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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

14
Jan15

É só mais um murro no estômago, ou não. Decido eu!

Apesar de tudo dei-me ao trabalho de arranjar um mini cabaz para oferecer ao meu pai pelo Natal: uma garrafa de licor de café que ainda lá tinha em casa, uma garrafa de vinho tinto, um queijo amanteigado, e fiz arroz doce que ele adora. 

Enviei sms no dia 24 a dizer para passar em minha casa que tinha umas coisas para ele. Até hoje nem apareceu, tão pouco deu sinais de vida.

O arroz doce o Gandhe comeu-o, antes que fosse parar ao caixote do lixo. O queijo terá menos sorte, que não apreciamos queijos. O vinho e o licor guardam-se. A atitude, tento relevar, não dar importância, nem isso merece.

E depois é a mim que cobram e condenam?! Para o raio que os parta. 

 

22
Dez14

Pérolas familiares

Já se sabe que eu e a minha família é assim uma coisa estranha. Resumindo: sinto-me orfã. E está tudo dito. 

Mas não bastava já ter uma família de caca, ainda levo com a do Gandhe.

Ontem a irmãzinha querida, que vive noutra cidade, mas mais parece que vive em Plutão, que não vemos desde o funeral do pai o ano passado, ligou a dizer que vinha até cá visitar a avó (mas só a avó, que com a mãe continua de relações cortadas), levar os miúdos a conhecer certos sítios da sua infância e juventude, que eles não conhecem, porque raramente cá vêm, e queria porque queria ver-nos e dar um beijinho. Ok, quando quisesse, ligava e nós íamos ao encontro. 

Pois esperámos, sempre com os telemóveis por perto, fomos tomar café com uns amigos à pressa, porque ela podia ligar, e eram 17h e nada. Ligou ele para a irmã. Pois que já estava a caminho de casa. 

Sem comentários!

 

19
Dez14

A minha conquista por uma nuvem fofinha no céu

O Gandhe ontem manifestou verdadeiro desespero por não saber o que oferecer à mãe, e passo a citar:

- Cacos para a casa acabam sempre num canto qualquer, sejam Vista Alegre seja um pedaço de barro. Da maneira como ela agora anda (subentanda-se, toda gaiteira) pensei assim numa coisa qualquer, um perfume, uma mala, uma bijuteria para ela se enfeitar.

E eis que eu, sem pensar muito, e no meu (ainda) bom senso, dou estas sugestões, perfeitamente na moda, adequadas à senhora, sem ser à velha, mas também sem ser à adolescente com as hormonas aos saltos:

- E que tal uma daquelas capas/ponchos de malha que se estão a usar muito? Opção 1; opção 2; opção 3

Ele até gostou das sugestões. E eu também, principalmente para o caso dela não gostar e poder ficar eu como "caixote do lixo" da senhora esquisitinha que nunca gosta de nada.

 

04
Ago14

Encontro de 5º grau!!

Na passada sexta feira, quando saí do trabalho, passei em casa e aproveitei que o Gandhe tinha uma coisa para fazer na rua e "apanhei boleia" e fui tratar também de uma coisa minha. Quando ele me foi apanhar, passámos no supermercado e à saída batemos de cara com a sogra querida. 

Impagável o ar de atrapalhada com que ficou, aquela típica cara de adolescente que anda às escondidas dos pais a ser apanhada em flagrante delírio. Cada vez que me lembro, rio-me até às lágrimas. 

E perguntam vocês porque ficou ela assim?

Eu respondo: porque estava com o namorado e não teve alternativa a não ser apresentar "o senhor com quem anda a sair para se conhecerem"! 

Pelos vistos o filho já andava desconfiado. Agora teve a confirmação. Bem que a ausência prolongada, a falta de notícias e as desculpas esfarrapadas que ela deu traziam "água no bico". 

Pois eu acho bem. O filho é que não achou grande piada, e a irmã quando souber vai ser o fim da macacada. Mas eu acho bem. 

É vê-la fresca e fofa, toda airosa num vestido cheio de flores, decotada, toda enfeitada e sorridente. Até rejuvenesceu. 

E está explicado porque tem andado tão sossegada para os nossos lados. Maravilha isto dela ter namorado. Nem se lembra que o filho existe. O mau é que recentemente o filho até lhe pediu um favor (o carro emprestado que o nosso foi arranjar) e ela deu-lhe um não redondo com uma desculpa pra lá de merdosa, restando-nos a nós alugar um. Mas pronto, na altura fiquei lixada porque quando é ao contrário dispensamos sempre o nosso carro ou anda ele de motorista da madame. Mas até é bom que no dia que ela precisar do nosso carro leva o troco na mesma moeda!

E pronto, agora tenho uma sogra armada em Floribella! 

 

02
Jun14

Boca grande (parte 2)

Depois do episódio recente do Gandhe ter comprado MAIS um telemóvel para a rica mãezinha e ofereceu pelo dia da mãe, eis que este fim-de-semana surpreende-me com um:

- Daqui a duas semanas a minha mãe faz anos. Que achas de a levar a almoçar?

- Acho bem. Onde pensas levá-la?

- Não sei. Dá ideias. Tem de ser onde haja comida assim caseira e tradicional porque a minha avó também vai.

