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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

17
Fev20

Sogra vs Nora

O conflito é simples, a nora é vista pela sogra como a substituta ilegítima do seu reinado de mãe soberana de um filho obediente e dependente emocional. Ele que nunca quer assumir conflitos com sua querida mamãe fica passivo e tentando colocar panos quentes nos desentendimentos velados ou explícitos da mãe e da esposa.

Na hora do racha sai de fininho e diz que não pode tomar partido: “é minha mãe, poxa!”.

O resultado é trágico, pois em cada evento social surge aquela briga nas entrelinhas pela atenção do homem da vida das duas.

A sogra tem um agravante, na maior parte das vezes quer fazer as vezes de companheira emocional do filho e tirar a nora da trilha. Ela no papel de mãe deveria estar ciente de que a nova família do filho se sobrepõe à família de origem. Mesmo sendo a mãe não deveria interferir ou palpitar nas escolhas do filho, mas de modo geral faz o oposto, critica, aponta, acusa e faz intrigas. Se a nora reage parece sempre a louca, enquanto a pobre sogra permanece chorosa pela a agressividade “gratuita” pela nora.

É de chorar ver duas mulheres, que se supõe maduras, entrando em brigas absolutamente dispensáveis. Se questionada a sogra dirá que está defendendo os direitos do filho (ainda que não tenha sido chamada para advogar) e sempre terá uma dose grande de desconfiança: “essa garota não cuida tão bem dele quanto eu, é meio relapsa e as vezes soa interesseira, sei que ela tem ciúme de mim.”

Nessa hora a sogra esquece que quem convive, ama e transa com o filho é a nora e não ela.

Por isso soa tão estranho esse tipo de disputa, parece até que rivalizam o parceiro amoroso. A nora tem razão de reivindicar seu parceiro, mas a sogra não.

O que costuma reafirmar essa briga é que normalmente a sogra tem um casamento falido ou inexistente e que costuma legitimar sua solidão em busca da companhia do filho querido.

A própria esposa no fundo tem medo de incentivar esse conflito para não precipitar uma guerra familiar e para não ter que testemunhar o marido recuar diante de sua mãe, normalmente dominadora.

A solução está no marido que precisará enfrentar a própria mãe de um jeito que sempre tentou evitar. A guerra entre a sogra e a nora só evidencia um cordão umbilical que nunca foi rompido realmente.

 

Para ler o artigo na íntegra, clicar aqui.

Devia ter oferecido uma tesoura ao homem pelo dia dos namorados. Talvez cortasse a venda que tem nos olhos e lhe tolda a visão sobra a "querida" mãezinha, ou cortava o cordão umbilical que ela faz questão de ter bem apertado em volta do pescoço dele.

Assim como assim, a louca sou eu, e a minha sogra continua a não saber o lugar dela e invade a nossa vida como se o filho fosse só dela e de mais ninguém. O filho é um coninhas passivo que não enfrenta a mãe e remata sempre com "ela é assim". E eu, bem, eu estou aqui a pensar se lhe faço as malas e lhe dou um chuto no traseiro que o leve direto para casa da rica mãezinha. Eu bem propus ele preparar uma malinha e ir duas semanas (as duas semanas que ela está em convelescença de uma cirurgia) para casa dela e assim estar lá a tempo inteiro ao dispor, e no fim desse tempo nós conversávamos. Ele não quis. E eu tenho de aturar novamente uma situação em que a sogra é dona e senhora da vida e do tempo dos outros, como aliás o tem feito nas últimas semanas. 

Já passei por este inferno. Na semana passada avisei quem tinha de avisar do que estava para vir. Mas falei para uma parede. Portanto, parece que sou eu quem vai ter de ter os ditos cujos no sítio para ir confrontar a mulherzinha insuportável e mostrar-lhe o lugar dela. Ou isso, ou sair de fininho e deixar mãe e filho no seu idílio amoroso: feitos um para o outro... amor de mãe! 

 

04
Out19

Coisas que me fazem cócegas ao cérebro (durante uns segundos) quando já devia estar a dormir e estou a vegetar no Instagram

Durante anos usei agenda de papel. Se um dia me dissessem que ia abdicar dela e passar a usar a do smartphone ia rir-me e dizer "jamé".

