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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

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05
Fev19

Leitura de janeiro: Um Homem Chamado Ove

Antes de mais, eu adorei o Ove. Das críticas que li, é quase unânime as pessoas não gostarem desta personagem, o acharem estupidamente irritante e arrogante. 

Não sei porquê, vi desde início neste homem duro, de rotinas rígidas, de perspetivas muito na base do "preto no branco", um ser humano que era preciso ir descobrindo as várias camadas.

Ove não teve uma vida fácil. Ove perdeu muita coisa na vida. E portanto regia-se pelos valores de humildade, trabalho, sacríficio, regras a cumprir que o seu pai lhe transmitiu, valores esses que levou pela vida fora. Ove era um homem do preto-e-branco. E ela era cor. Toda a cor da sua vida.

O homem aparentemente amargo tinha, na verdade e literalmente, um enorme coração. Teimoso nas suas convicções, persistente no cumprimento do que considerava ser regra e não se podia quebrar, a verdade é que não virava as costas a quem precisava de ajuda. Mesmo que rabujasse, que se mostrasse contrariado, mais não era que a sua carapaça, a sua defesa perante uma vida que lhe fora difícil. E aos 59 anos, perde a cor da sua vida (a mulher que tanto amava e continua a amar com uma devoção tremenda), é empurrado para uma reforma antecipada e de um momento para o outro sente-se inútil, vazio, sem saber o que fazer. Decide suicidar-se. E aqui começam uma série de acontecimentos que interrompem Ove nas suas intenções, ou que o fazem adiar porque alguém está a precisar dele, e afinal ele ainda pode fazer algo e ser útil. 

Diverti-me com o Ove, com as histórias da comunidade que o começa a cercar e a entrar sem pedir licença na vida dele. E compreendi a tristeza e amargura que faziam parte do seu ser, à medida que a história da sua vida, desde tenra idade, ia sendo contada.

Eu adorei o Ove. 

 

26
Jan19

Já está disponível!!!!

Já tenho o meu. Com o enorme privilégio de me ter sido enviado pelo próprio autor e com uma dedicatória que me deixou de coração aconchegado. 

Chegou à WOOK. Também chegou à Bertrand

Orgulho enorme de ver este companheiro de escrita nas grandes livrarias do país. 

Orgulho imenso pela sua coragem, persistência e luta.

«Há uma pessoa - e um escritor - de verdade nestas palavras.»
Pedro Chagas Freitas

Acrescento às palavras do nosso mentor (mestre) que há neste ser humano uma verdadeira inspiração de vida. 

 

15
Jan19

A minha avó pede desculpa: última leitura do ano!

Se tivesse de resumir este livro numa só palavra escolheria ternura

A história é contada do ponto de vista da protagonista, uma criança incomum e muito inteligente para a idade, sete anos, quase oito. Tem uma relação muito especial com a avó, adora o mundo de fantasia e vive intensamente as histórias do reino de Miamas que a avó lhe conta com tal entusiasmo e vivacidade como se fosse a mais pura realidade.

É um livro diferente. Mistura histórias de fantasia com a realidade das vidas comuns.

Com o avançar da história, e da aventura em que Elsa se vê envolvida após a morte da sua querida avó, percebemos que as histórias fantasiosas daquela extravagante avó eram, na verdade, ensinamentos que passava à neta, e de como chegar às pessoas que habitavam o prédio (reino) que ela deveria proteger. 

Há ternura neste livro. E há tantas outras emoções com as quais o leitor facilmente se identifica e se revê. 

Foi um bom livro para fechar o ano. Foi uma boa história para ler na época natalícia. 

 

09
Jan19

Não há palavras que consigam descrever este momento...

Carlos Musga.jpg

Estupidamente comovida com a dedicatória. Absurdamente orgulhosa de já ter nas minhas mãos o livro do meu colega e parceiro na aventura da escrita

Ansiosa por ler, sôfrega, cada palavra, cada história, conhecer as tuas personagens. Vai já para a minha mesa de cabeceira, fazer-me companhia. 

