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Estórias na Caixa de Pandora

Entre a sombra e a luz, as estórias que me habitam

Estórias na Caixa de Pandora

Entre a sombra e a luz, as estórias que me habitam

10
Out25

Férias (parte 2)

O ano passado mudei de emprego no ínicio do 2º semestre. Portanto, se o verão do ano passado foi sem férias, este ano houve dias de férias acumulados para gozar. Duas semanas em agosto, as quais fiquei por casa, e vivendo na praia, foram umas férias bem boas. Duas semanas agora, a apanhar o fim de setembro e o início de outubro.

Hoje é o meu último dia de férias, regressei há dois dias das férias fora de casa. O que também se tornou uma espécie de hábito nos últimos anos, fazer férias nesta altura "fora da época". Mais barato, sim, embora tenha a sensação que já não é tão barato como há uns anitos, até porque a procura tem aumentado nesta altura do ano. Mais calmo, isso sim, mesmo com o aumento da procura, o tipo de turista nesta altura do ano não é mesmo perfil do que faz férias em julho/agosto. Pessoas mais velhas, casais jovens com bebés ou casais sem filhos (insiro-me neste grupo), que procuram umas férias com paz e sossego para descanso. Nada de restaurantes ou esplanadas à pinha, praias a abarrotar e piscinas com confusão e barulho, onde a malta faz corrida para arranjar uma espreguiçadeira.

Adoro estes dias em que o calendário já entrou no Outono, mas o tempo está ótimo, num prolongamento ameno e tranquilo do verão. 

O destino deste ano foi diferente. Costumamos rumar ao Algarve nesta altura. Este ano, por também termos decidido e feito as respetivas reservas mais tarde, o sítio para onde costumamos e gostamos muito de ir no Algarve estava a preços impróprios para esta altura (considerando que já fomos por praticamente metade do valor em regime "Tudo Incluído". Então decidimos abrir horizontes e explorar outros destinos. Sul de Espanha, especificamente Punta Umbria. Uma semana em regime TI (ou AI para ser trendy) no Barceló Punta Umbria Beach Resort.

Sim, ficou mais barato que ir para o Algarve, mais concretamente para o resort Golden Club Cabanas de Tavira, para onde temos ido nos últimos anos. 

Em termos de alojamento, comodidades, serviços, o resort no seu todo, gostei muito mais do Barceló. O regime TI é mesmo TUDO, no Golden Club há muitas limitações nas bebidas no bar, o que faz com que basicamente só tenhamos o café ou bebidas à pressão. Uma caipirinha, paga-se à parte, um gin, paga-se à parte. No Barceló a variedade disponível para consumo no TI é bem maior, o que faz com que não se pague nada extra. 

Considerando que fui cliente destes resorts nesta altura do ano, fora da dita época alta por excelência, é certo que na parte de animação e atividades há menos oferta. E tudo certo. Se eu quero ir para descansar, não será propriamente descanso estar na espreguiçadeira junto à piscina a levar com música aos berros e uma aula de hidroginástica, ou zumba, ou o que seja. Portanto, animação Q.B., quem quiser entretém-se com o bingo à tarde no bar do resort, quem quiser fica na piscina com música ambiente, ou vai até à praia, que foi o nosso programa de eleição, até porque praia espetacular, mar fantástico para uns quantos mergulhos. Havia ainda salas de jogos variados, não faltava com que entreter o tempo. 

Gostei mais dos horários de refeição disponíveis no Barceló. Ficámos no 2º turno, almoçávamos a partir das 14h45 e jantávamos a partir das 21h30. Fantástico. Para nós resultou muito bem, melhor até do que os horários praticados no Golden. 

Serviço de atendimento, limpeza, etc, muito bom. Achei até o atendimento bem mais simpático, uma vez que o Algarve despreza os turistas portugueses para estender a passadeira vermelha aos ingleses e tudo é programado em função destes turistas. 

Portanto, naquilo que é a minha experiência nestes dois resorts, o Barceló Punta Umbria ganhou vários pontos ao Golden Club. 

