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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

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28
Ago18

Sem filtros!

Por cá continua-se em modo férias. Já com aquele sentimento de entrar numa triste contagem decrescente. Adiante. O relógio não pára. Carpe diem!

A férias estão a saber bem, obrigada. 

Não havia nada muito planeado, e decidimos, quase em cima da hora, ir uns dias até ao Alentejo rever amigos e passar o aniversário de uma amiga que me é muito querida. Foi uma visita de médico, quase, deu para matar um pouco as saudades, para aquele abraço, para pôr a conversa em dia, para (re)visitar alguns locais onde não me canso de voltar. E é sempre com a certeza que é para lá que vou passar a minha reforma que regresso a casa. 

Depois queria fazer praia. O ano passado tive duas míseras tardes de praia, brindada a vento e a comer com areia. Portanto este ano queria tirar a barriga de misérias. Só que, hello, estou no norte. Calor apanhei no Alentejo (nem imaginam como me incharam os pés e os tornozelos, a Fiona do Shrek ao pé de mim tem pés de bailarina). Dois dias de praia com calor, a seguir ficou encoberto, e depois frio, e a seguir chuva. Ainda bem que me deixei estar quieta e não andei a comprar biquínis no resquício dos saldos. 

Portanto a praia resume-se a duas tardes de muito bom tempo, uma tarde de tempo encoberto, fechado, mas abafado. Meia tarde de tempo encoberto e frio, que nos fez saltar do areal para um bar de praia muito simpático a comer tostas mistas e brushetas. Na sexta esteve tempo incerto, o sol lá deu o ar de sua graça, tímido, mas começou a levantar-se aquele ventinho frio e foi o suficiente para arrumar a toalha e vir embora. Entretanto esta semana começou com chuva e vamos lá a ver como continua.

Marca de biquíni? Bronze? Ah ah ah!! É certo que também uso protetor solar 50. Andar de pele castanha é muito anos 90 e mais, é pouco saudável e provoca o envelhecimento precoce da pele. De maneiras que não estou branca papel porque também não o sou. Mas estou longe de ter aquele ar de quem passou uma quinzena em modo frango de churrasco no areal.

Tenho descansado e desliguei a cabeça do stress do trabalho. Confesso, este domingo estava esparramada no sofá e deu-me assim um aperto no peito a pensar que precisamente daí a uma semana estarei na iminência de regressar ao trabalho. Ó o entusiasmo (not).

Não obstante toda esta vontade de tirar a barriga de misérias de praia, a verdade é que dei comigo a ter um fanico quando encarei os biquínis. Servem-me. Mas foda-se, engordei, estou com um peso que nunca tive, com um filho da mãe de um pneu na barriga que me incomoda deveras. E se andasse com a auto-estima de boa saúde, estava-me a cagar para isso. Mas não ando. Nunca fui a gaja boa, a giraça do grupo de amigas, a última bolacha do pacote. Aprendi (e vivam os 30's) a aceitar a anca larga, a celulite, e toda uma panóplia de defeitos que o mulherio arranja. Mas nestes últimos meses não sei o que se passou. Pouco valem os cuidados alimentares (e são muitos, garanto-vos), o exercício físico (não sendo nenhuma miss fit ou maníaca do ginásio, também não sou a lontra de sofá). Ganhei peso e o filho de uma grandessíssima meretriz de um pneu que me anda a dar cabo dos nervos. Olho-me ao espelho e não gosto do que vejo. Tem sido um problema para me vestir, até porque muita roupa está apertada, procuro tudo o que é largo e o efeito é parecer um pequeno cachalote. Com a auto-estima na merda, como tenho andado, esta é uma daquelas "futilidades" que dão conta da cabeça de uma gaja, e já me valeu um pequeno ataque de ansiedade recentemente, quando tive de me vestir para ir a um sunset latino (convém dizer que abanquei num canto da esplanada e nem uma única música fui dançar, eu que adoro dançar). 