E aqui soaram as campainhas... onde é que eu recentemente li sobre sogras nº 2????? Deusmalibre!

- Tens o ***** com bastante oferta de peixe, ou tens o ***** com a chanfana que é maravilhosa, e também tem o cozido à portuguesa, e a ir a esse tiravas a tua mãe daqui e ela passeava e apanhava outros ares (tão querida que eu sou).

- Boa ideia.

Alguns minutos se passaram até eu lançar a temida questão:

- Eu também estou convidada?

- Claro!

 

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02
Jun14

Boca grande!

No sábado alguém me contava que tinha descoberto uma costureira fantástica, que faz vestidos lindos, à medida, e não levava nada caro.

Fiquei com o contacto, mais para serviços de arranjos, até porque, e disse: já não devo ter casamentos ou cerimónias tão cedo.

Domingo bate-me à porta um primo em 2º grau que não via há alguns anos. Abraços e surpresa, então, como estás tão crescido, e coiso, há quanto tempo... então que surpresa é esta, não me digas que vais casar?!

Bruxa!

 

Casamento em finais de Setembro, em Sintra. Mágico! Lindo! Romântico! (suspiro)

Já ando eu aqui a suspirar por um vestido de inspiração deusa grega para estar à altura do evento e do local. Ou uma little princess. 

 

Agora abro ali a caixa de comentários para as meninas me deixarem sugestões e ideias (links também se agradecem). Ou encontro um vestido pronto (e não tardam aí os saldos para eu procurar a bom preço), ou tenho de recolher ideias para mandar fazer. Tic-tac tic-tac

 

 

Nota: a cerimónia será às 12h30 e será tudo na quinta: cerimónia e copo de água.

 

 

31
Mar14

Há muito que não me apaixonava assim por um blog

À nora com a sogra.

 

Já o li de fio a pavio, ajuda o facto de ser um blog recém nascido. Descobri-o na última sexta, pois alguém falou dele no Follow Friday.

Amor à primeira vista. Criou-se logo ali uma empatia enorme. Talvez porque abordam um tema que é tão sensível e muitas vezes tabu, de forma simples e realista, tal e qual as coisas acontecem.

De quem me acompanha do outro blog sabe que tenho uma sogra do demo. Já tive as minhas histórias e episódios críticos, já estive no limiar de uma separação por causa da "santinha". E foi nessa altura que pus os pontos nos i's ao Gandhe: ela na casa dela, eu na minha, e distância que não contasse comigo para nada relacionado com a santa da mãezinha. Claro que posterior a isso ela já precisou e eu estive lá para o estritamente necessário. Abusos: jamé! (como diria o outro). Ela só vai até onde eu permito. 
Ainda assim, fica difícil ir levando com umas coisas, ir assistindo ao mais do mesmo e manter-me calada, porque, não tenho nada a ver com isso. Ainda assim é difícil falar sobre o assunto sem riscos de me pôr a mim mesma em dúvida, como se estivesse a ser uma grande cabra. E vale-me haver a Coisa e a Criatura que vêm partilhar as suas experiências, para que noras como eu, não se sintam tão sós, tão confusas em relação a esta coisa das sogras.

Há pessoas más. Muito más mesmo. E não é por serem sogras que merecem tratamento especial. Nem sogras, nem qualquer outro grau de parentesco. Se houve grande lição de vida que aprendi, com a bosta de família que me saiu na rifa, foi que a que o que verdadeiramente importa são os laços de afeto que as pessoas criam, não os de sangue.

Os relatos da Coisa e da Criatura são simples, despretenciosos, com um leve toque de humor que revela bem que andam nisto há anos e atingiram um certo desprendimento. Este exercício de escrita e partilha das suas histórias soam-me, e bem, a uma espécie de terapia de grupo. Do que já li houve situações que me recordaram a minha infância, as sogras dos meus pais e, por consequência, minhas (supostas) avós. Outras recordaram a minha sogra. Mas no geral o sentimento é de: eu não sou a besta, eu não estou sozinha. E sabe bem!

Eu recomendo. Vou acompanhar. E sinto que vou rir, vou arrepiar-me, talvez chegue a ficar com as lágrimas nos olhos, porque as sogras são também avós. E que avós!!!! E acho que é isso que mais me comove, porque me lembra as avós que tive, porque me lembra as avós que, um dia, um filho meu terá (sim, porque não é só a minha sogra que é do demo, a minha mãe não lhe fica atrás).

 

 

24
Jan14

Ora que isto tem sido sem tréguas

Arrastei-me durante a semana, ansiosa pelo fim de semana. Entusiasmei-me com o sol de inverno que se fez sentir e desde ontem que a ansiedade pelo fim-de-semana cresceu, e com ela algumas ideias para aproveitar um fim de semana calminho a dois, já com bem-estar, sem maleitas, e tréguas do mau tempo.

Puro engano.

Confirmou-se internamento da sogra que, a esta hora ainda não temos certeza, mas quase, se estenderá pelo fim-de-semana.

Agora é ir a casa dela tratar dos gatos, o que faço com todo o gosto, é ir para o Hospital, é aguardar por resultados de exames e, esperemos, notícias que não assustem. 

Já vinha uma bonança para estes lados, não?!

 

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