O menos positivo: a envolvência do resort. Isto é, quem vai para ficar apenas e só no resort, até porque tem lá dentro tudo, Barceló sem dúvida. Quem gosta de sair do resort e vir até cá fora conhecer as redondezas, digamos que Punta Umbria deixou-me muito a desejar. A tarde que viemos passear cá fora deparámo-nos com um sítio fantasma, tudo fechado, não havia sequer espaços comerciais que promovessem atividade e movimento. Um deserto. E é curioso porque eu vivo numa praia e há vida o ano todo, restaurantes, bares, esplanadas, lojas, comércio, atividades culturais (mais no verão, é certo). Em Cabanas a mesma coisa. Ali, parecia o cenário de um daqueles filmes de faroeste, tudo deserto, sem viva alma. Claro que isto ajuda a que não haja gastos extra ao que já se pagou no TI. Se não há uma esplanada para sentar e consumir, não se gasta. Vantagem. Porém, eu gosto de sair do resort, de percorrer os arredores, de sentir a vida social do local. E posso perfeitamente andar em modo passeio sem que gaste mais dinheiro, ainda assim, também faz parte do meu conceito férias conhecer o sítio onde estou para além dos limites do resort, provar os petiscos locais, usufruir do que a localidade tem para oferecer. E em Punta Umbria só vi uma cidade fantasma, tudo deserto, tudo fechado, e na verdade, nas imediações do resort não havia sequer oferta comercial (restaurantes, bares, lojas). Mesmo em frente ao hotel há um centro comercial que mais parecia o cenário de um filme de suspense, um cenário de um crime à espera de acontecer. Lojas fechadas, ao abandono, degradado. 

Resumindo: adorei o resort, a praia, saindo dos limites do hotel, não me cativou minimamente. 

Posto isto, foi muito bom conhecer o Barceló Punta Umbria Beach Resort, experiência 5 estrelas. Dificilmente voltarei porque este tipo de férias para mim, apesar de serem num conceito "dolce fare nienti", não são para ficar exclusivamente fechada durante uma semana dentro de um resort, por muito que ele tenha para oferecer.

 

✨ Entre sombras e luz, floresço.
26
Ago25

Férias

Já foram.

Mais virão. Confesso que me dá alento saber que dentro de um mês estou novamente de férias.

Das férias de agosto, ora começo por partilhar que andei a suspirar pelas férias (para depois elas durarem o tempo de um suspiro) e crente que seria apenas uma semana, melhor que nada. No início de agosto, na plataforma de registos de assiduidade apercebo-me que afinal tinha marcado duas semanas. Não sei o que é ganhar a lotaria, mas o que senti deve ser semelhante.

Foram umas férias em casa (eu moro na praia) e em modo sem planos. E souberam tão bem. Dias de descanso, relax, sem horários, sem listas de tarefas ou compromissos. As manhãs estavam mais frescas, as tardes foram excecionais para estender a toalha na praia. Alguns mergulhos de mar. Não li tanto quanto gostaria, mea culpa que me deixei ficar a vegetar nas redes sociais tempo que teria sido melhor aproveitado a ler. Comprei um livro no mercadinho de verão que decorre durante o mês de agosto na praia onde moro. É um livro para ler com atenção. E calma. Para ir absorvendo e integrando. Estou a adorar.

Jantei fora, fiz churrascos no terraço, fui cliente diária do meu bar de praia preferido. Bebi caipirinhas. E cidras. Também bebi muita água com gás. Comi gelados. E churros. Fui a concertos patrocinados pela Câmara Municipal no âmbito do programa Anima o Verão. Praticamente não andei de carro nessas duas semanas. 

Desfrutei da vila piscatória onde moro. E também senti os constrangimentos que o turismo de massas traz: a confusão generalizada, espaços cheios, estacionamentos à pinha, restaurantes e esplanadas a abarrotar, os serviços num caos, e a boa educação e civismo e irem pelo esgoto. Impressão minha ou as pessoas estão cada vez piores naquilo que seriam os mínimos olímpicos de respeito e consideração ao próximo? 

Enfim... 

As férias foram boas. Tão boas que, por mim, continuava 

E ontem o regresso ao trabalho. O post está tão leve que vou ficar por aqui.

✨ Entre sombras e luz, floresço.
16
Ago22

...

Agosto vai a meio e hoje é aquele difícil dia de regresso à rotina depois das férias. Na vida de adulto duas semanas de férias são quase uma eternidade. Quem tira três semanas seguidas deve ser a "loucura".

As férias foram muito boas. Chego ao fim das férias com esta sensação de leveza e plenitude. Mais. De estar a fazer as pazes com o mês de agosto, que nos últimos anos não tem sido meigo comigo.

