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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

16
Out18

Por aqui está-se com gripe!

Ainda fazia calor e o verão prolongava-se pelo outono quando eu acordei com uma terrível dor de garganta e ouvidos. 

Com a tendência natural que tenho para aquelas -ites (amigdalite, faringite, laringite, otite), o pequeno almoço foi concluído com uma dose de Brufen. E assim andei três dias. A garganta e os ouvidos acalmaram, veio o corrimento nasal. Depois do Brufen durante três dias vou à farmácia. Dão-me um spray para aliviar a congestão nasal e a garganta. Alguns dias depois parecia estar melhor mas... começa uma tosse absolutamente esgostante. Tossia tanto a ponto de faltar o ar, de provocar o vómito, de ficar com sabor a sangue na boca e o peito a arder.
Sábado fui ao médico. É-me anunciado um estado gripal que não carecia de antibiótico, iria durar entre 20 a 21 dias e a tosse podia prolongar-se por seis semanas. Analgésico, outro spray para a garganta, um xarope para a tosse. Melhorias nada.

Ontem mal me aguentei no trabalho, com constantes ataques de tosse, aflitivos, esgotantes. Liguei para o centro de saúde, consegui consulta com a médica de família, à tarde já não fui trabalhar. Nova consulta, nova medicação, agora com antibiótico, baixa dois dias para repouso e evitar diferenças de temperatura e correntes de ar. 

Já vou na terceira semana doente. Adiei a ida ao médico, e provavelmente piorei por isso. Agora estou eclausurada em casa, de pijama, com tamanha pedrada que só me apetece dormir. Os ataques de tosse, parece-me, diminuíram. Durante a noite ainda tive, a manhã, depois do antibiótico, tem sido mais calma, mas precisamente quando respondia a uma amiga, que me perguntou como eu estava, deu-me um. Não tão intenso e forte. Ok, parece que agora estou no bom caminho para a cura.

E aqui está a minha despedida do verão e uma "bela" entrada na época das mantas, dos chás, do frio e das maleitas. Ohhhhh que eu adoro o tempo frio (SÓ QUE NÃO!). Posso voltar para o verão, posso? 

 

08
Out18

Pensamento do dia

Viver é um ato de fé. Tem de ser. Nos dias negros, então, é a tábua de salvação a que um náufrago se agarra, numa réstia de esperança de sobrevivência.

Há dias difíceis. Há dias mais leves. Há dias em que simplesmente se deixa acontecer. Acredita-se que se é assim, é porque tem de ser. Confia-se no que a vida trás e leva. 

Serenei a minha tempestade interior. Lambi as minhas feridas. Confiei que tudo havia de passar. Que eu ia ficar bem. Que há luz para além da escuridão. 

Cada dia é um ato de fé. Repito, de mansinho, que vou ficar bem. Que estou bem. E a vida vai ficando mais leve. 

Obrigada. A quem leu o meu desabafo. A quem dedicou um pouco de si. A quem deixou palavras. Aqui e não só.

Desculpem o período de silêncio. Foi necessário para me reencontrar. Voltei. 

12
Set18

Regressos

Setembro é mês de recomeços. Não vou ser mais uma a falar do assunto que esgotou logo ao segundo dia do mês.

Este ano, como tirei férias na segunda quinzena de agosto, setembro foi efetivamente o regresso às rotinas, ao trabalho, aos horários. As aulas de cardiofitness recomeçaram logo na primeira semana, esta semana regressei também às danças, os dias ficam mais preenchidos e mais pequenos. Literalmente. 

As férias deixam saudades, claro, mas também é boa esta sensação de voltar a casa e sentir que a vida prossegue no seu ritmo rotineiro, numa sucessão de horários e atividades previstas e programadas.

Daqui a dias já estou a maldizer a correria e o stress, os horários apertados e a rogar-me pragas por querer meter-me em tudo e achar que tenho tempo para tantas atividades.

Por ora, vou desfrutar deste breve momento zen, em que me sinto a voltar aos meus lugares comuns.

 

06
Jul18

Sobre-vivendo!

