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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

24
Set19

A Primeira Mestiça

Quem por aqui me vai acompanhando sabe que sou daquelas leitoras com algumas manias, a saber:

  • só leio um livro de cada vez (já bastou os anos de faculdade em que tinha de ler vários em simultâneo);
  • não desisto da leitura, por mais desinteressante que esteja a ser, por mais sono que dê, por mais vontade de espetar com um prego ferrugento nos olhos, não desisto. Comprei o livro é para ler até ao fim. Esta teimosia já me valeu uns quantos desgostos literários, tempos infindos a protelar, a ruminar a leitura e a deixar de lado outras, promissoramente mais interessantes. Confesso que só desisti de um livro. Por duas vezes. O mesmo. Não consigo. E nem vale a pena vir insistir que não vou tentar uma terceira. Memorial do Convento de Saramago... 

Vi a sinopse deste livro de Álvaro Vargas Llosa e fiquei com saudades da fase em que devorava romances históricos. Ainda por cima este focava uma época que também foi explorada num romance de Isabel Allende. E eis o problema: as expetativas. Sabia que ia ler um romance histórico, com forte cariz biográfico: a história da primeira mestiça, filha de uma princesa inca com um dos primeiros conquistadores e governadores espanhóis aquando da conquista do Perú. 

Mas... a escrita é aborrecida. A dita personagem principal afinal aparece de quando em onde, muitas das vezes como uma referência quase poética a uma menina com uma enorme herança e um futuro de grandes feitos. Só que não. A história desenvolve-se muito em torno da conquista do Perú, das guerras, entre espanhóis e índios, depois entre os próprios espanhóis, fruto da ganância de riqueza e poder. Só quase no final é que a protagonista da história aparece com alguma relevância, mas foi assim um relato relâmpago. Imaginem aquelas novelas que andam 237 episódios a engonhar e nos três últimos é que tudo acontece e se sabe? Pronto, é mais ou menos o que achei deste livro.

Assim, e dada a desilusão, vou voltar ao meu adorado Sebastian Bergman e o mais recente volume, na esperança que não seja o último e, na pior das hipóteses, vou ter de esperar um ano pelo próximo. 

 

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