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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

24
Mai16

Ai se eu jogasse no Euromilhões

Provavelmente não acertava como acerto noutras coisas.

Ontem chego a casa ao fim do dia, meia aturdida, com um pinguito que insistia em aparecer no nariz, uma sensação de sonolência e moleza (e começava a antever, no horizonte, uma constipação) e o Gandhe saúda-me com um: a minha mãe ligou (suspiro profundo de quem abafa um grande "oh foda-se"), disse para eu passar lá que fez almôndegas a mais e para eu ir lá buscar para nós.

Reviro os olhos, num suspiro de quem suplica aos deuses por paciência, e digo-lhe: está bem, vai lá, mas eu já tenho jantar planeado, além disso, vindo de quem vem, as almôndegas devem ser dose para UMA pessoa.

Lá protestou que lá estava eu, era nada, as ditas podiam ficar para o jantar de hoje, blá blá blá... desliguei e não ouvi nada do que ele estava a palrar.

Lá foi ele e lá vem ele. Com meia dúzia de almôndegas. 

- Vês, almôndegas para um. Eu disse!

 

2 comentários

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    Pandora

    24.05.16

    Tenho episódios bem piores guardados. Já estivemos à beira da ruptura por causa da senhora, esta Páscoa cheguei mesmo a pôr um ponto final, mas acabámos por chegar a uma espécie de território neutro. É mãe dele, que a ature. Desde que não deixe que as atitudes dela continuem a ser invasivas, manipuladoras e a corroer a nossa relação. Eu no meu canto, ela no dela. Convívio limitado ao mínimo dos mínimos, e sim, por consideração a ele.
    A paciência já esgotou há muito. O que ainda vai havendo é alguma capacidade de gozar com estas peripécias e atirar para trás das costas. Não cair no erro de lhe dar uma importância que ela não tem. Isso era dar-lhe poder e força.
    Se é fácil? Nada. Há dias em que é mais fácil virar costas e desligar a ficha, ignorar e ainda fazer piadas, há outros que apetece soltar a fera e desenterrar o machado de guerra.
    Ela não é minha família. É mãe do meu companheiro. Isso é incontornável e tenho de o aceitar. Resta-me é definir bem os limites e preservar, o mais que posso, a minha vida, o meu espaço e o meu amor próprio.
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