Em 2020 agosto começou com morte: o meu pai partiu.

Em 2021 agosto terminou com outra morte: o meu relacionamento acabou de forma extremamente dolorosa.

Os lutos que tive de viver foram de uma dor atroz. E leva tempo para reerguer desse sofrimento e transmutar a dor que se sente. 

Agosto de 2022 traz alguma tranquilidade. Pelas boas memórias criadas nestas férias, pela leveza dos dias vividos e aproveitados. Pelos banhos de mar, pelos petiscos, pelos passeios a descobrir novas paisagens e lugares. Tranquilidade neste viver devagar, aproveitar as pequenas coisas como uma boa noite de sono, sentir o sol na pele, o mergulho nas ondas do mar, o petisco na esplanada, o livro. Aproveitar a companhia, beijar e abraçar, rir, conversar, ser vulnerável e permitir-me pedir ao outro o que preciso. Mesmo quando vem a dor despertada por um qualquer gatilho emocional, respirar fundo e voltar ao presente. Com uma mão que se estende num abraço e me resgata para este presente. Está tudo bem. Eu estou bem. Nós estamos bem. Continuemos. 

Espero chegar ao fim do mês de agosto e olhar para o último ano com a mesma tranquilidade e serenidade. Fechar o mês pacificada. E sempre grata. Até pela dor que me atravessou e me rasgou até às profundezas do meu ser. Foi essa dor que me fez crescer, amadurecer e transformar-me. 

Aos agostos do passado, obrigada. Ao agosto presente, obrigada. 

✨ Entre sombras e luz, floresço.
18
Ago19

Acabou-se o que era doce!

Duas semanas e meia pareciam uma eternidade de férias, assim quase quase como os três meses de férias dos idos tempos de escola, que eram sempre uma seca descomunal (ohhhhhh que burros que somos quando jovens inocentes).

Duas semanas e meia voaram. E no entanto deu para tanto e para tão pouco (ou é aquele gostinho do quero mais).

Kms percorridos, reencontros e abraços, banhos de mar, modo frango de churrasco na toalha, vira para um lado, vira para o outro. Ler, dormir, namorar, passear, petiscar, caminhar, sentir a brisa, o cheiro a maresia entranhado na pele. Sem relógio, sem maquilhagem, sem roupas muito aprumadas, sem mil tralhas na carteira (afinal nem são assim tão essenciais para andarem comigo todos os restantes dias do ano), cabelo em desalinho (mais que o normal). A vida de chinelo no pé ou pé descalço na areia assenta-me tão bem.

Contemplei o mar sem me cansar. Como se ele fosse um espelho da minha alma: um longo e cristalino horizonte de água e luz. Sereno. Encontrei o meu equilíbrio, que tanto me tem faltado este ano. A sensação de paz e sossego depois de uma longa tempestade. 

Dentro de horas toca o despertador. Volta a tirania dos dias, dos horários, das rotinas, das tarefas, das pessoas que me sugam a energia positiva (e a paciência). 

Afastei de mim aquela aura negra. E espero, sincera e verdadeiramente, que ela não volte. Que eu tenha a coragem e sabedoria necessárias para a afastar. Relativizar, não dar importância a pessoas e atitudes mesquinhas, hipócritas. Que eu consiga manter-me a uma distância de segurança dos problemas dos outros, para que não tenha de carregar o mundo deles nos meus ombros. Estarei aqui para quem merece toda a minha dedicação e estima, mas terei de aprender a não absorver tanto os dramas e problemas dos outros. Posso ouvir, comentar, dar opinião, se ma pedirem. Mas não posso mais, de forma alguma, carregar o mundo dos outros como se meu fosse.

Quero lembrar-me da leveza e enorme harmonia que senti quanto contemplei o horizonte do mar, respirei fundo a sua brisa, e deixei-me embalar no som das ondas. Quero lembrar-me da leveza que senti quando, dentro de água, me deixava enlevar no vai e vem da ondulação, sentindo o sol e a água em simultâneo no corpo.

Quero que esta leveza fique dentro de mim.

