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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

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12
Abr19

Bipolaridades dos tempos modernos

Recentemente (sei sempre destas coisas quando já têm barbas) falaram-me de uma blogger/instagramer/influencer de Aveiro que tem dado que falar por causa do seu processo de emagrecimento, mudança de vida, uma vida mais saudável, com uma alimentação daquelas que ficam tão bonitas nas fotos do Instagram, mais as fotos dos exercícios físicos, e o discurso positivo do "se eu consegui, vocês também conseguem"; "perdi 20 kg (não sei bem se foi isto) num ano com mudança de hábitos alimentares e um estilo de vida mais ativo e saudável. Nunca me senti tão bem comigo própria". Blá blá blá. 

É mais uma miss fit entre tantas que há no Instagram. Chamou-me a atenção por ser da minha cidade e eu... bem, nunca tinha ouvido falar dela (pronto, eu digo o nome, a moça é mesmo muito conhecida: Vanessa Alfaro). 

Esta semana saiu na capa da revista Cristina uma rapariga de Aveiro que eu conheço (indiretamente). Conheço os pais, já trabalhei com o pai dela, entretanto cruzámo-nos no mundo das danças sociais, e portanto, conheço os pais, a ela conheço de vista e por saber de quem é filha. Não a sigo nas redes sociais, mas sigo os pais (já que os conheço) e foi por aí que vi que há uns meses (o ano passado) ela ganhou um concurso de beleza plus size. Bem, uma coisa é certa: a rapariga é linda e deslumbrante (se vissem a mãe percebiam de onde vem a beleza). O problema, que não é problema, é a Catarina Corujo ser uma rapariga plus size, que durante anos teve vários distúrbios alimentares provenientes da sua não aceitação do corpo que tem, e obviamente muito por culta desta sociedade: "é linda, mas é gorda". Basicamente é isto.

Ora a Catarina está a assumir em Portugal um papel muito semelhante à americana Ashley Graham, uma mulher absolutamente linda, deslumbrante e plus size, que tem sido uma ativa porta-voz e representante nesta questão de derrubar os estereótipos da beleza feminina, de nós mulheres deixarmos de lado os nossos complexos e nos aceitarmos como somos, porque as gordas podem não ser gordas porque passam o tempo sentadas no sofá a comer baldes de pipocas e quilos de frango frito. As gordas não são necessariamente as feias e as magras as bonitas. Ashley Graham tem uma vida de exercício físico bem ativa, e ostenta com muito orgulho o seu corpo curvilíneo, plus size, com celulite, coxas grossas, etc, mesmo treinando e tendo cuidados alimentares.

A capa da revista com a Catarina Corujo está a causar polémica, foi inclusivamente censurada na rede Instragram e já vi notícias de estabelecimentos que se recusam a ter a revista exposta.

Puta de hipocrisia, é o que tenho a dizer. 

As playboys com as loiras cheias de silicone e mamas do tamanho de bolas de basket podem ser vistas e admiradas, a Catarina Corujo é vergonhoso? Ide-vos encher de moscas.

Oh mundo hipócrita este. A sério. 