Então, estava eu com este dilema existencial do quero ir à praia, mas estou gorda... quando recebo uma notícia de uma amiga muito querida. Foi diagnosticado à irmã (que é apenas um ano mais velha que eu) falência de medula. Basicamente ela precisa de um transplante de medula para sobreviver. Arrepiei-me, senti o coração apertado, o peito sufocado e gritei a mim mesma: "que se fodam os kgs a mais, o pneu, tenho saúde caralho, e há quem não a tenha e esteja à espera de um milagre para sobreviver e poder ver os filhos crescer". E é assim que a vida mostra o que é verdadeiramente importante e o que é completamente dispensável. 

Esperei que a minha amiga fizesse o seu apelo nas redes sociais para o partilhar. Fi-lo hoje. E eis que, sem surpresa, vejo que horas depois nem um único like ou uma partilha. Tão pouco fizeram comentários. Se eu tivesse publicado uma foto com os presuntos na areia e uma bola de berlim meia mastigada, aposto que já teria não sei quantos likes e comentários. 

Pó caralhinho a humanidade (???) das pessoas! E se fosse um apelo meu? E se fosse eu que suplicasse por ajuda? Tantos "amigos" nas redes sociais... ya, right. 

E estão a ser assim as minhas férias. Descrição sem filtros.

Querem relatos bonitos, cor de rosa flamingo e cheios de unicórnios, ide ao Instagram. Lá não faltam verdadeiros contos de fadas, povoados por unicórnios e flamingos (e outras bóias estranhas, que depois devem contribuir para o aumento de plástico nos oceanos). Eu até fico a pensar que há gente que na verdade ainda anda a estudar e não a trabalhar. É que estão de férias há mais de dois meses, a julgar pelas fotos das viagens e a peregrinação às praias e piscinas deste Portugal. 

A mim resta-me esperar que os próximos dias estejam melhorzinhos para levar os presuntos à praia e desfilar o pneu. Se bem que deitada, tenho um ventre liso, tão liso que até pareço uma miss fit, daquelas que às 6h da manhã estão no ginásio até às 9h, e às 18h, quando saem do trabalho, voltam para lá. Ah e comem atum com arroz e frango com alface. 

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14
Mai18

Os 37

Nos 37 fiz uma escapadinha com o Gandhe. 

Fizémo-nos à estrada, almoçámos na Tasca do Joel, em Peniche, chegámos a Sintra e deu tempo para calcorrear o centro da vila e ir até à Piriquita lanchar um travesseiro e uma queijada. 

O jantar de aniversário foi a dois, a meu pedido: Jamie's Italian. Absolutamente soberbo, desde o atendimento ao manjar dos deuses que saboreamos com divino prazer. Percorrer um troço de Lisboa a pé, descer ao Chiado, admirar o Castelo de São Jorge tingido a vermelho, tomar café na Brasileira.

Na manhã do dia seguinte deixar o carro nos arredores, voltar a andar de metro quase 20 anos depois, descer ao Cais do Sodré, percorrer a calçada junto ao Tejo contornando os turistas que por ali se estiravam ao sol. Almoçar uma bela sardinha assada, acompanhada de um fino, na esplanada d'O Portas. Seguir para o Estádio da Luz e acompanhar o homem a usufruir da prenda que lhe ofereci pelo natal: visita ao Estádio da Luz e ao Museu Cosme Damião. Eu, Sportinguista desde que nasci, ali enfiada uma tarde inteira a levar com a história e os feitos do SLB. O que o amor não faz...

Terminar o dia a jantar uns belos petiscos no Beija-me Burro, com abraços e muita conversa à mistura.

Chegar ao hotel exausta, pernas doridas, corpo cansado, mas a alma a transbordar de vitalidade.

Acordar cheia de energia, tomar o pequeno almoço, checkout e rumo à Quinta dos Loridos, Budha Eden Garden. Desejo de há algum tempo cumprido. Não desiludiu, mas também não me deixou totalmente encantada. Falta ali alguma coesão, organização, sequência... não sei bem explicar. Parece apenas um bonito e grande jardim com muitos recantos e alguns encantos, excelentes spots para fotos e só. 

Paragem em Leiria para almoçar e regresso a casa nas calmas... Home, sweet home, abraçar gatos e abrir a mala junto da máquina de lavar para uma transição direta da roupa. 

