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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

10
Jan20

O regresso à rotina

Só esta semana é que senti o verdadeiro regresso à rotina, depois de uma pequena pausa e das festividades.

Ainda que tenha regressado ao trabalho no dia 02, a verdade é que a semana de trabalho foi mini, chegar num dia e no dia seguinte já ia de fim de semana. Assim nem custou tanto.

Esta semana, não só por ser já a semana inteira, mas também porque foi a semana de regresso às aulas de dança e dance fitness, é que senti o verdadeiro regresso à rotina, aos horários, ao ram ram do dia a dia.

Ainda assim, há mudanças que já provaram ser positivas e portanto, serão para manter. Estou a entrar mais cedo no trabalho. Como tenho horário flexível, a hora de entrada é entre as 08h e as 10h, a de saída entre as 17h e as 18h. Ora, a lógica é se entrar mais cedo, mais cedo posso sair. Em tempos andava a entrar mais cedo, mas ainda era uma fase que eu permitia que me fizessem ficar no trabalho até tarde e más horas, pelo que andar a entrar às 08h e pouco para sair às 20h deixou de ser praticável. 

Primeiro mudei essa de sair tarde. Não digo que não aconteça, mas é ocasionalmente e só se o trabalho assim o justificar. Por exemplo, na véspera de ir de férias saí perto das 20h. Tinha uma série de processos em mãos que queria deixar fechados em sistema, devidamente arquivados, para que os colegas do atendimento pudessem consultar caso fosse necessário. Justificado e foi uma opção minha. Não foi porque o Sr. Eng.º tal achou que boa hora para trabalhar é depois das 18h, como tantas vezes me chamou a essa hora e eu, burra, ia. 

Demorou eu entender que os limites sou eu que os coloco. Portanto, e sem qualquer tipo de falta de respeito, comecei a mostrar que se entro a uma determinada hora, não tenho de estar, só porque sim, só porque se lembram de mim ao fim do dia para trabalhar e analisar processos. Eu abri os precedentes. Estava nas minhas mãos alterá-los. 

Agora chegou a vez de conseguir acordar mais cedo, chegar mais cedo ao trabalho, e mesmo que na maioria das vezes, em vez de sair até às 17h30, saia às 18h, se não passar disso eu já me dou por muito satisfeita, porque não tenho de andar com o credo na boca e os bofes de fora numa correria para ir onde tenho de ir, sem falhar ou chegar atrasada aos compromissos que assumi. E isto traz-me mais calma, muito menos stress, menos ansiedade e por aí fora, que isto está tudo interligado. 

Mas para acordar mais cedo vem a necessidade de me deitar mais cedo, e esse é o grande desafio. Sou uma pessoa noctívaga, facilmente estou até às 2h da manhã acordada e bem desperta. 

Portanto, novas rotinas, deitar-me no máximo às 23h, ler um bocadinho (nada de telemóvel e redes sociais), e antes da meia noite já estou de luz apagada a dormir, ou quase.

Pequenas mudanças a manter, até porque em poucos dias já vejo os benefícios que me traz, logo, se me faz bem, é para continuar.

E se o novo ano trouxe esta vontade de ir fazendo pequenas mudanças, que trazem grandes benefícios, há coisas que ainda vêm do ano anterior. Como uma mal fadada gripe que apanhei no início de dezembro, já fui duas vezes a médicos, já tomei medicações diferentes, incluindo antibiótico dos potentes, e apesar de ter melhorado substancialmente, a tosse persiste e ando fartinha. 

Além da gripe, ando a recuperar de uma queda que dei e na qual magoei nada mais nada menos que o cóccix. Foi uma queda digna de ver a dignidade de uma pessoa ir pela escada abaixo. O pé escorregou numa escada, revestida a calçada portuguesa, que estava húmida e literalmente desci uns dois degraus de rabo. Vejo agora a vantagem que é ter este bundão, porque me amorteceu muito a queda. Ainda assim o impacto de cair sentada teve repercussões no cóccix, e tenho andado em cuidados. As dores vão diminuindo, mas com o regresso ao exercício físico percebi que ainda vai levar algum tempo até, espero, poder fazer tudo sem sentir dor. Work in progress, muita calma e paciência que isto vai ao sítio.