E agora perguntam, porque comecei a falar primeiro da miss fit Vanessa Alfaro? Porque no fundo também ela é uma hipócrita. Para se sentir bem quis emagrecer, tudo bem, é uma escolha dela. Eu própria ando a tentar perder os kgs que, do nada e sem aparente explicação, se colaram a mim e me fizeram não me reconhecer ao espelho, não caber na minha roupa, não me sentir no corpo que levei tempo a também aceitar. Foram mudanças bruscas, que me apanharam desprevenida e que, aqui confesso, não reagi bem e contribuíram para um quadro geral de mal estar. No entanto, nunca fui a "gaja boa" nem o procurei ser. Eu já pesei 45kg e digo-vos, era horrível! Tinha umas perninhas de palitinho e um cu do tamanho de África. Não ando aí a influenciar meio mundo para seguir o exemplo da perda de peso, a maníaca da alimentação saudável, as receitas xpto sem adições de açúcar e mais não sei o quê, nem passo horas (que nem sequer tenho livres, que isto de ter um full time job e ainda ser dona de casa é fodido, e bem sei eu as acrobacias que tenho de fazer na agenda para ir às aulas de dança e cardio fitness) para viver no ginásio a desfilar roupas desportivas sexys e a fazer pandant com os atacadores das sapatilhas da marca Y ou Z, tudo devidamente registado nas redes sociais, com discursos dignos de life coaching... e tudo isto para se poder aceitar a si própria?! Isto não é aceitar-se a si própria. Isto é exatamente o oposto: o árduo sacrifício para se mudar e moldar à imagem que tem como exemplo de beleza não é aceitar-se a si própria. É mudar-se a si própria para (supostamente) se sentir melhor. Gostaria de saber quantas verdadeiramente o conseguem, porque acho que entram numa espiral de nunca estarem satisfeitas, logo nunca estão bem consigo próprias porque continuam no seu árduo esforço de se mudarem e moldarem à imagem que idealizam.

E depois, é essa mesma miss fit que vai apoiar (nas redes sociais) a modelo plus size porque sim senhora, é uma mulher de coragem, que se assume e gosta de si tal como é. Devias seguir-lhe o exemplo, se calhar. 

Portanto, eu sou efetivamente team Catarina Corujo. É linda. É inteligente. E tem uma coragem do tamanho do universo para se expor, tal como é, a esta sociedade que se diz muito mente aberta, mas não passa de um bando de hipócritas.

A saúde, o estilo de vida saudável, a alimentação equilibrada não é necessária e obrigatoriamente para as pessoas serem magras. Ou musculadas. Ou sem celulite. Ou sem dois dedos de testa para pensarem em mais coisas que não só e apenas o culto do corpo. 

 

11
Abr19

Como começar "bem" o dia?!

A ouvir um potente ronco de aspirador às 07:10h vindo do apartamento do vizinho de cima.

Eu já andava a notar que, às quintas, o raio do aspirador dava o ar de sua graça antes das 8h da manhã. Mas vá, 07:45h, 07:50h, tolera-se.

Mas hoje foi uma total falta de bom senso, e um óbvio incumprimento do regulamento geral do condomínio.

Portanto, aqui a Pandora não se fez de esquisita, sobe ao primeiro andar de pijama, roupão, chinelos, cabelo desgrenhado, ar de quem acordou azeda (pudera) e com a folha do regulamento em riste, na qual a primeira alínea que surge é precisamente a de não se poder fazer barulhos que perturbem o descanso dos vizinhos entre as 21h e as 08h. Toco à campainha e, no meu tom mais gélido, digo à senhora que é probibido andar de aspirador ligado antes das 8h da manhã.

- Não sabia!

Espeto-lhe com a folha do regulamento à frente do nariz e aponto a alínea, citando-a, caso ela não percebesse o que estava escrito.

A mulher não sabia onde se enfiar. Pediu desculpa. Fechou a porta e eu estou aqui com uma puta de neura. Porque a bem da verdade, a culpa é do idiota do patrão dela (o meu vizinho) que não informou devidamente a empregada das regras básicas de funcionamento do prédio. 

Ainda assim, não me fodam a cabeça, que isto não é só uma questão de regras devidamente regulamentadas. É uma questão de BOM SENSO!!!! 

É isso e o sacudir tapetes à janela. Para cima dos terraços/varandas dos outros, com janelas abertas ou roupa estendida... 

 

01
Abr19

Eu queria mesmo, mesmo, mas mesmo muito ignorar! Só que é mais forte que eu

Falem bem ou falem mal, o que importa é que falem. Este deve ser, sem sombra de dúvida, o lema de vida da Pipoca. E hoje eu vou contribuir para alimentar a sua popularidade, quiçá contribuir para um par de meias, já que a minha opinião não deve chegar para lhe pagar um vestido.

