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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

26
Fev20

Leituras de fevereiro: Sara Blaedel

Sara Blaedel está, neste momento, no meu top de preferências de autores de policiais e trhillers. Comecei por ler o best seller As Raparigas Esquecidas, e recordo-me que na altura não fiquei totalmente rendida, mas voltei a dar uma oportunidade à autora. E ainda bem que o fiz.

Em janeiro, aproveitando uma campanha promocional de WOOK, encomendei dois livros da autora. Ambos foram as leituras de fevereiro. 

O Trilho da Morte foi devorado em quatro dias. É o segundo volume da série Pessoas Desaparecidas, iniciada com o aclamado As Raparigas Esquecidas. O facto de o ter devorado assim em quatro dias é, por si só, uma evidência de quanto o livro me prendeu desde a primeira página. É intenso, é de cortar a respiração, é de não querer largar só para saber o que vem a seguir. É bom, muito bom. Agarrou-me mais que os outros dois que já tinha lido da autora e veio confirmar que está aqui uma excelente escritora de policiais, muito realista e verosímil, com personagens humanas extremamente reais.

Aposta vencedora na personagem Louise Rick, inspetora policial, que se debate com os seus próprios fantasmas do passado e traumas por resolver, mistérios por desvendar. Neste livro, mais do que descobrir o adolescente que desapareceu na noite do seu 15º aniversário, é descobrir toda a teia de acontecimentos ao longo dos últimos anos que culminaram neste desaparecimento. Mais, é regressar ao passado e desenterrar casos aparentemente resolvidos, descobrir as verdades encobertas por mentiras escabrosas. É a oportunidade de vermos Louise Rick fechar de uma vez por todas um episódio traumático do seu passado, podendo, por fim, fazer o luto que nunca tinha conseguido fazer por nunca ter acreditado no suposto suicídio do noivo. 

Mulheres da Noite é o primeiro livro da trilogia Camilla. Há uma analepse e conhecemos Louise e Camilla, amigas, num tempo anterior ao tempo narrativo da série Pessoas Desaparecidas. Nesta altura Louise era uma inspetora da equipa de homicídios. A autora tem o cuidado de enquadrar os factos, e mesmo para quem não tiver lido os livros anteriores publicados, não perde o fio à meada. Numa escrita fluída, mantendo o leitor cativo num suspense bem doseado, assistimos ao desenrolar de investigações policiais de casos aparentemente diferentes que vão convergir num mesmo culpado. O tema central é o tráfico humano e a prostituição, especificamente a exploração da mulher às mãos de traficantes sem escrupúlos que visam apenas e só o lucro, sem olhar a meios para obter os seus interesses e fins. 

Consegui controlar mais o ritmo de leitura deste, mas ainda assim, pouco depois de ter passado metade do livro, o ritmo cresceu e foi intensificando-se à medida que se aproximava do desfecho.

E para terem uma ideia de quão realista a autora consegue ser, ao contrário do que seria de esperar, o desfecho não é com a prisão e condenação do principal vilão. Um traficante daquele nível, com o historial que tem, efetivamente é difícil de apanhar, e apesar de identificado e de terem estado muito perto de o capturar, só chegaram ao seu cúmplice, que é deixado para trás a assumir toda a responsabilidade dos crimes cometidos. Talvez, e como é uma trilogia, este vilão apareça mais à frente para vermos justiça ser feita. É que, apesar de não ser o desfecho a que estamos habituados na ficção literária, o livro não desilude, mesmo pela carga realista que comporta. 

Uma autora a seguir, sem dúvida. Na minha lista de próximas aquisições já estão os volumes seguintes, entretanto publicados. 

 

24
Fev20

Pergunto-me se efetivamente estamos no séc. XXI...

21695981_HEF4A.jpegLi, há pouco, uma publicação de uma conhecida no Facebook. Toda indignada por a lei da eutanásia ter sido aprovada (aliás, ainda nem é a aprovação da lei, mas a aprovação para se criar essa dita lei). Escrevia ela que "matar gente é muitooooo mais fácil e menos dispendioso que tratar gente como merece ser tratada!"... e ainda protelava que esta aprovação é um "fabrico da morte".