O que também já aconteceu neste novo ano, ainda tão fresquinho, foi uma discussão com Gandhe, algo que definitivamente marcou pela negativa o ano 2019 e, espero, que não volte a ser uma constante neste ano, até porque a paciência atingiu os limites e se não conseguirmos dar a volta às diferenças, o melhor é ponderar se a relação (que este ano completa os 16 anos) tem ainda motivos para continuar. 

Eu disse que queria que 2020 fosse um ano de cura. E na busca dessa cura, eu vou até onde tiver de ir, e se tiver de deixar algumas coisas ou pessoas pelo caminho, paciência. 

 

09
Dez19

A 9 de dezembro...

A lista de pessoas a mimar este Natal com um presente foi pensada ao longo do ano, está "fechada" desde outubro.

Prendas escolhidas, umas compradas em loja, outras encomendadas online, outras personalizadas (porque optei uma vez mais por artigos handmade, que têm todo um outro valor afetivo). Já tenho praticamente tudo em casa (quase) pronto a distribuir.

Um jantar de natal já foi, com sorteio de amigo secreto. Próximo fim de semana mais dois jantares: o da turma de Dance Fitness (com amigo secreto, mas sei a quem vou dar prenda), e o convívio dançante com jantar da escola de dança. Segue-se o da empresa. Por fim virá o da família, que ainda não sei se será na sogra (caso venha a filha e a neta) ou se será os dois em casa (o que não seria a primeira vez e ainda aqui estamos). Ainda está em agendamento outros dois jantares com amigos "família".

Já a passagem de ano está a ser preparada. Um grupo de pessoas que se juntam, amigos que foram trazendo amigos e fomo-nos conhecendo e convivendo em diversas ocasiões. Amigos que podem trazer outros amigos. Objetivo: arranjar um sítio razoável para jantar e siga para junto do povo, fazer a festa na rua, ver o fogo de artifício na Ria de Aveiro, e depois o estado de espírito logo dirá como prosseguir a noite. À partida está escolhido o restaurante. japonês. Sem ementas e menus xpto de Réveillon, daqueles que quase é preciso deixar lá um rim para pagar o jantar.

O ano está na reta final e eu sei que não é por mudar o número do calendário que a vida muda e melhora num passe de mágica. O ano está na reta final e o único balanço que faço é : finalmente, foda-se!

Venha lá 2020 que já estou em modo estágio para comprovar que as pancadas da vida e as respetivas lições do ano 2019 serviram para enfrentar com maior maturidade e sabedoria o que estiver para vir. E se ainda há muita porcaria que está para vir, oh se há...

 

06
Jan19

Quem nasceu para lagartixa...

... não chega a blogger fashion, it girl, digital influencer, instagramer de topo.

Ora, a minha ida aos saldos traduziu-se em três collants opacos da Tezenis (4€ cada), da party colection. Gostei tanto de uns que tinha comprado para as festas e se finaram com uma queimadela de cigarro (não meu, que já deixei a vida de fumadora vai para mais de um ano) durante uma selfie na passagem de ano, em que um amigo baixou o cigarro e acidentalmente o encostou à minha perna. Felizmente foi só um buraco nos meus collants fofuchos, não me queimou a pele. O episódio valeu umas quantas bricadeiras e risadas madrugada dentro.

Adiante, gostei tanto dos collants que agora nos saldos arrecadei os dois últimos pares. 

collants brilhos.jpg

Aproveitei e trouxe também estes, só porque achei diferentes e engraçados.

collants corações.jpg

Quando foi aquela promoção da WOOK, que decorreu nos dias 26 e 27 de dezembro, em que 100% do valor das compras seria devolvido em saldo no cartão WOOKMAIS para usar em futuras compras, não me fiz rogada, difícil foi escolher (a minha wishlist é extensa). 

wook_livros.jpg

Fiz a encomenda a 27, dia 28 estava a ser entregue. Um Homem Chamado Ove foi o eleito para primeiro do ano. 

Por fim, aproveitei um dos últimos dias de férias para dar um saltinho ao centro comercial, pouco passava das 10h da manhã, crente que iria estar calminho. Santa ingenuidade. Consegui apenas ir experimentar um vestido que tinha visto no site da Stradivarius. Confirmado como ficava e o tamanho, saí da loja de mãos a abanar (o tamanho da fila para as caixas era absurdo) e fiz a compra online, no sossego do lar. Um vestido (que não estava em saldos) e um casaco cinza em saldos, que arrisquei encomendar e logo vejo se fico ou não com ele.

