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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

23
Mar20

Quarentena, a pior inimiga do consumo, a melhor amiga da poupança!

Ora bem, com esta quarentena forçada encaro algumas coisas com outros olhos, os olhos de quem está fechada em casa sem poder ir à rua (poder posso, mas não sou estúpida). Por exemplo, andava aqui vai não vai para encomendar umas sapatilhas lindas e fofas da Mustang para a Primavera. Ora, não só o site onde as ia comprar encerrou as vendas online (sim, ao contrário de muitos que mantêm atividade de venda online) como, verdade seja dita, umas sapatilhas novas para quê mesmo, se nem as que tenho estou a fazer uso delas? Pois...

E logo a seguir vem tudo o resto. Recebo as newsletters de marcas/lojas que gosto e onde vou comprando, e agora nem dá vontade de abrir só de olhar para o assunto. Peça tendência para esta primavera... o que não pode faltar no seu roupeiro... não perca a nova coleção... O apelo ao consumo sazonal das coleções de fast fashion está totalmente fora de contexto.

A bem dizer hoje recebi uma newsletter que fazia jus à situação em que estamos: roupa ideal para estar em casa. Isto sim é marketing do bom. A malta não está a pensar nos calções da moda, no vestido tendência. Está certamente a pensar em reforçar o stock de pijamas e fatos de treino. Sandálias ou as sapatilhas mais trendy? Para quê? Ir ali à varanda acenar de longe ao povo? Chinelo ou pantufa. Tá ótimo. E a nova coleção de swimwear? Tomara eu poder dar uso ao que tenho do ano passado, é sinal que no verão posso ir à praia em segurança, nem que seja aos fins de semana, já que as previsões apontam para esquecermos férias de verão.

Tenho agora olhos de quem vê o roupeiro cheio de roupa que atualmente não visto porque não saio de casa e em casa, já é prática há muito minha, gosto de andar com roupa dita confortável: leggings, sweats, t-shirts quando estiver calor, calções ou vestidos de moletom. Tenho animais, e quero pegar-lhes ao colo sem receio de me puxarem um fio a uma blusa ou a um vestido, costumo cozinhar, e desculpem lá, gostaria de ser como a Filipa Gomes que cozinha com aqueles vestidos super giros de pin up girl, mas em mim seria um resultado catastrófico de nódoas e polka dots. Mesmo com a dita roupa de andar por casa, a cozinhar ponho sempre o avental e às vezes nódoas acontecem à mesma. E nas limpezas? Uso lixívia ou produtos com lixívia nas casas de banho. Certinho direitinho acabar com um pingo cor de rosa na roupa...

Assim, o email vai-se enchendo das newsletters a apelar ao consumo da nova estação de fast fashion e eu não estou nem aí para ver ou tão pouco desejar comprar o que quer que seja.

Só quero mesmo voltar a vestir o que está ali no roupeiro parado por força das circunstâncias e pôr pé no mundo lá fora... seria sinal de liberdade, de está tudo bem, podem vir!

 

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