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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

13
Jan16

Pandora Fit (ou a tentar)

Para quem aqui vem já sabe que aqui a menina é pouco dada a corridas, a crossfits, ginásios só à distância, e afins. Ainda assim, e para ganhar alguma qualidade de vida, flexibilidade, enfim, mexer o corpinho e arejar a cabeça, há três anos que pratico danças latinas, e no ano passado inscrevi-me em aulas de cardio fitness, que uma professora vai dar ao salão da Casa do Povo da terrinha, que fica a poucos metros de casa. Duas vezes por semana, 12€ por mês, as aulas são diversificadas, a professora espetacular, e mesmo ao lado de casa, portanto sem desculpas para faltar.

Depois há a parte da alimentação, que, mais por motivos de saúde e bem estar, tenho muitos cuidados alimentares, privilegiando uma alimentação rica em peixes, carnes brancas, vegetais, fruta. Ainda assim, e com toda a avalanche que agora levamos de alimentação saudável, super alimentos, blá blá blá, lá me vou aventurando a experimentar, sem fundamentalismos, alguns alimentos novos e diferentes. Búlgur e couscous já entraram na despensa, o queijo quark não me conquistou, continuo a preferir o iogurte grego natural ligeiro do Lidl, granola ou muesli fazem parte do meu armário de snacks, e são, muitas vezes, os meus lanches a meio da manhã, juntamente com iogurte grego. Não era apreciadora de canela, mas passei a usá-la como adoçante do iogurte, quando o como com fruta, como banana, maçã ou pêra. A minha baixa tolerância à lactose fez-me reduzir drasticamente o consumo de leite, e como não apreciei nenhuma das alternativas vegetais, ou melhor, os sabores que até me agradaram, são os que têm preços proibitivos, redescobri o chá como melhor amigo para os pequenos almoços. A baixa tolerância ao glúten fez-me procurar alternativas de pão, e descobri que gosto muito de pão de soja, pão de alfarroba e pão de espelta. De vez em quando lá como o pão mais convencional, lá bebo uma caneca de leite, mas tem de ser um consumo muito regrado e restrito, sob pena de sofrer os sintomas quando o corpo rejeita glúten ou lactose. Não sou intolerante aos dois, mas tenho baixa tolerância, daí que possa consumir com muita moderação.

Ao tradicional pequeno almoço de leite e pão com manteiga, vieram outras ideias e experiências. No tempo mais quente adoro os pequenos almoços à base de iogurte, fruta, gelatina, no tempo frio só me lembro do leite quente e do pão com manteiga. Não podendo ser, alternativas: chá, os pães sem glúten, que referi em cima, com queijo fresco, fiambre de aves, ovos mexidos, ou creme vegetal; banana com canela, granola e queijo fresco.

Portanto é nos pequenos almoços que sinto mais necessidade de diversificar e encontrar outras alternativas que sejam fáceis e rápidas de preparar. É que se não acordo às 6h para ir correr, também não me levanto às 6h para preparar muffins integrais, panquecas de aveia, crepes de banana, pãezinhos não sei das quantas. Sério, eu quando me levanto estou em modo zombie, ligo o piloto automático, e trato dos gatos. Depois faço a minha lancheira, e finalmente o meu pequeno almoço. 

Há uns tempos experimentei as famosas papas de aveia. Não fiquei fã. Mas dei o benefício de não as ter feito bem. Voltei a tentar. Continuei a não achar grande piada. Uma vez o Gandhe fez papas de aveia na Yämmi, fez em quantidade, guardou no frigorífico, e quando fui comer, aqueci no microondas. Não gostei. Hoje foi o dia em que, finalmente, foi de vez. Preparei umas papas de aveia com banana e canela que me deixaram entusiasmada. Talvez tenha encontrado o método para as fazer bem, como gosto, e possa começar a experimentar variações.

Ora o que fiz: numa tigela coloquei 4 colheres de sopa de aveia, flocos finos. Cortei uma banana às rodelas. Polvilhei com canela. Cobri com água. Microondas, potência máxima, 4 minutos. Cremosas e húmidas como eu gosto. Um cheirinho maravilhoso. A seguir experimento com maçã. E hei-de experimentar juntar cacau. E depois polvilhar com granola. Ou sementes. Ou iogurte grego. Ah, o céu da aveia é o limite.

Agora, aqui entre nós, isto foi para compensar os rojões com grelos que comi ontem ao jantar. Shiu 

Em minha defesa, ontem foi um final de dia cheio de imprevistos que me impediram de ir à aula de ginástica, e na impossibilidade, temporária, de cozinhar em casa, tive de recorrer ao take away de um simpático restaurante familiar da zona, com comida caseira e boa, excelente atendimento e ótimos preços. Ai os rojões que eles fazem são de chorar por mais. 

 

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