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Estórias na Caixa de Pandora

Estórias na Caixa de Pandora

29
Dez14

O Natal e o livro

Fui desafiada por duas simpáticas meninas, a Nathy e a Miss Ana, a responder a um questionário sobre o Natal. Não o fiz nem vou fazer. Não gosto particularmente do Natal, pelas memórias amargas que me traz, memórias que vêm desde a tenra infância até aos dias de hoje. Nunca tenho natais fáceis de viver, sem ter sentimentos e emoções que supostamente não fazem parte desta quadra. Não tive nem tenho uma família digna desse conceito, e não vou entrar em detalhes, porque são demasiados esqueletos no armário, demasiadas mágoas que ainda estão por digerir. 

Mas tento, nos meus 33 anos, viver um Natal o mais próximo do espírito da quadra. É uma época que aproveito para mimar as pessoas que ao longo do ano estiveram comigo, no bom e no mau. Tenho todo o prazer em escolher miminhos que, mais que uma prenda de Natal, é um agradecimento pela amizade e carinho, é escolher algo especial para aquela pessoa. Escrevo, de coração, mensagens a desejar feliz natal para cada pessoa a quem o quero fazer. E sei que vivo um pouco à minha maneira esta época. Mas o dia 24 e 25 são os dias críticos. Os dias em que o vazio que está cá dentro sente-se mais, e ninguém nem nada o pode preencher. 

Por estes dias li de fio a pavio um livro, a prenda de natal de mim para mim. 

Foi sentar no sofá e só acabar na última página. Assim, de um fôlego. E na altura em que foi serviu de inspiração, de conforto, de aconchego. Não tenho a mesma experiência de vida do James, mas partilho essa história de vida feita de natais sofridos, em que a solidão é sentimento que impera. Sendo o natal a festa da família, nós, que somos uma espécie de orfãos de famílias vivas, vivemos com angústia e solidão esta época. E tudo à nossa volta nos grita que o natal é em volta de uma mesa, rodeados da família... mas o Natal pode muito bem ser no sofá com o gato, se esse é o Natal de amor e união, de paz e alegria, pois que assim seja. E dei comigo a sorrir e a pensar que eu estaria tão bem assim, com a minha árvore a piscar, com os gatos no colo, com o meu Gandhe ao lado: porque esta é a minha família, a que amo, a que está comigo, dia após dia, nos maus e nos bons momentos. 

Um livro que me inspirou. E muito. 

 

24
Dez14

Das surpresas que chegam sem aviso

PC230004.JPG

Há pais natais que não descem por chaminés, não usam fartas barbas brancas nem vestes vermelhas. Há pais natais tão excecionais que não precisam de se identificar para que todos os vejam. Há pais natais especiais, com o dom de chegar no momento certo, com as palavras certas para acalentar os corações e enchê-los de ternura. E um desses pais natais chegou-me via CTT e levou-me às lágrimas. Obrigada, Alice, pela ternura que espalhas, por esse teu dom de chegar aos corações. Até um dos gatos cá de casa ficou encantado!

 

19
Dez14

A minha conquista por uma nuvem fofinha no céu

O Gandhe ontem manifestou verdadeiro desespero por não saber o que oferecer à mãe, e passo a citar:

- Cacos para a casa acabam sempre num canto qualquer, sejam Vista Alegre seja um pedaço de barro. Da maneira como ela agora anda (subentanda-se, toda gaiteira) pensei assim numa coisa qualquer, um perfume, uma mala, uma bijuteria para ela se enfeitar.

E eis que eu, sem pensar muito, e no meu (ainda) bom senso, dou estas sugestões, perfeitamente na moda, adequadas à senhora, sem ser à velha, mas também sem ser à adolescente com as hormonas aos saltos:

- E que tal uma daquelas capas/ponchos de malha que se estão a usar muito? Opção 1; opção 2; opção 3

Ele até gostou das sugestões. E eu também, principalmente para o caso dela não gostar e poder ficar eu como "caixote do lixo" da senhora esquisitinha que nunca gosta de nada.

 

19
Dez14

Em poucos dias foi tanto e tão pouco

Nesta última semana vivi extremos. Ou será radical falar em extremos, mas foi exatamente assim que me senti: a viver o mau e o bom das pessoas e da amizade.

