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Estórias na Caixa de Pandora

Entre a sombra e a luz, as estórias que me habitam

Estórias na Caixa de Pandora

Entre a sombra e a luz, as estórias que me habitam

30
Dez25

Leituras 2025 (Goodreads)

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Cortesia do Goodreads enviar por email, em jeito de relatório anual, algumas imagens que resumem as leituras de 2025.

Iniciei o ano otimista, a lançar-me o desafio de ler 20 livros. Terminei ontem o 16º. Um thriller daqueles que me agarram até às 5h da manhã (estou de férias). Uma autora que era novidade para mim: Karin Slaughter. Tomei nota do nome num dos podcasts que ouço sobre livros — um perigo estes podcasts, a sério. A lista dos "livros que quero ler" aumenta a um ritmo alucinante. Quem me dera ter o mesmo ritmo — e tempo — para ler.

Emprego de sonho: ser paga para ler livros. O chá ficava por minha conta. 

Escrevia eu sobre esta recente descoberta de uma aclamada autora de thrillers, daqueles mesmo bons, Karin Slaughter. Tenho mais dois livros dela no Kobo para ler. E mais uns quantos na Whislist, à espera da sua vez. Palpita-me que não ficarão muito tempo à espera. 

Um nome a juntar à lista dos meus autores preferidos do género, nomes como Leslie Wolfe, Robert Bryndza, Camilla Läckberg, ou a dupla sueca Hjorth e Rosenfeldt (série Sebastian Bergman), dos quais já li praticamente tudo, sempre à espera da novidade mais recente.

Entre as leituras mais marcantes do ano — e também das mais surpreendentes — destaco Valter Hugo Mãe, O Filho de Mil Homens. Uma leitura recente, já em dezembro, que me tocou profundamente pela escrita poética e pelo contraste delicado entre a rudeza das personagens e a ternura silenciosa que atravessa toda a história.

Em O Filho de Mil Homens, Valter Hugo Mãe apresenta-nos Crisóstomo, um pescador simples, de vida dura e mãos gastas pelo trabalho, mas de uma lucidez e humanidade desarmantes. É nele que habita o pensamento mais profundo — não o pensamento erudito, intelectualizado, mas aquele que nasce da observação silenciosa da vida, da solidão, do desejo de pertença e de amor. Tal como o pastor filósofo de Fernando Pessoa, Crisóstomo pensa o mundo a partir do essencial. A sua sabedoria não vem dos livros, vem do sentir, do cuidar, do acreditar que é possível construir família para além do sangue. Um homem aparentemente comum, mas espiritualmente vasto.

Talvez seja isso que torna esta leitura tão marcante: lembrar-nos de que o pensamento mais transformador não vive apenas nos grandes discursos, mas também na simplicidade de quem vive atento, disponível e inteiro. E é nesse contraste — entre a rudeza da vida e a ternura que a atravessa — que o livro nos toca fundo.

No meio de thrillers que aceleram o coração e de livros que pedem pausa e contemplação, percebo que a leitura — tal como a vida — não se faz apenas de metas cumpridas, mas dos encontros que nos transformam pelo caminho.

Para 2026 poderei ser mais contida na meta definida por um número. Porque o verdadeiro desafio da leitura — e da vida — não está na quantidade, e sim na intensidade com que me deixo tocar. Naquilo que guardo como aprendizagem e que, silenciosamente, me ajuda a evoluir. 

 

✨ Entre sombras e luz, floresço.
25
Nov25

Dias Inconstantes, Leituras Imperfeitas

Olho para a minha meta de leituras definida para 2025 e sinto-me em falta. Dos 20 livros que me propus ler este ano, ainda só li 13, iniciei este fim de semana o 14º. 

Houve fases de inconstância. Ora li um livro num só dia, ora estive dois meses sem ler. 

A inconstância ou impermanência faz parte da natureza da vida. Até as estações do ano andam inconstantes, ora temos um fim de semana de sol seguido de uma semana de temporal bravio. Ora temos um dia com temperatura amena e seguem-se dias com um frio digno do ártico.

Uns dias sentimo-nos calmas e serenas, outros num rebuliço emocional. E cansaço. Muito cansaço. 

E olhando para a pilha de livros por ler (porque o cansaço não impede acrescentar novos à fila de espera), percebo que o problema nunca é a falta de vontade. É o fluxo natural da vida a empurrar-me, ora para dentro ora para fora de mim, tal como as marés. Se há dias que a leitura me abraça e acolhe, outros há que a cabeça mal consegue agarrar-se a uma única frase.

Chega o momento em que me forço a lembrar que metas não são algemas. São guias. São faróis. São rotas com inúmeras possibilidades de reajuste. Às vezes, mesmo com um farol aceso, navegamos devagar... ou mudamos de direção. E está tudo bem. 