Pois que pela boca morre o peixe. Tinha uma caixa cheia de agendas de anos anteriores e percebi que só a abria uma vez por ano,  para guardar a do ano que terminava. Num daqueles acessos de desapego e limpeza, foi tudo para a reciclagem. 

Aos poucos comecei a experimentar a agenda do Google. Ia mantendo a de papel. 

Lá dizia Pessoa, primeiro estranha-se depois entranha-se. Rendi-me à agenda do Google, abandonei as de papel.

Agora vejo que anda tudo na cena do bullet journal. Pelo que percebi é pegar num simples caderno e fazer a sua própria agenda,  com calendário, listas, notas e o que quer que cada um considere importante para a sua organização e gestão de tempo. 

Tenho visto verdadeiras obras de arte: desenhos, colagens, coisas que me fazem lembrar quando era uma "aborrescente" tonta e escrevia em cadernos e fazia colagens (nunca tive jeito para desenho). 

Acredito que tenha o seu quê de terapêutico,  estar ali horas a desenhar, colar,  preparar quadros, tabelas, calendários,  campos vários com ilustrações dignas de exposição de belas artes. Mas... e eis o busílis: tanto tempo a desenhar,  colar,  recortar,  criar uma "agenda " à medida e ultra personalizada para gerir tempo, tarefas e projetos? 

Cada um sabe de si, mas eu mal tenho tempo para me coçar quanto mais para estar horas a desenhar, pintar, colar cenas num caderno. 

Ah já sei? Falta-me um bullet journal para ter melhor gestão de tempo e de tarefas. 

Hã hã... vou continuar no Google Calendar (em inglês soa sempre a uma merda bué importante e chique). Oh, dá pra ter notificações, selecionar diferentes tipos de notificações e sua antecedência,  colocar a localização dos eventos agendados,  atribuir cores, partilhar o calendário com quem quisermos. E na era das Apps pra tudo e mais um par de botas, a sério que anda tudo a desenhar cadernos para gerir tempo?! 

 

 

 

14
Ago19

Enquanto mundo e meio fala da greve dos combustíveis, eu também quero abordar um assunto de extrema importância (ou não)!

Caríssimas marcas de underwear (dito assim a coisa parece séria),

Venho encarecidamente deixar-vos um apelo, porque vocês baralham o povo.

Alaber, há dois anos ofereceram-me umas calças estampadas pelo aniversário. Giras, assim num padrão com tons rosas e lilases, daquela marca cujo segundo nome é Secret, mas não é a Vitoria, é a outra, da plebe. As calças eram de tecido leve, fresco, estavam na moda, e tinham elásticos nos tornozelos e tal. Quando mas ofereceram, disseram cordialmente que eu estava à vontade para ir trocar, eram umas calças de praia/verão, mas se eu preferisse outra coisa. Eu até achei piada às calças. Confortáveis e tal. Levei-as à Feira Medieval de Santa Maria da Feira e uma amiga, com olho para estas coisas, perguntou-me, muito intrigada, que fazia eu com calças de pijama?

Contei-lhe a história e ela garantiu-me que eram calças de pijama, até havia o top a combinar. 

Ora fod@-se. Escusado será dizer que fiquei com vontade de me enfiar num buraco, ou ir aos árabes e comprar uma burka. Mas pronto, no meio da multidão da Feira Medieval o que não faltam são bobos da corte e parolos.

Desde então, quando entro nessa loja (e noutras semelhantes, que eu para além de plebeia, sou pelintra, e vou à Te...nis que é maibarato - e já sei que na Primark há pijamas a 3€, mas eu para ir a uma Primark tenho de fazer 70km ou mais, lá se vai o barato) e fico sempre na dúvida se as calças ou os calções são para dormir ou para andar na rua. Portanto, só é burro quem não pergunta, e lá vou eu perguntar, quando não vejo identificado em lado nenhum se é nightwear (vulgo pijama) ou outwear (roupa de andar cá fora).

Semana passada, eu fresca e fofa a beber uma caipiblack numa esplanada com vista para a Ria Formosa e passa uma adolescente que me chamou a atenção porquê?? Porque vestia uns calções iguais iguais iguais, sem tirar nem pôr, a uns que eu tenho. E os meus são calções de quê? Isso mesmo. PIJAMA.