Se por um lado tive mais um episódio com pessoas egoístas, egocêntricas (daquelas que no horizonte do seu campo de visão têm a ponta do seu nariz), interesseiras, que sem qualquer respeito ou consideração usam e humilham os outros, por outro vivi momentos únicos de amizade sincera, verdadeira, despretenciosa, altruísta. E agradeço ter pessoas assim na minha vida que me fazem pôr para trás tudo o resto que não interessa.

As primeiras amigas a aquecerem este coraçãozinho magoado e triste foram a Ângela, a Cindy e, surpresa, a m-M, que finalmente conheci ao vivo e a cores, abracei sem conseguir evitar umas lágrimas de emoção. A Cindy documentou e bem este nosso encontro. São estas amizades e partilhas que dão sentido à existência dos blogs, que servem como pontos de encontro e de partilha de experiências, não como ringues de luta ou campos de batalha. Usando da minha costela hippie: make love, not war. Ou get a life and enjoy it! É tão reconfortante, tão gratificante sair detrás destes monitores, detrás da plataforma dos blogs e apreciar o calor de uma amizade que nasceu virtual mas é tão real. E o nosso abraço, m-M, prova isso mesmo. Caramba, valeu por tudo, não desfazendo as outras meninas, mas a nossa menina-Mulher foi a grande surpresa, a prenda de Natal que veio sem papel de embrulho, sem laço, mas que trouxe toda essa magia que o Natal tem quando aconchega os corações. E como eu precisava disso no sábado para esquecer a ferida do egoísmo de outros.

Dias depois foi dia com as comadres salseiras, como nos autointitulamos. Uma amizade que surgiu no contexto das danças, mas que já vai num patamar para além disso. Conversas, desabafos, partilhas, sorrisos e gargalhadas, somos umas doidas que adoramos nos divertir e estar numa boa, sem chatices. Somos um grupo recente, conhecemo-nos há cerca de um ano, mas é curiosa esta empatia que surgiu e a forma como nos entendemos. Não sabemos explicar, mas é frequente acabarmos as frases umas das outras, haver trocas de olhares e percebermos logo o que cada uma quer dizer. Estas coisas não se explicam, sentem-se. 

Como estamos em época natalícia, trocámos uns miminhos, e foi tão bom perceber que se lembraram de nós, que procuraram ou fizeram (no meio disto tudo há moças prendadas que fazem coisas lindas) algo que cada uma fosse gostar, sorrir e agradecer, mais que o presente, a amizade que nos envolve.

E uma semana depois de ter vivido uma experiência que me magoou e abriu antigas feridas e cicatrizes, vivo logo de seguida aquilo que vale a pena ser vivido. A agradeço por isso. Nesta época natalícia é das coisas que mais agradeço: as amizades boas e verdadeiras que a vida me proporcionou. 

 

11
Dez14

Amigo secreto

Na empresa houve quem lançasse o desafio de se fazer uma troca de prendas ao estilo amigo secreto. Houve um número considerável de pessoas que alinharam, e a ideia era até ao dia marcado para a troca de prendas se ir fazendo partidas, brincadeiras, dedicatórias, sempre anónimo, à pessoa que calhou.

Ora eu fui muito ativa com a pessoa que me calhou. Deixei-lhe várias mensagens, umas cómicas, outras poéticas, até uma versão de uma letra de uma kizomba eu fiz para ela. Não se pode queixar de não ter tido surpresas. Já a pessoa a quem eu calhei, nem um post-it com um reles olá me deixou. 

Adiante. Fui das que alinhou na brincadeira e andou a meter-se com as pessoas e a dinamizar a coisa. Mas devo ter dinamizado tanto que tenho três pessoas crentes que sou eu a amiga secreta delas. É caso para dizer que estou muito requisitada!!

Amanhã é a troca de prendas, e adivinhem quem está de férias?! A pessoa a quem tenho de entregar a prenda. Tenho cá uma sorte!! 