A vida regressou aos poucos à rotina conhecida. Compras, organizar refeições, fazer sopa, adiantar comidas, tratar da roupa, sofá, série, livro.

Insónia no domingo à noite.

Segunda de regresso ao trabalho. Até foi um dia produtivo. Podia ter sido um regresso à realidade mais feroz. 

Os 37 assim chegaram. Com um novo embalo e energias renovadas. Com uma maturidade de quem já aprendeu que a vida não se programa, não se planeia, vive-se dia a dia, aproveitando o que vem, agradecendo o que se tem, confiando em quem se é, ganhando, a cada passo, sabedoria para ser capaz de enfrentar os desafios de cada dia. 

 

22
Mar18

Ca pontaria

Férias marcadas. Estão para aprovação.

Para já os planos mais imediatos são para maio.

Como faço anos a meio da semana, tirei os restantes dias e a ideia é rumar à capital, até porque ofereci ao Gandhe um voucher da Odisseias no natal que inclui visita ao Estádio da Luz, ao museu do SLB e ainda um cachecol. Claro que eu quero é despachar o homem para o estádio enquanto vou calcorrear aquela basílica de seu nome Colombo.

É o chamado matar dois coelhos de uma cajadada: ele usufrui da sua prenda de natal, eu vou festejar os anos longe de casa. Aproveito para abraçar uma amiga especial e dar uma de blogger féxion que vai passear-se pelas ruas da capital. 

Tudo muito lindo até àquele momento em que reparo que tinha mesmo de decidir ir a Lisboa na altura do Festival da Eurovisão!

Ca puta da pontaria!! 

Ou altero planos (e férias), ou vou mas é começar já a ver se arranjo alojamento sem preço ultra inflacionado. 

 

25
Out17

Férias report

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Fiz marmelada pela primeira vez. Ficou bem boa!

 

Caminhada pelos passadiços na Barrinha de Esmoriz (ou Lagoa de Paramos). O gatinho fofinho que aparece na última foto deixou a sua marca dentária na minha mão. Mea culpa, que o gatinho deixou fazer festinhas, deitou-se de papo para o ar e eu, feita estúpida, a saber que a maioria dos gatos não gosta que lhe mexam na barriga, o que fui fazer?! Pois... Quatro dentes cravados na mão, um dos quais deixou um furo algo profundo, que me tem dado cuidados. Adiante, são cerca de 8 km na natureza que valem a pena.

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No dia mundial da massa fiz um belo de um macarrão com salsichas. Soube tão bem!! 

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Iniciam-se leituras numa esplanada com vista para o mar, acompanhada de um sumo natural de manga. 

 

So far, so good! 

 

 

21
Out17

E planos?

Bem, para já está devidamente registado na agenda:

  • a consulta de oftalmologista (checkup anual e nova receita para lentes de contacto), a consulta com a nutricionista;
  • um almoço com a minha amiga do peito, que já foi mamã e eu estou em ânsias para ir conhecer a minha "sobrinha";
  • um jantar para reunir um grupinho de amigos, que não se vê há meses, seguido de uma ida a uma noite latina tirar o pó aos sapatos e dançar umas salsas.

Se o tempo permitir:

No restante tempo, descansar, dormir, ler, namorar, cozinhar, tudo com muito prazer e descontração... enfim, estar offline do resto do mundo.

Será que uma semana chega para tanto?

 

21
Out17

Início de férias

Ora pois que finalmente chegou a ansiada semaninha de férias em outubro. 

E para começar em beleza, literalmente, fui experimentar um cabeleireiro novo, não andasse eu mortinha depois de tão maravilhosas opiniões.

Pois que o moço é do mais profissional que já vi. Ele faz diagnóstico capilar, desfia ali um rosário de dicas e conselhos para tratamento do cabelo, ajudou a escolher a cor, explicou o que ia fazer, tendo em conta que tenho brancos teria de usar um tom neutro (cor base) ao qual adicionaria o tom que eu pretendo (vermelho), e depois uma técnica de coloração que até à data nunca experimentei em lado nenhum. Passo para a lavagem, e é tratamento xpto, até a puta da cadeira para lavar o cabelo tem massagem e estão ali a passar-nos a mão no pelo da cabeça enquanto a cadeira massaja as costas. 

