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Estórias na Caixa de Pandora

Esquecem-se que ao apontarem um dedo, quatro estão virados para si!

Criticaram tanto a música (e a cantora) de Israel que venceu o Festival da Eurovisão, que estou para ver se agora enfiam o rabinho entre as pernas e comem com a bela bosta que é a música da Luciana Abreu, supostamente (meus Deus, por favor não!!!) o hino de apoio à seleção nacional para o Mundial. 

Ide ler a review do genial Guilherme Duarte

 

Mistérioooooooo

Ontem liguei o portátil.

Já é velhinho, comprei-o em 2006, se não me engano e a memória não me atraiçoa. Já é velhinho mas está bem conservado e para o que eu preciso serve e funciona. O bichinho mora em cima da secretária, há anos que não sai de lá, que já se deixou de andar comigo para trás e para a frente. Ali está em paz e sossego, sem solavancos e perigos à espreita. Não é ligado todos os dias, nem nada que se pareça, que já passo demasiadas horas em frente a um monitor para ainda chegar a casa e ligá-lo.

Ainda assim é o meu portátil. Velhinho, mas funciona. Não o uso todos os dias, mas tem a sua utilidade e vai sendo usado, semana após semana.

Ontem liguei o portátil e o ecrã estava partido.

Um mistério filho da puta, diga-se de passagem. 

Chorei, praguejei e maldisse o cabrão do dia que começou bem e foi piorando no passar das horas. Achava que não podia piorar. Até ser noite e eu ligar o portátil em busca de um momento de lazer. 

Agora sa foda. Não há verba para um novo, não sei se um arranjo compensa, já que tem de levar um ecrã totalmente novo. O que num portátil antigo, modelo obsoleto, não deve ser coisa simples. 

Não percebo como aconteceu. Agora é procurar a melhor solução e ficar sem portátil sabe-se lá até quando.

 

Chata, eu sei!

Gente, vamos lá tentar esclarecer uma coisa, sim?!

Cabelo LONGO

 

Cabelo MÉDIO

 

Cabelo CURTO

 

Ora bem, trocando por miúdos:

  1. O cabelinho tapa-vos uma boa parte das costinhas? É longo. Repitam comigo: longooooo.
  2. O cabelinho tapa-vos pescoço e fica ali a tocar ou mesmo a passar ligeiramente do ombro para baixo? É médio. Vá, devagarinho comigo: méeeeeediiiiiiiooooo!
  3. O cabelinho deixa-vos o pescocinho ao léu, eventualmente as orelhinhas também? Curto. Repetindo: cuuuuuurtoooooo.

Agora por amor da santa e da minha paciência, deixem-se de se armarem em corajosas porque cortaram dois palmos às melenas e chamam cabelo CURTO a isto:

Foda-se, se isto é curto, eu tenho cabelo rapado, não?! 

 

Pronto, era só isto. 

 

Sabem aquelas músicas que irritam?

Irritam tanto que dá vontade de furar os tímpanos, cortar os pulsos e saltar da ponte? Isto quando não se pode mudar de estação de rádio, ou simplesmente desligá-lo, claro.

Perdoem-me lá quem gosta, mas eu tenho um odiozinho de estimação por duas músicas nacionais que ultimamente passam tanto na rádio, mas tanto, que quase desejo ser surda para não ter de gramar com elas ao longo do dia, vezes sem conta. 

E então quais são? Ora, começa por esta e acaba nesta

Nota: não abona em nada eu também não simpatizar com os respetivos artistas. Gostos. 

Puta que pariu a minha sorte!

Tenho de ir à bruxa. Levar com água benta nas trombas, tomar banho de sal ou o caralho.

Há quase um mês sem a carrinha, finalmente esta semana já houve alguns avanços no processo da seguradora. Ainda assim, a situação está longe de estar resolvida em definitivo, o que implica suportar despesas de aluguer de viatura de substituição. No fim hei-de receber (espero) o respetivo ressarcimento, mas até lá que remédio pagar e bufar.

