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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

07
Mai18

Venha o próximo!

Recentemente li o quarto e, por ora, último livro da coleção Richard Castle. Faltava-me ler o terceiro, pelo que aproveitei a campanha do dia da mulher na Wook e encomendei o que me faltava. Foi a leitura de abril.

Para quem seguiu a série facilmente identifica as personagens dos livros do Castle com as personagens que (na série) lhe serviram de inspiração. Para quem seguiu a série facilmente percebe que a inspiração de Castle não era só baseadas no grupo de detetives que acompanhava e com quem estreitou relações, mas também nos muitos casos e histórias que sucederam. Nikki Heat, tal como Kate Becket, vivem com o assassinato da mãe ainda por resolver e sem que dele desistam, como se a sua vida dependesse da resolução do caso das suas vidas. 

Ora, este terceiro livro de Castle tem por base de inspiração aquilo que também vimos na série: a corrupção dentro da polícia e até onde alguns estão dispostos a ir para manter os segredos e os crimes cometidos no passado na penumbra. Para quem viu a série, que se lembre do capitão Montgomery e dos seus erros do passado, pelos quais acabou por pagar com a própria vida. Aqui está a principal inspiração deste terceiro livro de Richard Castle. E mais não posso dizer. 

Do primeiro livro para os seguintes nota-se uma evolução do escritor. Os enredos ficam mais complexos e os desfechos mais inesperados. Neste terceiro livro o final surpreendeu-me, num twist que não estava nada à espera. 

É sempre bom regressar ao universo Castle e mal posso esperar pelo quinto livro. 

 

02
Abr18

Dizem que é o thriller do ano

 

 Nunca presumas. Questiona tudo. Olha sempre além do óbvio.

Uma palavra: UAU! Devorado em seis dias (para compensar os dois meses que andei a engonhar o outro).

Não é só bom. É muito bom. É mais que bom. A sério que é o primeiro livro da autora?!!! A fasquia está elevada para os vindouros. E se tiverem esta qualidade, que venham muitos.

O Homem de Giz está tido como o thriller do ano. Ainda o ano "agora" começou, seria demasiado cedo para tal classificação. Só que acredito nela. Dificilmente surgirá num futuro breve outro assim. Quiçá Joël Dicker publique algo comparável ao A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, ou O Livro dos Baltimore. E talvez este Homem de Giz seja destronado. 

Quero tanto escrever livremente sobre esta obra, e ao mesmo tempo não quero ser spoiler e estragar o prazer que é desbravar as páginas, capítulo a capítulo, entre 1986 e 2016, até ao sublime desfecho que nos surpreende e simultaneamente nos deixa com aquela sensação de quem chegou ao fim de um complexo puzzle e pode, finalmente, ter a visão global. 

A trama é-nos contada por uma personagem, Eddie. Sabemos que um narrador que é, simultaneamente, personagem é um narrador altamente subjetivo e falível. Os factos narrados são os que ele conhece, ou presume conhecer, as verdades que sabe, ou presume saber. E é nesta visão altamente subjetiva e parcial de factos e de verdades que vamos sendo guiados pela voz de Eddie, que em 2016 tem 42 anos, é um solitário e perturbado professor de inglês, e que em 1986 tem 12 anos, é um adolescente introvertido, solitário e um tanto ou quanto desequilibrado, embora tenha um orgulho desmedido em pertencer a um grupo de amigos, todos diferentes entre si, e todos com as suas desestruturadas bases familiares. Vamos avançando nesta intrincada história com relatos alternados entre 1986 e 2016. E como um puzzle, vão-se juntanto as peças, às vezes parecem não fazer muito sentido, às vezes há peças soltas, desgarradas, não parecem encaixar em lado algum, mas ali estão e em algum sítio vão encaixar. 

É esta a metáfora que uso para refletir sobre este livro: é um puzzle. Um puzzle que tem uma linha temporal de 30 anos, um puzzle onde as peças do passado e do presente se vão encaixando até chegarmos ao fim e podermos olhar para um todo e, então, perceber tudo, ou quase tudo. O desfecho surpreende. Traz respostas. Mas surpreende. E fica aquela sensação estranha de quem não estava nada à espera daquilo. 

Que mais posso dizer? Toda a gente tem segredos... 

É uma trama onde as personagens presumem verdades. Onde as intenções, mesmo as mais inocentes, podem conduzir a tragédias. É um enredo que me fez recordar o conhecido Efeito Borboleta, da Teoria do Caos: o bater de asas de uma simples borboleta pode influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo. 