Amanhã também é o dia do jantar de natal da empresa. Coisa para perto de 300 pessoas. E eu ando aqui a pensar que raio visto para não ir com cara de quem foi direta do escritório para lá (sim, tenho tempo de ir a casa), nem com cara de quem pensa que vai a um jantar de gala. Tenho um vestido preto, com umas aplicações em missangas na zona do peito, manga 3/4, confortável e giro. Estou tentada, até para fugir dos jeans, mesmo que combinados com um top mais "festivo". Mas sei lá se amanhã na hora de sair de casa o vestido fica e vão os jeans. 

 

11
Dez14

Ho ho ho já chegou!!!!

E chegou o meu presente do pai natal secreto II, organizado pela Cindy!

A menina a quem eu calhei na rifa não tem blog, ou pelo menos não o divulgou. Mas isso não a impediu de participar na iniciativa e fico contente que o tenha feito. A blogosfera a incluir e não a excluir. **

Adorei. Adorei as simpáticas palavras do postal, sorri enternecida com o seu desejo especial para mim (obrigada), adorei o miminho, ainda mais sabendo que foi feito pela própria. Eu sou menina de bijuteria, sim senhora. Perco-me por brincos (nunca falha), mas vou usando pulseiras e colares. A Joana enviou-me um colar que é a minha cara: tem aquele ar de étnico, de boho, de irreverente e diferente, não deixando de ser simples e discreto (características que prezo muito). Adorei, a sério. E como se ainda não bastasse, uns chocolatinhos para me deliciar (este mês posso, quero lá saber das intolerâncias, pelo menos a do chocolate). Merci! Obrigada! Adorei. Mesmo. Não é por simpatia ou dos "dedos" para fora. É mesmo sentido.

E agora lanço o desafio à Joana: vem até aqui, comenta, cria um espaço teu e mostra as peças que fazes, que acredito serem fabulosas. Um talento assim não pode ficar escondido.

Ah, e faltam as fotos. Foram as possíveis a esta hora e com o cansaço de um dia longo e cheio.

PC110006.JPG

PC110007.JPG

 

E fica prometida uma foto para breve comigo a usar o colar. É mesmo bonito!! 

Obrigada Joana e devolvo o desejo de um feliz Natal!

Beijinhos para ti!

 

 ** Corrigindo uma confusão que houve. A Joana que me escreveu o postal afinal tem blog. Como não o indicou no postal, eu troquei as Joanas. E qual é o blog? É a nossa Marrocos

 

10
Dez14

Ho ho ho já chegou!!!!

E chegou o meu presente do pai natal secreto II, organizado pela Cindy!

A menina a quem eu calhei na rifa não tem blog, ou pelo menos não o divulgou. Mas isso não a impediu de participar na iniciativa e fico contente que o tenha feito. A blogosfera a incluir e não a excluir. **

Adorei. Adorei as simpáticas palavras do postal, sorri enternecida com o seu desejo especial para mim (obrigada), adorei o miminho, ainda mais sabendo que foi feito pela própria. Eu sou menina de bijuteria, sim senhora. Perco-me por brincos (nunca falha), mas vou usando pulseiras e colares. A Joana enviou-me um colar que é a minha cara: tem aquele ar de étnico, de boho, de irreverente e diferente, não deixando de ser simples e discreto (características que prezo muito). Adorei, a sério. E como se ainda não bastasse, uns chocolatinhos para me deliciar (este mês posso, quero lá saber das intolerâncias, pelo menos a do chocolate). Merci! Obrigada! Adorei. Mesmo. Não é por simpatia ou dos "dedos" para fora. É mesmo sentido.

E agora lanço o desafio à Joana: vem até aqui, comenta, cria um espaço teu e mostra as peças que fazes, que acredito serem fabulosas. Um talento assim não pode ficar escondido.

Ah, e faltam as fotos. Foram as possíveis a esta hora e com o cansaço de um dia longo e cheio.

PC110006.JPG

PC110007.JPG

 

E fica prometida uma foto para breve comigo a usar o colar. É mesmo bonito!! 

Obrigada Joana e devolvo o desejo de um feliz Natal!

Beijinhos para ti!

 

 ** Corrigindo uma confusão que houve. A Joana que me escreveu o postal afinal tem blog. Como não o indicou no postal, eu troquei as Joanas. E qual é o blog? É a nossa Marrocos

 

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