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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

21
Mai19

Game of Thrones

Não vi. Não me interessa (por ora) ver. Conheço os contornos gerais da história por ter várias pessoas à minha volta que são fãs e iam contando cenas (além do que ia encontrando nas redes sociais).

Mas agora que acabou e, segundo parece, o desagrado é geral,  podemos retomar a vidinha normal? Ou vão fazer petições para ressuscitar os dragões? (Ups, isto quase que parece piada futebolística). 

 

12
Abr19

Bipolaridades dos tempos modernos

Recentemente (sei sempre destas coisas quando já têm barbas) falaram-me de uma blogger/instagramer/influencer de Aveiro que tem dado que falar por causa do seu processo de emagrecimento, mudança de vida, uma vida mais saudável, com uma alimentação daquelas que ficam tão bonitas nas fotos do Instagram, mais as fotos dos exercícios físicos, e o discurso positivo do "se eu consegui, vocês também conseguem"; "perdi 20 kg (não sei bem se foi isto) num ano com mudança de hábitos alimentares e um estilo de vida mais ativo e saudável. Nunca me senti tão bem comigo própria". Blá blá blá. 

É mais uma miss fit entre tantas que há no Instagram. Chamou-me a atenção por ser da minha cidade e eu... bem, nunca tinha ouvido falar dela (pronto, eu digo o nome, a moça é mesmo muito conhecida: Vanessa Alfaro). 

Esta semana saiu na capa da revista Cristina uma rapariga de Aveiro que eu conheço (indiretamente). Conheço os pais, já trabalhei com o pai dela, entretanto cruzámo-nos no mundo das danças sociais, e portanto, conheço os pais, a ela conheço de vista e por saber de quem é filha. Não a sigo nas redes sociais, mas sigo os pais (já que os conheço) e foi por aí que vi que há uns meses (o ano passado) ela ganhou um concurso de beleza plus size. Bem, uma coisa é certa: a rapariga é linda e deslumbrante (se vissem a mãe percebiam de onde vem a beleza). O problema, que não é problema, é a Catarina Corujo ser uma rapariga plus size, que durante anos teve vários distúrbios alimentares provenientes da sua não aceitação do corpo que tem, e obviamente muito por culta desta sociedade: "é linda, mas é gorda". Basicamente é isto.

Ora a Catarina está a assumir em Portugal um papel muito semelhante à americana Ashley Graham, uma mulher absolutamente linda, deslumbrante e plus size, que tem sido uma ativa porta-voz e representante nesta questão de derrubar os estereótipos da beleza feminina, de nós mulheres deixarmos de lado os nossos complexos e nos aceitarmos como somos, porque as gordas podem não ser gordas porque passam o tempo sentadas no sofá a comer baldes de pipocas e quilos de frango frito. As gordas não são necessariamente as feias e as magras as bonitas. Ashley Graham tem uma vida de exercício físico bem ativa, e ostenta com muito orgulho o seu corpo curvilíneo, plus size, com celulite, coxas grossas, etc, mesmo treinando e tendo cuidados alimentares.

A capa da revista com a Catarina Corujo está a causar polémica, foi inclusivamente censurada na rede Instragram e já vi notícias de estabelecimentos que se recusam a ter a revista exposta.

Puta de hipocrisia, é o que tenho a dizer. 

As playboys com as loiras cheias de silicone e mamas do tamanho de bolas de basket podem ser vistas e admiradas, a Catarina Corujo é vergonhoso? Ide-vos encher de moscas.

Oh mundo hipócrita este. A sério. 

E agora perguntam, porque comecei a falar primeiro da miss fit Vanessa Alfaro? Porque no fundo também ela é uma hipócrita. Para se sentir bem quis emagrecer, tudo bem, é uma escolha dela. Eu própria ando a tentar perder os kgs que, do nada e sem aparente explicação, se colaram a mim e me fizeram não me reconhecer ao espelho, não caber na minha roupa, não me sentir no corpo que levei tempo a também aceitar. Foram mudanças bruscas, que me apanharam desprevenida e que, aqui confesso, não reagi bem e contribuíram para um quadro geral de mal estar. No entanto, nunca fui a "gaja boa" nem o procurei ser. Eu já pesei 45kg e digo-vos, era horrível! Tinha umas perninhas de palitinho e um cu do tamanho de África. Não ando aí a influenciar meio mundo para seguir o exemplo da perda de peso, a maníaca da alimentação saudável, as receitas xpto sem adições de açúcar e mais não sei o quê, nem passo horas (que nem sequer tenho livres, que isto de ter um full time job e ainda ser dona de casa é fodido, e bem sei eu as acrobacias que tenho de fazer na agenda para ir às aulas de dança e cardio fitness) para viver no ginásio a desfilar roupas desportivas sexys e a fazer pandant com os atacadores das sapatilhas da marca Y ou Z, tudo devidamente registado nas redes sociais, com discursos dignos de life coaching... e tudo isto para se poder aceitar a si própria?! Isto não é aceitar-se a si própria. Isto é exatamente o oposto: o árduo sacrifício para se mudar e moldar à imagem que tem como exemplo de beleza não é aceitar-se a si própria. É mudar-se a si própria para (supostamente) se sentir melhor. Gostaria de saber quantas verdadeiramente o conseguem, porque acho que entram numa espiral de nunca estarem satisfeitas, logo nunca estão bem consigo próprias porque continuam no seu árduo esforço de se mudarem e moldarem à imagem que idealizam.

E depois, é essa mesma miss fit que vai apoiar (nas redes sociais) a modelo plus size porque sim senhora, é uma mulher de coragem, que se assume e gosta de si tal como é. Devias seguir-lhe o exemplo, se calhar. 

