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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

30
Ago19

Repete até te cansares...

As coisas têm a importância que lhes dás. 

As coisas têm a importância que lhes dás. 

As coisas têm a importância que lhes dás. 

As coisas têm a importância que lhes dás. 

As coisas têm a importância que lhes dás. 

As coisas têm a importância que lhes dás. 

As coisas têm a importância que lhes dás. 

As coisas têm a importância que lhes dás. 

As coisas têm a importância que lhes dás. 

As coisas têm a importância que lhes dás. 

As coisas têm a importância que lhes dás. 

As coisas têm a importância que lhes dás. 

As coisas têm a importância que lhes dás. 

As coisas têm a importância que lhes dás. 

As coisas têm a importância que lhes dás. 

As coisas têm a importância que lhes dás. 

As coisas têm a importância que lhes dás.

 

21
Ago19

Aquele momento...

... em que na pausa para comer uma banana ligo os dados móveis e espreito o Instagram. Primeira foto do feed: uma piscina maravilhosa, tentadora. 

Até se me embrulhou a banana na boca e no estômago, tal foi o meu masoquismo. 

Nota mental: não abrir Instagram na pausa do café,  não abrir Instagram na pausa da banana, não abrir Instagram em circunstância alguma enquanto estou em horário laboral (mesmo que seja momento de pausa). 

18
Ago19

Acabou-se o que era doce!

Duas semanas e meia pareciam uma eternidade de férias, assim quase quase como os três meses de férias dos idos tempos de escola, que eram sempre uma seca descomunal (ohhhhhh que burros que somos quando jovens inocentes).

Duas semanas e meia voaram. E no entanto deu para tanto e para tão pouco (ou é aquele gostinho do quero mais).

Kms percorridos, reencontros e abraços, banhos de mar, modo frango de churrasco na toalha, vira para um lado, vira para o outro. Ler, dormir, namorar, passear, petiscar, caminhar, sentir a brisa, o cheiro a maresia entranhado na pele. Sem relógio, sem maquilhagem, sem roupas muito aprumadas, sem mil tralhas na carteira (afinal nem são assim tão essenciais para andarem comigo todos os restantes dias do ano), cabelo em desalinho (mais que o normal). A vida de chinelo no pé ou pé descalço na areia assenta-me tão bem.

Contemplei o mar sem me cansar. Como se ele fosse um espelho da minha alma: um longo e cristalino horizonte de água e luz. Sereno. Encontrei o meu equilíbrio, que tanto me tem faltado este ano. A sensação de paz e sossego depois de uma longa tempestade. 

Dentro de horas toca o despertador. Volta a tirania dos dias, dos horários, das rotinas, das tarefas, das pessoas que me sugam a energia positiva (e a paciência). 

Afastei de mim aquela aura negra. E espero, sincera e verdadeiramente, que ela não volte. Que eu tenha a coragem e sabedoria necessárias para a afastar. Relativizar, não dar importância a pessoas e atitudes mesquinhas, hipócritas. Que eu consiga manter-me a uma distância de segurança dos problemas dos outros, para que não tenha de carregar o mundo deles nos meus ombros. Estarei aqui para quem merece toda a minha dedicação e estima, mas terei de aprender a não absorver tanto os dramas e problemas dos outros. Posso ouvir, comentar, dar opinião, se ma pedirem. Mas não posso mais, de forma alguma, carregar o mundo dos outros como se meu fosse.

Quero lembrar-me da leveza e enorme harmonia que senti quanto contemplei o horizonte do mar, respirei fundo a sua brisa, e deixei-me embalar no som das ondas. Quero lembrar-me da leveza que senti quando, dentro de água, me deixava enlevar no vai e vem da ondulação, sentindo o sol e a água em simultâneo no corpo.

Quero que esta leveza fique dentro de mim.

Preparada para regressar ao trabalho? Ao trabalho sim, que não é o trabalho que me causa stress. São as pessoas, a luta de egos, a forma como se descartam problemas para os outros até que haja alguém que resolva. A responsabilidade que tenho nas funções que desempenho por um ordenado totalmente desadequado. Ficar a saber de quem teve progressões e aumentos salariais e ficar com aquele ar de ingénua, como se fosse o mérito reconhecido, o trabalho, esforço e dedicação. Não. É quem lambe melhor as botas. Quem sabe cair nas graças das pessoas certas e com poderes para...

Respira. Inspira. Sente a brisa do mar. O som ao fundo das ondas. A maresia que trazes entranhada na pele. Faz o que te compete, o melhor que sabes, para que no final do dia venhas de consciência tranquila: o que era da tua responsabilidade ficou feito. 