Ler não é um peso. É um refúgio. É descoberta. É navegar por outras estórias. E há que ter disponibilidade para sentir e desfrutar dessa viagem.

Provavelmente, este ano não chego aos 20 livros. E, ao libertar o peso de quem falha uma meta, o que realmente importa é continuar a alimentar esta parte de mim que encontra consolo, inspiração e mundo dentro das páginas.

No fim, a leitura - tal como a vida - não se mede pela quantidade, e sim pela profundidade do que nos toca e preenche.

 

 

✨ Entre sombras e luz, floresço.
08
Jan25

Leituras 2024 (Goodreads)

Leituras_2024.png

Para memória futura, ou mero registo, já habitual nesta caixa, o apanhado de leituras do ano 2024. Propus-me ler 20 livros, li 25. 

Ando numa fase em que a leitura está em ritmo lento, sem uma consistência diária, ou quase. Cheguei a este número porque os últimos lidos são daqueles autores que adoro e cujos livros me continuam a agarrar de tal forma que, num fim de semana despacho um e começo outro... que fica em banho maria durante a semana, para no fim de semana seguinte ser sofregamente "devorado". 

Para 2025 uma meta exequível, novamente 20 livros. Que a manter-se o ritmo dos últimos tempos, será verdadeiramente desafiante atingir a quantidade proposta. 

 

✨ Entre sombras e luz, floresço.
29
Ago24

Goodreads

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Balanço das leituras em 2024. Propus-me a ler 20 livros. É o meu desafio de leitura no Goodreads. Já li 19. 

Recentemente descarreguei via Kobo Plus uma série de livros que estavam na whislist. Considerando que são de autores que me põem a ler compulsivamente, como Leslie Wolfe ou Robert Bryndza, acredito que posso atingir até ao fim do ano os 30 livros, pelo menos. 

Vale o que vale, sei que é um número baixo para os book lovers que habitam nas redes sociais. Às vezes acho que ler e publicar conteúdos sobre as suas leituras é, de facto, um full time job. Ora, eu tento equilibrar o tempo de trabalho (fora de casa e em casa) com o tempo livre e suas demais atividades e compromissos. É certo que há livros que leio de uma assentada, em contexto de férias ou fim de semana. Há dias que passam sem que consiga pegar num livro (normalmente durante a semana). O facto é que, desde que tenho o Kobo e que subscrevi o Kobo Plus, tenho lido mais. Muito mais. E facto também é que, em vez de andar a fazer scroll no instagram, como quem pastoreia os neurónios, se dedicar esse tempo à leitura, saio bem mais enriquecida. São opções. Também podia ir correr em vez de ler um livro. Continuo a optar pelo livro. #nuncasereifit

 

✨ Entre sombras e luz, floresço.
12
Dez23

86/365

Ao atualizar o GoodReads há dias: já leu 28 de 25 livros

Comecei o ano com uma realista meta de 15 livros num ano. 

Em maio recebi o Kobo como prenda de anos. 

E passei a ler muito mais.

Alterei o objetivo de leitura para 20, depois para 25 livros. 

Já li 28.

Eu sei que este número para as booklovers é uma "terça de manhã". 

Para mim é um recorde, e estou muito contente. Pelas leituras em si, acima de tudo, e pelo número atingido que mais que um número, para mim significa: mais tempo de leitura, menos em redes sociais a pastorear o cérebro. 

✨ Entre sombras e luz, floresço.
15
Nov23

83/365

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Leituras de outubro: Emily Henry e os seus romances dignos de um filme da Hallmark, daqueles que passam na Fox Life ao domingo e nos fazem ficar na ronha no sofá, com uma manta nas pernas e o balde das pipocas no colo. 

Três foram lidos na semana das férias, o quarto foi lido no restante mês. Divertidos, leves, românticos. Sobre amores e livros, encontros e desencontros, amizades e as coisas simples da vida. Gostei. Muito. 

✨ Entre sombras e luz, floresço.
14
Jul23

62/365

Não são só os thrillers que me fazem ler compulsivamente. Nos últimos 4 dias li estes dois de Fredrik Backman. A leitura compulsiva foi, essencialmente, muito emotiva. Foram inúmeros os momentos que me arrepiei e me emocionei ao ponto de ficar com lágrimas nos olhos. E sorrisos, também. Muitos foram os sorrisos de ternura, porque a vida, muitas vezes, traz desafios enormes, dores e sofrimentos que parecem impossíveis de ultrapassar, e são nesses momentos de sombras e trevas que, no meio do gelo, vem o calor humano. É muito mais do que ler as histórias das várias personagens que compõem a pequena comunidade de Björnstad. É sentir a dor delas, a força que emana dessa dor, é comovermo-nos com a solidariedade, com o espírito de interajuda tão subtil e silencioso quando à volta o ódio e as rivalidades parecem vencer. 

