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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

28
Mai18

Ainda sonho contigo

Ainda Sonho Contigo foi a minha mais recente leitura. Já não sei bem o que me chamou a atenção neste livro. Andava eu a ver as vistas na WOOK e dei comigo a ler a sinopse daquele que, à partida e pelo título, parecia ser um daqueles romances lamechas que não me cativam de todo.

Lida a sinopse, ficou a curiosidade. Livro adicionado a whislist. Por altura da promoção do dia da mulher, foi um dos contemplados. E maio foi o mês para o ler.

Numa palavra: ternura. Parece difícil dizer que uma história que se centra nos planos de suicídio de uma pessoa possa despertar este sentimento de imensa ternura, mas é verdade.

Maggie, a protagonista, é uma mulher na casa dos 60 anos para quem a vida não faz qualquer sentido. Decide pôr termo à sua vida, mas sem dramatismos. Com uma tremenda clareza de espírito, elabora listas com prós e contras, toma a decisão e prepara tudo ao minímo detalhe para a sua "partida". Só que a vida acontece e mostra-lhe que ainda há tanto a fazer, tanto para viver. Que não está tão sozinha como julga e que o passado ao qual ela tem vivido amarguradamente amarrada é apenas um passado que não a impede de ser feliz no futuro, que ainda há tempo para concretizar sonhos, viver, amar, ser feliz. Naquele amanhecer em que se dá a sua epifania, em que percebe que afinal não está nada pronta para deixar de viver, a vida acontece e Maggie finalmente permite-se ser feliz e deixar que as coisas boas lhe aconteçam.

Em paralelo há outras histórias. Histórias tão comuns e banais que podiam ser as histórias de qualquer um de nós. Histórias de vida, de sonhos, de tristezas, de luta, de segredos que se guardam por vergonha ou por medo. 

Curiosamente o mote para esta história é o desistir da vida. E a beleza deste livro é toda a mensagem de esperança, ternura e humanidade. 

 

 

 

21
Mai18

Foi uma mão cheia!

Os vales e as campanhas da WOOK são sempre uma tentação do demónio... na semana passada duas encomendas, cinco livros, mais de 30€ poupados, sem falar no valor que converteu em saldo no cartão cliente para futuras compras. WOOK se pode pedir mais?!

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18
Mai18

Esquecem-se que ao apontarem um dedo, quatro estão virados para si!

Criticaram tanto a música (e a cantora) de Israel que venceu o Festival da Eurovisão, que estou para ver se agora enfiam o rabinho entre as pernas e comem com a bela bosta que é a música da Luciana Abreu, supostamente (meus Deus, por favor não!!!) o hino de apoio à seleção nacional para o Mundial. 

Ide ler a review do genial Guilherme Duarte

 

18
Mai18

Quando um diz mata e o outro esfola

Enviei ao Gandhe o link de um robot de cozinha que vi no folheto do Lidl. 

 

Que achas de comprar isto? - perguntei.

Resposta pronta e imediata: Acho muito bem, é melhor que ralar à mão. Vou buscá-lo! 

E pronto, quando cheguei a casa ao fim do dia já lá tinha o brinquedo à espera. Agora é que vai ser ralar legumes e fazer chips de batata doce. 

 

17
Mai18

Pandora vai à Bershka

E decide ir espreitar as culottes.

A grande vantagem, além de frescas e leves, é que pessoas baixinhas, como aqui o metro e meio de gente, não precisa fazer bainhas às calças. Claro que também não ficam onde era suposto ficarem, mas não faz mal. Eu até gosto mais que me fiquem pela canela e não pela barriga da perna.

Adiante. Aqui o metro e meio de gente achou que experimentar o S numa loja de roupa com tamanhos para adolescentes era boa ideia. As calças até são de elástico na cintura, e são modelo largo, e o tamanho mais pequeno é um XS, claro que o S me serve.

SÓ QUE NÃO!!!!

Desmoralizei e já não me apeteceu experimentar M, L e por aí acima até não haver mais alfabeto. Mas o raio das culottes são giras e o tecido é tão fresco e com um cair tão bom.

Bem, vou mentalizar-me que na BSK passei a vestir um L. Pelo menos... 

 

 

14
Mai18

Os 37

Nos 37 fiz uma escapadinha com o Gandhe. 

Fizémo-nos à estrada, almoçámos na Tasca do Joel, em Peniche, chegámos a Sintra e deu tempo para calcorrear o centro da vila e ir até à Piriquita lanchar um travesseiro e uma queijada. 

O jantar de aniversário foi a dois, a meu pedido: Jamie's Italian. Absolutamente soberbo, desde o atendimento ao manjar dos deuses que saboreamos com divino prazer. Percorrer um troço de Lisboa a pé, descer ao Chiado, admirar o Castelo de São Jorge tingido a vermelho, tomar café na Brasileira.

Na manhã do dia seguinte deixar o carro nos arredores, voltar a andar de metro quase 20 anos depois, descer ao Cais do Sodré, percorrer a calçada junto ao Tejo contornando os turistas que por ali se estiravam ao sol. Almoçar uma bela sardinha assada, acompanhada de um fino, na esplanada d'O Portas. Seguir para o Estádio da Luz e acompanhar o homem a usufruir da prenda que lhe ofereci pelo natal: visita ao Estádio da Luz e ao Museu Cosme Damião. Eu, Sportinguista desde que nasci, ali enfiada uma tarde inteira a levar com a história e os feitos do SLB. O que o amor não faz...

Terminar o dia a jantar uns belos petiscos no Beija-me Burro, com abraços e muita conversa à mistura.

Chegar ao hotel exausta, pernas doridas, corpo cansado, mas a alma a transbordar de vitalidade.

Acordar cheia de energia, tomar o pequeno almoço, checkout e rumo à Quinta dos Loridos, Budha Eden Garden. Desejo de há algum tempo cumprido. Não desiludiu, mas também não me deixou totalmente encantada. Falta ali alguma coesão, organização, sequência... não sei bem explicar. Parece apenas um bonito e grande jardim com muitos recantos e alguns encantos, excelentes spots para fotos e só. 

Paragem em Leiria para almoçar e regresso a casa nas calmas... Home, sweet home, abraçar gatos e abrir a mala junto da máquina de lavar para uma transição direta da roupa. 

A vida regressou aos poucos à rotina conhecida. Compras, organizar refeições, fazer sopa, adiantar comidas, tratar da roupa, sofá, série, livro.

Insónia no domingo à noite.

Segunda de regresso ao trabalho. Até foi um dia produtivo. Podia ter sido um regresso à realidade mais feroz. 

Os 37 assim chegaram. Com um novo embalo e energias renovadas. Com uma maturidade de quem já aprendeu que a vida não se programa, não se planeia, vive-se dia a dia, aproveitando o que vem, agradecendo o que se tem, confiando em quem se é, ganhando, a cada passo, sabedoria para ser capaz de enfrentar os desafios de cada dia. 

 

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