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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

08
Jul19

Aura negra

Há cerca de duas semanas disseram-me que eu andava com uma aura negra. Apercebi-me que raro era o dia em que não havia alguém a perguntar-me se eu estava bem, embora a resposta estivesse estampada no meu rosto. Uma colega apanhou-me a chorar na casa de banho do trabalho. Deu-me a mão e disse: se quiseres falar... e deixou-me sozinha, porque percebeu que era assim que eu queria estar.

Dou por mim a lembrar-me dos versos de uma canção: porque eu só quero ir aonde eu não vou, porque eu só estou bem onde eu não estou, como se estes versos fossem o eco do meu íntimo. Quero estar em qualquer outro lugar, e sei que chegando lá, quereria outro. 

Recentemente fiz um exercício de reflexão, o balanço da primeira metade do ano.

Talvez esse pequeno exercício me tenha ajudado a desbloquear qualquer coisa aqui dentro. Talvez porque pus para fora o que me sufocava cá dentro.

Se está tudo bem comigo? Está. Vai estando. Em análise são problemas comuns, ordinários desta vida de adulto, que está longe de ser "aquela cena muita fixe" que imaginávamos que seria nos nossos inocentes e ignorantes 15 anos, quando queríamos crescer rápido e ser independentes, e donos da nossa vida, e mudar o mundo, e ser livres, e conquistar todos os sonhos com a mesma leveza com que uma criança brinca com uma bola. Só que não. 

No entanto, à minha volta, com pessoas que amo e estimo muito, tem sido um rol de desgraças: mortes, doenças graves, problemas vários. E não me importo nada de ser a sua almofada, onde elas choram as mágoas, partilham os medos e as angústias. Desde muito cedo que as pessoas se sentem à vontade para falar comigo. E na maioria das vezes é só o que querem: falar, pôr para fora. E eu devia mesmo ter seguido aquele conselho, de há muitos anos, de ir para a área da psicologia. Provavelmente estaria onde estou hoje, a trabalhar numa área "nada a ver". 

Dizia que não me importo, até porque ao ouvir os outros, esqueço-me de mim. Ouvir os verdadeiros dramas dos outros faz-me pensar que eu não tenho problemas, faz-me relativizar aquilo a que ando a dar demasiada importância e me anda a esgotar.

Contudo, também eu sou humana e tenho os meus dias. Na semana passada, num dia mau, mesmo mau, eu estava mal, doía-me a cabeça, sentia tudo a explodir cá dentro, uma vontade de chorar de raiva e frustração, e uma amiga precisava ligar-me à noite. Precisava falar. Foi um dia particularmente difícil, e cheio. Reunião de condomínio até às 21h, jantei às 22h, e, ainda assim, avisei-a que se quisesse ligar, podia. E ouvi. Mas não conseguia dizer nada mais que uns hum hum, pois, e por momentos instalava-se um silêncio que eu queria preencher, mas não sabia como, a minha cabeça explodia. Felizmente ela retomava o relato. E no fim senti, creio, na sua voz que estava mais calma, com as ideias mais claras, ou mais organizadas. Alguém a ouviu, e ela a falar arrumou os seus pensamentos, partilhou os seus medos, expôs as suas inseguranças e fragilidades, como que ao fazê-lo elas se tornassem mais leves. Noutro dia eu teria falado mais. Opinado mais. Naquele dia não tive sequer força para isso (desculpa). No entanto, e apesar do estado lastimável em que eu estava, apesar de ser tarde e más horas e estar exausta, sabia que ela precisava de mim. Precisava que a ouvisse. E eu ouvi. E quando desligou, fui tomar banho e chorei as minhas angústias. Diluíram-se na água que corria e me lavava corpo e, eventualmente, alma.