Preparada para regressar ao trabalho? Ao trabalho sim, que não é o trabalho que me causa stress. São as pessoas, a luta de egos, a forma como se descartam problemas para os outros até que haja alguém que resolva. A responsabilidade que tenho nas funções que desempenho por um ordenado totalmente desadequado. Ficar a saber de quem teve progressões e aumentos salariais e ficar com aquele ar de ingénua, como se fosse o mérito reconhecido, o trabalho, esforço e dedicação. Não. É quem lambe melhor as botas. Quem sabe cair nas graças das pessoas certas e com poderes para...

Respira. Inspira. Sente a brisa do mar. O som ao fundo das ondas. A maresia que trazes entranhada na pele. Faz o que te compete, o melhor que sabes, para que no final do dia venhas de consciência tranquila: o que era da tua responsabilidade ficou feito. 

E é neste mantra que me estou a concentrar para não estar já com um ataque de ansiedade, com um nó no estômago, porque vou regressar e vou voltar a ter de trabalhar com pessoas que afetam negativamente. E é porque eu deixo. Eu sei. É o desafio, agora que me sinto rejuvenescida e com novas energias recarregadas: não permitir que me afetem. Só têm a importância que eu lhes dou. 

E para que o primeiro dia não custe assim tanto, já combinei com uma colega/amiga irmos almoçar. Também ela regressa amanhã das férias. Nem tudo é mau, e regressar implica rever pessoas que me são queridas, de quem tenho saudades e com quem quero partilhar esta boa vibe das férias. É isto que tenho de valorizar. 

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Manter o foco para ser mais positiva e feliz no trabalho (algumas dicas disponíveis ao clicar na imagem).

So, let's go! Yes, I can!!! 

✨ Entre sombras e luz, floresço.
13
Ago19

Ora, então voltei ao Algarve para brincar aos pobrezinhos - II Volume

Corria o ano de 2016 quando regressei, depois de muitos anos, ao Algarve e com ele fiz as pazes. Para quem quiser recordar, aqui está o primeiro volume

Este ano a decisão foi assim quase de última hora. Estávamos em maio (pelo que me lembro) e não havia ideias para férias, exceptuando a visita do ano aos nossos amigos no nosso Alentejo do , Redondo city. Ainda mais este ano era o ano das famosas Ruas Floridas, portanto um motivo acrescido para não faltar. 

Só que, havia cá dentro qualquer coisa que me fazia querer outro sítio. Um sítio onde pudesse estar eu, estarmos nós, depois dos meses intragáveis que temos tido e merecíamos um descanso, um tempo para nós. Lembrei-me de regressar a Cabanas de Tavira, já que temos a possibilidade de alojamento "amigo" da carteira,  e foi um sítio que adorámos. Aquela história do "não se deve voltar aos lugares onde já fomos felizes"? Caguem nisso e voltem. As vezes que quiserem.

Sorte das sortes a semana que pretendíamos ainda estava vaga a casa, portanto agradeci ao universo estar do meu lado para ter as minhas merecidas e retemperadoras férias. 

Uns dias antes das férias, um susto. Aliás, dois grandes sustos que nos fizeram ponderar não ir, cancelar tudo e ficar em casa. A sogra no espaço de 48h teve duas crises cardíacas. Literalmente o batimento estava ao rubro, no primeiro dia a 180, no segundo a 190. Ela é doente cardíaca. Reformou-se inclusivamente por causa disso. Toma diarimanente medicação e tem desde que lhe foi diagnosticado o problema recomendações para: não se cansar, não se cansar, não se enervar, não se enervar, NÃO SE ENERVAR.

Ora, nervos é o nome do meio da sô dona sogra, e sinceramente não sei bem em que coisas anda a cismar que tanto a afligem. Confessou que não dormia bem há algumas semanas, que se sentia ofegante constantemente, que só de subir a escada ficava com os bofes de fora. 

Foram muitas horas nas urgências, exames, desfibrilador para regular o batimento (e eu a achar que isto só era usado quando o coração estava a parar), no primeiro dia veio para casa com as recomendações do costume. 48h depois veio para casa com Xanax. Ou acalmas ou acalmas.