E eu estive vai não vai para comentar e decidi não o fazer. Não vou alimentar a indignação desta gente que é do contra porque sim. Têm cursos superiores só para serem tratadas por doutoras, pois usarem a massa cinzenta tá quieto. 

Olhem para os EUA. Eu sei que não são lá muito exemplares numa série de coisas, mas na saúde o paciente é dono e senhor do seu corpo e saúde. É o paciente que decide e autoriza exames, tratamentos, intervenções cirúrgicas. É o paciente que decide se quer ser reanimado ou não. Quando o paciente é menor ou comprovadamente não está nas suas plenas capacidades cognitivas e de discernimento, então os familiares diretos decidem. Nunca é o médico que decide sozinho. 

A realidade em Portugal é diferente. O médico tudo decide. Poucas vezes dá as opções ao paciente e fá-lo escolher. Normalmente fazem os exames que querem ou acham necessários, enveredam por um diagnóstico como se fosse uma verdade absoluta e inquestionável e cujo tratamento fosse apenas um e só um. Se não resultar, logo se vê. 

A eutanásia não é uma aspirina ou um Ben-u-ron que vai ser prescrito para qualquer febre ou azia. A eutanásia É UMA ESCOLHA DA PESSOA EM ESTADO TERMINAL, NUM SOFRIMENTO ATROZ, EM QUE VIVER É PIOR QUE A MORTE. A pessoa tem o magnânimo poder de decidir sobre a sua própria vida. Será que custa entenderem esta merda? 

Ah e tal fábrica de morte... matar gente é muitoooooo mais fácil... a sério? O médico só aplica a eutanásia se o paciente assim o quiser. E não é obrigado a aceitar a decisão do paciente e pô-la em prática. Assim como acontece muitas vezes com certas cirurgias (a título de exemplo), que não se sentindo seguros de a realizar, passam o caso para outro colega que esteja apto ou seja mais indicado.

Já quando foi a despenalização do aborto havia os indignados que defendiam o "Não", como se o aborto passasse a ser um método contracetivo. Algo do género: não me apetece tomar a pílula ou usar látex, se engravidar marco um aborto, a seguir à manicure. Cruzes canhoto ir abortar sem ter as unhas arranjadas.

Que pariu...

Batem no peito pela liberdade e igualdade e vai-se a ver são todos uns retrógados acéfalos, que acham que a pessoa ter a liberdade de poder decidir sobre a sua própria vida, condenada a um sofrimento atroz e sem esperança de recuperação, é uma fábrica de morte e é andar a matar a torto e a direito (que é mais fácil). 

Votou-se num direito, pessoas indignadas! Um direito individual, cuja decisão apenas pertence ao próprio indivíduo. Votou-se numa lei que contextualiza e legitima as circunstâncias em que esse direito é para se fazer valer por quem TEM ESSE DIREITO. Não está a ser desenvolvido um projeto de fábricas de morte, porque é muitooooooo mais fácil matar que tratar. Não se vai parar com a vacinação porque é mais fácil e barato avançar logo com a eutanásia e cortar o mal pela raíz. Ou então é começar desde logo a prescrever o aborto, que assim garantidamente não há riscos no futuro.

 

17
Fev20

Ca put@ de neura

Uma pessoa anda na merda e tudo acontece. 

Não sei que raio se passou com a última coloração de cabelo, em três semanas tenho o cabelo às manchas e cor de rosa em alguns sítios. Tento arranjar vaga ASAP na cabeleireira... Tinha para dia 21, mas eu não posso que tenho uma consulta médica à hora da vaga. Ora então, só dia 26...  (lado positivo, se quiser posso fantasiar-me de Harley Quinn no Carnaval). 