Hoje, comentei com a pessoa que me disse que eu andava como uma aura negra que aquela expressão me tinha deixado a pensar. Reforçou que tem notado que ando demasiado triste ultimamente, eu que era tão bem disposta e cheia de energia, que fazia questão de criar bom ambiente e fazer as pessoas rirem e agora vê-me isolada e quieta no meu cantinho. Eu disse apenas, sem detalhes, que os últimos meses não têm sido fáceis. Que há situações que, não sendo diretamente comigo, são com pessoas que estimo muito e as tenho ouvido, acabando por absorver as suas preocupações e angústias. Que fico revoltada com histórias de vida que estão a acontecer e não é justo. Não é justo uma rapariga mais nova que eu, com três filhos, super bem disposta e boa onda, descobrir que tem cancro maligno na tiróide. Ou que a sobrinha de 16 anos de um "velho" amigo dos tempos de escola está a lutar contra um linfoma. Foda-se, ela devia estar a divertir-se, a sair com as amigas, a beber os primeiros copos à noite, a apaixonar-se e desapaixonar-se. Angustia-me saber que uma amiga está num sofrimento atroz por ver a irmã a lutar pela vida, uma luta inglória e devastadora, que está a deixar sequelas graves. A irmã tem a minha idade, dois filhos pequenos, um futuro pela frente. Um amigo que se apressou a editar e publicar o seu livro, porque uma doença grave veio, e lá está ele numa luta pela vida, porque ainda quer viver e tem muito que fazer. Só que as notícias não têm sido animadoras. Morreu a avó do Gandhe, no mesmo dia morreu o pai de uma grande amiga, recentemente o sogro de outra grande amiga, porque não bastava ter a irmã doente, também tinha o sogro em estado terminal de cancro. E eu sinto-me tão impotente, porque quero ajudar todas estas pessoas, que têm de se fazer fortes para todos os outros, como se não lhes fosse permitido fraquejarem, chorarem ou simplesmente desabafarem o que lhes vai na alma, e não consigo. Só as posso ouvir. E soubessem elas como muitas vezes ao telefone ou nos canais de conversação online estou a ouvi-las/lê-las com as lágrimas a caírem-me pela cara. 

A minha aura negra é este acumular de nuvens sombrias que pairam sobre mim. É eu sentir-me na pele daquelas pessoas e pensar: e se fosse eu? É aqui que vem a puta da solidão, aquela que existe por causa desta orfandade de família viva, que não quer saber de mim, que nunca quis, que mais valia que eu não tivesse nascido. Quem teria eu junto ao meu leito se estivesse meses num hospital a lutar pela vida?... Ninguém. 

E porém sei que há várias pessoas que me vêem, que vêem a minha aura negra, a tristeza nos meus olhos, que estão à espera que eu seja capaz de falar para me ouvirem... algumas talvez me visitassem, com um inútil ramo de flores, se fosse eu a estar semanas num hospital. E sou grata por essas pessoas. No entanto, há este buraco negro dentro de mim, este vazio que ninguém pode preencher. E eu quero ignorá-lo. Tem dias que consigo. Tem dias que não.

Vejo todos os sinais de alarme: depressão à vista! Há coisas dentro de mim que têm mesmo de ser resolvidas. Curadas. Fechadas. Seladas. Para me libertar. 

Já me informei de psicólogos na zona, já pedi referências, já vi preços. E também já vi que é uma especialidade não contemplada nos seguros de saúde que tenho. E sabendo que não é como ir ali ao dentista e em duas consultas ter o problema resolvido, ando aqui a pensar que há certas especialidades na saúde que não são para toda a gent€. E infelizmente a saúde mental ainda é muito relegada para um plano de "menor" importância.

Há pouco frisei, reiterei e deixei bem claro a uma amiga que eu estou aqui com e para ela. Para chorar comigo e a seguir rirmos de parvoíces. Para partilhar comigo a dor que guarda para não dar parte de fraca. E digo-o de coração e com sinceridade. Estou aqui. (quase que parecia a Maria Leal agora: Pandora aqui só para vocês - momento parvo do post). 

Quanto à minha aura negra, vai desvanecer-se. Eu sei que sim. Que eu tenha coragem para a enfrentar, sabedoria para a soprar para longe. Que fique apenas a lição que a vida me quis dar com esta fase. Ainda estou a tentar descobri-la, mas hei-de lá chegar. Já a missão de vida, creio que a estou a encontrar. Parece que sou boa a ouvir pessoas e a aliviar-lhe as dores da alma. Mesmo nos dias e que só consigo dizer hum hum, pois... pelo menos isso. A ter ter algum valor, que seja a ajudar quem precisa. 