Os dias têm sido difíceis. Quem me conhece antecipará que as minhas ausências são motivadas por isso mesmo: dias difíceis, a vários níveis. 

Para começar, muito trabalho. Fui nomeada team-leader de um projeto relacionado com o famigerado RGPD (Regulamento Geral de Proteção de Dados) o que me tem valido horas de formação e reuniões.

O trabalho normal do dia a dia, que já não é pouco, continua e não pára de acumular, pelo que na maioria dos dias dava jeito clonar umas quantas Pandoras.

Há um desgaste físico, um cansaço acumulado. Há, também, muito stress. Muitos nervos à flor da pele. Voltaram as crises de ansiedade. A falta de descanso. Vem a falta de paciência. Para tudo. 

Aconteceram umas situações profissionais que me derrubaram. Me fizeram sentir uma enorme sensação de impotência, de frustração, também de revolta. Quando se acredita no mérito e na competência, mas se trabalha com uma equipa onde o que interessa é a palmadinha das costas, a hipocrisia e os egos de muita gente, há uma constante luta inglória, condenada ao fracasso dos mesmos. Imaginem de que lado estou?

E tudo isto a troco de um salário de merda, que dá para pagar contas e pouco mais.

Preciso urgentemente de férias, mas as férias vão ser em casa. Não há dinheiro para ir para fora, uns dias que sejam. Está a ser um ano complicado em termos financeiros, cenário que se desenhou logo no início do ano, quando passámos pelo que passámos com a história do acidente e o absurdo de dinheiro que tivemos de adiantar até ter o problema resolvido. Foi um enorme rombo. E como um mal parece que nunca vem só, outros imprevistos aconteceram que se traduziram em gastos não previstos num orçamento não muito avantajado. 

Foram-se reservas, foi-se tudo e nos dois primeiros meses a conta bateu no vermelho. Equilibramos as coisas, mas não sobra para férias. E já foi um esforço três dias em Lisboa.

Portanto a frustração aumenta. Tanto trabalho para isto. Tantas horas dedicadas para isto. 

Haja saúde. 

Pois. Já tenho o resultado da panóplia de análises hormonais que fiz. Ainda não regressei ao endocrinologista (só tenho consulta no fim do mês), mas já as mostrei à nutricionista.

Boas notícias: está tudo bem, os valores estão todos dentro dos parâmetros normais.

Más notícias: voltamos à estaca zero, sem saber de onde vem a extrema retenção de líquidos, o inchaço das pernas, tornozelos, pés. 

Nem dá para gozar as boas notícias. Há algo que não está bem. E não há meio de encontrar a origem para poder tratar.

Prevejo uma corrida a especialistas vários, numa demanda que não sei onde vai dar. 

Faço o esforço para (sobre)viver. Mantenho as minhas atividades, vou a convívios com amigos, o verão (supostamente) começou e com ele vem uma quantidade obscena de eventos: é tasquinhas, é festas disto e daquilo, as feiras temáticas, este fim de semana tenho na agenda o Vagos Sensation Gourmet e começa o AgitÁgueda, que já é uma espécie de tradição.

Não me rendo a ficar afundada no sofá, fechada em casa, a chorar as mágoas e remoer a frustração. Não me entrego a este cansaço extremo que me suga toda e qualquer energia.

Só que não é fácil.

Dias há que me sinto num pântano de areias movediças e rapidamente percebo que para sobreviver tenho de ficar quieta. Há dias que é simplesmente isso a única coisa a fazer: parar, sossegar, acalmar, serenar. Esperar. Há momentos em que lutar é precisamente PARAR e deixar que a vida se vá resolvendo por si. 

E então é isto. Estou num momento em que estou quieta, deixando os dias passar, acompanhando o ritmo da maré, sem remar contra a corrente. Demasiado cansada para isso. E quiçá não será mais sábio, neste momento, simplesmente deixar ir, deixar acontecer, o que tiver se ser, será.

 

07
Jun18

Eu mereço!

Com o problema com que me tenho debatido, e apesar de já ter a consulta marcada, há alguns cuidados que já comecei a ter. Um deles é o repouso das pernas com os pés levantados. Cheguei a dormir algumas noites assim, com duas almofadas de apoio nas pernas para fazer altura.

