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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

30
Jan20

Até fiquei parva!

Eu sei, eu sei. Nesta coisa das redes sociais cada um mostra o que quer, expõe-se como quer, e quem está do lado de cá tem igual liberdade para ver o que interessa e excluir o que não interessa, não havendo necessidade nenhuma de alimentar esta cadeia de indignação inflamada que tantas vezes surge por merda nenhuma, só porque sim.

Mas permitam-me a breve partilha da minha opinião, que é apenas e só isso: uma opinião.

Ontem uma parceira e amiga de blogs e redes sociais partilhou comigo, assim meia impressionada, uma publicação que, para não identificar quem quer que seja, vou descrever o menos possível. Digamos que a dita publicação extrapolava, a nosso ver, o que deve ser da esfera privada, resolvido entre quatro paredes, entre as pessoas interessadas. Mas eis que é publicado em praça pública, à laia de sondagem, estão abertas as votações meu povo...

Quando olhei a publicação tive pena. Confesso. Tenho pena destas pessoas que prostituem a vida nas redes sociais, vale tudo para umas centenas de visualizações, outros tantos likes, reações e comentários. Rastejam e mendigam por almoços (ou brunchs que é mais fashion) grátis, por trapos e ofertas várias em troca sei lá do quê. E quando vejo os peditórios lamechas nas redes sociais e nem uma única reação obtêm, eu questiono-me se esta gente não se toca, se não há assim um rasgo de bom senso e param com aquele mendigar que chega a ser humilhante. Pergunto-me se uma qualquer marca de papel higiénico oferecer uns quantos rolos, esta gente vai publicar foto do dito usado para que todo o mundo veja a qualidade do produto? E a malta com crias? Dias há que é só fotos das crianças com o raio do pacote da papa ou de outra merda qualquer ao lado. Só um cego não topa que uma qualquer marca de puericultura enviou um press release a um grupo de bloggers, influencers, whatever. 

Ah e tal isso é dor de cotovelo? Eh pá, não é. Estou a borrifar-me para as borlas em troco de publicidade manhosa e muitas publicações nas redes sociais. Se falo de um produto, de uma merda qualquer que comprei, é porque me apetece, porque quero partilhar, e não há cá patrocínios, o que uso e compro é pago por mim. Mais, também já recebi press releases e apago, não quero, não vou vender a alma ao diabo nem prostituir a minha vida nas redes sociais em troca de coisas que na maioria das vezes não me interessam, não estão ao alcance da minha vidinha e carteira de gente que trabalha e paga contas. Não vou vender uma vida que não é a minha a troco de quê mesmo? Visualizações? Público? Likes e reações? Comentários múltiplos de gente que nunca vi (e provavelmente nunca hei-de ver) na vida? 

Cada um faz o que quer. A mim dá-me pena este circo de vaidades em que perdem total noção e bom senso. 

FB_IMG_1580383504352.jpg

 

 

 

27
Jan20

Agarrada pela curiosidade!

A Máscara, programa da Sic. Quem vê está convidado a deixar aqui bitaites 

Não ligo muito a este tipo de programas, mas vi por acaso o primeiro episódio deste e fiquei rendida. Primeiro porque há duas máscaras cujas vozes me arrebataram logo e me deixaram intrigada sobre a sua identidade. Falo do Corvo e do Leão. Que vozes!!! Fico sempre arrepiada quando os ouço. São fenomenais. 

Depois os outros, uns parecem cantores profissionais (por exemplo a Pantera ou a Borboleta), outros soam-me a artistas que também dão uma perninha na música, como o Pavão. E há máscaras que me quebram a cabeça sobre a possível identidade, ando às voltas e já mudei de ideias umas quantas vezes, como o Cavaleiro ou o Astronauta, sem chegar a conclusão alguma.

O Leão é uma voz fascinante, arrebatadora. Não tinha ideias e quando sugeriram o nome de João Paulo Rodrigues, fui pesquisar e acredito que seja a personalidade por trás da fabulosa máscara. As pistas também levam ao mesmo nome, e portanto desta máscara só aguardo a confirmação do óbvio. Se não for, fica tudo de cara no chão. E aqui está a piada do programa. 

O Corvo, além de ser uma voz que adoro, é quem me tem feito queimar mais os neurónios. Inicialmente achava que era a Vanda Stuart. Isto porque eliminei a possibilidade de ser o Fernando Ribeiro, primeiro nome que me surgiu quando cantou Sweet Dreams. Mas as pistas foram-me conduzindo a outro nome, que faz todo o sentido. Tem amplitude vocal para as performances que temos visto desta máscara, as pistas encaixam, e agora que ouço a atuação onde interpretou The Sound of Silence, ainda mais sentido me faz, pois estou muito convencida de lhe reconhecer a voz... e aposto em Rita Guerra! 

E por aí, alguém a seguir o programa e com apostas sobre as identidades por trás das máscaras?! Contem tudo 

 

20
Jan20

Britt-Marie Esteve Aqui

Fredrik Backman surpreende uma vez mais com um livro repleto de ternura, de episódios cómicos, e de vida real com que facilmente nos identificamos e nos sentimos parte da história.