Parabéns pela tua coragem de continuares a investir e insistir neste dom que descobriste no nosso primeiro curso online de escrita. Parabéns pelo percurso formativo que fizeste, que tanto te enriqueceu e te tornou maior.

E mais do que o orgulho de ver nascer um grande escritor, é o privilégio de ter conhecido e privado com uma pessoa extraordinária. Hei-de agradecer sempre que os nossos caminhos se tenham cruzado.

És uma - verdadeira - inspiração! Obrigada. 

 

30
Dez18

Leituras em 2018

Livros_2018.jpg

O ano não começou muito bem, em vários aspetos, e a leitura não foi exceção. O primeiro livro do ano foi um osso duro de roer. 

Felizmente que as escolhas seguintes foram bem mais inspiradoras e motivadoras. 

Assim, em 2018 li 14 livros (ok, o último ainda está a leitura em curso, mas muito próximo do fim). Portanto o objetivo realista de um livro por mês foi superado. Yey!!

Continuei, predominantemente, na onda dos thrillers e a grande descoberta este ano para mim foi a saga nórdica Sebastian Bergman. Dos cinco volumes já publicados, três foram literalmente devorados, o quinto foi-me gentilmente oferecido (por engano) e nos planos para primeiras compras de livros em 2019 está o volume que me falta para continuar a leitura da saga. 

Para reverem as minhas opiniões sobre os livros lidos em 2018, basta seguir a tag leituras 2018.

Venha 2019... o que já tenho em lista de espera promete um bom e produtivo ano de leituras. 

 

 

 

 

29
Nov18

Gandhe e os livros

Por ter ficado tão desesperadamente ansiosa por causa da forma como terminou o terceiro volume da Saga Sebastian Bergman, Gandhe foi um fofo, um querido, um amor e foi à WOOK pesquisar e mandou vir um. 

Quando eu vi o livro soltei uma gargalhada, e a rir-me que nem uma perdida disse-lhe:

- Oh que querido, valeu o esforço, mas esse é o 5º volume. Falta-me o .

Confuso, responde-me ele: então mas eu pensava que isso era uma trilogia, fui ver à estante e já lá estavam três. Olha, procurei pela data o último. 

- Pois amor, mas o último é o 5º. Mas muito obrigada pelo esforço, o 5º volume já cá canta. Só que nem vou abrir para não saber se a outra morreu ou não. Tenho de esperar pelo 4º volume. 

Homens... eles até se esforçam. Mas sai (quase) sempre ao lado! 

 

 

 

 

27
Nov18

Terceiro volume despachado... e a desesperar pelo próximo!

Terceiro volume da saga Sebastian Bergman despachado em três tempos (ou semanas, como preferirem). Tendo em conta que houve dias que não li, quando lhe pegava era de ficar colada, agarrada, difícil de largar. À conta disso tive manhãs que me custaram a acordar, levantar e ir trabalhar com a cabeça "fresca" de uma noite bem dormida (entenda-se número de horas suficientes para não ter ar de zombie mal parido). 

Para recapitular os volumes anteriores, deixo os links.

Primeiro volume: Segredos Obscuros

Segundo volume: O Discípulo

Tentando dar um termo de comparação: estão a ver a série Mentes Criminosas, em que uma equipa do FBI, especializada em traçar perfis e analisar comportamentos e intelectos de criminosos para os apanhar, percorre o país a ajudar a resolver casos complexos de serial killers? Pronto, a Riskmord é uma equipa semelhante, com especialistas em diferentes áreas, que se complementam e atuam de forma coordenada na resolução de misteriosos crimes. E depois há Sebastian Bergman que é um psicólogo forense, especialista em mentes criminosas, e vai colaborando com a equipa, não reunindo a simpatia de todos.

O terceiro volume, O Homem Ausente, é um pouco diferente dos seus antecessores. Vemos um maior desenvolvimento da vida pessoal dos protagonistas, mudanças, segredos, revelações. Ficamos a conhecer mais deles, da sua vida privada, familiar.

