de tempo e de tarefas. 

Hã hã... vou continuar no Google Calendar (em inglês soa sempre a uma merda bué importante e chique). Oh, dá pra ter notificações, selecionar diferentes tipos de notificações e sua antecedência,  colocar a localização dos eventos agendados,  atribuir cores, partilhar o calendário com quem quisermos. E na era das Apps pra tudo e mais um par de botas, a sério que anda tudo a desenhar cadernos para gerir tempo?! 

 

 

 

01
Out19

Ah o outono...

Acordo. Lá fora chove. Céu cinza escuro, carregado de nuvens.  Abro a janela. Não está frio frio. Está fresco. E chove. Aquela chuvinha miudinha, chata, filha da mãe, que só dá vontade de dar meia volta e voltar a enfiar-me debaixo do edredão.

Hora de escolher o que vestir. 

mafalda.JPG

Já não apetece (nem é confortável) sair de vestidos de verão, manga curta, sem collants. Para usar collants, não, são quentes e ainda não está frio. As calças mais finas de verão. Nim. Frescas. Está de chuva. São claras. Está de chuva. Foda-se.

Jeans. Salvam sempre o dia. Só que não. Custam a entrar, depois de meses com as carnes à solta em vestidos leves e calças finas e largas. Enfia uma perna... que pariu, eu não engordei... enfia a outra perna... ai foda-se... entras ou não entras?! Entrou. Agora a parte difícil: passar a anca. Malabarismos dignos de uma contorcionista chinesa. Agora que passou não respira... aguenta... mais um bocadinho... botão apertado. Continua sem respirar.

Ok, e o que calçar? Botas????? MEDOOOOOOO. As all star que têm sido a transição suave (eufemisticamente falando) entre o pé ao léu, em sandálias coloridas, e o pé enclausurado, não são propriamente uma boa ideia para dias de chuva. Ok, escolhe outras sapatilhas. E umas meias mais "robustas".

Saio de casa. Corta-vento com capuz. Era o que me faltava pegar no guarda-chuva... o caracinhas! Estou em protesto.

Manhã de trabalho e coiso. Hora de almoço. Um sol do caralho. Céu azul, limpo de nuvens. Calorzinho agradável. E eu, apesar de já respirar dentro dos jeans, estou a sentir-me claustrofóbica, com os pés a gritar por socorro dentro das sapatilhas mais quentes...

Ah o outono! E se fosses dar uma volta ao bilhar grande?! É que adoro, assim de coração, esta estação em que nem é carne nem é peixe, tanto chove como faz sol, saio de casa no inverno e vou almoçar no verão. SÓ QUE NÃO!!!!!!

 

01
Out19

Ora, comecei a 24 de setembro, acabei a 30, e pelo meio não lhe peguei durante dois dias!

Portanto foram 5 dias para ler o sexto volume da saga Sebastian Bergman. 528 páginas devoradas em 5 dias 

Acho que vou criar uma tag só para Sebastian Bergman, porque eu estou viciada nesta série. E agora tenho de aguardar pelo próximo (vai haver um próximo volume, TEM de HAVER) numa espera que aumenta as expetativas sobre o que está para vir.

O sexto volume foi muito ansiado e aguardado, dada a forma como termina o volume anterior. E este é uma das características, entre outras, destes autores: conseguem prender-nos até à última página, sendo que essa última página deixa uma espécie de "to be continued" que nos deixa em ânsias. 

Este volume pode, e percebo que assim o seja, desiludir um pouco os fãs, como demonstra esta opinião, que está muito bem fundamentada e portanto não vou acrescentar muito mais. Ainda assim, eu estou crente que este volume é uma espécie de transição para o grande drama que se aproxima e que vai pôr à prova toda a equipa de Torkel. 

Neste volume temos um violador em série, cuja personalidade demonstra ser bastante organizada e perseverante na missão que, na sua própria voz que vai surgindo ao longo da trama, percebemos que há uma vingança que está a levar a cabo, ligando assim as vítimas num mistério pararelo, que vai pôr a equipa da Riskmord, liderada por Torkel, em cheque e às voltas cegas, sem pistas, sem suspeitos, sem apanhar um fio à meada para começar a destrinçar a trama.

Neste livro vemos a atenção mais focada na vida e desenvolvimento pessoal dos nossos protagonistas, as mudanças que a vida operou em cada um, a evolução de uns, a mudança de outros, e vemos um Sebastian que anda mais desconcentrado, distraído, meio perdido no seu drama de querer conquistar a filha que descobriu ter e consertar todos os erros cometidos por ela, revivendo continuamente o trauma da perda da mulher e da filha Sabine no tsunami. Talvez por isso foi ludibriado pelo criminoso (que mais uma vez, ainda que não seja uma mente brilhante do crime, como vilões em casos anteriores, não deixou de ser uma grande surpresa).

Tenho em mim, mera opinião, vale o que vale, que este volume é uma transição, uma preparação para o que aí vem. As expetativas para o sétimo volume estão muito elevadas. A equipa da Riskmord está em vias de sofrer o seu maior desafio, que trará consequências a todos, a nível profissional e pessoal. Resta saber (e esperar) como vão os autores trabalhar este enredo, do qual têm vindo a deixar pistas cada vez mais claras, desde o primeiro volume até ao atual. Sebastian já percebeu que há algo de errado, de muito errado e preocupante. Perceberão os outros? Até onde vão aguentar o golpe que se adivinha?

Expetativas altas. Oh se estão. Enquanto isso, sofre leitora viciada na saga, porque o sexto volume acabou de sair, portanto o sétimo só lá para 2020 ou 2021. 

 

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