Passámos o resto da semana neste vai não vai de férias, que isto de estar a muitos kms de distância e acontecer mais um episódio destes é coisa para não nos deixar ir sossegados e ter de vir embora num ápice. Ela, à força do Xanax, lá acalmou. E depois de falar com a irmã do Gandhe, ela estaria de férias e viria para cá ficar uns dias com a mãe (meramente prevenção) e assim podíamos ir descansados. Acabou por não acontecer, não sei se foi a sô dona sogra que não quis que a filha viesse "tomar conta dela", ou se foi a filha que desistiu da ideia. Acabou por correr tudo bem, nós íamos ligando praticamente todos os dias e ela estava bem e andava entretida com (mais) dois gatinhos bebés que tem, até nos pediu ajuda para batizar um deles, levou-os ao veterinário, e tem sido uma companhia e uma diversão para ela, já que os dois pequenos só fazem tropolias.

Eu só entrei de férias dia 1, Gandhe dia 2. Pelo que rumámos ao Alentejo no fim-de-semana antes de descer para Cabanas. Uma visita rápida, mas que encheu o coração com aquele abraço forte, pôr a maior parte da conversa em dia e poder descontrair com amigos.

Enfim, descemos mais para sul e rumámos ao nosso destino já conhecido: Cabanas de Tavira.

Ah e tal a Pipoca também lá esteve. Pois, só vi fotos no Instagram e gráçadeus não devia lá estar quando eu estive, porque aquilo é um meio pequeno e não me cruzei com a vedeta. A menos que só lá tenha ido para a sessão fotográfica e aqueles textos (já repararam que sempre que fala de um sítio ou de um produto/marca, é desde pequenina?) altamente idílicos e saudosistas. Se a memória não me atraiçoa, há uns anos li um texto em que descrevia as suas memórias de menina e adolescente que ia dois meses para Manta Rota, onde os pais têm casa, e era uma seca, mas agora, na vida adulta adora lá voltar e mimimimi. Ok, Manta Rota é lá "ao lado".  Mas este ano a ladaínha foi sobre as memórias de Cabanas de Tavira e Cacela Velha e mimimimi. 

Não vou descrever a experiência de Cabanas porque foi em tudo semelhante a 2016 (link em cima). Continua igual a si própria, e eu senti-me em casa. Este ano o pretendido era descansar e reduzir os dias ao mínimo indispensável, pelo que não houve grandes passeios ou explorações por novos sítios. Houve uma tarde que se levantou muito vento na praia de Cabanas e viemos embora mais cedo, fomos dar uma volta e acabámos em Monte Gordo, numa esplanada na praia. Não gostei. Muito grande, muita gente, demasiado turístico. Outra vez fomos à noite até Vila Real de Santo António (sim, fomos abastecer o carro a Espanha para a viagem de regresso, e isto foi a meio da semana, a corrida aos combustíveis, com jerricãs e tudo, já era tal que o senhor do posto de combustível, se calhar a estranhar só termos posto 40€, também ainda tínhamos combustível, não seria o suficiente para a viagem de regresso, perguntou se a greve em Portugal já tinha começado. Mas não. Eram só os atrasados mentais do costume).

Vila Real de Santo António pareceu-me uma cidade muito bonita para se visitar, e ainda não foi desta que fui a Castro Marim e ao seu magnífico castelo (fica para visitas futuras).

Como estava a dizer, reduzimos os nossos dias ao mínimo: comer, dormir, descansar, namorar, caminhar na praia, dormir a sesta ao sol feita lagartixa, mergulhos naquele mar verde absolutamente deslumbrante. Chegar a casa ao fim da tarde e desfrutar de umas minis e de uma empalhada (cá no norte é uma mix de amendoins, tremoços e pode também levar azeitonas), depois fazer uns grelhadinhos com salada, lambrusco fresquinho, comer ao ar livre todos os dias, num bairro que, apesar de ter alguns moradores permanentes, é essencialmente de turistas e é tão, mas tão sossegado que até os "vizinhos" do lado só víamos de passagem, porque em casa passávamos a vida no terraço e víamo-los a passar (chegar ou sair). À noite descer a avenida até cá abaixo, procurar, sem dificuldade, um lugarzinho numa esplanada, desfrutar da Ria Formosa, do café e caipirinhas (descobrimos um sítio com caipirinhas a 4,50€). Ficar a ver os turistas a passar, famílias com crianças, muitas pessoas com animais (o que achei o máximo, porque há esperança que a mentalidade esteja a mudar e as pessoas já se preocupam em levar os seus animais com elas de férias). Era à noite que encontrávamos mais pessoas, mas mesmo assim, nada que nos fizesse sentir no meio de uma multidão. Arranjávamos lugar numa esplanada facilmente, passeávamos calmamente sem encontrões nem nada parecido. 