A participação dela ontem no Levanta-te e Ri foi tão somente uma merda. 

Já li os póneis de sua Pipoca insuflados a defenderem a sua deusa, argumentando que as pessoas não entendem o que é sarcasmo.

Ora bem, vamos começar pela definição de sarcasmo:

sar·cas·mo 
(grego sarkasmós-ou)

substantivo masculino

1. Ironia que deixa entender uma crítica dura e mordazpor vezes considerada insultuosa.

2. Atitude ou dito em relação a algo ou alguém que serve para fazer fazer rir ou é assim

 entendido. = ESCÁRNIOMOFATROÇAZOMBARIA


"sarcasmo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/sarcasmo [consultado em 01-04-2019].
 
A Pipoca teve uma prestação abaixo de medíocre no que é suposto ser stand up comedy. A começar pela sua introdução em que, sem qualquer sombra de dúvida, foi insultuosa para com o público que pagou bilhete para ver o espetáculo. Vestiu, e muito bem, o papel que lhe assenta que nem uma luva: a dondoca lisboeta, com aquele arzinho superior de tia de Cascais, cuja visão do horizonte termina ali na ponta do seu nariz.
O resto da sua prestação, quando falou dos episódios da sua vida, da sua separação e reconciliação, da maternidade, aí sim, há sarcasmo, há ironia e há uma tentativa muito forçada de ter piada. Só que não. 
Ah e já agora, aquele final sobre as questões insólitas e absurdas do grupo de mães no Facebook... já há uma outra blogger com uma rubrica semanal sobre o tema. Até lançou um livro. Aposto que a Pipoca foi a esse livro tirar as piadas.
Não morro de simpatia pela Pipoca. "Se não gostas, não leias." - Básico. Mas vou lendo porque lhe reconheço a popularidade e há temas e textos seus que, concordando ou não com os pontos de vista, não deixam de ser interessantes, quanto mais não seja por lançar determinados temas para "discussão", reflexão. Ainda vai havendo conteúdo para além da publicidade e dos trapos. 
Agora cada macaco no seu galho: a Pipoca pode ser uma blogger, influencer, ter ziliões de seguidores. Terá o seu mérito (eu não sei qual, mas deve existir algures).
Agora stand up comedy? Esqueçam. Nem sei quem foram as tristes alminhas que se lembraram de um dia a convidar para isto e terem achado que sim, que vale a pena insistir nesta ideia de merda. 
 
18
Mar19

E a burra sou eu!!

Ora, o bom de ter um blog é que vamos registando determinadas situações do dia a dia, como esta que por aqui partilhei, corria o ano de 2016.

Mas burra que dói, Pandora na semana passada passou na Tezenis para ver collants agora para a meia estação, já que os opacos, os ultra-opacos e os térmicos já começam a ser demasiado quentes para esta altura em que as temperaturas vão subindo.

Burra que dói achou que devia antes ir à Calzedónia.

Vem a assistente da loja toda simpática perguntar se precisava de ajuda, já agora sim, agradeço, procuro collants semi opacos. Cor? Pretos. Ora muito bem, temos estes, em microfibra, 30 DEN, com toque de seda, blá blá blá (abre os collants para que eu visse o efeito na pele). OK, é isso mesmo. Não quer levar mais para aproveitar a nossa campanha... Não. Só esses.

Nem uma semana depois, ah é hoje que visto os collants novos. Sedosos. Confortáveis. Não muito opacos. Não muito quentes. Impecáveis...

Hora de almoço, chego a casa, tiro os sapatos, e... ah foda-se, a sério?!!!!!

Um rasgão desde o dedo até meio do peito do pé.

Ah, foi da unhaca! Não, gente, eu não sou como as meninas da Ribeira do Sado. Cortei as unhinhas ainda este sábado,tá!!!!

Só me apetece pegar nos ditos, no talão de compra e ir à loja reclamar...

