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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

21
Mai20

Breve reflexão

Ontem falava com uma amiga via Whatsapp (a nossa forma de comunicar frequente, visto que estamos a kms de distância) e trocávamos impressões sobre isto de estar de quarentena, experiências, sentires.

Somos muito parecidas. Já o sabíamos. A viver a quarentena também. 

Já tivemos os nossos momentos de break down, já nos reerguemos, já estamos com esta rotina do teletrabalho bem interiorizada e chegamos a conclusões muito semelhantes.

  1. O que nos faz falta, assim mesmo mesmo mesmo mesmo falta (ou saudades, também)? É a liberdade de poder escolher sair ou ficar em casa. Isto é, chegamos ao fim de semana e no sábado está um sol fabuloso, aquela liberdade de decidir que vamos passear, almoçar fora, ir visitar um local específico, ir a uma exposição ou evento, ir experimentar aquele restaurante ou aquela coffee house que tem umas waffles e uns crepes de fazer babar o cão de Pavlov. Ou escolher ficar em casa porque sim, porque apetece e não porque tem de ser. 
  2. Também sentimos falta de estar com pessoas, sim, mas apenas aquelas nossas pessoas com quem gostamos de estar, de marcar um café, um jantar, a quem se telefona e as horas passam, ou as conversas via Whatsapp ou messenger pelo dia fora, ou à noite. Mas erguemos as mãozinhas e agradecemos a bendita quarentena e isolamento social que nos livra dos fretes sociais, da convivência forçada, que nos dá motivos válidos para nos mantermos longe das pessoas no geral, algumas em particular. A quarentena não me fez descobrir como manter o contacto à distância. Tenho algumas amizades à distância, e não foi preciso vir o Covid para me mostrar como devo alimentar as relações humanas quando a distância se impõe. 
  3. Poupar. Gasolina, tempo, roupa e calçado, vai-se a ver e é uma série de coisas, que até tínhamos noção que não eram imprescindíveis mas íamos consumindo porque sim. Agora tanta coisa deixou de ser necessária. Em contrapartida gastamos naquilo que verdadeiramente nos dá prazer. Eu tenho comprado livros. E aproveitei para, finalmente, comprar uns artigos para a casa, que há muito tempo estavam em lista de espera. 

No geral estamos confortáveis, agradecidas pela sorte e privilégio que temos de poder trabalhar a partir de casa, por termos sabido ver o que de melhor podíamos aproveitar neste contexto tão extraordinário e inimaginável, conseguindo relativizar ou ir gerindo o lado menos bom. Tem dias. 

 

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