Muitos portugueses, ingleses e franceses. Foram as nacionalidades que mais encontrei.

Felizmente este ano já havia na praia de Cabanas (que é uma ilha) bolas de berlim com creme. Foi a novidade deste ano. 

O resto seria repetir o que já escrevi em 2016. Deixo algumas fotos. Não tirei assim muitas, preferi dedicar-me muito mais a viver e sentir o ambiente, respirar aquele ar, sentir a areia nos pés, a brisa no rosto, envolver-me na água do mar e deixar fluir. Encontrei a minha paz interior, encontrei o meu equilíbrio. Desliguei como eu tanto precisava e carreguei a alma com boas energias, com muita luz e sabor a sal na pele. Chinelo no pé e roupa leve. Dias simples, descomplicados, sem horários (nem relógio levei, ok, tinha o do telemóvel, mas era raro pegar nele para ver as horas). E senti-me tão leve, livre, feliz.

 

 

✨ Entre sombras e luz, floresço.
13
Ago19

O (penoso) regresso

Hoje (dada a hora adiantada, o mais correto será dizer ontem) foi dia de regresso a casa. 

Dizem que é tão bom viajar/ir para fora, como regressar a casa.

Já senti isso. Não desta vez. 

Não fossem os meus gatos e as saudades (bem como a falta que senti deles), mesmo sabendo que estavam muito bem entregues e a serem tratados com muito carinho e dedicação,  e este regresso seria verdadeiramente amargo. 

Ainda tenho mais uns dias de férias. Para descansar. E ir às praias locais (se o tempo permitir, que isto a norte é sempre aquela dupla vento e frio). 

Mas já estou de regresso à vidinha de merda que tenho levado. Ainda falta praticamente uma semana e já estou a angustiar-me com o regresso ao trabalho,  às pessoas que tenho de aturar. Acabei de encontrar paz de espírito, equilíbrio interior, carregar energia de luz e sentir-me renovada e leve... e só o regresso a casa deixa-me novamente com esta sensação de peso nos ombros,  coração apertado, um sufoco no peito.

Sobre as férias e o meu regresso onde já fui feliz, e voltei a sê-lo, e quero voltar sempre que puder, dedicarei um post exclusivo (com fotos). Só com boas energias e sentires. Com liberdade e felicidade. Nas coisas mais simples, que são as que, cada vez mais,  aprecio e me fazem verdadeiramente feliz.

 

✨ Entre sombras e luz, floresço.
08
Ago19

Coisas que me fazem cócegas ao cérebro (durante uns segundos) enquanto estou feita foca estendida na areia: take 2

Eu bem sei que os lisboetas vivem como sardinhas em lata. 

Mas foda-se, num areal imenso, onde não falta espaço pra montar barraca, é preciso porem-se tão próximo dos outros,  mas tão próximo que lhes ouvimos as conversas,  os comentários parvos, e as gargalhadas estupidamente irritantes?! 

Quem passa deve achar que até somos do mesmo grupo.  SÓ QUE NÃO!!!!

Que pariu! 

✨ Entre sombras e luz, floresço.
06
Ago19

Coisas que me fazem cócegas ao cérebro (durante uns segundos) enquanto estou feita foca estendida na areia

As redes sociais estão assim pejadas, aquilo é às resmas, paletes,  potes da Prozis de gajas fit coiso.

Venho à praia com vontade de me enfiar numa burka, à espera de as encontrar no areal... e nada. Nem uma.

Pergunto-me, intrigada, onde estarão os belos e esculpidos corpos?

E eis que se faz luz. No ginásio, onde mais?! 

 

✨ Entre sombras e luz, floresço.
31
Jul19

Deve ser um método da Marie Kondo que desconheço

Sabem as influencers que nos ensinam, dada a sua vasta experiência em viagens, a levar o indispensável numa mala? Sabem?

Então como é que depois há fotos com 47 biquínis diferentes, 28 fatos de banho, 76 outfits todos diferentes, e quase outros tantos pares de chanatos, e tudo isto para uma "escapadinha de 3 ou 4 dias"?

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Dúvidas de quem ainda quer acreditar com muita força que dentro de dias vai de férias e tem uma mala de viagem para fazer para 10 dias. 

✨ Entre sombras e luz, floresço.

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