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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

03
Dez19

Leitura de novembro: Reino de Feras

Já acabei este livro há sensivelmente duas semanas. Ainda não falei dele basicamente porque não gostei, foi uma leitura difícil, aborrecida e que não me prendeu nem me deixou sem fôlego, como preconizavam algumas opiniões que li.

Devo dizer que este livro veio como oferta numa encomenda da WOOK que fiz há uns tempos. Fui espreitar a sinopse, as opiniões, e apostei na sua leitura contando que estaria na presença de um bom thriller. Só que não. Para mim, e isto é meramente opinião e gosto pessoal, achei o enredo aborrecido, estupidamente descritivo, pouca ação. De louvar, sim, a capacidade de raciocínio e cálculo de riscos de uma mãe que regressa aos seus instintos mais primitivos para, mais do que sobreviver, proteger a vida do seu filho. E porquê? Porque num banal dia em que, como tantas vezes acontecia, passa pelo pequeno zoo da cidade com o filho para ele brincar e ver os animais antes de regressar a casa, o zoo é invadido por uns homens (mais tarde percebe-se que são uns adolescentes na casa dos 18, pelo que percebi... é vago) que desatam aos tiros, como se estivessem numa caçada, e matam indiscriminadamente pessoas e animais. 

Um tema atual, este de "sociopatas" que desatam a matar pessoas em locais públicos como que para provarem alguma coisa, quanto mais não seja o sentirem-se vistos e tornarem-se inesquecíveis. 

A descrição está totalmente centrada nesta mãe e em todas as suas ações, escolhas e pensamentos para manter o filho a salvo, algumas das quais podem ser questionáveis moralmente, encaradas até como egoístas, mas numa situação limite de luta pela vida, vem ao de cima o puro instinto animal de proteger o seu filho. Tudo o resto passa para plano secundário, como ajudar outra pessoa que vê passar em apuros, ou deixar ficar no caixote do lixo um bebé que encontrou (ironia ler isto quando nas notícias tanto se falava do bebé abandonado no ecoponto), assistimos aos seus conflitos morais e aos pensamentos dela que passam à velocidade luz, a questionar o porquê daquele bebé ali estar (abandonado pela mãe à sua sorte, ou terá sido a forma que encontrou de o manter escondido dos atiradores?). A dura opção que fez e em como isso a incomoda, mas a prioridade é o seu filho. É a sua luta. A sua guerra. 

Aqui há bons ingredientes para efetivamente ser um bom thriller psicológico. Mas falha em tantos aspetos que, para mim enquanto leitora, seriam importantes para perceber o enredo. Não se fica a saber como está a polícia a atuar (aliás, durante demasiado tempo até parece que a polícia nem está presente), a certa altura deixamos de saber do marido/pai que está a caminho do zoo para salvar a mulher e o filho (em parte porque o ponto de contacto era o telemóvel dela que ela usou para despistar os atiradores e foi destruído, mas mesmo assim, não apareceu mais no relato, nem no desfecho, quando finalmente percebemos que a polícia está presente e consegue entrar para resgatar os sobreviventes e ajudar os feridos), e mesmo os atiradores, a sua identidade e os motivos são relegados para um plano tão insignificante que me deixaram com uma sensação de faltar ali algo que desse substância a toda esta história. 

No geral não gostei. Não me senti arrebatada, não sustive a respiração... aliás, era ótimo para me dar sono e dormir mais cedo, tal era o nível de aborrecimento.

 

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