E depois, há uma misteriosa vala comum, descoberta acidentalmente, com seis esqueletos, quatro adultos, duas crianças, não identificadas. Há demasiadas pontas soltas, demasiadas questões e mistérios e desta vez não será fácil a brilhante equipa avançar muito nas suas investigações. Nós leitores, vamos assistindo a várias histórias paralelas. Uma esposa/mãe que nunca desistiu de procurar o seu desaparecido marido, um jornalista que se interessa pelo caso, um acidente que se descobre não ter sido acidente mas assassinato, e cuja identidade da pessoa é um grande mistério. Andamos todos ali às voltas, com muitas perguntas e quase nenhumas respostas.

Nós, leitores, vamos tentando estabelecer ligação entre as várias histórias que, aparentemente, nada têm em comum nem parece existir qualquer elo de ligação. Procuramos um denominador comum. Algo que seja a ponta do fio que vá começar a deslindar todo o caso. E sim, acontece. Mas... a própria equipa Riskmord sente-se frustrada, no fim, por perceber que, desvendados os mistérios, a verdade não pode vir ao de cima. Houve muito esforço por parte de pessoas extremamente poderosas para silenciar crimes que não deveriam ter sido cometidos, e por causa disso outros crimes aconteceram para acabar com pontas soltas e manter tudo no segredo dos deuses.

A Säpo, aquela agência governamental sueca que aparece muito nos livros de Stieg Larsson, surge neste enredo e, coincidência ou não (não sei que fama terá tal organização governamental secreta), com idênticas referências de conspirações, abusos de poder e ocultação de crimes.

E mais não digo porque não quero estragar a leitura de quem estiver curioso com esta saga. 

Adeptos de policiais e thrillers, simpatizantes de profilers, fãs dos policiais nórdicos, a sério, leiam esta saga porque é mesmo muito boa. 

Agora, e para terminar esta espécie de resenha, o que me deixou piursa foi este volume acabar daquela forma como muitas vezes acabam as temporadas das séries: um momento crucial, daqueles em que ficamos na dúvida se aquela personagem morreu ou não e... continua na próxima temporada. Pronto, foi isto. 

Quarto volume para aquisição em breve, muito em breve. Muuuuuuuaaaaaaahhhhh

 

02
Nov18

Leitura de Outubro

Tive a sorte de uma amiga me emprestar o último livro de Joël Dicker. Sem surpresas, não demorei muito a pegar nele e, tanto quanto foi possível, lê-lo num quase  fôlego.

Depois da última leitura bem que eu precisava de algo que me arrebatasse. Missão (quase) cumprida. 

Joël Dicker é um fabuloso contador de histórias de suspense. A forma como vai distribuindo as peças, deixando as pistas, as subtilezas, os detalhes, é genial. No entanto, e aqui não é contra o autor que falo, mas contra os leitores mais "analíticos", torna-se óbvio o estilo que o autor já manifesta, e para quem o conhece já não se deixa surpreender tanto ou com qualquer coisa. Sabendo como o autor brinca com a nossa perspicácia, das reviravoltas que vai dando ao enredo, o leitor mais analítico e atento fica mais alerta às "falsas" pistas, ao que parece demasiado óbvio.

Nesta história cedo percebi que o acontecimento que dá mote a todo o enredo era, por si só, uma consequência secundária do verdadeiro mistério que, 20 anos depois, estava ainda por resolver. Stephanie Mailer desapareceu por aquilo que começou a descobrir e iria, com toda a certeza, revelar, pondo a descoberto um assassino que ficou invisível por 20 anos. Mais, cedo percebi que a investigação desse crime estava focada numa premissa totalmente errada e, por isso mesmo, a investigação distanciou-se do verdadeiro foco. Aqui também me vale a bagagem que tenho de séries criminais e profilers, que me fez ver que a vitimologia estava errada, ou equivocada. 

