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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

18
Mar19

E a burra sou eu!!

Ora, o bom de ter um blog é que vamos registando determinadas situações do dia a dia, como esta que por aqui partilhei, corria o ano de 2016.

Mas burra que dói, Pandora na semana passada passou na Tezenis para ver collants agora para a meia estação, já que os opacos, os ultra-opacos e os térmicos já começam a ser demasiado quentes para esta altura em que as temperaturas vão subindo.

Burra que dói achou que devia antes ir à Calzedónia.

Vem a assistente da loja toda simpática perguntar se precisava de ajuda, já agora sim, agradeço, procuro collants semi opacos. Cor? Pretos. Ora muito bem, temos estes, em microfibra, 30 DEN, com toque de seda, blá blá blá (abre os collants para que eu visse o efeito na pele). OK, é isso mesmo. Não quer levar mais para aproveitar a nossa campanha... Não. Só esses.

Nem uma semana depois, ah é hoje que visto os collants novos. Sedosos. Confortáveis. Não muito opacos. Não muito quentes. Impecáveis...

Hora de almoço, chego a casa, tiro os sapatos, e... ah foda-se, a sério?!!!!!

Um rasgão desde o dedo até meio do peito do pé.

Ah, foi da unhaca! Não, gente, eu não sou como as meninas da Ribeira do Sado. Cortei as unhinhas ainda este sábado,tá!!!!

Só me apetece pegar nos ditos, no talão de compra e ir à loja reclamar...

Que pariu. Porque não fui aos cheneses?!! 

 

11
Mar19

Também vou mandar bitaites sobre o assunto do momento

Não vi nenhuma dos programas, nem o do agricultor que procura com quem casar (a julgar pelos saltos de fazer inveja à Torre Eiffel, quero crer que é equipamento para abrir os buraquinhos na terra para plantar as couves), nem os das mãezinhas que entrevistam as potenciais empregadas dos (inúteis) filhos que criaram. 

E não assisti porque bastou ver os spots publicitários, as imagens de revelavam o que ia ser cada um dos programas, toda a entusiástica publicidade às estreias inéditas, para eu só pensar isto, e tão somente isto:

A minha alma está parva e o meu espírito paralítico. 

Hoje foi o assunto do dia, já li de tudo um pouco nas redes sociais e blogs, e do que li, nenhuma opinião era favorável. Nada tenho de novo a acrescentar ao muito que já foi escrito. Subscrevo a grande maioria das opiniões que li.

Quem concorre a estas merdas é porque quer? Certo... Ninguém os obriga. É o chamado "dar o cuzinho por 5 minutos de (pseudo) fama". 

Questiono-me é quão baixo nível e quão mais profundo vai ser o degredo da programação das televisões nacionais em busca de audiências????

Abençoado AXN, FOX, FOX LIFE, and so on... abençoados livros que há para ler. Ou vá, menos televisão e mais prática do amor, que sinceramente, mais vale ir mandar uma boa queca, do que desperdiçar tempo de vida a ver verdadeira merda televisiva. 

 

05
Mar19

Passar ou não passar...

Por norma quando compro roupa, antes de a usar, lavo-a. Manias. 

Por norma, a exceção é com casacos, até porque, por norma, não estão em contacto direto com a pele, e, por norma, casacos de inverno, sobretudos, trench coats, anoraque de penas, segue tudo para a lavandaria em final de estação. Assim como assim, também não sou daquelas que tem um arsenal de casacos de todas as cores e feitios.

Ora, semana passada comprei um clássico (dos clássicos) que, pasmem-se as fashionistas, eu não tinha: um trench coat bege. Ou melhor, ter até tenho, mas é um modelo curto, que fica bem com calças e eu ultimamente tenho usado e abusado dos vestidos, pelo que, com a meia estação à porta, senti falta do clássico em tamanho médio. Modelito escolhido, porque sou pelintra, o da Stradivarius, por 29,99€.

trench-coat.jpg

Pois que não o lavei, não senhor, mas passei-o a ferro para lhe dar ali um jeitinho. 

Pior a emenda que o soneto, bastou vesti-lo e sentar-me no carro para ficar com a retaguarda do modelito aos vincos numa questão de minutos.

Ora PQP!! Para isto tinha ficado quietinha com o ferro... 

 

Agora venham-me cá dizer que ah e tal compraste barato agora aguenta. Pois, se a Burburry me patrocinasse um modelito, eu não ia dizer que não. É que o saldo da minha conta bancária dá para ir à Stradivarius, e vamos com sorte. 

 

 

04
Mar19

Ora a la ber...