Tenho manutenção das unhas esta quinta. O que acontece? Tenho a unha do polegar partida até meio (e usar collants está a ser uma verdadeira aventura). Ligo para a moça que me arranja as unhas, afinal eu já a desenrasquei outras vezes a trocar com outras clientes dela. Mas não. Não há vagas, não há trocas. Aguenta até quinta. 

Aquela merda da lei do retorno é um grande mito urbano, não é?! É que, foda-se, estou a colher o que outro cabrão qualquer andou a semear e meteu na minha conta, só pode!!!!

 

17
Fev20

Sogra vs Nora

O conflito é simples, a nora é vista pela sogra como a substituta ilegítima do seu reinado de mãe soberana de um filho obediente e dependente emocional. Ele que nunca quer assumir conflitos com sua querida mamãe fica passivo e tentando colocar panos quentes nos desentendimentos velados ou explícitos da mãe e da esposa.

Na hora do racha sai de fininho e diz que não pode tomar partido: “é minha mãe, poxa!”.

O resultado é trágico, pois em cada evento social surge aquela briga nas entrelinhas pela atenção do homem da vida das duas.

A sogra tem um agravante, na maior parte das vezes quer fazer as vezes de companheira emocional do filho e tirar a nora da trilha. Ela no papel de mãe deveria estar ciente de que a nova família do filho se sobrepõe à família de origem. Mesmo sendo a mãe não deveria interferir ou palpitar nas escolhas do filho, mas de modo geral faz o oposto, critica, aponta, acusa e faz intrigas. Se a nora reage parece sempre a louca, enquanto a pobre sogra permanece chorosa pela a agressividade “gratuita” pela nora.

É de chorar ver duas mulheres, que se supõe maduras, entrando em brigas absolutamente dispensáveis. Se questionada a sogra dirá que está defendendo os direitos do filho (ainda que não tenha sido chamada para advogar) e sempre terá uma dose grande de desconfiança: “essa garota não cuida tão bem dele quanto eu, é meio relapsa e as vezes soa interesseira, sei que ela tem ciúme de mim.”

Nessa hora a sogra esquece que quem convive, ama e transa com o filho é a nora e não ela.

Por isso soa tão estranho esse tipo de disputa, parece até que rivalizam o parceiro amoroso. A nora tem razão de reivindicar seu parceiro, mas a sogra não.

O que costuma reafirmar essa briga é que normalmente a sogra tem um casamento falido ou inexistente e que costuma legitimar sua solidão em busca da companhia do filho querido.

A própria esposa no fundo tem medo de incentivar esse conflito para não precipitar uma guerra familiar e para não ter que testemunhar o marido recuar diante de sua mãe, normalmente dominadora.

A solução está no marido que precisará enfrentar a própria mãe de um jeito que sempre tentou evitar. A guerra entre a sogra e a nora só evidencia um cordão umbilical que nunca foi rompido realmente.

 

Para ler o artigo na íntegra, clicar aqui.

Devia ter oferecido uma tesoura ao homem pelo dia dos namorados. Talvez cortasse a venda que tem nos olhos e lhe tolda a visão sobra a "querida" mãezinha, ou cortava o cordão umbilical que ela faz questão de ter bem apertado em volta do pescoço dele.

Assim como assim, a louca sou eu, e a minha sogra continua a não saber o lugar dela e invade a nossa vida como se o filho fosse só dela e de mais ninguém. O filho é um coninhas passivo que não enfrenta a mãe e remata sempre com "ela é assim". E eu, bem, eu estou aqui a pensar se lhe faço as malas e lhe dou um chuto no traseiro que o leve direto para casa da rica mãezinha. Eu bem propus ele preparar uma malinha e ir duas semanas (as duas semanas que ela está em convelescença de uma cirurgia) para casa dela e assim estar lá a tempo inteiro ao dispor, e no fim desse tempo nós conversávamos. Ele não quis. E eu tenho de aturar novamente uma situação em que a sogra é dona e senhora da vida e do tempo dos outros, como aliás o tem feito nas últimas semanas. 