Demorei a perceber quem seria o assassino, acho que só desconfiei dele depois de, a um dado momento, já próximo do desenlace final, ter sido traçado o seu perfil psicológico. Mas confesso que mesmo me tendo passado essa personagem pela cabeça, não antevi o motivo para o crime inicial, e que desencadeou todos os outros, pelo que, confirmada a sua identidade, achei forçada e frágil a motivação apresentada. 
Também não me passou pela cabeça o recurso a um estratagema clássico das tramas policiais para o que seria o crime perfeito. Bem jogado!
O livro não desilude. Apesar de já não me deixar surpreender de todo, tive as minhas surpresas e os meus "a séri?". A única coisa que tenho a apontar de menos positivo é que o autor dispersa-se muito nas histórias paralelas, das personagens secundárias. Histórias que pouco ou nada contribuem para a trama principal e só podem estar ali a funcionar como elemento de distração. Como aqueles tagarelas que nos distraem o foco da atenção com conversas sobre coisa nenhuma. Mero ruído. 
Continuo a gostar da escrita e do estilo de Joël Dicker. Deste "jogo" em que tenho não ser apanhada nas artimanhas da sua narrativa, e quando dou por mim, caí que nem uma pata numas e outras, bem, desconfiei que não era nada daquilo e fico toda orgulhosa.  
Venha o próximo para me desafiar novamente. 
 
 
17
Out18

Leitura de setembro

 

A leitura de setembro foi inesquecível. E não por bons motivos. Eu adoro Joanne Harris. Mas este é o segundo livro da autora que me custou horrores a chegar ao fim e que, finalmente terminado, foi assim uma completa perda de tempo e energia. Desilsão. Balde de água fria. A sério que foi a mesma autora de histórias como Chocolate que escreveu isto? Inacreditável. 

Supostamente a autora queria escrever um thriller. Eu não sei que raio ela tinha em mente, mas isto de thriller tem muito pouco (ou mesmo nada), mas em compensação tem muito de confusão e tremenda seca.

Nem me vou pronunciar mais sobre o livro porque esta leitura foi uma verdadeira catástrofe. Sem ponta por onde lhe pegar. 

Mas eu continuo a gostar dos outros livros da autora, sim? E há uns quantos que tenciono ler. Espero é não ter mais nenhuma desagradável leitura como esta. 

 

02
Set18

Leitura das férias

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Não é a primeira vez que escolho Joanne Harris para leitura de férias. Nas férias quer-se algo leve, algo que nos faça sonhar, suspirar, algo que nos transporte para outros lugares, de preferência encantados. 

Vinho Mágico foi a escolha. E que escolha... Quero acreditar que o universo me levou a escolher este livro para estas férias especificamente. Numa altura em que luto contra a ansiedade que o trabalho me provoca, numa altura em que me debato com uma infelicidade no emprego que me angustia e me tira o sossego, eis que leio uma história sobre um escritor em crise, com um bloqueio criativo que lhe tira o sentido da vida, da existência, ao mesmo tempo que se debate com memórias de uma infância peculiar e do seu amigo muito sui generis,Joe, que um dia desapareceu e o deixou com aquela sensação de abandono e vazio. 

Num impulso decide mudar-se de Londres para uma pequena aldeia em França, Lansquenet, a mesma aldeia que serviu de cenário a Chocolate, e onde vamos reencontrar algumas das suas personagens. Um impulso que lhe devolveu o gosto pela vida, lhe trouxe as memórias do passado e a sua reconciliação com Joe, e consigo mesmo. É uma história que apela aos nossos sentidos, como Joanne Harris tão bem sabe fazer. Sentimos os aromas, os odores, quase que sentimos os sabores e, se fecharmos os olhos, não é difícil imaginar, com todos os nossos sentidos, o que nos é relatado com uma certa magia e encantamento.

E terminado este livro na minha última ida à praia (e que bela tarde esteve) só me sinto inspirada para largar tudo, assim num impulso, e ir para um pequeno monte no Alentejo, onde posso respirar sem amarras, sentir-me livre e em paz, onde posso entreter-me num quintalejo enquanto os gatos dormitam pelas sombras. 

Por uns momentos deixo-me levar por esta imagem idílica, nesta doce ilusão de que tudo é possível. Só que não.

Amanhã é dia de regressar ao inferno... e estou a tentar manter-me relaxada e calma. 

 

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