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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

15
Jan16

Quem tem gatos, entende!

Porquê?

Uma pessoa deita-se no sofá, leva com eles em cima. Têm todo o restante sofá livre. Mas onde se deitam? Em cima de uma pessoa. 

Uma pessoa deita-se na cama e tenciona ler. Onde se deitam os gatos, tendo mais espaço na cama disponível? Pois, em cima de uma pessoa. 

Ontem, a tentar despistá-los, deitei-me de barriga para baixo, livro na almofada, e pensei: vou conseguir ter sossego. Pensei cedo demais. Patinhas em cima do livro, Gordo nas minhas costas enroscado. Depressa fiquei desconfortável e dormente dos braços.

Livro arrumado, posição mudada, luz apagada. E eles? Em cima das pernas. 

 

15
Set15

Suki

Nunca mais falei do Suki, o gatinho miniatura que me entrou casa dentro em Junho.

Era assim quando chegou, se bem que a primeira foto que consegui tirar dele já tinha banhinho tomado e barriga cheia. Depois começou a crescer e a sentir-se em casa com os outros... Agora está assim:

Suki_SET2015_1.jpg

 

Suki_set-2015.jpg

Grande. Como ele cresceu. É um gato de pata alta, corpo esguio. Continua esquivo, muito assustadiço, mas é meiguinho e vai colar-se a mim quando chego a casa, ou estou na cozinha de volta da comida. Adora iogurte. Salta sempre para o meu colo ao pequeno almoço para lamber iogurte. Tem vários brinquedos, mas é um ratinho branco o preferido dele. Anda sempre de um lado para o outro com ele na boca, sobe cadeiras, trepa o arranhador, sempre sem o largar da boca. Quando a meio da noite me acorda por andar a brincar com o rato no quarto, foge-me com ele na boca, para não lho tirar. Há manhãs que quando chego à cozinha tenho os brinquedos dele todos espalhados... mas o ratinho está "escondido" na cama dele. 

Não gosta de cortar as unhas, faz-se difícil quando lhe pegamos ao colo e estamos numa de festas e beijos, mas depois vem dormir encostado a mim. Não é de ronronar muito, mas quando ronrona, sinto-me especial. 

Dá-se bem com os outros. Brinca muito com o Patinhas, adora chatear e perseguir o Preto, e costuma dormir com o Gordo. 

Já faz parte desta (grande) família. 

 

29
Jun15

Será coincidência?

As nove vidas de dewey.jpg

Li há uns anitos a história de Dewey, o gato que mudou a vida de Vicki Myron, a sua biblioteca, a sua comunidade, e conquistou o mundo. Quando soube da existência deste segundo livro, As nove vidas de Dewey, fiquei ansiosa para o encontrar e devorar. Recentemente encontrei-o à venda no Continente por 5€, e não fosse ter andado a ler o livro que uma colega de trabalho me emprestou, já o tinha despachado. Mas comecei a lê-lo nos últimos dias de Maio, poucos dias depois Gandhe resgata um gatinho da rua, e lá entro eu numa viagem de amor, de tratar, cuidar, amar aquele pequeno gatinho que vinha pele e osso, sujo, cheio de pulgas, assustado e selvagem. Ler este livro e viver mais esta experiência de resgate e recuperação de um gato bebé dá a sensação que o universo conspira a favor deste meu amor incondicional pelos gatos, sentindo como minhas as histórias partilhadas, os sentimentos que outras pessoas sentiram pelos seus gatos, a vida que partilharam com eles. 

As nove vidas de Dewey não são mais histórias de Dewey. São testemunhos, histórias de pessoas em todo o mundo que partilharam com a dona de Dewey. Porque Dewey foi único, mas pelo mundo fora há tantos outros gatos que foram únicos, com histórias de vida que marcaram e fizeram a diferença, quanto mais não seja às pessoas que os amaram incondicionalmente.

Estou na reta final do livro, falta-me uma história, mas já estou com aquela sensação de vazio, de tristeza por o livro acabar e eu ficar sem nada igual nas mãos. 

Houve páginas que li de lágrimas nos olhos, houve páginas que li com um sorriso rasgado, por vezes uma gargalhada. Mas em todas as páginas vi e partilhei deste amor pelos animais, pelos gatos em particular. Revi a minha vida, sempre com gatos, e recordei que nos meus piores momentos, e foram muitos, acreditem, eles estiveram lá, e foram os meus amigos e companheiros numa infância solitária numa família desestruturada e em permanente conflito, que foram a minha força para continuar, mesmo quando quis pôr termo a tudo, que foi com eles que aprendi a respeitar as diferenças, a amar, independentemente das qualidades e dos defeitos, foi com eles que aprendi a dar e receber carinho da forma mais despretensiosa, só porque sim, porque sabe bem, porque nos faz bem. E chorei a lembrar-me dos gatos da minha vida, de vários episódios que guardo com a maior das ternuras.

Costumo dizer que não sei viver sem gatos. E não sei. Fazem parte de mim, da minha história de vida, da minha alma, da minha pele. Há quem admire, há quem não entenda. Mas sei que por esse mundo fora há pessoas como eu, que amam desta forma incondicional os gatos. Há os que sempre viveram com eles e os que pensavam não gostar de gatos até se renderem e serem irremediavelmente conquistados por estes pequenos seres peludos, com um dom de despertar o que de melhor há em nós, dando-nos tanto e pedindo tão pouco.

A quem ama gatos, leiam este livro. Aos cépticos pelos gatos, leiam na mesma. São testemunhos de primeira pessoa, histórias de vidas reais, e dêem uma oportunidade para conhecer a magia destes animais. 

No dia que algumas bestas entenderem isso, talvez deixem de achar tradição queimá-los em postes, ou atirá-los para caixotes do lixo, ou abandonar gatas prenhas, ou matar os filhotes, ou envenená-los, ou enchê-los de chumbos, ou tantas outras barbaridades que envergonham a raça humana. 

 

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