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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

18
Set19

Era um pau nas costas, não era?

Ando com uma dor "estranha" no braço direito. Na verdade começou no pulso, uma semana depois de regressar ao trabalho, e claro que associei à tendinite que já tenho (a "doença" de quem passa o dia de rato na mão, mesmo com tapete ergonómico com almofadinha e coiso). Depois umas fisgadas pelo braço que me deixavam a ver estrelas. Alguns movimentos era para esquecer. Entretanto noto que em cima, no pescoço, tenho uma inflamação qualquer, havia um ponto em que me doía imenso quando carregava e sentia que estava ali um "alto". Andei a pôr gelo, a evitar esforços no braço, ah e tal, mau jeito, isto passa. Só que não.

Há quatro dias começou a doer-me a perna esquerda, um ponto ali atrás do joelho. 

Comento com o Gandhe que já não bastava doer-me o braço, agora também era a perna. Resposta iluminada da criatura: é a PDI*...

Ontem retomei as aulas de dance fitness e a minha professora é fisioterapeuta e osteopata. Marquei consulta com ela logo no início da aula, mas como me viu com dificuldades nos exercícios foi ver o que se passava. Para já aliviou ali o tal ponto no pescoço. Até uivei com os ossos a estalar. E já me foi adiantando que estou com um problema numa vértebra, provável deslocação, e isso afeta a cervical do lado direito, daí a dor e falta de força no braço. Quanto à dor da perna que entretanto surgiu, sendo a perna contrária é provável que já esteja com uma deslocação da bacia para compensar a da cervical do lado direito. 

Resumindo: estou fodida! E toda torta.

Sábado vou para uma sessão de tortura, vou sentir que me estão a partir os ossinhos todos, vai doer de cara...go. O que dói, cura: não é o que dizem? 

Já o PDI a que o homem se referiu, bem, tem valido ser ele a fazer uma boa parte das tarefas em casa porque eu estou lesionada. E antes isso que um pau nas costas, hã. 

Tou belhaaaaaaaaaaaaaaa 

 

*Puta Da Idade

 

10
Jun19

Cenas que me fazem ter reflexões pouco profundas

Em Aveiro, junto ao Fórum, ou melhor, um dos acessos ao Fórum (um dos centros comerciais da cidade) existe esta ponte pedonal, em madeira, que está toda enfeitada com fitas coloridas. Não sei bem como nasceu a ideia, mas pegou e o certo é que é um dos principais spots da cidade para as fotos turísticas e para as redes sociais. Nada contra. A ponte é lindíssima com todos aqueles laços coloridos esvoaçantes, com o canal da ria como cenário e não é preciso esperar muito para apanhar um moliceiro a passar para ficar o cenário completo para a foto. 

O que é chato? A malta que só quer passar de uma margem para a outra. Ou vai dar uma volta ao bilhar grande para atravessar noutro ponto, ou anda ali num verdadeiro jogo de obstáculos, como se estivesse a percorrer o interior de um relógio, e tivesse de contornar roldanas e aguardar a passagem dos afiados ponteiros. 

O que é engraçado de ver? As poses. Senhores, o que eu me divirto com o ridículo (a sério, torna-se ridículo) dos tempos infinitos que as instagrammers (topam-me a léguas este tipo dos restantes, que só querem uma foto para mais tarde recordar), as múltiplas simulações de poses, o cabelo (sendo que o ventinho de Aveiro não é nada meigo a quem quer manter um cabelo irrepreensível nas fotos), and so on. Tempos infinitos. Eu tive tempo de tomar café, beber uma água com gás, tirar eu uma foto com a ria como cenário aos livros que acabara de comprar na Feira do Livro, dois dedos de conversa e vir embora, e uma moça lá, em múltiplos ensaios fotográficos, em luta com o vento e os seus longos cabelos. Um minuto de silêncio em homenagem à amiga (normalmente são os namorados nesta encarnação de santa paciência) que ali estava em baixo, a fotografar cada ângulo, a apanhar a melhor luz, o mais mágico movimento de cabelos ao vento, como se estivessem em harmonia com os laços esvoaçantes.

Imaginei toda uma série de citações profundas (só que não) a acompanhar a foto que será eleita para o Instagram. E ri-me quando me lembrei de uma personagem (que acalmou e tem andado desaparecida das redes sociais) que postava o seu rabo fit num reduzido biquíni e legendava com um: o que importa é o interior. Juro que me apeteceu perguntar se era o interior do biquíni, porque aquilo também não deixava assim muito à imaginação. 

