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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

07
Jul15

Pandora e as unhas de gel

Eu, roedora de unhas desde que me lembro ser gente, experimentei de tudo para ter umas unhas decentes. Desde os vernizes que sabiam mal a fazer um esforço titânico para ter sempre as unhas arranjadas, de preferência com cores vivas ou fortes, para resistir à tentação do dente. Manter as unhas impecáveis dá trabalho, principalmente quando se faz de tudo em casa, quando por mais vernizes de marcas diferentes que se usem, truques que se apliquem, três dias depois ah, porra, verniz a lascar e o paraíso para os dentinhos. Experimentei o gelinho, já que era renitente às unhas de gel, que sempre figuravam diante dos meus olhos como grandes unhas, cheias de adornos e cores escalartes, com um ar mais artificial que a boneca Barbie. As minhas unhas não reagiram bem ao gelinho. Se era suposto durar 3 semanas, em mim ao fim de uma semana já estava o gelinho a levantar e a lascar.

O ano passado fui de férias e no regresso tinha um casamento. Andava a pensar fazer gelinho mas uma amiga falou-me da técnica de unhas onde ia fazer unhas de gel. Para começar, fiquei estupefacta da vida quando percebi que as unhas dela não eram naturais mas de gel. Bastou isso para pensar em experimentar, já que precisava de uma solução para passar as férias descansada e ir ao casamento de unhas arranjadas sem stress. 

E rendi-me. A Andreia faz umas unhas de gel super naturais, bonitas, duram um mês sem dramas, e durariam mais não fosse o crescimento e eu usar lentes de contato e não querer furar um olho a tirar a lente. Além de que, continuo a não ser fã de unhas grandes. É o meu pequeno luxo mensal: unhas de gel. Sempre bonitas, faça o que fizer, sempre arranjadas, e com um aspeto tão natural que há quem me pergunte como tenho assim as unhas tão bonitas, ou se faço gelinho porque está muito bem feito. 

Aos poucos comecei a sair da zona de conforto. Da manicure simples, apenas unhas pintadas, passei à moda de decorar uma diferente. A mais recente é uma espécie de tribal tattoo que me deixa embevecida a olhar para as minhas unhas.

P7060002.JPG

 E quem diria que eu já fui uma roedora de unhas compulsiva e com um ódio de estimação por unhas de gel?! Neste último ponto continuo a achar que há trabalhos de unhas de gel pavorosos. Mas a Andreia conquistou-me. Pela sua perfeição de técnica, pelo seu profissionalismo, pela sua simpatia e boa disposição. E eis-me aqui, quase um ano depois de ter experimentado, completamente rendida às unhas de gel. O meu único drama é ter mais de 30 vernizes parados em casa (pronto, agora no verão uso-os nas unhas dos pés).

E foi um momento fútil de Pandora. Também tenho direito. E não, não combino as unhas com a toalha de praia.  Nem sequer as costumo combinar com as unhas dos pés. Por norma estão sempre de cores diferentes.  

 

 

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