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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

08
Nov19

Leitura de Outubro

Depois de uma leitura voraz do último livro da saga Sebastian Bergman, fui à minha "prateleira da vergonha" ver qual seria o seguinte. Para garantir que não me desiludia, missão quase impossível depois de mais uma incursão intensa no universo de Sebastian Bergman, escolhi O Último Papa de Luís Miguel da Rocha.

É de lamentar que um escritor português tão promissor nos tivesse deixado tão precocemente. Tem uma escrita muito cativante, na sua obra demonstra um interesse particular pelo Vaticano e todos os segredos escondidos ao longo dos séculos, teorias da conspiração e o recurso a meios muito duvidosos que justificam o fim de manter a Igreja e os seus dogmas intactos. 

Pelo que percebi eu comecei pelo último livro do que parece ser uma saga (pelo menos tem personagens transversais e há uma certa linha cronológica). Comecei pel' A Filha do Papa, que parece ser o último (publicado) desta sequela. Como gostei, regressei ao autor e ao que será o primeiro livro da saga.

Neste livro é explorada uma teoria sobre a morte misteriosa e repentina do Papa que foi Papa durante 33 dias, ficou conhecido pelo Papa do Sorriso e foi o primeiro a escolher dois nomes: Papa João Paulo I. Conspirações, sociedades secretas que não olham a meios para atingir os seus fins, os jogos de interesse, poder de influência e corrupção são ingredientes que podemos encontrar neste enredo muito bem desenvolvido entre dois tempos cronológicos: 1978 o ano do Papa João Paulo I e 2006, quando surge uma lista que pode pôr a descoberto toda uma teia de corrupção, lavagem de dinheiro e assassinatos que envolvem o Vaticano, bem como pode derrubar poderosos nomes das mais variadas áreas (política, jurídica e eclesiástica). 

É neste livro que conhecemos uma perspicaz jornalista portuguesa e um misterioso agente secreto do Vaticano, protagonistas deste complexo enredo que explora de forma muito inteligente e verosímil uma série de "podres" que se passam nos bastidores que o grande público não conhece, nem desconfia que possam existir. As aventuras que passam juntos são de tirar o fôlego em várias páginas, sendo o ritmo de leitura tão intenso como é intensa a descrição dos acontecimentos, da ação, que quase somos transportados para o meio daquelas perseguições alucinantes, sentimos a adrenalina daquela fuga e luta pela sobrevivência.

Sem dúvida que é uma escrita que me cativa, e a forma como são exploradas estas teses relativas a alguns dos grandes mistérios relacionados com o Vaticano deixam-me curiosa pelos que ainda não li. Leituras para 2020, com toda a certeza.

 

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