Portanto, eu sou efetivamente team Catarina Corujo. É linda. É inteligente. E tem uma coragem do tamanho do universo para se expor, tal como é, a esta sociedade que se diz muito mente aberta, mas não passa de um bando de hipócritas.

A saúde, o estilo de vida saudável, a alimentação equilibrada não é necessária e obrigatoriamente para as pessoas serem magras. Ou musculadas. Ou sem celulite. Ou sem dois dedos de testa para pensarem em mais coisas que não só e apenas o culto do corpo. 

 

11
Mar19

Também vou mandar bitaites sobre o assunto do momento

Não vi nenhuma dos programas, nem o do agricultor que procura com quem casar (a julgar pelos saltos de fazer inveja à Torre Eiffel, quero crer que é equipamento para abrir os buraquinhos na terra para plantar as couves), nem os das mãezinhas que entrevistam as potenciais empregadas dos (inúteis) filhos que criaram. 

E não assisti porque bastou ver os spots publicitários, as imagens de revelavam o que ia ser cada um dos programas, toda a entusiástica publicidade às estreias inéditas, para eu só pensar isto, e tão somente isto:

A minha alma está parva e o meu espírito paralítico. 

Hoje foi o assunto do dia, já li de tudo um pouco nas redes sociais e blogs, e do que li, nenhuma opinião era favorável. Nada tenho de novo a acrescentar ao muito que já foi escrito. Subscrevo a grande maioria das opiniões que li.

Quem concorre a estas merdas é porque quer? Certo... Ninguém os obriga. É o chamado "dar o cuzinho por 5 minutos de (pseudo) fama". 

Questiono-me é quão baixo nível e quão mais profundo vai ser o degredo da programação das televisões nacionais em busca de audiências????

Abençoado AXN, FOX, FOX LIFE, and so on... abençoados livros que há para ler. Ou vá, menos televisão e mais prática do amor, que sinceramente, mais vale ir mandar uma boa queca, do que desperdiçar tempo de vida a ver verdadeira merda televisiva. 

 

28
Nov18

Casados à primeira vista

Só tenho uma pergunta. Só uma. Porque tudo o resto é tão ruim que nem vale a pena questionar o que quer que seja. 

Que raio está ali a fazer a Diana Chaves?

E não pergunto isto por ser a Diana Chaves. Podia ser outra qualquer apresentadora. 

No fundo, a questão é: mas este programa precisa de apresentadora??????

Pronto... já desperdicei três minutos a pensar em coisas parvas. 

22
Nov18

All black!

Black friday. Black week. Black weekend. Black o caracinhas, não há rabinho que aguente já com tanta publicidade e da ruim. 

Apregoam descontos e promoções como se fosse a coisa mais sensacional de todo o sempre, verdadeiras pechinchas, preços da chuva (que curiosamente ainda é gratuita).

E depois recebo resmas de newsletters a anunciar uns imperdíveis 10%, 20%, na puta da loucura 30%... mas em artigos selecionados (não, brincas). E como se não bastassem estas fantásticas e imperdíveis ofertas, portes de envio gratuitos a partir dos 60€.

 

18
Mai18

Esquecem-se que ao apontarem um dedo, quatro estão virados para si!

Criticaram tanto a música (e a cantora) de Israel que venceu o Festival da Eurovisão, que estou para ver se agora enfiam o rabinho entre as pernas e comem com a bela bosta que é a música da Luciana Abreu, supostamente (meus Deus, por favor não!!!) o hino de apoio à seleção nacional para o Mundial. 

Ide ler a review do genial Guilherme Duarte

 

21
Jul17

Thank You, Chester Bennington!

I'm tired of being what you want me to be
Feeling so faithless, lost under the surface
I don't know what you're expecting of me
Put under the pressure of walking in your shoes
Caught in the undertow, just caught in the undertow
Every step that I take is another mistake to you
Caught in the undertow, just caught in the undertow

I've become so numb, I can't feel you there
Become so tired, so much more aware
By becoming this all I want to do
Is be more like me and be less like you

Can't you see that you're smothering me?
Holding too tightly, afraid to lose control
'Cause everything that you thought I would be
Has fallen apart right in front of you
Caught in the undertow, just caught in the undertow
Every step that I take is another mistake to you
Caught in the undertow, just caught in the undertow
And every second I waste is more than I can take!

I've become so numb, I can't feel you there
Become so tired, so much more aware
By becoming this all I want to do
Is be more like me and be less like you

And I know I may end up failing too
But I know you were just like me with someone disappointed in you

I've become so numb, I can't feel you there
Become so tired, so much more aware
By becoming this all I want to do
Is be more like me and be less like you

I've become so numb, I can't feel you there
I'm tired of being what you want me to be
I've become so numb, I can't feel you there
I'm tired of being what you want me to be

 

Linkin Park é a minha banda de eleição. Acompanho-os desde início, 1998/99, com o Hybrid Theory, e não mais os larguei. 

Na adolescência vincamos os nossos gostos musicais. Passei por várias fases, até metal gótico ouvi. Mas poucos ficaram para a posteridade. Linkin Park sim. Sempre que havia um novo álbum, eu ouvia e ouvia. Adorei e tive a música New Divide, da banda sonora Transformers, meses a fio como toque de telemóvel. Numb é daquelas músicas que tanto me embalou na angústia de uma adolescência final, quase adulta. Aquela música que ouço porque significa algo cá dentro, como uma identidade impressa numa melodia.

Chester Bennington é(ra) a poderosíssima voz, a que subia e descia de tom, flutuava as emoções e arrepiava a pele. Ainda arrepia. Arrepiará sempre que a ouvir. E hoje ouço. Com dor. Porque sim, custa saber desta notícia, ainda que não surpreenda. 

Obrigada, Chester, por tudo o que nos deixaste! 

 

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