 

01
Jul19

Pensamento do dia (e uma espécie de balanço do primeiro semestre)

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Dia 1 de julho. Metade do ano já se foi. Anseio pelo verão que poucos sinais ainda deu de si. A única coisa que já fui fazer à praia foi ir até à esplanada, um dia chovia, no outro estava um vento frio que não se podia. Quando daqui a exatamente um mês for de férias continuarei com esta cor de posta de pescada cozida, porque os fins de semana de julho já estão todos preenchidos na agenda, e pouco ou nada resta para uma fugida até à praia, só para estender a toalha e apanhar uma cor. Em boa verdade se diga, olho pela janela e mais parece que vai chover. Continuo a usar roupa meia estação e dias há que rapo frio. 

O primeiro semestre do ano resume-se a duas simples e curtas palavras: uma merda!

Têm sido golpes atrás de golpes. Doenças, mortes, acidentes, chatices, frustrações ao rubro, revoltas engolidas que agora se soltam num vómito descontrolado.

Sinto-me totalmente esgotada. Sem paciência para nada nem ninguém. Alguém, por favor, me leve para uma ilha deserta?! Se bem que no estado em que estou, nem a mim me aguento, portanto façam-me uma sono-terapia. Três meses a dormir. Mas vá, só depois do verão, se é que ele vai, finalmente, chegar. É que eu gosto do verão. Muito. E portanto acalento esta pequenina esperança de agora arrebitar um pouco o estado de espírito.

Sinto-me sozinha. Em parte mea culpa, que tenho esta mania que sou durona e aguento os golpes, que consigo suportar o mundo dos outros às costas, absorver no meu íntimo as suas dores e angústias e preocupações, ter sempre uma palavra, um ombro, uma mão estendida, a opinião que me pedem ou ideias que precisam. E depois as minhas dores, onde ficam? Entaladas na garganta, embrulhadas no estômago. E quando tenho um pouco a coragem de falar levo com respostas que, até pode ser o que preciso ouvir, mas foda-se, um abraço e um "vai correr tudo bem, vais ficar bem, estou aqui" também era bom. Não há quem me ouça, ou queira ouvir. Todos vivem os seus dias, os seus problemas. A sua vida. Eu entendo. Resigno-me.

Sinto-me perdida. Aquilo que acho que sei, que aprendi, que evolui, afinal parece que não, que estava enganada, que nada sei, nada aprendi, nada evolui. Deixo (outra vez) que me façam sentir uma porcaria sem qualquer valor. E sim, à la Gustavo Santos e os seus clichés, eu SEI que sou a primeira pessoa que tem de gostar de si, de se valorizar, de confiar em si e nas suas capacidades. Mas fica difícil com tanta coisa e tanta gente à volta a derrubar, a mandar ao chão, a virar as costas porque não tem tempo, não quer saber, tem mais em que pensar. Ou simplesmente nem se lembram que existo.

Sinto-me sem forças. Já só quero ficar quieta no meu canto, gritar ao mundo:

Não: não quero nada

Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!

A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!

Não me falem em moral!

Tirem-me daqui a metafísica!

Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas

Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —

Das ciências, das artes, da civilização moderna!

(...)

Não me peguem no braço!

Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.

Já disse que sou sozinho!

Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!

(...)

Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...

E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho! *

* Álvaro de Campos, LISBON REVISITED (1923)

Metade do ano foi-se e eu estou feita em cacos. 

Vamos ver como corre a outra metade. Como chegarei daqui a seis meses. Parecem uma eternidade de tempo, e no entanto passam assim, num estalar de dedos.

As coisas estão a acalmar, é certo. Só que pelo sim, pelo não, ainda não me sinto capaz de respirar fundo, serenar e olhar o horizonte com a coragem e a esperança de que vai ficar tudo bem. De que vou ficar bem.

 

17
Jun19

Oh vida de pobre

Quando vejo numa montra de uma loja de artigos de dança uns sapatos vermelhos lindos, com padrão polka dots, assim mesmo à pin up girl, e fico ali a babar, o coração a palpitar, borboletas no estomago, qual adolescente apaixonada. 

Depois fico a saber o preço dos ditos, e a baba deixa de escorrer, as borboletas voam para longe e o coração entra em arritmia, tal é o descompasso provocado pela desilusão de ser assim, gosto de rica com carteira de pobre. *da-se!! 

 

03
Jun19

Então, Pandora, já foste à la playa?!