Do mesmo autor:

A Minha Avó Pede Desculpas

Um Homem Chamado Ove

Numa escrita fluída, simples, Britt-Marie Esteve Aqui é uma história que nos encanta e toca no coração. Quem leu os anteriores, facilmente se recorda da vizinha chatarrona, que implica com tudo e todos, de A Minha Avó Pede Desculpas. Recorda-se, certamente, de como esta personagem tinha uma história de vida que acabava por justificar uma boa parte dos seus comportamentos... e se calhar não era assim tão implicativa ou chatarrona como se julgava às primeiras vistas.

Britt-Marie ganhou protagonismo neste livro e ficamos a conhecer tanto dela: 62 anos, uma vida dedicada ao marido (infiel), uma vida dedicada aos outros, mais preocupada em agradar aos outros ou ao que pensam, a ir ao encontro das necessidades dos outros. Uma vida a esquecer-se de si. Até que...

"Uns anos transformaram-se em vários anos, e vários anos transformaram-se nos anos todos. Há uma manhã em que uma pessoa acorda com mais vida atrás de si do que à sua frente, sem perceber como é que isso aconteceu."

Britt-Marie dá um salto para o desconhecido. Para alguém que tem tudo sob controlo, que tem a sua vida rigorosamente organizada numa rotina onde não há margem para imprevistos ou surpresas, Britt-Marie tem um ato de coragem e loucura. E vai parar a um sítio improvável, faz amizade com pessoas improváveis, vive uma série de experiências improváveis (daquilo que seria suposto ser a vida de Britt-Marie). E se nos vamos rindo com as peripécias, também nos vamos comovendo com esta personagem que nos vai conquistando a simpatia. Ficamos rendidos. E na expetativa de ver o que vai acontecer a seguir. Que escolhas irá Britt-Marie fazer, mesmo quando a vida antiga, que ela tanto queria recuperar, lhe bate literalmente à porta... irá Britt-Marie voltar à vida que tinha, ou ter-se-á aberto dentro dela uma vontade enorme de continuar a dar o salto para o desconhecido? Terá encontrado Britt-Marie uma coragem que desconhecia ter dentro dela? Irá Britt-Marie pensar em si e naquilo que em tempos foram os seus sonhos?

Uma história de ternura, de amizade, de entrega e partilha. Uma história de vida e de segundas oportunidades. De coragem. Uma história que nos enternece, nos faz rir, nos faz ficar de lágrimas nos olhos. E nos dá esperança: nunca é tarde para ganhar coragem e saltar! 

Um autor a seguir, sem a menor dúvida! 

17
Jan20

Eu atirei pedra na cruz e cuspi no santo!

20180717.jpg

Em dezembro aproveitei as mini férias para ir ao centro de saúde deixar a caderneta e pedir a pílula (que estava a acabar). Ora, com as festas, com a gripe, com a cabeça de passarinho com que andava, nunca mais me lembrei de lá ir levantar a dita cuja. Ontem ia para tomar e cadê a pílula?! Lembrei-me da sogra... havia de ser bonito, não foi por causa do antibiótico, foi mesmo por me esquecer dela 

Depois daquele impasse de vasculhar na gaveta e não encontrar nada, lá se fez luz e lembrei-me que não a tinha ido buscar.

Hoje de manhã lá fui eu cedinho. Chego ao centro de saúde e, seguindo as instruções de uma das administrativas do atendimento que em tempos me deu, quando é só para pedir/levantar a pílula não é preciso tirar senha. Portanto, não tiro senha e fico à espera que a outra que estava hoje ao serviço (tenho um azar de apanhar sempre a mesma croma... é o karma!) chamasse as senhas para quem tinha consultas e tratamentos marcados. Toda a gente atendida, virou-se para a fila do atendimento geral. Senha E 1... nada. Senha E 1? Nada. Vira-se para mim: a menina já está atendida? (sério? e a única no atendimento, por acaso já me atendeu?). Respondo que não, que só vinha levantar a pílula. Precisa tirar senha.

Vou tirar a puta da senha E 1. Ponho-a à frente dela e digo: venho levantar a pílula.

E agora adivinhem quem foi tratar do meu pedido? Uma enfermeira que estava na receção, que a outra que exigiu a merda da senha para me atender virou costas e cagou em mim.

 

15
Jan20

...

A chuva voltou. O céu está cinza. A luz sombria. Sombria também eu estou. 

Algo incomoda-me. Aquele aperto no peito, uma sensação estranha, um arrepio. Um nó na garganta. Uma vontade de chorar, só porque sim. Para aliviar, talvez.

Coloquei os phones, ouço Hans Zimmer no Spotify e tento concentrar-me no trabalho. Contudo, este aperto não desaparece. 

Não sei se isto é uma das minhas fortes intuições (quase premonições), que ainda não consegui perceber, ou se será o início de uma crise de ansiedade (que já não tenho faz tempo)...

Vim aqui escrever numa tentativa de aliviar a pressão. As palavras saem-me sem sentido. E a sensação de aperto intensifica-se...

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