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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

30
Dez19

Leituras em 2019

Leituras_2019.jpg

Balanço 2019: 15 livros lidos. Mais um que em 2018

Manteve-se a preferência pelos thrillers, continuando a saga Sebastian Bergman no topo das preferências. Este ano mais três volumes lidos (devorados sofregamente), e só não há mais porque aguardo a publicação do próximo volume da série (VICIANTE).

Experimentei Murakami e não me encantou. Não sei se repito, pois não é de todo o meu tipo de leitura preferido. 

Desilusões deste ano (além de Murakami): A Primeira Mestiça, Reino de Feras e, de certa forma, A Questão Finkler (não correspondeu às expetativas que a sinopse deixou). Fica a minha resenha para breve. 

Grande orgulho deste ano: o livro do meu querido amigo e companheiro do curso de escrita criativa, Carlos Musga e o seu O Homem que Matou o Esquecimento Global. Aguardo o romance, ó Carlos 

Dada a lista de livros em espera, 2020 promete boas leituras. A ver se ultrapasso o número deste ano. A ser realista: um livro por mês. Se conseguir mais, tanto melhor. O importante é não perder o ritmo de leitura, mesmo nos dias em que me sinto mais cansada e prefiro estar a vegetar no Instagram. Dar prioridade à leitura e deixar as redes sociais e as suas falácias, que não interessam nem ao menino Jesus nas palhinhas deitado, nas palhinhas estendido. Portanto o mote para 2020 vai ser:

Ler é viajar sem sair do lugar...

Voar sem ter asas...

Caminhar sem tirar os pés do chão...

Navegar num mar de palavras, usando só a IMAGINAÇÃO.

 

29
Dez19

Podia ser uma piada de stand up comedy, podia. Mas é pura realidade!

Há um mês, mês e pouco, Gandhe diz-me que riqueza de sua mãe,  minha sogrinha querida, queria oferecer-nos uma máquina de secar roupa.  Ia comprar uma para ela, e queria porque queria dar-nos também uma. Ora, não desfazendo tão generosa oferta, conversamos sobre o assunto. Primeiro eu não me sentia confortável em receber dela uma prenda assim desse valor, depois não é de todo algo que estejamos a precisar, um eletrodoméstico que nos seja essencial, fundamental,  de extrema necessidade. E em termos de logística de espaço,  teria de a instalar na garagem. Portanto agradecemos a oferta mas declinámos. Não valia a pena ela gastar dinheiro numa coisa que não nos faz falta. (Se fôssemos outros teríamos aproveitado para pedir outra coisa, mas não o fizemos).

Ora, veio o Natal,  estivemos com ela, filhinha querida não veio e avisou de véspera. E nós com prendas compradas,  paciência. Leva-as quando decidir vir visitar a família. Para a sogrinha querida,  e porque é uma esquisita de merda que nunca aprecia nada do que lhe dão,  sugeri ao Gandhe, e ele concordou, em oferecer-lhe um conjunto da Yves Rocher, edição especial natal: uma lata (bem gira) com produtos lá dentro, dos quais um gel de banho, creme de corpo, creme de mãos e esponja para banho. Produtos de beleza que qualquer mulher que goste de se cuidar usa e gosta. E ela pareceu gostar... pareceu. 

Então e a nós,  já que não quisemos a máquina de secar roupa, que nos ofereceu? Chocolates, claro, para não variar é às caixas de chocolates, como se fôssemos viciados e comêssemos bombons ao pequeno almoço.  E ainda... rufem os tambores que isto merece... e ainda... eu mostro: 

20191228_122721.jpg

... Uma agenda da pequena sereia,  dos cheneses. Coisa mailinda!!! 

Foda-se, mas eu tenho 10 anos? 

E não,  não uso agenda de papel há alguns anos, e se usasse de certeza que, mesmo nos cheneses, escolhia outra capa qualquer que não fosse tão infantil (exceção feita se fosse o Garfield). 

E pronto,  podem rir à vontade, que é o que ando a fazer há vários dias. Quisesse eu enveredar por uma carreira de stand up comedy, não me faltaria material para satirizar. A começar por episódios da minha vida real e da total anedota que é a senhora minha sogra.  