Que pariu. Porque não fui aos cheneses?!! 

 

11
Mar19

Também vou mandar bitaites sobre o assunto do momento

Não vi nenhuma dos programas, nem o do agricultor que procura com quem casar (a julgar pelos saltos de fazer inveja à Torre Eiffel, quero crer que é equipamento para abrir os buraquinhos na terra para plantar as couves), nem os das mãezinhas que entrevistam as potenciais empregadas dos (inúteis) filhos que criaram. 

E não assisti porque bastou ver os spots publicitários, as imagens de revelavam o que ia ser cada um dos programas, toda a entusiástica publicidade às estreias inéditas, para eu só pensar isto, e tão somente isto:

A minha alma está parva e o meu espírito paralítico. 

Hoje foi o assunto do dia, já li de tudo um pouco nas redes sociais e blogs, e do que li, nenhuma opinião era favorável. Nada tenho de novo a acrescentar ao muito que já foi escrito. Subscrevo a grande maioria das opiniões que li.

Quem concorre a estas merdas é porque quer? Certo... Ninguém os obriga. É o chamado "dar o cuzinho por 5 minutos de (pseudo) fama". 

Questiono-me é quão baixo nível e quão mais profundo vai ser o degredo da programação das televisões nacionais em busca de audiências????

Abençoado AXN, FOX, FOX LIFE, and so on... abençoados livros que há para ler. Ou vá, menos televisão e mais prática do amor, que sinceramente, mais vale ir mandar uma boa queca, do que desperdiçar tempo de vida a ver verdadeira merda televisiva. 

 

05
Mar19

Passar ou não passar...

Por norma quando compro roupa, antes de a usar, lavo-a. Manias. 

Por norma, a exceção é com casacos, até porque, por norma, não estão em contacto direto com a pele, e, por norma, casacos de inverno, sobretudos, trench coats, anoraque de penas, segue tudo para a lavandaria em final de estação. Assim como assim, também não sou daquelas que tem um arsenal de casacos de todas as cores e feitios.

Ora, semana passada comprei um clássico (dos clássicos) que, pasmem-se as fashionistas, eu não tinha: um trench coat bege. Ou melhor, ter até tenho, mas é um modelo curto, que fica bem com calças e eu ultimamente tenho usado e abusado dos vestidos, pelo que, com a meia estação à porta, senti falta do clássico em tamanho médio. Modelito escolhido, porque sou pelintra, o da Stradivarius, por 29,99€.

trench-coat.jpg

Pois que não o lavei, não senhor, mas passei-o a ferro para lhe dar ali um jeitinho. 

Pior a emenda que o soneto, bastou vesti-lo e sentar-me no carro para ficar com a retaguarda do modelito aos vincos numa questão de minutos.

Ora PQP!! Para isto tinha ficado quietinha com o ferro... 

 

Agora venham-me cá dizer que ah e tal compraste barato agora aguenta. Pois, se a Burburry me patrocinasse um modelito, eu não ia dizer que não. É que o saldo da minha conta bancária dá para ir à Stradivarius, e vamos com sorte. 

 

 

04
Mar19

Ora a la ber...

A malta gosta muito de usar a expressão - a minha vida deu uma volta de 360º - quando se quer referir a mudanças que tiveram verdadeiro impacto.

Mas, e gente, eu até sou gaja de letras, essa até eu sei: 360º é uma circunferência. Significa que do ponto de partida ao ponto de chegada (que coincidem) vão 360º.

360.jpg

Ou seja, a minha vida deu uma volta de 360º é tão e só isto: foi dar uma volta ao bilhar grande e voltou ao mesmo. 

Agora, se a vida deu uma volta e mudou radicalmente... digam que deu uma volta de 180º.

180.jpg

Começou num ponto e ficou no ponto oposto. Isto sim, é efetivamente MUDANÇA.