 

19
Fev19

Dicas de Pandora

Quereis ir para a folia carnavalesca, fantasiar-vos de qualquer coisa que não vos faça passar frio e não seja ali da loja dos "cheneses"?!

Então atentem a esta dica, é de borla: um roupão (quentinho). Uma colher de cada lado da cara. E Tchanannnnnn

680162.jpg

Pronto, o Raminhos já teve ideia igual. E outros.

Ok, Ok, Pandora não está a ser original. Mas pelo menos está dentro da atualidade. E dentro do espírito de sátira que caracteriza o carnaval português. Se há coisa que nunca hei-de entender é haver escolas de samba em Portugal e desfiles num qualquer "ruódromo" por terras lusas, com um frio de rachar, e as moçoilas com os bicos em riste.

 

 

 

18
Fev19

Ora, vamos ver se nos entendemos!!!!

des·pen·sa

substantivo feminino

Lugar onde se guardam comestíveis para uso. = COPA

 
Versus
 
dispensa | s. f.
3ª pess. sing. pres. ind. de dispensar
2ª pess. sing. imp. de dispensar

dis·pen·sa
substantivo feminino

1. Acto de ser desobrigado; escusa.

2. Licença para se eximir a um dever ou obrigação.

3. Documento em que se concede dispensa.


"dispensa", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/dispensa [consultado em 18-02-2019].
 
 
Estou farta, fartinha de ver a malta trocar estes dois termos. Usa indiscriminadamente o DISPENSA para se referir àquela parte da casa ou da cozinha que serve para armazenar alimentos e arrumar cenas. E depois escrevem grandes tratados de arrumação e organização da DISPENSA. 
EU É QUE DISPENSAVA ISTO!!!!!
Repitam comigo, devagarinho: arrumar e organizar a D-E-S-P-E-N-S-A. DESPENSA, caralho!!!
Ah e tal sou jornalista, licenciada em comunicação. Vai aprender a escrever. Dass!!!!
 
É como a malta que escreve: vou pousar para as fotos! Deixo esta para a próxima. Vou dispensar-vos de mais um ataque de fúria linguística. 
 
05
Fev19

Pandora pensa, logo sai asneira!

O meu percurso para o trabalho é feito por "atalhos". Segundo o Google Maps, estou a 7 minutos de distância. Peaners (diria o JJ). 

No entanto, e das três alternativas que tenho, onde uma é apanhar um troço um bocado chato e lento na hora de ponta de uma nacional, outro é apanhar uma rotunda grande e chata (porque as pessoas não sabem fazer rotundas) nessa mesma nacional, acabo por optar pelo terceiro, que passo por estradinhas locais, só tenho percorrer uns 100m na estrada nacional até virar para outra estrada local, onde parte do percurso é pinhal e as traseiras de algumas empresas. 

Ora, sucede que num cruzamento, quase quase a chegar à empresa onde trabalho, está uma daquelas senhoras de rua. De manhã e na hora de almoço é certinho passar pelo seu "posto de trabalho", vendo-a muitas vezes.

Acontece que nas últimas duas semanas, um dos sítios onde ela assenta arraiais (entrada de uma mata) foi devastada e limpa. 

O que pensou Pandora quando viu tal cenário de devastação da floresta:

  1. Muito bem, andam a limpar as matas para prevenir incêndios?
  2. Será que aquela senhora vai sofrer de extinção de posto de trabalho?
  3. É uma tristeza, qualquer dia nem árvores temos?

Pois, meus caros, lamento informar-vos, mas aqui a Pandora pensou mesmo na hipótese n.º 2. 

Acho que ando a ouvir demasiado as "histórias do homem que mordeu o cão" a caminho do trabalho. 

 

17
Jan19

Percebes que há dias que deviam ter 48h quando...

... finalmente tomas banho, deitas-te e pensas: ah, até que enfim vou poder ver emails, responder a mensagens e cuscar as redes sociais. Só que não. O relógio marca 01:07, e o cabrão do despertador é um ditador FDP. 

P.S.: FDP (filho da puta)... que depois que Pessoa foi censurado em pleno séc. XXI, por referir "putas" e "masturbação" num poema escrito no século passado, se calhar é melhor moderar a linguagem. Cambada de puritanos hipócritas e cínicos. Estimo muito que vos fodeis. Talvez fossem mais felizes. 

 

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