Entretanto já houve outra saída dela, daquelas em que se ela estivesse calada era uma poetisa, mas deixo para outro post. A bem da minha (in)sanidade mental, ficamos por aqui hoje. 

 

24
Dez19

Pensamento do dia

que-todos-os-bons-sentimentos.jpg

Aos amigos e leitores desta singela Caixa, a quem tem a paciência de ler as minhas lamúrias (e desculpem este ano amargo), a quem se ri com o meu humor negro, a quem deixa umas palavrinhas de conforto, a quem partilha a sua opinião e enriquece esta Caixa, a quem está aí desse lado, mesmo que seja só a ler e a revirar os olhos, desejo um Feliz Natal! Que estes bons sentimentos, que nos inspiram nesta época mágica, se instalem nos nossos corações e nos acompanhem todos os dias, tornando-nos melhores a cada dia que passa. Que sejamos luz. Para nós e para os que nos rodeiam. 

 

17
Dez19

Este ano que acabe, por favor!

Eu sei. Eu sei que não é por virar o ano que a vida muda num passe de mágica, que os problemas desaparecem e os sonhos se realizam com um toque de varinha mágica de uma qualquer fada madrinha.

Eu sei que não é por avançar um dígito no ano que tudo fica trancado no ano que termina. Mas deixem-me ter essa ilusão. Assim como assim, a palavra que mais marcou este ano foi morte, logo efetivamente fica trancado neste ano do demo. Deixem-me ter a esperança que 2020 trará 366 dias em branco, 366 dias de oportunidades de ser melhor, de me sentir melhor, de curar tantas feridas e mágoas.

É a palavra que quero para 2020: CURA

É o que mais preciso, daqui para a frente. Curar-me. Ficar mais forte. Mais resistente. Cauterizar de uma vez por todas feridas que, quando julgo cicatrizadas, se abrem e rasgam-me, lançando-me numa dor atroz. E não sei se a dor que sinto é pelo que aconteceu, se por me sentir culpada por permitir, por não ter sabido proteger-me.

"és só humana. de carne e osso." - disse uma amiga.

Sou é estúpida. Burra. Por ter acreditado que agora não haveria impedimentos para recuperar algo que, queria eu tanto acreditar que existia, podia existir daqui para a frente. Disse baixinho a mim mesma para não criar expetativas. E julgava que não as tinha, ou eram baixinhas. Não me surpreendeu o não que ouvi. Era o mais provável. Era o expectável. E entendo. Aceito que assim seja. Compreendo que do outro lado a escolha foi pelo que lhe é mais confortável. No entanto não deixa de ser, para mim, uma rejeição. Não consigo não sentir que simplesmente eu não valho qualquer tipo de esforço. 

E tenho sentido isto nos últimos tempos. Que não valho o esforço dos outros. Não valho o esforço do companheiro numa série de merdinhas que têm desgastado e esgotado a relação, não valho o esforço de amigos que têm sempre outras pessoas com quem preferem estar, outros sítios para ir, que estão sempre sem tempo, demasiado ocupados nas suas vidas e não há tempo para mim, mas há para outros. Não valho o esforço de uma família que me deixou órfã. E nada vale eu abrir a porta da minha vida, convidar a entrar e dar evidentes sinais que desejo a sua presença no meu futuro quando ouço um: não, tenho mais perto. Sim, porque eu estou em Plutão e é demasiado grande o esforço para entrar nesta porta que abri, enterrando mágoas antigas, olhando para um futuro que podia ser diferente. Só que não, não valho o esforço.

Hoje, hoje... se eu morresse, quem ia sentir a minha falta? 

Hoje sangro de feridas antigas, cujas cicatrizes se rasgaram num duro golpe. Estou frágil. Debilitada. Só quero desaparecer num buraco qualquer e lá ficar até não haver mais lágrimas de sangue. Ficar ali até virar pedra, dura, fria, impertubável. 

 

11
Dez19

Das futilidades que por vezes são um "mal" necessário

O meu corpo mudou. Facto. A idade contribui e muito para isso. Facto.