Já passei por este inferno. Na semana passada avisei quem tinha de avisar do que estava para vir. Mas falei para uma parede. Portanto, parece que sou eu quem vai ter de ter os ditos cujos no sítio para ir confrontar a mulherzinha insuportável e mostrar-lhe o lugar dela. Ou isso, ou sair de fininho e deixar mãe e filho no seu idílio amoroso: feitos um para o outro... amor de mãe! 

 

11
Fev20

Aguenta, a ver se dói menos!

Os dias estão maiores e quando saio a horas do trabalho, ainda há luz do sol. Fico contente. Com outra energia. Fevereiro trouxe subidas nas temperaturas e houve dias verdadeiramente primaveris. Sabem bem. Muito bem. Renovam logo a energia de uma pessoa (a minha, pelo menos).

Estive doente. Uma crise gastro intestinal arrumou comigo durante uma semana. Inicialmente associei a um fim de semana com alguns excessos alimentares, que na minha condição desencadeiam logo estas crises. No entanto, e volvidas quase duas semanas, ainda não estou totalmente recuperada, e dias há em que incho desalmadamente (pareço mais grávida que a Carolina Patrocínio em fim de gestação... mas também não é difícil, né?) e tenho cólicas dolorosas. E em que dias isso acontece? Em dias que os nervos disparam. O meu corpo tem tido uma resposta ao stress que me deixa prostrada. 

Preciso proteger-me, cuidar de mim. No entanto isto fica difícil quando há coisas que invadem a minha vida sem pedir licença, quando há pessoas, cujas atitudes e escolhas que fazem, não têm noção do impacto que trazem à vida dos outros, de como viram os dias dos outros de cabeça para baixo, dos imprevistos que causam e fazem desistir dos planos.

Nas últimas semanas temos vivido em sobressalto, em modo "bombeiros de prevenção". As próximas semanas trazem incertezas, dúvidas e mais estados de alerta. Não se pode fazer planos sob pena de um telefonema virar tudo do avesso. O que, aliás, tem acontecido nas últimas semanas.

E é fodido este viver os dias assim. Num permanente sobressalto. Mais ainda quando a pessoa que os causa parece que anda a gozar com a cara e a vida dos outros, prejudicando-se a si própria e à sua saúde, por teimosia ou estupidez pura. 

 Aguenta, Pandora. Aguenta! 

 

04
Fev20

Frivolidades e saldos!

Há vários anos que me deixei de ter malas de todas as cores, feitios e tamanhos. Sem paciência para andar sempre a trocar, sem espaço para ter uma coleção de malas e malinhas para usar sempre a mesma, na loucura, as mesmas duas ou três. Fui-me desfazendo de umas quantas, dando a amigas que gostavam e queriam, doando, ainda vendi uma ou outra. Passei a usar duas por ano, uma para outono/inverno, outra para primavera/verão. 

Depois o gosto foi mudando. Primeiro os malotes, tamanho médio, que nunca gostei de malas muito grandes (ainda mais sendo eu metro e meio de gente). A seguir vieram as mochilas que me conquistaram e mantiveram fiel nos últimos anos. Agora, nestes saldos, apostei noutro modelo e estou a gostar bastante: malas a tiracolo. Modelos relativamente pequenos, mas onde cabe o que eu preciso trazer no dia a dia, posso ter ao ombro, na mão, ou passar a tiracolo que é estupidamente prático. 

Nessa nova onda em que estou no que a malas diz respeito, aproveitei os saldos da Parfois.

Primeiro comprei a preta para usar este inverno. E estou rendida. Pequena, prática, cabe o que preciso. Agora, em nova redução de preços, aproveitei para comprar a mostarda a pensar já na primavera/verão. E pelo preço a que está, seria burrice não aproveitar. 

E como há coisas a preços mesmo muito amigos da minha carteira, já aproveitei para comprar prendas. Eu sei que a data para as oferecer ainda vem longe, mas se quero aproveitar preços baixos, tem de ser assim. Ah e tal depois a pessoa não pode trocar. Verdade. A menos que seja para alguém que conheço bem e sei o que gosta, e portanto acredito que não irá querer trocar 

 

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