Coincidência ou sorte, o Lidl hoje tem uma campanha de artigos de Bem-Estar, onde consta esta almofada própria para o repouso de pernas e pés.

almofada.JPG

Ora, o preço é estupidamente apelativo, já que nas casas da especialidade (equipamento médico) uma almofada destas custa três vezes mais.

Aguardei pacientemente por hoje e, pelo sim pelo não, levantei-me mais cedo, e saí mais cedo de casa para lá ir comprar a almofada na abertura.

8h25 chego ao Lidl. Primeiro pensamento: oferecem o pequeno almoço às primeiras vinte pessoas???!!!!

Deixo-me estar no carro, até porque está frio e a chover. Só que começa o aglomerado da brigada do reumático a colar-se à porta de entrada. 

Começam a abrir e... 

Sigo na cauda do pelotão sénior, lá vou à procura das almofadas e eis que me vejo sem qualquer concorrência a ver os artigos de saúde e bem estar. A corrida matinal afinal foi para os trapos do Lidl. 

Pelo que vi, nitidamente os saldos da Zara perderam clientela. 

Moral da história: podia ter feito o meu horário normal, ter ficado mais meia hora (pelo menos) na caminha, passava lá na hora de almoço e certamente não faltavam almofadas terapêuticas para as perninhas cansadas e inchadas aqui da velhota. 

 

06
Jun18

Prova superada

Na segunda lá foi o Smart para a oficina. Accionámos o carro de substituição pelo seguro e eis-me ao volante de um carro com três pedais e uma caixa de velocidades manual.

Oh good Lord, e lembrar-me como é que aquilo se conduz?!

Claro que lembro. Mais fácil que andar de bicicleta. Não deixei o carro ir nenhuma vez abaixo, embora me tenha esquecido de engatar a primeira depois de estar parada nuns semáforos. 

Também foi fácil estacionar, o que pode ser um desafio para quem está habituada a um Smart. 

E pronto, agora que já estou tu cá tu lá com o 208, assim amigos para a vida, lá se vai ele embora.

O que vale é que eu e o Smart somos assim almas gémeas, perfeitos um para o outro, um amor para a vida toda. Que regresse às minhas mãozinhas o pequenino, e que o rombo no orçamento para lhe pôr um kit de embraiagem novo renove os votos de uma longa e duradoura relação. Amor para a vida todaaaaaa! 

 

30
Mai18

Do verbo panicar

Paniquei ontem. Sim, paniquei, deu-me os cinco minutos, dei o tilt, fritei do miolo. Tive um espasmo de hipocondríaca. 

Agora é respirar, esperar (im)pacientemente pelo dia da consulta de especialidade que, finalmente, marquei. Provavelmente esperar mais um pouco por exames e análises, e o que seja necessário, e enfrentar o que tiver de ser.

Até lá, nada de esforços, nada de exercício físico, nada de dança... e como sou bem mandada, hoje vou à aula de dança. Aguento até onde aguentar. Faço aula de sapatilhas em vez de salto alto. 

 

28
Mai18

Oh vida de pobre

Recebi o subsídio de férias.

Devia era receber aquela quantia todos os meses, e não seria nenhuma fortuna para o que faço e a responsabilidade que tenho nos ombros. Adiante...

Recebi o subsídio de férias e podia estar aqui a rejubilar a fazer planos para as férias, ou para umas comprinhas, para qualquer coisa que me desse verdadeiro prazer.

Mas não. Nada disso.

Recebi o subsídio de férias e posso finalmente mandar o meu Smart para arranjar. Além de uma revisão com mudança de óleo e tal, precisa de um kit de embraiagem novo. Depois deste susto ficámos avisados que mais cedo ou mais tarde (sendo que o "mais cedo" seria o mais provável) iria voltar a acontecer e sem arranjo possível que desenrascasse mais uns tempos. 

De maneira que o subsídio de férias já tem destino. Para a semana o pequenino vai dormir dois dias à oficina e espero que o orçamento previsto não sofra derrapagens.

E pode ser, pode ser, que sobre uns trocos para um gelado. Ou dois. 

 

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