E é neste mantra que me estou a concentrar para não estar já com um ataque de ansiedade, com um nó no estômago, porque vou regressar e vou voltar a ter de trabalhar com pessoas que afetam negativamente. E é porque eu deixo. Eu sei. É o desafio, agora que me sinto rejuvenescida e com novas energias recarregadas: não permitir que me afetem. Só têm a importância que eu lhes dou. 

E para que o primeiro dia não custe assim tanto, já combinei com uma colega/amiga irmos almoçar. Também ela regressa amanhã das férias. Nem tudo é mau, e regressar implica rever pessoas que me são queridas, de quem tenho saudades e com quem quero partilhar esta boa vibe das férias. É isto que tenho de valorizar. 

shutterstock_93735772_2.jpg

Manter o foco para ser mais positiva e feliz no trabalho (algumas dicas disponíveis ao clicar na imagem).

So, let's go! Yes, I can!!! 

03
Jun19

Então, Pandora, já foste à la playa?!

Bué da vezes. Basta abrir o Instagram e em poucos minutos vejo passar diante dos meus olhinhos praias diferentes, piscinas, e todo um desfile de beachwear e corpinhos danone (ou Yes Diet). (qualquer pontinha de inveja não é mera impressão)

Aqui a plebeia esteve a trabalhar, a promover uma iniciativa da empresa num festival que ocorreu na região. É muito giro e divertido e diferente, e gosto muito da interação com o público, mas um dia inteiro em pé, ao calor, é de esgotar qualquer corpinho e alminha.

Portanto hoje, para mim não é segunda. Já vou para aí em quarta. E pior é que o fim da semana ainda vem muito longe para merecido descanso.

 

11
Dez18

Ainda estou viva

Até tenho umas peripécias giras para partilhar e tal, mas o tempo, esse grande malandro não chega para tudo. E o cansaço?! Nem vos conto. Vai daqui até à lua, ida e volta. 

Ora o papel de mãe natal na festa das crianças já foi e correu muito bem. 

Agora é a odisseia dos últimos preparativos para o jantar de natal de sexta (ESTA SEXTA) e que assim, só por mero acaso, foram decididos ONTEM!

pira-respira1.jpg

 

 

03
Dez18

Pandora a enfardar bolos reis

À conta de ser membro da comissão de festas do burgo onde trabalho, ando numa rica vidinha: prova de bolos reis para escolher o special one para o cabaz de natal deste ano.

Já foram quatro, de pastelarias diferentes. Dois dos quais no mesmo dia. 

Por momentos até me senti júri do Masterchef: degustar fatias de bolo, atenta aos detalhes mais subtis e aos sabores mais deliciosos. 

 

17
Set18

Estórias e cenas tristes do espectro profissional deste Portugal (sub)desenvolvido!

Há um ano e tal atrás mudei de equipa de trabalho. Mudei de funções. Dei uma volta de 180º. O desafio era enorme. Assustou-me. Nem tanto o desafio em si, mas saber que o apoio seria pouco ou nenhum, que teria de enfrentar muitas dificuldades sozinha, que teria de aprender muita coisa em pouco tempo, que teria de aguçar sentido crítico, capacidade de análise. Tive muito medo de falhar. Ainda há dias em que esse medo vem e atrapalha. Mas um ano e meio volvido, e sabendo que ainda há muito a aprender, a estudar, a analisar, a evoluir, caraças, também há aqueles dias em que me faço ouvir, em que questiono, em que dou voz ao sentido crítico sem medos, em que quero ir mais além do que foi indicado, porque acho que é insuficiente... há dias em que defendo as minhas ideias à hierarquia superior e sou questionada. Tenho de fundamentar. Justificar. Argumentar. E caraças, se não fico com uma pontinha de orgulho quando, mesmo depois de porem em causa o que estou a dizer, acabam por me dar razão. Afinal já aprendi umas coisas. Afinal até já posso falar com conhecimento de causa. Estudar e ter que lidar diariamente com legislação e, simultaneamente, com parte técnica/operacional já me dá algum arcaboiço para defender determinados processos e pontos de vista. 

Mas isto é sol de pouca dura, esta sensação de crescimento, de aprendizagem, de metas atingidas. Porque o pão nosso de cada dia é a desvalorização, o não reconhecimento de evolução de competências, o constante questionar/duvidar que põe uma pessoa em xeque (em dias maus chego a duvidar que saiba escrever). 

Como diria o sábio JJ: "é uma faca de dois legumes". E é sempre muito mais fácil ceder à sufocante pressão de ter de justificar cada passo, cada decisão. Difícil é alimentar a autoconfiança (e autonomia) quando o retorno que se tem é um constante duvidar do nosso trabalho, da nossa análise, no fundo das nossas competências e conhecimentos. Quando tudo o que fazemos tem de ser validado superiormente, passar por um apertado crivo de fundamentações, como se estivéssemos a defender uma tese digna de candidatura a um prémio Nobel. 