Posto isto, compras feitas e... bem, só para dizer que realmente nunca serei uma blogger in porque, com a idade que tenho, já sei escolher as merdas que quero sozinha, não me ponho a fazer sondagens nas instanstories à espera que os outros votem e decidam o que eu devo comprar. 

Aliás, este conceito até me ultrapassa um bocadinho, porque fotogram as cenas, muitas vezes nos provadores das lojas, publicam, abrem as votações e depois? Ficam ali nos provadores a ler uma revistinha à espera do fim das votações? Vão dar um giro pelo resto do shopping? E se assim for, não correm o risco de perder a "peça" que foi mais votada, quando voltarem para a comprar?!

Enfim, definitivamente é um universo paralelo ao qual eu quero passar bem ao lado. Luzes da ribalta, hey look at me, look at me, i'm a influencer... no, not me! Not my style. Not my fight. Not my world! 

IMG-20190105-WA0011.jpg

Eu até fui ver o famoso Pai Natal gigante de Águeda em janeiro, com as ruas desertas e sem confusões para tirar fotografias. E olhem lá se esta foto não é uma excelente metáfora do quão ínfimos somos na imensidão do mundo?! Eu sou. Um pequeno grão de poeira na imensidão do universo. 

E para terminar, deixo aqui um pensamento para o dia de hoje, e para os vindouros. Fica registado para memória futura.

humildade.jpg

 

Tenham um feliz 2019!

Com mais humildade, mais humanidade, mais sabedoria, mais bom senso, mais respeito. 

Mais amor pelo próximo!

 

 

09
Jan18

Agora a sério, das resoluções de ano novo

Não sou gaja de listas de resoluções de ano novo. Do vou comer melhor, fazer mais exercício físico, meditar, aprender yoga e a dança dos pauliteiros (é só pra homens?!), ler 365 livros, cozinhar 738 receitas novas e abraçar o vegetarianismo, poupar mais, ser mais saudável, mais isto e aquilo e aqueloutro. Não sou. Lá porque muda o ano, não, a vida não muda milagrosamente, nem nós. O processo de mudança é bem mais complexo que o virar do ponteiro do relógio à meia noite do dia 31 de dezembro.

No entanto, e dado que o ano de 2017 foi, na sua generalidade, do início ao fim, um ano de merda que me derrubou, sim, eu aproveitei, qual naufrago em desespero, o estado de espírito da época, este renovar de esperanças, sonhos, objetivos, planos para os próximos doze meses do calendário. Sim, fiz a minha lista. Escrevi-a para mim. Para materializar e mentalizar os meus desejos de naufrago à deriva numa vida que anda um caos. Porque o meu grande desejo, não de ano novo, mas do momento presente da minha vida é este grito do Ipiranga

Ainda hoje admiti a uma amiga que não me reconheço ao espelho, que não vejo um sorriso, um brilho, aquele sentido de humor, uma certa leveza e serenidade. Que ando tão cáustica e explosiva que já nem a mim me aguento. E o meu esforço está em reverter isso. Venha o Desfoda-se!!!!

A minha lista de ano novo, guardada na minha caixa de Pandora, é um pouco este tentar encontrar de volta o trilho da minha vida sem estar subjugada e dominada por tamanho stress. Então fui escrevendo itens, como quem procura pistas e migalhas para voltar ao caminho certo.

O mais curioso é que um dos primeiros itens que escrevi foi o de sair a horas do trabalho (vá, meia hora de tolerância). Descarrilei logo no primeiro dia. Soaram todos os alertas. Não pode ser, não pode ser, e não pode ser. E o universo encarregou-se de me fazer chegar lembretes.

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Esta imagem tem surgido no meu mural de facebook todos os dias. E eu, numa onda toda mística, encaro como um sinal, um lembrete para não me fazer desviar do que tracei para atingir a minha meta. 

Sim, tenho cumprido. E sem sentimentos de culpa. Consciência tranquila. E as noites começam a ser melhor dormidas, sem o constante sobressalto do muito que está sob a minha alçada, sem as crises de ansiedade e stress, pontilhadas com esporádicos ataques de pânico. 

É cedo para cantar vitória por objetivo cumprido. Baby steps. Um dia de cada vez, uma pequena conquista de cada vez. E passo a passo hei-de retornar ao que era, ao meu equílibrio, à minha harmonia, à minha calma e serenidade, ao meu sorriso e boa disposição. Tive de começar por algum lado e escolhi começar por aqui: recuperar a minha vida!