A malta gosta muito de usar a expressão - a minha vida deu uma volta de 360º - quando se quer referir a mudanças que tiveram verdadeiro impacto.

Mas, e gente, eu até sou gaja de letras, essa até eu sei: 360º é uma circunferência. Significa que do ponto de partida ao ponto de chegada (que coincidem) vão 360º.

360.jpg

Ou seja, a minha vida deu uma volta de 360º é tão e só isto: foi dar uma volta ao bilhar grande e voltou ao mesmo. 

Agora, se a vida deu uma volta e mudou radicalmente... digam que deu uma volta de 180º.

180.jpg

Começou num ponto e ficou no ponto oposto. Isto sim, é efetivamente MUDANÇA.

 

18
Fev19

Ora, vamos ver se nos entendemos!!!!

des·pen·sa

substantivo feminino

Lugar onde se guardam comestíveis para uso. = COPA

 
Versus
 
dispensa | s. f.
3ª pess. sing. pres. ind. de dispensar
2ª pess. sing. imp. de dispensar

dis·pen·sa
substantivo feminino

1. Acto de ser desobrigado; escusa.

2. Licença para se eximir a um dever ou obrigação.

3. Documento em que se concede dispensa.


"dispensa", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/dispensa [consultado em 18-02-2019].
 
 
Estou farta, fartinha de ver a malta trocar estes dois termos. Usa indiscriminadamente o DISPENSA para se referir àquela parte da casa ou da cozinha que serve para armazenar alimentos e arrumar cenas. E depois escrevem grandes tratados de arrumação e organização da DISPENSA. 
EU É QUE DISPENSAVA ISTO!!!!!
Repitam comigo, devagarinho: arrumar e organizar a D-E-S-P-E-N-S-A. DESPENSA, caralho!!!
Ah e tal sou jornalista, licenciada em comunicação. Vai aprender a escrever. Dass!!!!
 
É como a malta que escreve: vou pousar para as fotos! Deixo esta para a próxima. Vou dispensar-vos de mais um ataque de fúria linguística. 
 
17
Set18

Estórias e cenas tristes do espectro profissional deste Portugal (sub)desenvolvido!

Há um ano e tal atrás mudei de equipa de trabalho. Mudei de funções. Dei uma volta de 180º. O desafio era enorme. Assustou-me. Nem tanto o desafio em si, mas saber que o apoio seria pouco ou nenhum, que teria de enfrentar muitas dificuldades sozinha, que teria de aprender muita coisa em pouco tempo, que teria de aguçar sentido crítico, capacidade de análise. Tive muito medo de falhar. Ainda há dias em que esse medo vem e atrapalha. Mas um ano e meio volvido, e sabendo que ainda há muito a aprender, a estudar, a analisar, a evoluir, caraças, também há aqueles dias em que me faço ouvir, em que questiono, em que dou voz ao sentido crítico sem medos, em que quero ir mais além do que foi indicado, porque acho que é insuficiente... há dias em que defendo as minhas ideias à hierarquia superior e sou questionada. Tenho de fundamentar. Justificar. Argumentar. E caraças, se não fico com uma pontinha de orgulho quando, mesmo depois de porem em causa o que estou a dizer, acabam por me dar razão. Afinal já aprendi umas coisas. Afinal até já posso falar com conhecimento de causa. Estudar e ter que lidar diariamente com legislação e, simultaneamente, com parte técnica/operacional já me dá algum arcaboiço para defender determinados processos e pontos de vista. 

Mas isto é sol de pouca dura, esta sensação de crescimento, de aprendizagem, de metas atingidas. Porque o pão nosso de cada dia é a desvalorização, o não reconhecimento de evolução de competências, o constante questionar/duvidar que põe uma pessoa em xeque (em dias maus chego a duvidar que saiba escrever). 

Como diria o sábio JJ: "é uma faca de dois legumes". E é sempre muito mais fácil ceder à sufocante pressão de ter de justificar cada passo, cada decisão. Difícil é alimentar a autoconfiança (e autonomia) quando o retorno que se tem é um constante duvidar do nosso trabalho, da nossa análise, no fundo das nossas competências e conhecimentos. Quando tudo o que fazemos tem de ser validado superiormente, passar por um apertado crivo de fundamentações, como se estivéssemos a defender uma tese digna de candidatura a um prémio Nobel. 

Mais frustrante é perceber que a exigência tem parâmetros elevados para uns, enquanto outros, que muitas das vezes ganham bem mais e têm muitos mais anos de "casa", passam o dia a coçar a micose, o pouco que fazem ainda dá merda, mas está sempre tudo bem, palmadinhas nas costas e até lhes diminuem a carga de trabalho porque, jazus, estão assoberbados. 