Estou naquele momento em que não sei o que ler a seguir, porque o que quer que venha a seguir vai ficar aquém das emoções que estas personagens de Björnstad despertaram, do quão profundo foi o toque que senti na alma e no coração. 

 

✨ Entre sombras e luz, floresço.
06
Jun23

54/365

No Goodreads coloquei como desafio para 2023 ler 15 livros. 

Ora, ainda o mês de maio não tinha terminado, e já vou com 12 lidos. 

Voltei ao Goodreads e aumentei o objetivo para 20. 

Um objetivo realista, ainda que com expetativa de superá-lo. Tenho tido um bom ritmo de leitura e ter passado a ler em formato ebook contribuiu muito para isso. Recebi de prenda de aniversário o Kobo Clara 2E e estou rendida. Só tenho muita pena que os ebooks que comprei na Wook não possam ser lidos pelo Kobo. Tenho 7 ebooks no Wook Reader para ler, ainda, o que me fez travar a vontade insana de ir comprar ebooks para o Kobo.

Já experimentei o Kobo com uns ebooks gratuitos disponíveis na loja, e um deles, não sendo para lá de espetacular, foi uma agradável leitura de férias, pelo que fui pesquisar os restantes da coleção. Comprei o 2º volume por 2,99€ e um outro, que já tinha na minha whislist há imenso tempo, que estava em promoção e ficou por 7,99€. 

E eu que tanto resisti e achei que nunca, jamais, iria ler em formato digital, eis-me convertida. Continuo a adorar livros e o cheiro deles, o sentir a folha a passar nos dedos. Continuo a adorar a minha estante cheia de livros (no dia que for para encaixotar tudo sei que vou rogar umas quantas pragas). Ainda assim, rendi-me ao ebook, à sua praticabilidade, à enorme vantagem de armazenamento digital, que não exige espaço físico em casa, permitindo aumentar a biblioteca sem necessariamente precisar de arranjar mais estantes. 

Agora o que eu ia gostar muito era que a Wook deixasse de ser assim tão exclusiva e restrita e permitisse passar os ebooks para os e-readers existentes no mercado. Iam ganhar clientes, sem sombra de dúvida. 

 

✨ Entre sombras e luz, floresço.
20
Dez22

20.12.2022

Propus-me a ler 15 livros em 2022.

Quando atingi o objetivo, creio que em setembro, alterei para 18 livros até ao final do ano.

Semana passada acabei o 20º.

Mais do que a quantidade, estou muito satisfeita com as leituras de 2022. 

Os thrillers continuam no topo das minhas preferências. Descobri uma nova autora que me tem agarrado à leitura compulsiva, Leslie Wolfe. Viciante. Depois de ter acabado de ler a obra de Camila Läckberg, descobrir Leslie Wolfe deixou-me menos "orfã" de bons thrillers. 

Li duas vezes o mesmo livro. Sublinhei-o muito. Fiz um ficheiro com os muitos excertos que assinalei e que tiveram impacto dentro de mim, nas feridas e dores com que lidei este ano. Um livro muito marcante que me deu novas perspetivas e recursos para enfrentar o desafio que a vida me pôs no caminho. (In)Fidelidade, de Esther Perel. Recomendo a leitura deste livro a qualquer pessoa, e de mente aberta, sem julgamentos. Irá certamente ganhar um novo olhar e perspetiva sobre o Amor e os relacionamentos. Uma leitura que contribui para um crescimento e amadurecimento emocional, e por isso vale muito a pena. Independentemente das dores que vai provocar ou das feridas emocionais em que vai mexer. 

Canja de Galinha para a alma foi um dos livros que li no início do ano. Histórias verdadeiramente inspiradoras, que devolvem um pouco a fé na humanidade e dão um quentinho no coração. Uma prenda de natal bem simpática (#ficaadica).

2022 foi o ano em li muito no formato ebook. Adoro livros, o cheiro dos livros, as páginas repletas de letras, sentir o virar de páginas nos dedos. Adoro as minhas estantes repletas de livros, lombadas de várias cores e espessuras. Só que o espaço físico é limitado, não conto viver numa biblioteca qualquer (não que me importasse), e fui dando espaço para os ebooks na minha vida. Ter vários livros ali à mão, à distância de uma App no telemóvel, sempre disponível onde quer que eu esteja. Em férias não ter o drama de acabar um livro e ficar sem nada para ler até ir a qualquer lado arranjar qualquer um que sirva para alimentar o vício da leitura. E os preços também influenciam, já que um ebook sai significativamente mais barato que o livro físico. Investir num Kobo tem estado nos meus pensamentos. Para já, e porque até me adaptei bem, vou lendo pela App quer do Kobo quer da Wook, seja em telemóvel, tablet ou PC. 

2022 foi um bom ano de leituras. 

 

✨ Entre sombras e luz, floresço.

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