Ando com uma dor "estranha" no braço direito. Na verdade começou no pulso, uma semana depois de regressar ao trabalho, e claro que associei à tendinite que já tenho (a "doença" de quem passa o dia de rato na mão, mesmo com tapete ergonómico com almofadinha e coiso). Depois umas fisgadas pelo braço que me deixavam a ver estrelas. Alguns movimentos era para esquecer. Entretanto noto que em cima, no pescoço, tenho uma inflamação qualquer, havia um ponto em que me doía imenso quando carregava e sentia que estava ali um "alto". Andei a pôr gelo, a evitar esforços no braço, ah e tal, mau jeito, isto passa. Só que não.
Há quatro dias começou a doer-me a perna esquerda, um ponto ali atrás do joelho.
Comento com o Gandhe que já não bastava doer-me o braço, agora também era a perna. Resposta iluminada da criatura: é a PDI*...
Ontem retomei as aulas de dance fitness e a minha professora é fisioterapeuta e osteopata. Marquei consulta com ela logo no início da aula, mas como me viu com dificuldades nos exercícios foi ver o que se passava. Para já aliviou ali o tal ponto no pescoço. Até uivei com os ossos a estalar. E já me foi adiantando que estou com um problema numa vértebra, provável deslocação, e isso afeta a cervical do lado direito, daí a dor e falta de força no braço. Quanto à dor da perna que entretanto surgiu, sendo a perna contrária é provável que já esteja com uma deslocação da bacia para compensar a da cervical do lado direito.
Resumindo: estou fodida! E toda torta.
Sábado vou para uma sessão de tortura, vou sentir que me estão a partir os ossinhos todos, vai doer de cara...go. O que dói, cura: não é o que dizem?
Já o PDI a que o homem se referiu, bem, tem valido ser ele a fazer uma boa parte das tarefas em casa porque eu estou lesionada. E antes isso que um pau nas costas, hã.
Sábado. Depois de uma manhã em que Gandhe foi trabalhar e aqui a moçoila desligou o despertador e apagou até às 11h30, eis que há banalidades a fazer. Estender roupa e fazer almoço. Almoçar quando ele chega. Arrumar cozinha. Ir dar uma voltinha, turistando um pouco pelos bairros típicos e antigos da cidade. Sentar numa esplanada e beber uma Bohemia.
O fim da tarde aproxima-se e é preciso ir ao supermercado, aquele Doce com promoções o mês inteiro. Douradas para grelhar ao jantar. Carne para algumas refeições da semana, que preciso adiantar dada a agenda e troca de horários. Fila do talho: 57 pessoas à frente. 😳
Inspira, expira. Entretém-te com o telemóvel, o Doce até tem Wi-Fi.
Viajo no Instagram e vejo que uma marca de biquínis xpto entrou em saldos. Vou espreitar. Um dos modelos que eu cobiçava já não havia no meu tamanho. Continuo a navegar e a apreciar novamente os modelitos e padrões. Mostro três ao homem. Faz cara feia a todos. Por fim mostro o preço, em saldos. Reação: foda-se!
E assim vai a vida de uma rapariga comum, com uma paciência do coiso (ia-me saindo uma asneira, mas vamos tentar manter o nível da caixa) para estar perto de 2h à espera de ser atendida.
Mais valia ter ido ao talho da vila. Provavelmente seria uma conta mais cara. Mas dizem que o tempo vale dinheiro...
No supermercado, naquele que começa em L e termina em idl, andava eu a secção de produtos de beleza e higiene. Na lista de compras tinha gel de banho e gel de higine íntima (o da Cien é fantástico). Gel de banho check. O outro não estava a vê-lo.
Gandhe: que procuras?
Pandora: Gel de higiene íntima.
Gandhe: Qué isso?
Pandora: Gel para lavar o pipi.
Deixo à vossa imaginação a expressão de uma senhora que estava perto e ouviu a conversa.
Deixei o meu cartão refeição com o Gandhe para ele passar no talho. Ora, já não é a primeira vez que acontece, portanto pensei que ainda se lembrasse do pin.
Por ter ficado tão desesperadamente ansiosa por causa da forma como terminou o terceiro volume da Saga Sebastian Bergman, Gandhe foi um fofo, um querido, um amor e foi à WOOK pesquisar e mandou vir um.
Quando eu vi o livro soltei uma gargalhada, e a rir-me que nem uma perdida disse-lhe:
- Oh que querido, valeu o esforço, mas esse é o 5º volume. Falta-me o 4º.
Confuso, responde-me ele: então mas eu pensava que isso era uma trilogia, fui ver à estante e já lá estavam três. Olha, procurei pela data o último.
- Pois amor, mas o último é o 5º. Mas muito obrigada pelo esforço, o 5º volume já cá canta. Só que nem vou abrir para não saber se a outra morreu ou não. Tenho de esperar pelo 4º volume.
Homens... eles até se esforçam. Mas sai (quase) sempre ao lado!
Sábado tinha marcado cabeleireira de manhã, para pintar o cabelo. Como à tarde tínhamos umas quantas coisas para tratar, enquanto eu fui tratar da beleza, Gandhe muniu-se da lista de compras e foi despachar fruta e legumes à frutaria e umas quantas coisas que eram precisas do supermercado. Poupei-o de escolher os pensos higiénicos que estavam anotados na lista
Já passava das 12h30 quando fiquei despachada da cabeleireira e ele estava cá fora à minha espera. Com as compras. Fomos para casa e enquanto arrumávamos as compras, ele contou-me que no talão do supermercado (que eu guardo para controlo de despesas) tinha lá uns artigos que ele tinha pago mas que não eram nossos. Não percebi nada do que ele estava a dizer, e então explicou-se:
- Estava uma senhora à minha frente com meia dúzia de coisas, assim coisas essenciais, sabes? Ela estava atrapalhada a contar moedas e não tinha que chegasse e estava ali a ver o que podia deixar. Olha, disse à filha da tua colega, que estava na caixa, para ela passar aquilo que faltava que eu pagava à senhora. Foram 2€ e pouco. Não foi nada de mais.
Eu olhava para ele e sorria, comovida. Dei-lhe um beijo e disse-lhe que fez muito bem, não era nada que eu não tivesse feito. ORGULHO!!!
Visionava eu, entre o absorta e o incrédula, este novo spot publicitário da Planta, quando, terminado este, me viro para o Gandhe, em jeitinho de provocação:
- Quando é que me serves assim o pequeno almoço na cama? (risinho maroto)
- Não tenho um tabuleiro daqueles.
Pergunta para queijinho: mas alguém repara no raio do tabuleiro???