Ora pois o que havia de acontecer agora? 

O filho da puta do Smart dar o pifo. Chego ao trabalho, estaciono. Carro desliga-se sozinho e morre para a vida. Bem que lhe dou à chave na ignição, nem sinais de vida.

Ando cá com um karma do caralho. Noutra vida atirei pedra na cruz, cuspi no santo e ainda lhe caguei em cima, não?!

 

Quem espera, desespera!

Duas semanas. Já se passaram duas semanas.

Novidades? Zero. Processo a decorrer nas duas seguradoras, mas é óbvio que a minha não mexe um dedo, nem tem de mexer, porque não somos nós os responsáveis. A outra seguradora vai cumprindo os prazos legais. A nós resta esperar. Desesperar. Mas esperar.

Atribuição de carro de substituição? Nada. Só depois de se apurarem responsabilidades. Dá uma vontade de mandar alguém pó caralho quando se ouve uma merda destas.

Depois ligam porque querem falar pessoalmente connosco, recolher o nosso testemunho, que é como quem diz, a nossa versão dos factos. "Ah não são de Coimbra? Então vamos ver se alguém da filial de Aveiro pode falar convosco.". Os dias passam e nada.

Primeira peritagem feita. Já assinámos autorização para desmontagem do veículo. Segunda peritagem? Não sabemos. Sem data prevista. Sabemos que o limite para apuramento de responsabilidade e cedência de veículo de substituição vai até dia 16 de janeiro. Portanto, resta-nos ter custos não previstos e completamente injustos porque nos destruíram o carro e nós precisamos dele. 

Dá cá uma azia na bílis. Uma pessoa paga um seguro de danos próprios, com tudo e mais um par de botas, paga e paga bem, e quando é preciso, assobiam para o lado. Não podiam zelar pelos interesses e necessidades dos seus clientes e depois imputar as custas à seguradora que assume a responsabilidade dos danos? 

Isso e os procedimentos. Qual é a dúvida? Três carros estavam estacionados, em lugares devidamente assinalados para o efeito, e são dizimados por uma condutora que, aparentemente por negligência, conduziu sem estar em condições e perdeu o controlo do carro. Apurar responsabilidades? Vamos ter de justificar porque deixámos lá os carros estacionados, querem ver?

Oh país cheio de burocracia que só empata e engonha e faz perder a paciência a um monge tibetano.

 

Ai a put@ da ironia

Pagar IUC da carrinha sem ela estar em circulação. E sem saber ainda se vai voltar.

Peritagem amanhã. Só depois é que liberam carro de substituição.

Uma merdinha. Vale que estamos de férias e não precisamos dos dois veículos, mas se amanhã não temos carro de substituição, quero ver como fazemos terça para regressar aos trabalhos.

Enfim, umas festividades com um espírito merdoso, com uma vontade de mandar tudo para o caralhinho, porque se andava com a paciência no mínimo dos mínimos, agora é que estourou. 

Ah e tal e o pai natal ao menos foi generoso? Oh sim. Uma pessoa escolhe presentes a pensar em cada pessoa, o que ela gosta, usa, etc, e depois recebe meias. Meias!!! MEIAS! Ainda por cima daquelas que ficaram ali num cruzamento manhoso entre peúgas e pantufas e não são nem uma merda nem outra. Meias com orelhinhas e pelo, muito pelo, aquela merda não dá para calçar com nada. Ótimas para quem passa o tempo de cu alapado no sofá, mas gente, eu em casa não estou só no sofá: cozinho, aspiro, vou ao terraço limpar areia dos gatos ou estender roupa. Querem que ande descalça com meias de orelhinhas??? Puta de sorte.

Meias natalícias?! Um dia junto-as todas e decoro a árvore de natal. 

 

Ah pode piorar, pois pode!!!