 

02
Jan17

Ano novo

Ora, eis-me acabada de chegar de umas mini férias. No verão passámos um fim de semana com os nossos amigos alentejanos, numa visita breve, a caminho das férias no Algarve. Nessa altura ficou no ar a ideia de irmos passar o ano com eles, e por isso mesmo guardámos uns dias de férias para lá irmos, aproveitando a passagem de ano, para mais uma visita. Assim fomos, para uns dias com os nossos amigos, para uma passagem de ano que se preparava para ser em casa, à lareira, em volta de mesa farta e animada, com mais uns quantos amigos. 

Mas os planos saíram furados. A vida acontece, e nem sempre acontece como gostaríamos. Horas depois de chegarmos junto deles, dos primeiros abraços e dos planos para a noite seguinte, que se queria de festa, regada a champanhe, um dos nossos amigos recebe a notícia do falecimento da avó. A vida a pregar uma dura rasteira. Fomos todos inundados de uma tristeza que nos ceifou a disposição para festejos de passagem de ano.

Os planos obviamente foram cancelados. Ainda insistiram connosco para que fôssemos a qualquer lado lá, que procurássemos uma festa e nos fôssemos divertir. Podíamos ter ido, sim, podíamos. Mas o objetivo da nossa ida lá foi estar com eles, tendo como mote a passagem de ano. Dadas as circunstâncias, que se danasse a festa de passagem de ano, nós quisemos foi ficar junto deles. Porque para nós os amigos não só para festas e festejos, são para todas as ocasiões, incluindo as tristes, mesmo em alturas que é suposto serem de festa. 

A passagem de ano foi, como já era previsto, em casa, à lareira, de pantufas nos pés. Jantámos, porque os vivos têm de comer, fizemos um recatado brinde ao novo ano que chegou, agradecemos a mesa com comida, a amizade, desejámos que o novo ano fosse mais brando, principalmente aos nossos amigos que não tiveram um ano fácil e terminou desta maneira triste, com a perda de um ente muito querido. Recordaram a longa e feliz vida de quem partiu, e nós tentámos confortar a sua tristeza e prestar o apoio que precisassem. Não fomos lá para ter uma festa de arromba. Fomos rever amigos que tanto estimamos, e acabámos a partilhar com eles o seu momento de dor e perda. 

Não tive uma passagem de ano glamorosa, com brindes atrás de brindes, com serpentinas e confetis, numa alegria que é quase obrigatória nesta noite do ano. Mas tive uma passagem de ano especial, na medida em que, acima de tudo, prevaleceu a amizade e o poder de um abraço. 

E estas rasteiras da vida que acontecem sem ninguém esperar, tão pouco adivinhar, faz-nos dar valor ao que realmente importa nesta vida: e não são os festejos, os brindes, as serpentinas, as passas engolidas a pedir desejos fúteis. Haja saúde, haja amigos (dos verdadeiros), haja coragem e esperança, haja uma mão estendida e um abraço no momento certo, e o caminho que temos de percorrer torna-se menos penoso.

Agora que já regressei a casa, que já abracei os meus gatos, e já lavei roupa, e já comecei a pôr a casa em ordem para o regresso à rotina, restam-me dois diazinhos de férias para aproveitar. Há assuntos a tratar, sofá para desfrutar, livro para ler, tempo para recuperar fôlego para este novo ano que começa. Venha 2017, traga o que trouxer, espero saber aprender, desfrutar, valorizar, viver. 

 

28
Dez16

Quase, quase, quase...

Entro hoje de férias. Há colegas que já estão de férias. Pelo que há tarefas deles para garantir, há as minhas que quero deixar em dia antes de uns dias de merecida pausa. Portanto o dia está a ser de loucos, mas caramba, com este gostinho a férias, o trabalho, ainda que intenso e em quantidade, tem outro sabor.

Serão umas mini férias, com direito a uma escapadela. Quero descanso, e abraços de quem tenho saudades e anseio por (re)ver, e sorrisos, e conversas à lareira, e uma passagem de ano diferente que me vai renovar a alma. 

Provavelmente vou estar afastada da Caixa, e prevendo isso, deixo já os meus votos de boas saídas e melhores entradas no novo ano. Que se renovem esperanças, que se carreguem energias, que se respire fundo e se encontre força e balanço para mais 365 dias de oportunidades e desafios.

 Feliz 2017!

Sejam felizes! É o único objetivo que importa traçar para o novo ano.

 

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