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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

19
Mar20

Quarentena: dia 2

Sobrevivi ao dia 1. 

Ok, não foi assim tão mau. Houve ali um momento à tarde que deu aquela vontade de saltar janela fora, mas moro num RC, portanto deixei-me estar.

Horário de trabalho cumprido, desafio superado quando me atiraram com um fogo para apagar, e, ter de improvisar a partir de casa, à distância foi assim um bocadinho sufocante. Consegui. 

Fiz a minha aula de local fit, já que a profe gostou da sugestão de nos enviar uns exercícios pelo nosso grupo de Facebook. Quem teve a ideia de merda?  Eu. Ah e tal, para não pararmos e para tentar manter a rotina, já que estamos todas em clausura... Agora toma, faz. 

Saio da cadeira da secretária, vou ao quarto vestir a roupa de treino, volto ao quarto que tenho como escritório, uma espécie de closet (calma, é apenas um charriot com casacos e roupa que já foi usada e está a arejar pendurada), e onde está também a bicicleta estática, ótima para pendurar cenas. Estendo o tapete e inicio o plano de treino que a "fofa" da profe filmou. Terminado o treino, viajo até à casa de banho para um duche, próximo destino cozinha para tratar do jantar. Dito assim, fartei-me de andar de um lado para o outro... num limite de 100 m2. 

Ergo as mãos ao céu e agradeço aos santinhos, universo e à minha teimosia que há anos convenceu o Gandhe que este era O apartamento que eu queria, depois de tanta caixinha que vimos. E porquê? Porque tem um terraço com cerca de 40 m2 virado para um jardim. E não serve só para estender roupa ou fazer churrascos no verão. Serve como espaço para arejar a cabeça, apanhar ar e sol nas trombas e sentir que a liberdade está ali, à saída da janela da cozinha. Todo um mundo, portanto. 

Sem surpresas, está declarado o estado de emergência. E à parte tanta parvoíce, cromice e estupidez (que serve de material precioso para muito e bom humor que anda por aí), felizmente há também muito bom senso e gente que não esteve à espera que o governo tivesse tomates e tomasse medidas. Já havia isolamento e quarentena voluntários, já havia muitas empresas a recorrer ao teletrabalho para mandar os colaboradores para casa, já havia muitos negócios e comércios a decidir fechar portas por uma questão de responsabilidade social e saúde pública. Um bem haja também a autarquias e juntas de freguesia (a minha tem sido exemplar) a tomar iniciativas várias, muitas delas com grandes impactos económicos para a região, para combater a propagação desta pandemia e proteger a sua população. 

  a todos os que tornaram isto possível sendo proativos e não estando à espera de quem não prometeu e andou a engonhar. 

Continuemos na luta! Juntos venceremos. Recordemos o lema da nossa Seleção Nacional: Juntos somos mais fortes!! 

 

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