Presumimos porque é mais fácil, mais cómodo. Não nos obriga a pensar muito sobre as coisas que não nos agradam. Mas não pensar pode levar a não compreender e, em alguns casos, à tragédia. (...) Presumir pode levar-nos a outro tipo de enganos. Deixamos de ver as pessoas como de facto são e perdemos noção daquelas que conhecemos.

Tem tudo para ser uma excelente adaptação ao cinema. Desde que não estraguem a obra original... 

26
Mar18

Agora sim!

O início do novo ano não foi meigo, nem doce, nem alegre, nem motivador, e nada inspirador. E foi uma fase negra no geral, até em leituras.

 

Em fevereiro, pelo dia dos namorados, Gandhe oferece-me este livro, o quarto da série Castle. Eu ainda não tinha o terceiro, mas delirei com a oferta e assim que enterrei num canto da estante O Chapéu do Sr. Briggs, atirei-me ao Castle. Uma aposta segura, até porque segui a série toda e foi com pena que vi uma das minhas séries favoritas terminar. 

À semelhança dos anteriores livros, e para quem seguiu a série, facilmente reconhece os personagens, facilmente visualiza as cenas, adivinha as expressões e antecipa algumas situações. 

Para quem é fã da série, ler estes livros é um agradável regresso ao universo Castle e a equipa de detetives liderada pela implacável Kate Becket (aka Nikki Heat).

Gostei muito deste livro. Percebi nitidamente, logo no início, que há uma continuidade com o anterior (o terceiro), que eu ainda não li, mas nada que atrapalhe ou prejudique a leitura. Quase como nos episódios, são pormenores ou detalhes das vidas das personagens e das relações que vão evoluindo, havendo uma ou outra referência a algo que aconteceu no passado, sem que isso represente ou cause algum constrangimento.

O quarto livro foca-se no caso que marcou a vida da detetive Nikki Heat: o assassinato da mãe. Um estranho homicídio e uma série de coincidências conduzem Nikki Heat a investigar o passado da mãe para encontrar pistas sobre o seu assassino, já que tudo indica que ele terá voltado à cena com mais um crime que, cedo se percebe, estar relacionado com a morte da mãe, há 10 anos atrás.

Há reviravoltas, surpresas, desenvolvimentos e descobertas, peças que se vão juntando e levam a um desfecho um tanto ou quanto surpreendente. 

Nikki Heat consegue reconstruir um passado desconhecido e misterioso da mãe, consegue chegar ao seu assassino, mas percebe que há mais por detrás de todo este caso... e assim termina este quarto livro, numa espécie de "to be continued" que nos deixa em ânsias pelo próximo epísódio. 

Com este Coração de Gelo voltei a sentir-me mais entusiasmada com a leitura, a sentir prazer em ler.

Venha o próximo, que estava na minha wishlist mas tive a sorte de uma colega mo emprestar. Pelo feedback dela, é daqueles que nos prende até à última página. Vamos ver se com as mini férias de Páscoa o despacho num fôlego. 

 

16
Fev18

Teimosa que nem uma mula, burra que nem uma porta

Toda a gente tem as suas manias, certo? Por mais que uma pessoa até perceba que determinada mania não leva a lado nenhum e é mera teimosia ali a raiar a burrice, uma pessoa lá vai insistindo no mesmo.

Ora, qual é uma das minhas manias que me faz sentir assim teimosa que nem uma mula e burra que nem uma porta? Ler um livro que só me apetece espetar um prego nos olhos, mas insistir em ler até ao fim.

Este livro tinha tudo para ser um bom livro. Interessante, apelativo, emocionante... pois tinha. Mas não tem. Se me quero emocionar, mais vale ir picar cebolas. Ácidas.

Ainda não acabei. Estou na reta final. Mas ando nesta tortura desde janeiro. E como a juntar a esta mania de não desistir de um livro, se junta aquela de ler um de cada vez, vejam lá como começa o meu ano de leituras. Mal.

Numa palavra: brutal seca!! O sono que este livro me dá. O sacrifício que é manter os olhos abertos até ao fim de um capítulo (hey, outra mania, não deixar capítulos a meio). Estupidamente descritivo. Diálogos zero. Ação? Isso existe?

Que pariu, parece que comprei um documentário e não um policial.

 

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