Depois do período em que engordei cerca de 10 kgs num ápice, em que a roupa deixou de me servir, em que eu deixei de me reconhecer e a autoestima, que nunca foi grande merda, foi pelo ralo, comecei uma luta para recuperar o corpo que conhecia e com o qual me sentia bem.

A verdade é que, com acompanhamento nutricional de dois médicos distintos (a nutricionista que me segue regularmente e o especialista em nutrição e obesidade que consulto mais ou menos de três em três meses), com exercício físico numa carga moderada de cerca de 5h semanais, com cardio e localizada, com alimentação regrada, mas sem restrições radicais, o corpo está a recuperar. A massa muscular está a aumentar, a massa gorda a diminuir. O peso não se alterou como inicialmente eu tanto queria, mas, e há aqui que compreender que ter um corpo de 65kg tonificado e um com mais massa gorda que muscular é totalmente diferente. E portanto, estou progressivamente a reduzir volume, com um corpo mais firme e tonificado, ainda que o peso pouco se tenha alterado.

Se o ano passado, no auge da minha figura "gorda" as calças não me serviam e passei o inverno de vestidos (e à conta disso passei muitas vezes por grávida), este ano já visto calças que há um ano não vestia. Continuo a usar vestidos porque gosto, mas sem ser porque usar calças não são opção. 

Ainda assim, e não sei bem explicar, talvez pelo aumento da massa muscular, estou mais larga de costas e portanto este ano o que verifiquei foi que alguns casacos de inverno não me serviam. Ou até apertavam e ficava uma espécie de alheira de Mirandela (bem boa) a rebentar pelas costuras. 

Praticando a arte do desapego, não serve, não uso, aproveitei uma campanha solidária de recolha de vestuário, roupa e bens alimentares que está a decorrer na Junta de Freguesia e separei umas quantas coisas, em bom estado, claro, incluindo esses casacos de inverno que me estão apertados.

Resultado: fiquei reduzida a um kispo comprido de penas, a um sobretudo verde caqui e a outro camel, também "compridos", (o camel foi feito à medida há uns 3 ou 4 anos e curiosamente continua a servir, talvez porque a ter em conta a medida da anca, os compridos não deixaram de me servir nas costas, problema que notei nos casacos mais curtos). 

Investimento neste inverno: casacos. Na Lefties comprei um kispo curto com capuz escondido e gola de pelo, em cru (bege claro), na Zara um casaco estilo canadiana em cinza claro, a um preço bárbaro. E na Mango Outlet um sobretudo vermelho.

Agora que está o investimento feito, que me durem muitos anos, até porque os que saltaram fora do meu roupeiro já vêm de 2012, se não estou em erro, era eu uma magricela (na parte de cima, porque anca larga sempre tive) com menos de 55 kgs. 

Um investimento necessário, mais que futilidade, uma necessidade. Agora estou bem apetrechada de casacos para os invernos vindouros... e com margem para, caso o corpo volte a mudar aos 40's que se aproximam a passos largos, continuarem a servir (ou assim espero, a menos que engorde 30 kg's... vade reto!).

 

09
Dez19

A 9 de dezembro...

A lista de pessoas a mimar este Natal com um presente foi pensada ao longo do ano, está "fechada" desde outubro.

Prendas escolhidas, umas compradas em loja, outras encomendadas online, outras personalizadas (porque optei uma vez mais por artigos handmade, que têm todo um outro valor afetivo). Já tenho praticamente tudo em casa (quase) pronto a distribuir.

Um jantar de natal já foi, com sorteio de amigo secreto. Próximo fim de semana mais dois jantares: o da turma de Dance Fitness (com amigo secreto, mas sei a quem vou dar prenda), e o convívio dançante com jantar da escola de dança. Segue-se o da empresa. Por fim virá o da família, que ainda não sei se será na sogra (caso venha a filha e a neta) ou se será os dois em casa (o que não seria a primeira vez e ainda aqui estamos). Ainda está em agendamento outros dois jantares com amigos "família".

Já a passagem de ano está a ser preparada. Um grupo de pessoas que se juntam, amigos que foram trazendo amigos e fomo-nos conhecendo e convivendo em diversas ocasiões. Amigos que podem trazer outros amigos. Objetivo: arranjar um sítio razoável para jantar e siga para junto do povo, fazer a festa na rua, ver o fogo de artifício na Ria de Aveiro, e depois o estado de espírito logo dirá como prosseguir a noite. À partida está escolhido o restaurante. japonês. Sem ementas e menus xpto de Réveillon, daqueles que quase é preciso deixar lá um rim para pagar o jantar.