Bué da vezes. Basta abrir o Instagram e em poucos minutos vejo passar diante dos meus olhinhos praias diferentes, piscinas, e todo um desfile de beachwear e corpinhos danone (ou Yes Diet). (qualquer pontinha de inveja não é mera impressão)

Aqui a plebeia esteve a trabalhar, a promover uma iniciativa da empresa num festival que ocorreu na região. É muito giro e divertido e diferente, e gosto muito da interação com o público, mas um dia inteiro em pé, ao calor, é de esgotar qualquer corpinho e alminha.

Portanto hoje, para mim não é segunda. Já vou para aí em quarta. E pior é que o fim da semana ainda vem muito longe para merecido descanso.

 

23
Mai19

Pensamento do dia

Soubessem o que têm sido as minhas últimas semanas, e perceberiam como esta citação assenta que nem uma luva ao meu estado de espírito.

Anda por aqui uma onda de revolta embrulhada em frustração.

Mas sou uma teimosa do caralho, e o que não me mata, torna-me mais persistente e aguerrida.

Foi assim que fui forjada: a ter que contar comigo e só comigo para sobreviver num mundo de egoístas, a ter de provar constantemente a quem só me punha para baixo, me empurrava e enterrava na lama, de que sou capaz, de que tenho o meu valor, de que também mereço respeito e amor.

Nestes dias sinto-me a ficar mais crua, mais fria. Talvez mais egoísta. Ou simplesmente a pôr-me a mim em primeiro lugar, porque mais ninguém o faz. A segurar o meu mundo, em vez de suportar o dos outros e deixar o meu cair. A dar-me importância e valor, porque não posso nem devo esperar que esse reconhecimento venha dos outros. Não vem. Vem de mim. Tem de vir de mim, de dentro de mim. Se isto é ser egoísta, pois que assim seja! 

 

20
Mai19

Dramas de um ordinário* dia

Gaja lava blusa. Gaja estende blusa. Blusa seca. Gaja passa a ferro a blusa "só pra dar ali um jeitinho". Gaja veste blusa de manhã. Gaja sai de casa, entra no carro, põe o cinto, como manda a lei. Gaja, sete minutos depois, chega ao trabalho, estaciona, tira o cinto e sai do carro. Gaja olha para a blusa e... Que pariu estava menos engelhada quando saiu do estendal, antes de passar a ferro.

Moral da estória: se for andar de carro, não passe blusas a ferro.

 

*Ordinário = comum.

 

07
Mai19

...

Há dias em que a vida dá uma bofetada nos teus planos, nas tuas expetativas. Há dias em que percebes que estás simplesmente sozinha, entregue a ti própria. Há dias em que isso é motivo para encher o peito de coragem e orgulho. Há dias em que é um soco no estômago que te põe zonza, com vontade de vomitar uma angústia que se embrulha na garganta. 

Hoje levei esse soco.

É fodido!

 

02
Mai19

Então e esse dia de férias?

Foi bom, foi bom. Acordei cedo, estendi roupa, tratei da gataria, aspirei a cozinha, limpei a areia, tomei o pequeno almoço e fui para a cabeleireira. Tinha ideia que me despachava "cedo" da cabeleireira para ainda passar nos correios e deixar uns quantos casacos de inverno na lavandaria, só que não. Já passava das 13h e às 14h eu tinha de estar na veterinária com o mais velho, que vai ser sujeito a uma cirurgia na próxima semana, para fazer recolha de sangue para análises. De modos que engoli qualquer coisa a fazer que era o almoço, peguei no gato e ala para a veterinária. Depois, com o gato no carro, fiz as voltinhas: correios, lavandaria. Cheguei a casa, lavei a louça do pequeno almoço e do pseudo almoço. Apanhei a roupa. Dobrei a que não é preciso passar. Chega o Gandhe. Ah e tal tenho de passar na minha mãe, parece que lhe assaltaram a lavandaria e os gatos fugiram. Lá vou eu prestar apoio e ajuda. (Um gato já apareceu, a outra piquena provavelmente está enfiada num canto qualquer do carro, mesmo nós tendo revirado tudo, a sacaninha não aparece... tomara que nem sequer tenha saído da lavandaria). Aparentemente não desapareceu nada, foi só mesmo a confusão de estar tudo revirado e os gatos num alvoroço. Eis aqui mais um motivo para sogrinha querida vender o raio da moradia e meter-se num apartamento, que só para ela e para os gatos chega e sobra, sem metade do trabalho e da insegurança por estar isolada. Eram quase 19h. Lembrei-me que estava faminta. Fomos até à pastelaria mais próxima e lanchámos. Cheguei a casa passei o cesto de roupa. Jantar felizmente havia muito por onde escolher no frigorífico. Não era preciso estar a fazer. 