Pessoa vai a Coimbra almoçar com amigos. Pessoa está descontraída, em amena cavaqueira, come bem, ri, conversa, diverte-se, troca prendas e vive ali um pedacinho de natal.

Pessoa sai do restaurante a meio da tarde e vem para o carro que está estacionado a alguns metros. Pessoa vê aparato policial. Pessoa apressa o passo. Pessoa vê a sua carrinha, que ainda nem dois anos tem, ali, sossegadinha, estacionada nos conformes... e completamente fodida! Tão fodida que a polícia apreendeu os documentos porque, se a seguradora avançar para reparação, tem de ir a inspeção antes de voltar a circular. Pára-choques traseiro partido, mala empenada, eixo traseiro partido, jante traseira partida, carrinha foi arrastada mais de um metro, subiu passeio com roda da frente, jante fodida, bateu no carro estacionado à frente, pára-choques dianteiro fodido... e isto é o que se vê. Tá tudo fodido. E se não me deu ali um ataque cardíaco, dificilmente dá.

A minha não foi a única. Foram três carros estacionados que foram apanhados quando uma rapariga perdeu o controlo do carro dela e aí vai disto. Só parou quando se enfaixou no terceiro carro. Porque perdeu o controlo do carro? Pois, consta que estava a sair do hospital onde tinha acabado de ser medicada. Se lhe deram permissão para conduzir, viu-se o resultado. 

Chegámos 10 minutos depois do acidente. Saímos de lá horas depois. 

Pessoa regressa a casa de táxi, carrinha de reboque, e agora espera porque é natal e só para a semana pode começar a tratar das merdas.

Duas palavras: pó caralho, que não há cu que aguente tanta merda!!!!

 

Pandora, a mais azeda!

Ando com uma falta de paciência que dá dó. Isso e crises agudas de mau feitio. Ou então ando só farta das pessoas nas redes sociais. 

É a dondoca que sabe de fonte segura que os mitras se estavam a meter com os betinhos à porta da Urban, e por isso os godzillas dos seguranças não tiveram outra solução que não fosse partir para a agressividade extrema. Isto é uma consumição quando estratos sociais diferentes se misturam! Puta que pariu!!

São as novas adolescentes dos tempos modernos, aquelas a raiar ali os 40 anos, que tanto apregoam estilos de vida saudável com muito exercício físico e alimentação saudável, que postam fotos dos seus abdominais definidos e dissertam sobre a mudança de estilo de vida e como nunca estiveram tão bem, mas depois a malta não percebe muito bem quando aparecem textos em que falam da epifania que tiveram ao verem fotos de si mesmas e aceitarem-se como são, sem maquilhagem, com celulite, com estrias, com rugas, com pneu e barriga inchada. E cereja no topo do bolo, porque são elas mesmas sempre, quer estejam de sapatilhas (ténis para os lisboetas) ou de saltos, de chinelos ou descalças.

E eu reviro os olhos com estas epifanias, compreensíveis na parvoíce dos 15 anos, e passam-me assim comentários pela cabeça do tipo: oh riqueza, se não sofres de transtorno dissociativo de personalidade, esquizofrenia, e como obviamente não és o Pessoa, deixa-te de merdas que já tens idade para isso.

A mais doce agora deu para fazer vídeos e eu reviro os olhos a cada trejeito que ela faz com a boca(rra), uns tiques manhosos, que me deixam na dúvida se a moça não estará com espasmos. Isso e a tremenda falta de naturalidade, incongruente para quem se tem por uma comunicadora nata, com formação e tudo. Ah e a puta da mania que Lisboa é por si só o país e o norte é logo ali acima de Santarém. 

Ando com uma falta de paciência que dá dó. E crises de mau feitio. Ando farta das pessoas no geral, das parvas em particular.

Ou então ando com uma ressaca de nicotina do caraças porque deixei de fumar há uma semana. Era uma decisão de ano novo. Ainda vou a tempo!!