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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

26
Jul16

Em equipa vencedora não se mexe!

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Antes não era tão arrojada a experimentar cenas no cabelo. Ir cortar era sempre um drama, domar a juba encaracolada era um drama ainda maior, experimentar cortes diferentes era coisa que me arrepiava a espinha, enfim... era uma "não me toques" no cabelo.

Até ao dia que fiz um corte radical curto e passei a amar os caracóis (já que não os conseguia domar, dei-lhes alguma liberdade). Depois vieram as primeiras brancas, e aí não dramatizei. Vai madeixas mesmo. E vermelhas. Logo. E a seguir achei que madeixas era coisa que dava trabalho e eu sempre tive pouca paciência para horas na cabeleireira, pintei tudo de uma cor. E como não tencionava andar todos os meses na cabeleireira a pintar, comecei a fazer coloração em casa. E fui experimentando várias marcas, variando os tons, sempre dentro da base castanha com reflexos vermelhos, e fui vendo o que ia ficando melhor, que tipo de produtos o meu cabelo gostava mais. No meio disto tudo, voltei a deixar crescer o cabelo, um cabelão enorme, ondas revoltas, até que a depressão me enfraqueceu tanto o cabelo que voltei aos curtos. Fiz o bob e apaixonei-me. Nos últimos anos, com pequenas variações, é o meu corte de eleição. E os tons mais caju no inverno, mais vermelhos no verão. E descobri as colorações vegetais à base de henna e rendi-me. Fui experimentando outras, sem amoníaco, volta e meia pintava na cabeleireira. Mas a verdade é que a coloração à base de henna é a que melhor resulta no meu cabelo. Hidrata-o bastante, a cor fica muito natural, dura, sem dramas, dois meses, é menos agressiva para o meu cabelo, e sai bem mais em conta.

Posto isto, e depois de algumas colorações na cabeleireira, outras profissionais compradas em lojas da especialidade, decidi regressar à minha henna e o resultado é maravilhoso.

Cortei e pintei em inicío de Junho. Tinha o cabelo seco, sem brilho, a cor bastante desbotada e o raio das brancas já a brilharem. No domingo apliquei a coloração de henna, e o cabelo ressuscitou. Está brilhante, extra macio, com um toque sedoso, super leve. 

Dá trabalho pintar em casa, é sempre mais prático alguém tratar disso por nós. Demora o seu tempo, mas prefiro essa demora em casa do que no salão, suja um pouco, embora com a prática nos tornemos exímias, mas o resultado é francamente superior e depois de já ter experimentado tanta coisa, regressei, de vez, à coloração vegetal. 

A marca que por norma uso é a Herbatint, o preço varia entre os 8,50€ e os 10€, depende do local de venda, de promoções, e para cabelos curtos uma embalagem dá para 2 aplicações. No inverno aposto na cor 5M, castanho claro caju, no verão na cor FF1 henna red. Na semana passada ia para comprar esta última mas não estava disponível. Em alternativa, tinha a marca Henna Plus, que também já tinha experimentado. É um pouco mais cara. Esta embalagem custou 15,50€ e traz menos produto, pelo que só dá mesmo para uma aplicação. Mas o resultado compensa o custo extra, e, da minha já experiência, sei que a cor vai durar mais, o cabelo fica hidratado por mais tempo, com aspeto saudável, brilhante e sedoso, portanto, investimento mais que justificado. 

Entretanto, e na linha da coloração vegetal, está debaixo de olho esta marca, já disponível na loja onde costumo comprar estes produtos. O preço ronda os 11€, o feedback das clientes da loja tem sido positivo, só ainda não foi desta porque a palete de tons disponíveis é mais restrita e o vermelho mais aberto que eu pretendia não existe. Mas o castanho caju do meu coração existe, e está na mira para daqui a uns meses.

Agora é aproveitar o verão e exibir um bonito vermelho brilhante no cabelo. Assim ninguém repara na celulite. 

2 comentários

  • Imagem de perfil

    Pandora

    26.07.16

    Sim, tenho sempre de misturar dois produtos. Pelo menos nestas que tenho usado. 
    Nunca comprei online, mas se tiveres uma loja Celeiro por perto passa lá. 
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