Ora, mentalmente, eis a minha resposta:

 

 

30
Jul18

Somos todos azuis!

Se há coisa que me faz uma confusão desgraçada aos neurónios é a desigualdade, a diferença com que as pessoas são tratadas, quando supostamente são todas iguais, num ambiente que se pretende que seja imparcial.

Mais ainda quando o discurso ou a postura que demonstram é mais ou menos esta: não há brancos nem pretos, somos todos azuis. O problema é que há os azuis escuros e os azuis claros.

 

20
Jul18

É uma questão de humildade (ou total falta de)

O que é Humildade?

Humildade é a qualidade de quem age com simplicidade, uma característica das pessoas que sabem assumir as suas responsabilidades, sem arrogância, prepotência ou soberba.

 

Já ando nisto dos blogs há algum tempo. Tempo suficiente para seguir alguns há anos, para assistir a ascensões e declínios, para largar uns e descobrir outros, para estreitar relações, para assistir de longe ao que cada um decide partilhar. 

E há uma coisa que me custa um bocadinho. Gente anónima, que veio do nada e saltou para a ribalta pelo blog. Sem dúvida tem o seu mérito pelos conteúdos, dedicação e empenho, mas poderiam ter isso e continuariam a ser nada se não tivessem leitores, muitos leitores, milhares de leitores. E o que me custa é perceber que nesse percurso de ascensão a humildade ficou algures numa curva apertada. 

Se alguém cria um blog de economia doméstica, organização, dicas de gestão de tempo, receitas, planeamento, um blog que ao fim de anos mantém cativos milhares de leitores e seguidores e, com todo o mérito, mantém-se em alta pelo interessante e variado conteúdo, cabe ao autor ser humilde para aceitar que vai receber milhentas perguntas e pedidos de ajuda, sobre coisas que provavelmente já perdeu a conta ao número de vezes que escreveu. E mais lhe compete ainda humildade para responder a quem alimenta a sua popularidade e notabilidade.

Portanto, causa-me assim uma azia na bílis quando leio nas redes sociais que estes influencers da vida moderna alimentam a toda a hora do dia (that's their job, I know) as suas reações às questões dos leitores. 

"Perguntam-me como consigo poupar tanto na comida e na conta do supermercado. Há que procurar, ir a superfícies comerciais diferentes e comparar preços, ir a feiras e mercados biológicos, explorar o comércio tradicional. Nunca é boa ideia fazer as compras todas no mesmo sítio. Não têm tempo? Não se pode ter tudo!"

Ora este não se pode ter tudo é, no meu entender, uma grande cuspidela em cima de quem alimenta o ego (e não só) desta criatura. 

Até porque, e vejamos, a criatura é bafejada pela "sorte" de poder ser uma stay home mom. Não tem de picar ponto, aturar patrões, cumprir uma infinidade de tarefas, viver em contrarrelógio para chegar a horas, sair a horas, enfrentar trânsito, filas, etc...

A criatura, nos seus tratados de organização vai expondo as suas rotinas: à sexta lava roupa, que assim na segunda quando a senhora que lhe passa a ferro e limpa a casa for, já tem a roupa seca. Às segundas cozinha para a semana toda. Aos fins de semana leva os filhos a sítios diferentes para eles conhecerem e não se aborrecerem. Acredito que nos restantes dias sobre tempo para uma gincana aos supermercados, feiras e mercados e comércio tradicional. Obviamente tudo documentado em fotos e vídeos para o Instagram e semelhantes. 

Só assim, efetivamente, consegue reunir todo o material e informação necessária para os seus posts de economia doméstica, dicas de organização, planeamento, receitas, todo um material que mantém um vasto público interessado e ligado aos seus canais de comunicação. Right, that's her job. And that's okay!! 

Mas por favor, esse tipo de respostas a quem pede ajuda porque almeja ser como a mestre, mas está a anos luz de ter as mesmas condições de vida que a mestre tem, é só de uma falta de respeito e consideração para quem a idolatra e lhe alimenta o ego (e não só). 

Humildade. É apenas o que tenho a dizer. 

 

18
Mai18

Esquecem-se que ao apontarem um dedo, quatro estão virados para si!

Criticaram tanto a música (e a cantora) de Israel que venceu o Festival da Eurovisão, que estou para ver se agora enfiam o rabinho entre as pernas e comem com a bela bosta que é a música da Luciana Abreu, supostamente (meus Deus, por favor não!!!) o hino de apoio à seleção nacional para o Mundial. 

Ide ler a review do genial Guilherme Duarte

 

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