Portanto, se houve aquele breve momento de solidariedade para com a moça e o seu equívoco, há que admitir que o raio dos calções são tão giros que passam bem por calções de verão/praia/férias. Calções para o mundo ver e não apenas no vale dos lençóis. 

Eis que, posto isto, dizei-me lá se isto é só para baralhar o povo, ou é o concretizar daquele sonho que a malta costuma verbalizar constantemente: ah eu estava bem era de pijama o dia todo?

Grata pela vossa atenção.

 

08
Ago19

Coisas que me fazem cócegas ao cérebro (durante uns segundos) enquanto estou feita foca estendida na areia: take 2

Eu bem sei que os lisboetas vivem como sardinhas em lata. 

Mas foda-se, num areal imenso, onde não falta espaço pra montar barraca, é preciso porem-se tão próximo dos outros,  mas tão próximo que lhes ouvimos as conversas,  os comentários parvos, e as gargalhadas estupidamente irritantes?! 

Quem passa deve achar que até somos do mesmo grupo.  SÓ QUE NÃO!!!!

Que pariu! 

06
Ago19

Coisas que me fazem cócegas ao cérebro (durante uns segundos) enquanto estou feita foca estendida na areia

As redes sociais estão assim pejadas, aquilo é às resmas, paletes,  potes da Prozis de gajas fit coiso.

Venho à praia com vontade de me enfiar numa burka, à espera de as encontrar no areal... e nada. Nem uma.

Pergunto-me, intrigada, onde estarão os belos e esculpidos corpos?

E eis que se faz luz. No ginásio, onde mais?! 

 

31
Jul19

Deve ser um método da Marie Kondo que desconheço

Sabem as influencers que nos ensinam, dada a sua vasta experiência em viagens, a levar o indispensável numa mala? Sabem?

Então como é que depois há fotos com 47 biquínis diferentes, 28 fatos de banho, 76 outfits todos diferentes, e quase outros tantos pares de chanatos, e tudo isto para uma "escapadinha de 3 ou 4 dias"?

4_3.jpg

Dúvidas de quem ainda quer acreditar com muita força que dentro de dias vai de férias e tem uma mala de viagem para fazer para 10 dias. 

04
Jun19

Toma lá, que já almoçaste!

No domingo, estava eu numa iniciativa promocional da empresa, num festival da região, e a dada altura peguei na minha eco garrafa (Tupperware) de 1L onde tinha a minha água com o drenante, com uma tonalidade e sabor a laranja. 

Passa um segurança do staff e diz-me: então, a menina está aí a promover água e está a beber sumo?

Respondo que não, que é água, e da torneira, tinha aquele tom alaranjado porque era o drenante que andava a tomar, terminando com um "sabe como é, mulheres e o verão a chegar, operação biquíni", mas num tom de gozo e a rir-me.

O moçoilo fica muito sério, olha para mim e diz-me: a menina conhece aquele quadro da deusa da beleza, Vénus?

Pandora: O de Botticelli, conheço pois. Lindíssimo.

Moçoilo: Então e a Vénus que a menina vê por acaso é magricela, como agora as mulheres acham que é o ideal de beleza? Não. É com curvas. Deixe-se lá disso.

Moçoilo 1 - Pandora 0

 

28
Nov18

Casados à primeira vista

Só tenho uma pergunta. Só uma. Porque tudo o resto é tão ruim que nem vale a pena questionar o que quer que seja. 

Que raio está ali a fazer a Diana Chaves?

E não pergunto isto por ser a Diana Chaves. Podia ser outra qualquer apresentadora. 

No fundo, a questão é: mas este programa precisa de apresentadora??????

Pronto... já desperdicei três minutos a pensar em coisas parvas. 

22
Nov18

All black!

Black friday. Black week. Black weekend. Black o caracinhas, não há rabinho que aguente já com tanta publicidade e da ruim. 

Apregoam descontos e promoções como se fosse a coisa mais sensacional de todo o sempre, verdadeiras pechinchas, preços da chuva (que curiosamente ainda é gratuita).

E depois recebo resmas de newsletters a anunciar uns imperdíveis 10%, 20%, na puta da loucura 30%... mas em artigos selecionados (não, brincas). E como se não bastassem estas fantásticas e imperdíveis ofertas, portes de envio gratuitos a partir dos 60€.

 

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