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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

19
Dez14

Em poucos dias foi tanto e tão pouco

Nesta última semana vivi extremos. Ou será radical falar em extremos, mas foi exatamente assim que me senti: a viver o mau e o bom das pessoas e da amizade.

Se por um lado tive mais um episódio com pessoas egoístas, egocêntricas (daquelas que no horizonte do seu campo de visão têm a ponta do seu nariz), interesseiras, que sem qualquer respeito ou consideração usam e humilham os outros, por outro vivi momentos únicos de amizade sincera, verdadeira, despretenciosa, altruísta. E agradeço ter pessoas assim na minha vida que me fazem pôr para trás tudo o resto que não interessa.

As primeiras amigas a aquecerem este coraçãozinho magoado e triste foram a Ângela, a Cindy e, surpresa, a m-M, que finalmente conheci ao vivo e a cores, abracei sem conseguir evitar umas lágrimas de emoção. A Cindy documentou e bem este nosso encontro. São estas amizades e partilhas que dão sentido à existência dos blogs, que servem como pontos de encontro e de partilha de experiências, não como ringues de luta ou campos de batalha. Usando da minha costela hippie: make love, not war. Ou get a life and enjoy it! É tão reconfortante, tão gratificante sair detrás destes monitores, detrás da plataforma dos blogs e apreciar o calor de uma amizade que nasceu virtual mas é tão real. E o nosso abraço, m-M, prova isso mesmo. Caramba, valeu por tudo, não desfazendo as outras meninas, mas a nossa menina-Mulher foi a grande surpresa, a prenda de Natal que veio sem papel de embrulho, sem laço, mas que trouxe toda essa magia que o Natal tem quando aconchega os corações. E como eu precisava disso no sábado para esquecer a ferida do egoísmo de outros.

Dias depois foi dia com as comadres salseiras, como nos autointitulamos. Uma amizade que surgiu no contexto das danças, mas que já vai num patamar para além disso. Conversas, desabafos, partilhas, sorrisos e gargalhadas, somos umas doidas que adoramos nos divertir e estar numa boa, sem chatices. Somos um grupo recente, conhecemo-nos há cerca de um ano, mas é curiosa esta empatia que surgiu e a forma como nos entendemos. Não sabemos explicar, mas é frequente acabarmos as frases umas das outras, haver trocas de olhares e percebermos logo o que cada uma quer dizer. Estas coisas não se explicam, sentem-se. 

Como estamos em época natalícia, trocámos uns miminhos, e foi tão bom perceber que se lembraram de nós, que procuraram ou fizeram (no meio disto tudo há moças prendadas que fazem coisas lindas) algo que cada uma fosse gostar, sorrir e agradecer, mais que o presente, a amizade que nos envolve.

E uma semana depois de ter vivido uma experiência que me magoou e abriu antigas feridas e cicatrizes, vivo logo de seguida aquilo que vale a pena ser vivido. A agradeço por isso. Nesta época natalícia é das coisas que mais agradeço: as amizades boas e verdadeiras que a vida me proporcionou. 

 

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