Mais frustrante é perceber que a exigência tem parâmetros elevados para uns, enquanto outros, que muitas das vezes ganham bem mais e têm muitos mais anos de "casa", passam o dia a coçar a micose, o pouco que fazem ainda dá merda, mas está sempre tudo bem, palmadinhas nas costas e até lhes diminuem a carga de trabalho porque, jazus, estão assoberbados. 

Ora, mentalmente, eis a minha resposta:

 

 

17
Set18

Fico com uma neura!

Sabem aqueles dias em que uma pessoa não pára, come fora de horas, porque perde noção do tempo e só se dá conta porque o estomâgo grita no vazio, passa o dia a saltar da cadeira para ir acudir outros fogos, sai tarde e más horas e chega ao final e, em retrospetiva, não fez merda nenhuma?!

Um minuto de silêncio pela minha segunda feira perdida... 

 

13
Ago18

Por um fio(zinho)...

Diz o povo que “mais vale cair em graça do que ser engraçado”.

Ando a sentir isso na pele. E queima. 

Não sou, nunca fui, e dificilmente serei daqueles “lambe-botas”, que se fazem valer do seu charme e encanto para parecer em vez de ser. Mas a merda é que são esses artistas que se safam bem. Os que criam a fabulosa ilusão de serem profissionais competentes e dedicados, ultra empenhados no trabalho.

A mim calhou-me ser honesta e crente que o reconhecimento se faz pelo mérito e pelo trabalho. Ando tão iludida, é o que é.

Quando mudei de equipa de trabalho, fui integrada provisoriamente na equipa de backoffice, sendo que tenho funções diferentes, porque é suposto pertencer a um novo órgão/equipa que, apesar de já estar em plenas funções, oficialmente ainda não foi constituída como órgão no organograma da empresa.

Então, e provisoriamente há ano e meio, estou sob alçada de uma chefia intermédia que é absolutamente intragável.

Sabem aquele estereótipo do funcionário público que entrou para a função pública porque era filho de Sr. fulano tal (e não, não é Eng.º Fulano tal ou Dr. Fulano de tal, ainda é da época em que bastava ser-se filho, sobrinho, vizinho do Sr. de uma qualquer secção pública para se ter acesso direto). E assim se fez o percurso profissional de tal criatura. E teve progressões de carreira porque sim, porque era assim no tempo das vacas gordas. Não era o mérito ou a competência que eram avaliados para crescer profissionalmente.

Estão a imaginar esse estereótipo, que tanta má fama dá à função pública? Pronto, é a chefia que eu tenho, e que ironicamente, o meu trabalho não passa por tal criatura nem de longe nem de perto.

Ora, eu não sou lambe-botas, para o meu trabalho não preciso da criatura para praticamente nada. Portanto ganhei o bilhete para cair em (des)graça perante tal alminha, que me tem feito azedar a paciência. E o que mais me revolta é a diferença flagrante com que trata os colaboradores: há os que fazem o que querem, ausentam-se horas do seu posto de trabalho, passam a vida na net a planear férias, a fazer compras, até a preparar casamentos já se viu, e não há uma chamada de atenção. E há os que nem um quinto disso fazem e estão sempre a ser chamados a atenção e a levar pela cara, como eu há umas semanas atrás, que “bem espremido” trabalho só duas horas por dia. O que engoli para não mandar tal criatura ir chatear o caralhinho.

Houve algo que mudou nos últimos meses: deixei de ser parva e entrar antes da hora, sair muito depois da hora, disponível sempre que se lembrassem de chamar para trabalhar/analisar processos, o que frequentemente acontecia depois do horário de expediente. E há algo que sempre foi meu: não andar a lamber as botas de quem quer que fosse, não andar a dar palmadinhas nas costas, não andar a bajular. Tenho muito trabalho para perder tempo com essas merdas, mas pelos vistos eu é que tenho as prioridades trocadas.

O trabalho já é mais que muito, e sempre sob stress. Junta-se este fabuloso ambiente de merda entre uma equipa que é cada um por si, e ver quem lixa quem, com uma chefia mesquinha, que alimenta o clima de intrigas e confusões, e cujo único prazer na vida deve ser foder a paciência aos outros, et voilá, ando aqui num estado catatónico. Das crises de ansiedade, ao permanente estado de nervos, das insónias ao stress a níveis pouco recomendáveis, sinto-me uma bomba relógio.

Faltam dois dias de trabalho e depois férias. Preciso de me afastar deste ambiente como preciso do ar para respirar. E é só que penso neste momento. Ir para longe daqui. Conseguir recuperar forças, energias, regenerar-me. Mas e para quê? Para depois voltar para a mesmíssima merda e em dois dias voltar ao mesmo estado anímico?

Preciso de mudanças. Porque como isto está, não vai dar para aguentar muito mais tempo sem cair num esgotamento ou depressão.

 

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