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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

18
Jan16

Eu cuspi no santo, só pode!

Há quase um mês sem aulas de dança, primeiro porque houve férias de natal, depois a professora adoeceu e há três semanas que não dá aulas, hoje, aproveitando a folga na agenda, fui com o Gandhe até à grande superfície comercial, aquela que diz que "eu é que não sou parvo" (não, que ideia), para saber o ponto de situação da minha prenda de natal (pelo andar da carruagem, deve chegar a tempo dos meus anos, em maio).

A ver: Gandhe ofereceu-me um tablet como prenda de natal, daqueles com teclado incluído, porque era mais prático para eu andar nos blogs. Tão querido, tão atencioso. Abri a prenda, fiquei estupefacta, mas depois só fiquei com a caixa na mão, porque ele pegou no dito cujo e vai de explorar e pôr-se a instalar merdas. Ora, isto é um pouco como aqueles pais que oferecem a PS4 aos filhos, mas na verdade quem brinca são eles, os pais. 

Adiante, quando finalmente meti mãos no bicho (tablet) e comecei a usá-lo, constatei que o teclado tinha problemas: algumas teclas não correspondiam ao que era suposto. Por exemplo, eu carregava na tecla Ç e no monitor aparecia ; e como este exemplo, mais havia. Além disso, percebi que o teclado no tablet só atrapalha e disse logo que se era para trocar, eu não fazia questão de teclado.

Escolhida outra marca, foi lá ele fazer a devolução do artigo com defeito, artigo esse que foi embalado e colocado na prateleira para outro parvo comprar, e foi solicitado um outro modelo, que não havia disponível na loja. Isto foi a 30 de dezembro. 

Hoje fomos lá, eu incluída, já numa de rodar a baiana, porque sinceramente, no mínimo já deviam ter informado o cliente se o modelo solicitado havia ou não e previsão de entrega. Ora pois que chegamos lá, atende-nos uma menina, que chama o colega que tratou da situação a primeira vez, o qual, por sua vez, se desmancha em desculpas dizendo que o assunto tinha ficado esquecido (valeu a sinceridade, ao menos), uma vez que ele passou à chefia, que é responsável pelas encomendas de material, chefia essa que havia ido embora e já não estava lá.

Bonito serviço. E fica aqui o parvo do cliente à espera, a ter de se deslocar à loja, outra vez, para ver se lhe resolvem o problema. 

Portanto voltamos à estaca zero: foi pedido um modelo, que dizem estar descontinuado. Deixou-se então referência de outro, e ficou a promessa de um feedback até ao final da semana.

É o que eu digo: recebo a prenda de natal lá pelos meus anos, em maio (já disse, não já?!).

 

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