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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

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23
Jan14

Ainda um pouco desconfortável, mas muito emocionada

Acabo de mudar de espaço, forçada a abandonar o meu anterior cantinho que me é tão especial, tão querido, tão meu. Por segurança optei, por enquanto, por nada trazer do anterior.  Apenas os amigos. E o meu profundo e sentido obrigada por me virem visitar neste novo espaço e me fazerem sentir um pouco mais em casa não estranha, não vazia.

 

Confesso que ainda tenho momentos em que penso continuar lá. A escrever onde escrevo nos últimos anos, quando me aventurei nesta coisa da blogosfera. Onde deixei tanto da minha alma, dos meus dias, dos meus sorrisos, alegrias, mágoas, neuras, futilidades, pensamentos, emoções, partilhas. Onde aprendi com quem me lia e partilhava um pouco de si. Confesso que não consegui, ainda, fechar de vez a porta à chave e deitar a chave fora. Confesso que penso que devia continuar a escrever lá, para provar que estou de consciência tranquila e não retiro nada do que escrevi, porque sei bem o que escrevi e com que significado o escrevi. Não fui eu que deturpei e deformei o significado do texto. Mas, a ideia de desaparecer do campo de visão destas pessoas é mais forte. E como não bastou o afastamento físico, o corte radical de relações, como as mesmas parece que se interessam muito pela minha vida, pelo que digo e escrevo e penso e sinto e vivo, apesar de encherem a boca para difamar as minhas "baboseiras", denunciam-se a si próprios quando demonstram a vigilância ao meu espaço. Apetece-me escrever-lhes tanta coisa. Responder-lhes à letra. Seria dar-lhes importância. Seria dar-lhes mais material para deturparem como bem entendessem. E a única coisa que quero é distância. NÃO QUERO QUE SAIBAM NADA DE MIM. Onde fui, o que comi, se comprei um vestido ou umas cuecas, se estou doente ou de saúde, se tenho trabalho ou passo por outro desemprego, o que penso sobre determinado assunto. Nada. Quero evaporar do campo de visão dessa gentalha. E para isso tenho de mudar de casa. Ou privatizar a outra.

Lamento que o assunto ainda seja este. Estou ainda a digerir isto. Esta mudança. Custa-me, a sério. Já não sou a (...), passo a ser Pandora. E saio da minha querida casa deixando tudo para trás, ou quase. Não gosto destas mudanças. Ainda mais quando são forçadas e repentinas.

 

Respiro fundo e acomodo-me neste novo espaço. O meu novo espaço. A cada dia que passar será um pouco mais meu e há-de entranhar-se na minha pele como o outro se entranhou. 

 

Algo muito bom do meu dia hoje: almoçar com uma amiga. Aproveitar a horinha de almoço para estar em boa companhia, trocar dois dedos de conversa (da boa, com bons assuntos) ilumina qualquer alma. O sol de inverno também ajuda às boas energias. Pena que a noite tenha trazido uma preocupação: sogra está no hospital. Ainda não se sabe o que se passa, fez uma panóplia de exames e ficou lá para fazer mais. Esperemos que amanhã seja melhor e hajam boas notícias, para variar um bocadinho.

 

 

 

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