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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

09
Jan17

Pandora e o frio

Não gosto de frio. Não gosto e não me faz bem. Que o diga a minha lombar que fica toda encarquilhada com o frio, que é como quem diz, fico com umas contraturas que até me vêm lágrimas aos olhos tal é a dor fulminante que sinto. 

E assim passei o fim de semana, em modo inválida, sem posição de estar, e quando encontrava uma em que não sentia dor, ficava bem quietinha até vir nova pontada fulminante de dor só porque... respirei mais fundo.

Isto é maravilhoso. Falta muito para a primavera? É que já nem chamo pelo verão, contentava-me com a primavera, desde que trouxesse subida de temperatura. As minhas cruzes agradecem.

 

15
Nov16

I'm not alone

A Mula escreveu e eu subscrevi. 

As pessoas não entendem esta minha aversão ao inverno. Ah sabe tão bem as mantinhas, o chá quente, a lareira, estar no sofá com a chuva a cair lá fora.

Blá blá blá.

Pois sabe. Claro que sabe. Mas gente, a vida real impele-nos para fora de portas. Trabalhar, por exemplo, entre outras coisas.

O inverno suga-me a energia. Sem exagero. Sinto-me numa sonolência permanente, sem energia, sem vontadinha de nada que não seja dormir. No inverno eu acordo e a primeira coisa que me ocorre na mente é: quantas horas faltam para voltar para a cama?

No inverno falta-me a paciência para socializar. Jantar fora, tomar um copo, passear... a sério? O meu cérebro congela. E então se estiver a chover, aí é uma espécie de morte lenta em agonia arrancarem-me de casa. 

Não é mau feitio. Não sei explicar porque me sinto assim. Não sou pessoa de frio e chuva. E todo o meu corpo dá evidentes sinais disso. Piora quando a hora muda e às 17h já está a anoitecer. Fico logo com vontade de tomar um banho quente, vestir o pijama, comer uma sopa a ferver e enfiar-me debaixo das mantas. 

 Eu não sou eu quando está frio. E chuva. E os dias são estupidamente pequenos. 

08
Nov16

Veio mesmo a calhar!

Hoje as assoadelas diminuíram, para bem do meu nariz. Bendito anti-histamínico que tomei ontem à noite e me deixou com uma pedrada de sono por 24h. Ah, e as snifadelas que dei de manhã para descongestionamento nasal. Adiante, do corrimento nasal que ontem não me deixou sossegada, sempre de mão na caixa dos kleenex, hoje estava francamente melhor. Mas veio a tosse. Daquela que se me arrancava os pulmões pela garganta. Foi piorando ao longo do dia.

Pensava eu, de consciência pesada (e não só) que lá ia faltar outra vez à aula de cardio fitness, e que isto é muito giro para alimentar a minha preguicite em mexer o rabo, mas no dia que voltar vai ser o cabo das dores musculares.

Entre o vou, não vou, transpirar até me pode ajudar a desosbstruir as cavidades respiratórias, expulsar o vírus da gripe para o Pólo Norte, mas ai credo, que lá tenho fôlego para aguentar a pedalada da profe, ainda me vem com as aulas de agachamentos e largo os pulmões pelas narinas, sei lá, vou, não vou, semana passada não pus lá os pés, ai o que é que eu faço, eis que recebo uma sms da professora a avisar que está doente, não pode dar aula hoje, compensa depois.

As rápidas melhoras à professorinha, mas caraças, que até me senti com 5 kgs a menos na consciência (antes fosse nas ancas). 

Agora vou ali ao chá de limão com mel, anti-histamínico no buxo e dormir que nem um rochedo, não sem antes besuntar o nariz em óleo de rosa mosqueta para ressuscitar a pele seca e gretada que tenho no lugar das narinas.

Adoro (not) o inverno!

 

08
Nov16

Sabem, sabem?!

Sabem aquelas gajas que vistas por trás parecem boas, mas mesmo boas, mesmo mesmo boas, como as gajas de Ermesinde, mas depois quando se olha para a fronha, medo, ca susto?! Sabem, sabem?

Estava aqui a Pandora, de nariz à batatoon, a arrumar umas pastas no armário e passa uma colega: Olá Jeitosa! - diz. Pandora vira-se e antes que consiga dizer - isso é pra mim?! - já está a colega de mão no peito, a dizer: ai credo!!

Pronto. É isto. Mais uns dias a kleenex e o meu nariz cai como o do Michael Jackson. 

 

07
Nov16

Sobre o fim de semana

Pois que ele devia ser multado por excesso de velocidade. Tenho para mim que o fim de semana é um modelo de carro conduzido pelo Vin Diesel num qualquer filme da saga Velocidade Furiosa.

Mas, este fim de semana tem dois acontecimentos dignos de registar.

Conheci uma menina deste bairro dos blogs Sapo. E gostei muito. Muito simpática, sorriso doce, uma mulher de garra, apesar de tantas dificuldades que tem tido, e lhe continuam a surgir. A vida não é nada fácil, mas há que ser persistente, manter a esperança e acreditar que tudo vai correr bem. E é por isto que vale a pena ter um blog: conhecer assim pessoas inspiradoras, que de outra forma os nossos caminhos jamais se cruzariam. Aquilo que seria um simples café, acabou a ser um passeio pelos arredores de Aveiro, para ela conhecer um pouco, e acabou em jantar numa das pizzarias emblemáticas da cidade. Também conheci o filhote dela, miúdo esperto, cheio de energia. Muito divertido. E parece-me que estava a adorar o fim de semana diferente com a mãe. Tenho a certeza que são estes momentos que ele guardará na memória. 

E depois de um sábado tão bom, eis que no domingo acordo com todos os sintomas de uma gripe. As dores de corpo e cabeça já por aqui andavam desde quinta. Associei ao trabalho que andei a fazer no arquivo. Afinal já deviam ser sinais de prenúncio. E aqui estou, toda entupida, ranhosa, nariz a escorrer, mal estar geral. Ontem emborquei antigripe e estive no ninho, murchinha e sem apetite para nada,  a beber chá de limão com mel como se a minha sobrevivência dependesse dele. E hoje os kleenex são os meus aliados. Ainda por cima com o AC do gabinete, o meu nariz abriu as comportas e vai de escorrer. Tá bonito. 

E pronto, eis a primeira gripe da temporada outono/inverno 2016/2017.

 

17
Out16

A chuva

Enfim, a chuva. Essa coisa da natureza que diz que é precisa mas eu abomino. É a roupa que não seca, a casa que parece nunca estar limpa, as janelas fechadas, a vontade de hibernar e não pôr o nariz fora de casa, as tardes de domingo debaixo da manta no sofá, regada a chás quentes e o tempo preenchido com séries, sestas e leituras. O trânsito infernal, os agasalhos e guarda-chuva, o calçado fechado, que não deixe passar água. 

Todas as estações têm os seus encantos. Mas sem chuva, por amor da santa. Sem chuva. Que eu não vejo encanto nenhum na chuva. 

 

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