Eis que, já estou jantada e com tudo resolvido e feito, vim aqui dar uma vista de olhos no que hoje se passou no mundo virtual. Basicamente same shit of everyday. Ando um bocadinho enjoada disto, confesso.

Ai férias... a única coisa boa das férias é não estar fechada o dia todo no escritório. Porque trabalhar, hoje não faltou o que fazer e voltinhas para tratar de coisas. Mas bom, estas mini mini férias foram tiradas e pensadas em parte para descansar (???) e em parte para tratar de uma série de assuntos que durante os dias normais de trabalho fica difícil. 

Ponto alto do dia foi a confirmação da disponibilidade da casa onde já estivemos a passar férias em Cabanas de Tavira na semana que pretendíamos. Portanto, já estou aqui a salivar pela areia nos pés, o sabor a sal na pele, os grelhados à noite no terraço, o sossego de um Algarve calmo (mesmo em agosto) - agora vão todos para lá 

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And I can't wait for it 

Mas enquanto não chegam os dias de chinelo no pé, a notícia menos boa do dia foi que a cirurgia do mais velho foi antecipada, nada mais nada menos do que para o meu dia de anos. WTF?!

 

 

 

23
Abr19

Mixórdia de temáticas*

Eu disse que prometia falhar

Ah e tal, devia estar proibida de comprar livros até ao fim do ano.

Só que não.

A wishlist é extensa e hoje, dia mundial do livro, eu não pude resistir à campanha da WOOK. De maneira que estão dois a caminho 

Entretanto, no mês de abril já li o4º volume da saga Sebastiann Bergman, A Menina Silenciosa, e já estou a meio do 5º volume, O Castigo dos Ignorantes.

A saga é tão viciante, cada livro é melhor que o seu antecessor, que depois é isto: perto de 600 páginas lidas em duas semanas (menos), e quase outro tanto lido em uma semana. Vem aí um feriado... acho que antes do dia 30 de abril tenho o5º volume terminado. 

E depois???!!!!

Depois vou sofrer, como os fãs do Games of Thrones, que ficam numa ânsia angustiante à espera da temporada seguinte. (Só para que conste, não, não vejo a série, mas tenho várias pessoas que vêem e são assim mega fãs que nem preciso ver a dita para saber o que se passa e quem são as personagens e os dragões, e a tia que anda com o sobrinho, que tinha morrido, mas afinal ressuscitou and so on...)

Espero bem que haja um 6º volume e que não demore muito. Está aqui uma fã a entrar em taquicardia.

Pronto, é isto.

Ando meia desaparecida do blog. Confesso-me: estou sem inspiração/vontade/assunto para vir aqui debitar cenas. A vida real tem-me ocupado demasiado tempo e passei por uma fase de enorme desgaste emocional, pelo que, ainda estou no meu momento de retiro para recuperar ânimo e energia. 

A Páscoa já se foi. Até correu bem, teve o seu quê de interessante e divertido à conta das aventuras amorosas da sogra. Eu até estou aqui a magicar propor um reality show à TVI: quem quer casar com a minha sogra? À quantidade de pretendentes que lhe caem aos pés, uma pessoa tem que avaliar os concorrentes 

Por fim, e só porque me apetece, voltar aos treinos depois da Páscoa, quando uma pessoa ainda está em modo rebolation" é assim uma espécie de tortura sadomasoquista. Estava eu nos agachamentos e a profe ao pé de mim. Comenta ela: eh lá, já se notam ali os músculos nas pernas, olha ali? Eu bem que olhei e só via crateras de celulite por baixo dos leggings. Acho que lhe vou oferecer um voucher para ir fazer um check up à vistinha. Já os abdominais continuam numa linha curva, assim tipo amêndoas de chocolate, estão a ver?! Pois. 

Agora, se me permitem, vou ali atirar-me ao livro.

 

*Título do post descaradamente copiado da rubrica do RAP na Rádio Comercial. Não me acusem de plágio, sim?! Estou a admitir o "roubo" e segundo a vox populis, "quem diz a verdade não merece castigo".

 

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