Ah que regalo!!!

Passemos ao corte, deu sugestões, com o meu avalo passou à acção, espetáculo, aquilo sim é um hairstylist.

Secagem ao natural (lá com uma maquineta que nunca tinha visto), um pouco de difusor no fim para acentuar os caracóis. "Vai levar algum dos produtos?", ah pois claro, o shampoo de coloração da Kerástase, que verdade seja dita já andava à procura dele mesmo. Todo fofucho ainda me ofereceu umas amostras de máscara e um mini shampoo de 80 ml. 

Estava eu a sentir-me qual diva de Hollywood. E tal e qual diva de Hollywood, fatura de 75€.

Ao menos a massagem enquanto lavava o cabelo foi de borla.

Ora a ver: a maioria das cabeleireiras onde tenho ido por norma fazem tipo pacotes: corte + brushing, cor + corte + brushing, e por aí. Ali não. Cada item tem o seu preço. Coloração X, lavagem com produtos xpto Y, secagem não sei das quantas Z, corte W. Tudo somadinho, e tendo em conta que ainda juntei um shampoo de marca topo, ora toma lá Pandora, uma fatura de cabeleireiro como nunca tiveste. 

Se valeu cada cêntimo? Ah valeu. Se tenciono voltar? Provavelmente. Principalmente por causa da coloração. A cabeleireira que me tem tratado do cabelo nos últimos meses é espetacular, sempre gostei dos cortes que me fez, mas já a coloração deixa a desejar. Desbota imenso, seca-me muito o cabelo (e se ele já é seco por natureza, fica a parecer um fardo de palha), ao fim de 15 dias ainda me sai tinta do cabelo. E tive pessoas a dizerem-me que o cabelo rosa me ficava bem. WHAT????? Eu pintei de vermelho pá!! Pois, desbotou em menos de nada. 

De maneiras que, depois desta minha experiência, só me ocorre citar a alminha inteligente que disse: "não há mulher feia... há mulher pobre!"

 

11
Ago17

Na reta final

Custam tanto a chegar e vão-se num instante. O que vale é que começo na labuta segunda, e terça é feriado. 

Não posso dizer que foram umas férias fantásticas. Não foram. Desliguei totalmente do trabalho, mas para isso também muito contribuiu a fase complicada que vivi em termos pessoais e afetivos nestas últimas semanas, esgotando toda a réstia de energia que ainda tinha. O saco vai enchendo e um dia rebenta. Rebentou em pleno início de férias, instalou-se um estado de espírito depressivo que arruinou qualquer tipo de planos, que a bem dizer, também não os havia muito.

A ajudar à festa, apanhei dias de frio e vento quando era suposto ir estender as banhas no areal e relaxar ao som das ondas, com o mar como horizonte.

Portanto não há relatos de dias de praia ou piscina, nem de viagens inesquecíveis ou leituras contagiantes. Foram dias difíceis e não vou pintar o cenário de rosa flamingo e unicórnios. As férias foram uma merda, no geral. Em particular salvaram-se alguns momentos e (re)encontros com amigos que me fazem sempre bem, regressar a locais que me são tão especiais, ainda que o estado de espírito não fosse o melhor para aproveitar esses pequenos prazeres.

O resumo mais positivo das férias é feito numa palavra: comer. Estou uma pequena bolinha, mas que se lixe. 

Agora que as coisas acalmaram um pouco e parecem seguir um (re)começo, era mais uma semaninha de férias para desfrutar da paz finalmente (espero eu) alcançada. Não podendo ser, que venha o trabalho, as rotinas, e acima de tudo que eu tenha a calma e a sabedoria necessárias para esta nova fase, este (re)começo.

Há alturas que dava tanto jeito fazer um reset à vida. Apagar, esquecer, deixar para trás definitivamente aquilo que desequilibra, desgasta, pressiona, derruba. Faz-se o melhor que se pode, o melhor que se consegue, tem-se fé nas decisões tomadas, desejando que tenham sido as melhores. O tempo o dirá.

Adeus férias, estas não deixam saudades. 

 

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