 

18
Fev19

Ora, vamos ver se nos entendemos!!!!

des·pen·sa

substantivo feminino

Lugar onde se guardam comestíveis para uso. = COPA

 
Versus
 
dispensa | s. f.
3ª pess. sing. pres. ind. de dispensar
2ª pess. sing. imp. de dispensar

dis·pen·sa
substantivo feminino

1. Acto de ser desobrigado; escusa.

2. Licença para se eximir a um dever ou obrigação.

3. Documento em que se concede dispensa.


"dispensa", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/dispensa [consultado em 18-02-2019].
 
 
Estou farta, fartinha de ver a malta trocar estes dois termos. Usa indiscriminadamente o DISPENSA para se referir àquela parte da casa ou da cozinha que serve para armazenar alimentos e arrumar cenas. E depois escrevem grandes tratados de arrumação e organização da DISPENSA. 
EU É QUE DISPENSAVA ISTO!!!!!
Repitam comigo, devagarinho: arrumar e organizar a D-E-S-P-E-N-S-A. DESPENSA, caralho!!!
Ah e tal sou jornalista, licenciada em comunicação. Vai aprender a escrever. Dass!!!!
 
É como a malta que escreve: vou pousar para as fotos! Deixo esta para a próxima. Vou dispensar-vos de mais um ataque de fúria linguística. 
 
17
Set18

Estórias e cenas tristes do espectro profissional deste Portugal (sub)desenvolvido!

Há um ano e tal atrás mudei de equipa de trabalho. Mudei de funções. Dei uma volta de 180º. O desafio era enorme. Assustou-me. Nem tanto o desafio em si, mas saber que o apoio seria pouco ou nenhum, que teria de enfrentar muitas dificuldades sozinha, que teria de aprender muita coisa em pouco tempo, que teria de aguçar sentido crítico, capacidade de análise. Tive muito medo de falhar. Ainda há dias em que esse medo vem e atrapalha. Mas um ano e meio volvido, e sabendo que ainda há muito a aprender, a estudar, a analisar, a evoluir, caraças, também há aqueles dias em que me faço ouvir, em que questiono, em que dou voz ao sentido crítico sem medos, em que quero ir mais além do que foi indicado, porque acho que é insuficiente... há dias em que defendo as minhas ideias à hierarquia superior e sou questionada. Tenho de fundamentar. Justificar. Argumentar. E caraças, se não fico com uma pontinha de orgulho quando, mesmo depois de porem em causa o que estou a dizer, acabam por me dar razão. Afinal já aprendi umas coisas. Afinal até já posso falar com conhecimento de causa. Estudar e ter que lidar diariamente com legislação e, simultaneamente, com parte técnica/operacional já me dá algum arcaboiço para defender determinados processos e pontos de vista. 

Mas isto é sol de pouca dura, esta sensação de crescimento, de aprendizagem, de metas atingidas. Porque o pão nosso de cada dia é a desvalorização, o não reconhecimento de evolução de competências, o constante questionar/duvidar que põe uma pessoa em xeque (em dias maus chego a duvidar que saiba escrever). 

Como diria o sábio JJ: "é uma faca de dois legumes". E é sempre muito mais fácil ceder à sufocante pressão de ter de justificar cada passo, cada decisão. Difícil é alimentar a autoconfiança (e autonomia) quando o retorno que se tem é um constante duvidar do nosso trabalho, da nossa análise, no fundo das nossas competências e conhecimentos. Quando tudo o que fazemos tem de ser validado superiormente, passar por um apertado crivo de fundamentações, como se estivéssemos a defender uma tese digna de candidatura a um prémio Nobel. 

Mais frustrante é perceber que a exigência tem parâmetros elevados para uns, enquanto outros, que muitas das vezes ganham bem mais e têm muitos mais anos de "casa", passam o dia a coçar a micose, o pouco que fazem ainda dá merda, mas está sempre tudo bem, palmadinhas nas costas e até lhes diminuem a carga de trabalho porque, jazus, estão assoberbados. 

Ora, mentalmente, eis a minha resposta:

 

 

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