O ano está na reta final e eu sei que não é por mudar o número do calendário que a vida muda e melhora num passe de mágica. O ano está na reta final e o único balanço que faço é : finalmente, foda-se!

Venha lá 2020 que já estou em modo estágio para comprovar que as pancadas da vida e as respetivas lições do ano 2019 serviram para enfrentar com maior maturidade e sabedoria o que estiver para vir. E se ainda há muita porcaria que está para vir, oh se há...

 

03
Dez19

Leitura de novembro: Reino de Feras

Já acabei este livro há sensivelmente duas semanas. Ainda não falei dele basicamente porque não gostei, foi uma leitura difícil, aborrecida e que não me prendeu nem me deixou sem fôlego, como preconizavam algumas opiniões que li.

Devo dizer que este livro veio como oferta numa encomenda da WOOK que fiz há uns tempos. Fui espreitar a sinopse, as opiniões, e apostei na sua leitura contando que estaria na presença de um bom thriller. Só que não. Para mim, e isto é meramente opinião e gosto pessoal, achei o enredo aborrecido, estupidamente descritivo, pouca ação. De louvar, sim, a capacidade de raciocínio e cálculo de riscos de uma mãe que regressa aos seus instintos mais primitivos para, mais do que sobreviver, proteger a vida do seu filho. E porquê? Porque num banal dia em que, como tantas vezes acontecia, passa pelo pequeno zoo da cidade com o filho para ele brincar e ver os animais antes de regressar a casa, o zoo é invadido por uns homens (mais tarde percebe-se que são uns adolescentes na casa dos 18, pelo que percebi... é vago) que desatam aos tiros, como se estivessem numa caçada, e matam indiscriminadamente pessoas e animais. 

Um tema atual, este de "sociopatas" que desatam a matar pessoas em locais públicos como que para provarem alguma coisa, quanto mais não seja o sentirem-se vistos e tornarem-se inesquecíveis. 

A descrição está totalmente centrada nesta mãe e em todas as suas ações, escolhas e pensamentos para manter o filho a salvo, algumas das quais podem ser questionáveis moralmente, encaradas até como egoístas, mas numa situação limite de luta pela vida, vem ao de cima o puro instinto animal de proteger o seu filho. Tudo o resto passa para plano secundário, como ajudar outra pessoa que vê passar em apuros, ou deixar ficar no caixote do lixo um bebé que encontrou (ironia ler isto quando nas notícias tanto se falava do bebé abandonado no ecoponto), assistimos aos seus conflitos morais e aos pensamentos dela que passam à velocidade luz, a questionar o porquê daquele bebé ali estar (abandonado pela mãe à sua sorte, ou terá sido a forma que encontrou de o manter escondido dos atiradores?). A dura opção que fez e em como isso a incomoda, mas a prioridade é o seu filho. É a sua luta. A sua guerra. 

Aqui há bons ingredientes para efetivamente ser um bom thriller psicológico. Mas falha em tantos aspetos que, para mim enquanto leitora, seriam importantes para perceber o enredo. Não se fica a saber como está a polícia a atuar (aliás, durante demasiado tempo até parece que a polícia nem está presente), a certa altura deixamos de saber do marido/pai que está a caminho do zoo para salvar a mulher e o filho (em parte porque o ponto de contacto era o telemóvel dela que ela usou para despistar os atiradores e foi destruído, mas mesmo assim, não apareceu mais no relato, nem no desfecho, quando finalmente percebemos que a polícia está presente e consegue entrar para resgatar os sobreviventes e ajudar os feridos), e mesmo os atiradores, a sua identidade e os motivos são relegados para um plano tão insignificante que me deixaram com uma sensação de faltar ali algo que desse substância a toda esta história. 

No geral não gostei. Não me senti arrebatada, não sustive a respiração... aliás, era ótimo para me dar sono e dormir mais cedo, tal era o nível de aborrecimento.

 

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